domingo, 27 de julho de 2014


Artista / Banda: Paloma Faith.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Spinto.
Alcance Vocal: D3 - E6 (Ré 3 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Alcance Controlado: 
D3 - C6 (Ré 3 – Dó 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Jazz, Soul, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Após a ótima recepção que o público do Vocal Pop teve com o vídeo de extensão vocal (Vocal range) de Paloma Faith, decidi adiantar sua análise vocal. Famosa no UK e ganhando o mundo com seu single "Only Love Can Hurt Like This", Paloma Faith dispõem de uma voz madura, metálica e agressiva; costumeiro timbre dentre os Mezzo-Sopranos que interpretam gêneros musicais próximos da Black Music em geral.

Por ter uma grande tessitura, de brilho intenso nas notas médio agudas, gosto de pensar em Paloma como um poderoso Mezzo-Soprano, abençoado com raríssimas particularidades vocais. Um destes presentes é seu timbre com grandes mudanças de coloração, que trás um gigantesco contraste entre seu registro agudo e grave em voz de peito. Outra questão a ser levantada é a forma com que Paloma articula as palavras ao vivo, trazendo um tom exótico, que combinado a seu sotaque britânico produz um som único, que provavelmente faz parte de suas intensões artísticas (O que é bom na música popular, mas nem sempre o melhor de acordo com o ponto de vista técnico).

Com a natural habilidade de atingir notas altíssimas com o auxílio do belting/mix, paloma demonstra, na maior parte do tempo, facilidade em se manter em uma tessitura médio aguda com grande facilidade em picos na quinta oitava, sem recorrer a voz de cabeça ou ao falsete. Na performance a seguir, Paloma entoa seu single "Trouble With My Baby" se movimentando em um grande palco sem grandes problemas aparentes:


Performances grandiosas, com grande quantidade de sons externos exagerados, com uso de ponto eletrônico para acompanhar a banda e movimentação em palco não é um grande problema para Paloma, apesar de naturalmente, conseguir demonstrar seu potencial vocal com mais clareza e apreço em performances acústicas.




Seu registro inferior é cálido, de fácil acesso e trás consigo a já citada articulação exótica. Em performances ao vivo de "Only Love Can Hurt Like This" fica claro não só o citado registro, mas também a diferença de coloração que sua voz dispõem.


Parte importante de seu canto é a produção constante de grunhidos e sons agressivos a fim de produzir um som mais imponente e poderoso. Nesta intimista performance acústicas de "Can't Rely On You" por diversos momentos é possível perceber sua aptidão para estes efeitos vocais:


Feita de carne e osso está sujeita a erros, algumas de suas performances deixam claro que nem sempre o talento natural pode lhe ajudar a atingir certos objetivos; executar notas sustentadas da quinta oitava sem aparentar desconforto é uma delas. Não se trata de uma contradição dizer que em alguns momentos Paloma não tem facilidade com o registro agudo, já que várias incógnitas podem interferir na vida pessoal de uma interprete, causando assim melhoras ou pioras em seu desempenho. Considero a seguinte performance como uma exceção:


Como puderam ver, seu registro inferior estava mais cheio por conta do abaixamento da laringe, em contra partida o superior menos dinâmico e ornado. Deixar a laringe tão baixa para cantar uma canção que exige agudos grandiosos em saltos tão grandes de uma nota a outra, pode sim trazer danos a voz de um artista ou arruinar sua performances.

Paloma Faith tem um alcance totalizado de 3 Oitavas e 1 nota, partindo de um Ré 3 até um Mí 6. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 2 Oitavas e 6 notas deste alcance, partindo do Ré 3 até o Dó agudo de Soprano (C6). Como podem ver existe uma discrepância entre sua classificação fach e sua classificação "normal"; acontece que  gosto de pensar em sua voz como a de um Mezzo-Soprano com aptidão a explosivas notas agudas em música popular, já em um longínquo sonho operístico, pelo metal em sua voz, o peso e os demais requisitos do sistema Fach que sua voz "atende", Soprano Lírico Spinto é a classificação mais próxima que posso especular.


Pontos Negativos

Falta de naturalidade na articulação das palavras.

Perda significativa de estamina na execução das notas do topo da quinta oitava ao vivo.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).


Facebook | Página Oficial.


17:20 Sávio Alves

Artista / Banda: Paloma Faith.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Spinto.
Alcance Vocal: D3 - E6 (Ré 3 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Alcance Controlado: 
D3 - C6 (Ré 3 – Dó 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Jazz, Soul, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Após a ótima recepção que o público do Vocal Pop teve com o vídeo de extensão vocal (Vocal range) de Paloma Faith, decidi adiantar sua análise vocal. Famosa no UK e ganhando o mundo com seu single "Only Love Can Hurt Like This", Paloma Faith dispõem de uma voz madura, metálica e agressiva; costumeiro timbre dentre os Mezzo-Sopranos que interpretam gêneros musicais próximos da Black Music em geral.

Por ter uma grande tessitura, de brilho intenso nas notas médio agudas, gosto de pensar em Paloma como um poderoso Mezzo-Soprano, abençoado com raríssimas particularidades vocais. Um destes presentes é seu timbre com grandes mudanças de coloração, que trás um gigantesco contraste entre seu registro agudo e grave em voz de peito. Outra questão a ser levantada é a forma com que Paloma articula as palavras ao vivo, trazendo um tom exótico, que combinado a seu sotaque britânico produz um som único, que provavelmente faz parte de suas intensões artísticas (O que é bom na música popular, mas nem sempre o melhor de acordo com o ponto de vista técnico).

Com a natural habilidade de atingir notas altíssimas com o auxílio do belting/mix, paloma demonstra, na maior parte do tempo, facilidade em se manter em uma tessitura médio aguda com grande facilidade em picos na quinta oitava, sem recorrer a voz de cabeça ou ao falsete. Na performance a seguir, Paloma entoa seu single "Trouble With My Baby" se movimentando em um grande palco sem grandes problemas aparentes:


Performances grandiosas, com grande quantidade de sons externos exagerados, com uso de ponto eletrônico para acompanhar a banda e movimentação em palco não é um grande problema para Paloma, apesar de naturalmente, conseguir demonstrar seu potencial vocal com mais clareza e apreço em performances acústicas.




Seu registro inferior é cálido, de fácil acesso e trás consigo a já citada articulação exótica. Em performances ao vivo de "Only Love Can Hurt Like This" fica claro não só o citado registro, mas também a diferença de coloração que sua voz dispõem.


Parte importante de seu canto é a produção constante de grunhidos e sons agressivos a fim de produzir um som mais imponente e poderoso. Nesta intimista performance acústicas de "Can't Rely On You" por diversos momentos é possível perceber sua aptidão para estes efeitos vocais:


Feita de carne e osso está sujeita a erros, algumas de suas performances deixam claro que nem sempre o talento natural pode lhe ajudar a atingir certos objetivos; executar notas sustentadas da quinta oitava sem aparentar desconforto é uma delas. Não se trata de uma contradição dizer que em alguns momentos Paloma não tem facilidade com o registro agudo, já que várias incógnitas podem interferir na vida pessoal de uma interprete, causando assim melhoras ou pioras em seu desempenho. Considero a seguinte performance como uma exceção:


Como puderam ver, seu registro inferior estava mais cheio por conta do abaixamento da laringe, em contra partida o superior menos dinâmico e ornado. Deixar a laringe tão baixa para cantar uma canção que exige agudos grandiosos em saltos tão grandes de uma nota a outra, pode sim trazer danos a voz de um artista ou arruinar sua performances.

Paloma Faith tem um alcance totalizado de 3 Oitavas e 1 nota, partindo de um Ré 3 até um Mí 6. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 2 Oitavas e 6 notas deste alcance, partindo do Ré 3 até o Dó agudo de Soprano (C6). Como podem ver existe uma discrepância entre sua classificação fach e sua classificação "normal"; acontece que  gosto de pensar em sua voz como a de um Mezzo-Soprano com aptidão a explosivas notas agudas em música popular, já em um longínquo sonho operístico, pelo metal em sua voz, o peso e os demais requisitos do sistema Fach que sua voz "atende", Soprano Lírico Spinto é a classificação mais próxima que posso especular.


Pontos Negativos

Falta de naturalidade na articulação das palavras.

Perda significativa de estamina na execução das notas do topo da quinta oitava ao vivo.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).


Facebook | Página Oficial.


domingo, 6 de julho de 2014


Artista / Banda: Katy Perry.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Dramático.
Alcance Vocal: C#3 - C#7 (Dó Sustenido 3 – Dó Sustenido 7).
Oitavas: 4 Oitavas.

Alcance Controlado: 
F#3 - Eb6 (Fá Sustenido 3 – Mí Bemol 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop Rock, Gospel, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Sendo atualmente uma das mais comentadas e adoradas cantoras Pop, Katy Perry não poderia ficar de fora do grupo de cantoras analisadas pelo Vocal Pop. Este post tem como intuito demonstrar todos os aspectos positivos e negativos a respeito da técnica de Katy e as mudanças que o timbre dela tem sofrido ao longo dos anos de carreira. Por isso aguentem e vejam todos os vídeos e; por fim, leiam as palavras desconhecidas no nosso glossário e deixe seu comentário no final!

Gosto de pensar na voz de Katy como um intermediário entre o Mezzo-Soprano e o Contralto, uma mulher que canta com conforto e brilho notas médias, mas sem a coloração comum entre os Mezzos. Sua voz se encaixa bem como Mezzo-Soprano 2, mas para facilitar o entendimento a coloco como Mezzo-Contralto, já que não trata-se de uma interprete erudita (Lugar este onde a classificação realmente é importante). Já o fach é algo ainda mais polêmico e que não deve prender a atenção dos fãs, por se tratar de uma especulação baseada em características vocais no canto popular, por isso deixo-a como um Mezzo-Soprano Lírico com leves características de seu naipe vizinho (O dramático).

Katy Perry tem como ponto forte a diferente coloração da sua voz de peito. Em tal registro seu timbre é: enérgico, escuro, emotivo e explosivo. Que por sinal acaba casando bem com canções que exploram notas médio agudas de forma grandiosa e explosiva; contrastando com seus graves frágeis e de difícil acesso. Que apesar de serem débeis e de baixa emissão trazem consigo significativa carga emotiva como demonstra o vídeo a seguir:


Como podem ver, as notas da região médio grave e aguda são emitidas de forma agradável; parcialmente seguras e belas. Sem a necessidade de esforço aparente ou técnicas insalubres. Como nem tudo são rosas é necessário frisar que o potencial de sua voz ainda não atingiu um apogeu e não dispõe ainda de um conjunto poderoso e efetivo para performances com grande públicos. Já que seu apoio para emissão de notas agudas em registro de peito e mix ainda não é excelente, falhando em certas ocasiões.




Sua voz de cabeça e seu falsete tem colorações quase idênticas na região 'grave' de ambos os registros, com considerável quantidade de ar em sua emissão; de qualquer maneira são de fácil acesso e estão sempre fazendo parte das ornamentações de suas canções, principalmente as acústicas. Esta recente apresentação de "Unconditionally" é um perfeito exemplo:


Por várias vezes é possível encontrar apresentações em que Katy desvia da versão de estúdio a fim de fugir das notas graves e agudas de mais para sua tessitura vocal. Outro aspecto negativo em sua técnica é a falta estrondosa de dinâmica em grandes performances, sua voz parece ficar em emissão forte todo o tempo, não conseguindo emitir pianos e pianíssimos ao cantar canções que os pedem em sua execução. Sua performance de 2008 no EMA foi basicamente levada a base do 'grito':


As notas de seu registro misto superior (Mix Head) são metálicas, poderosas e podem soar agressivas. Em tal registro, Katy Perry já atingiu um A5 (Lá 5) com volume, força e afinação demonstrando que é apta a atingir notas altas com a devida técnica. Neste trecho, extraído de uma performance ao vivo de "Whip My Hair", pode-se conferir tal nota (Que foi executada diversas em sua turnê anterior):


Falando um pouco a respeito das notas que Katy Perry alcança em seus registros, pode-se dizer que do C#3 (Dó Sustenido 3) executado em estúdio até o A5 (Lá 5) executado ao vivo, Katy consegue emitir-los sem recorrer ao falsete ou a voz de cabeça (Sua nota mais baixa executada ao vivo é um E3). Até o Eb6 (Mí Bemol 6) emitido ao vivo suas notas podem ser de certa forma controladas, passando disso existem apenas exclamações e notas desconfortáveis e desagradáveis aos ouvidos.

A respeito das constantes alegações a respeito da suposta afinação precária de Katy Perry, posso dizer com propriedade que são todas falsas. Sim, Katy tem dificuldade com performances ao vivo e melhorou drasticamente nos últimos meses, mas ela não era de todo modo desafinada e sim uma cantora com problemas de respiração conciliada ao canto e dinâmica do som (Problemas estes que vem sendo sanados com o tempo) por isso não faz sentido dizer que os maiores e mais frequentes problemas de suas performances eram a afinação.


Pontos Negativos

Respiração precária.

Composições escritas em tons que dificultam suas performances ao vivo.

Apoio precário.

Movimentação em palco comprometida.

Facebook | Página Oficial.


17:03 Sávio Alves

Artista / Banda: Katy Perry.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Dramático.
Alcance Vocal: C#3 - C#7 (Dó Sustenido 3 – Dó Sustenido 7).
Oitavas: 4 Oitavas.

Alcance Controlado: 
F#3 - Eb6 (Fá Sustenido 3 – Mí Bemol 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop Rock, Gospel, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Sendo atualmente uma das mais comentadas e adoradas cantoras Pop, Katy Perry não poderia ficar de fora do grupo de cantoras analisadas pelo Vocal Pop. Este post tem como intuito demonstrar todos os aspectos positivos e negativos a respeito da técnica de Katy e as mudanças que o timbre dela tem sofrido ao longo dos anos de carreira. Por isso aguentem e vejam todos os vídeos e; por fim, leiam as palavras desconhecidas no nosso glossário e deixe seu comentário no final!

Gosto de pensar na voz de Katy como um intermediário entre o Mezzo-Soprano e o Contralto, uma mulher que canta com conforto e brilho notas médias, mas sem a coloração comum entre os Mezzos. Sua voz se encaixa bem como Mezzo-Soprano 2, mas para facilitar o entendimento a coloco como Mezzo-Contralto, já que não trata-se de uma interprete erudita (Lugar este onde a classificação realmente é importante). Já o fach é algo ainda mais polêmico e que não deve prender a atenção dos fãs, por se tratar de uma especulação baseada em características vocais no canto popular, por isso deixo-a como um Mezzo-Soprano Lírico com leves características de seu naipe vizinho (O dramático).

Katy Perry tem como ponto forte a diferente coloração da sua voz de peito. Em tal registro seu timbre é: enérgico, escuro, emotivo e explosivo. Que por sinal acaba casando bem com canções que exploram notas médio agudas de forma grandiosa e explosiva; contrastando com seus graves frágeis e de difícil acesso. Que apesar de serem débeis e de baixa emissão trazem consigo significativa carga emotiva como demonstra o vídeo a seguir:


Como podem ver, as notas da região médio grave e aguda são emitidas de forma agradável; parcialmente seguras e belas. Sem a necessidade de esforço aparente ou técnicas insalubres. Como nem tudo são rosas é necessário frisar que o potencial de sua voz ainda não atingiu um apogeu e não dispõe ainda de um conjunto poderoso e efetivo para performances com grande públicos. Já que seu apoio para emissão de notas agudas em registro de peito e mix ainda não é excelente, falhando em certas ocasiões.




Sua voz de cabeça e seu falsete tem colorações quase idênticas na região 'grave' de ambos os registros, com considerável quantidade de ar em sua emissão; de qualquer maneira são de fácil acesso e estão sempre fazendo parte das ornamentações de suas canções, principalmente as acústicas. Esta recente apresentação de "Unconditionally" é um perfeito exemplo:


Por várias vezes é possível encontrar apresentações em que Katy desvia da versão de estúdio a fim de fugir das notas graves e agudas de mais para sua tessitura vocal. Outro aspecto negativo em sua técnica é a falta estrondosa de dinâmica em grandes performances, sua voz parece ficar em emissão forte todo o tempo, não conseguindo emitir pianos e pianíssimos ao cantar canções que os pedem em sua execução. Sua performance de 2008 no EMA foi basicamente levada a base do 'grito':


As notas de seu registro misto superior (Mix Head) são metálicas, poderosas e podem soar agressivas. Em tal registro, Katy Perry já atingiu um A5 (Lá 5) com volume, força e afinação demonstrando que é apta a atingir notas altas com a devida técnica. Neste trecho, extraído de uma performance ao vivo de "Whip My Hair", pode-se conferir tal nota (Que foi executada diversas em sua turnê anterior):


Falando um pouco a respeito das notas que Katy Perry alcança em seus registros, pode-se dizer que do C#3 (Dó Sustenido 3) executado em estúdio até o A5 (Lá 5) executado ao vivo, Katy consegue emitir-los sem recorrer ao falsete ou a voz de cabeça (Sua nota mais baixa executada ao vivo é um E3). Até o Eb6 (Mí Bemol 6) emitido ao vivo suas notas podem ser de certa forma controladas, passando disso existem apenas exclamações e notas desconfortáveis e desagradáveis aos ouvidos.

A respeito das constantes alegações a respeito da suposta afinação precária de Katy Perry, posso dizer com propriedade que são todas falsas. Sim, Katy tem dificuldade com performances ao vivo e melhorou drasticamente nos últimos meses, mas ela não era de todo modo desafinada e sim uma cantora com problemas de respiração conciliada ao canto e dinâmica do som (Problemas estes que vem sendo sanados com o tempo) por isso não faz sentido dizer que os maiores e mais frequentes problemas de suas performances eram a afinação.


Pontos Negativos

Respiração precária.

Composições escritas em tons que dificultam suas performances ao vivo.

Apoio precário.

Movimentação em palco comprometida.

Facebook | Página Oficial.


domingo, 22 de junho de 2014


Capa oficial de: "Empire", de Shakira.

Artista / Banda: Shakira.
Canção: "Empire", do álbum de estúdio: "Shakira".
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 - Eb5 (Sí Bemol na Terceira Oitava - Mí Bemol na Quinta Oitava). 
Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Gêneros Musicais: Rock, Pop Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2014.


Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".

"Empire", que em tradução para o português, significa: "Império", é uma das principais faixas do novo álbum homônimo de estúdio de Shakira. Constantemente, vemos álbuns homônimos, que ao invés de vivenciarem momentos criados pelos artistas, tendem a narrar os próprios conflitos pessoais de cada cantor.

Steve Mac (o produtor da faixa), quis explorar o timbre exótico de Shakira e as suas passagens de registro sensuais e fragilizadas. A canção foi composta em Dó Maior, uma armadura famosa mundo ocidental. Entretanto, "Empire" brinca com os acidentes, ao utilizar de bemois não existentes na escala "natural" de dó maior no decorrer da canção. Acordes maiores significam: alegria, felicidade e acordes menores remetem a sentimentos sombrios. Entre os acordes maiores, vemos: Mí Maior (E), Sí Bemol Maior (Bb) e entre os acordes menores, estão presentes: Lá Bemol Menor (Abm) e um melancólico Fá Menor (Fm) executado depois que ela canta: "And my heart beats", perceba que até a pressão no ambiente pula de alegria para tristeza.




Toda essa carga emotiva é tocada enquanto Shakira canta sobre como é bom ser feliz quando se encontra a alma gêmea, fazendo analogias ao amor forte e verdadeiro, com um império que pode resistir aos séculos. Tudo isso executado em pouco mais de 1 Oitava, onde Shakira permanece radiante no topo da 4ª Oitava, e flertando com a 5ª Oitava ao executar quebras vocais em Misto de Voz de Peito, em: C5 (Dó na Quinta Oitava), Eb5 (Mí Bemol na Quinta Oitava), entre outras notas menores. Sua Voz de Cabeça no refrão aparenta uma sensualidade e fragilidade feminina extrema. E já nas harmonizações que fez em voz de fundo, neste registro, ganha um aspecto mais texano, valorizando essa característica exótica que a própria tem na voz, esses agudos cavernosos, como os da falecida Yma Sumac, ela faz essa escala, depois das quebras vocais, onde canta: "We are alive" sem parar. Então temos uma improvisação, na sua Voz de Cabeça exótica.

Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".
Evidentemente, que a cavernosidade foi aumentada graças a recursos de estúdio, mas o timbre vocal de Shakira leva esses elementos desde que ela começou a cantar, anos atrás, a famosa: "Whenever, Whenever". O texano era presente, e veio se arrastando pelas décadas junto com o sucesso da latina em terras estadunidenses... "Empire" é uma faixa que permanece na zona de conforto de um Contralto e explora graves e agudos sem soar forçado ou desnecessário. Seus constantes C5s (Dós na Quinta Oitava), emitidos em registro misto são um atrativo, dando um brilho ourado a faixa. Uma Lea Michele versão Mezzo-Contralto talvez? Já pensou?

E por fim, vemos que Shakira chegou a sua era dourada ao cantar sobre seus conflitos pessoais e falar sobre sexo na faixa sem soar clichê ou promíscua. 

Videoclipe Oficial:



Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.
Ask.fm | Sávio.
Ask.fm | Ella Banks.Youtube | Canal de Vídeos.
Vimeo | Canal de Vídeos.
SoundCloud | Canal de Áudios. 


10:03 Harrison Max

Capa oficial de: "Empire", de Shakira.

Artista / Banda: Shakira.
Canção: "Empire", do álbum de estúdio: "Shakira".
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 - Eb5 (Sí Bemol na Terceira Oitava - Mí Bemol na Quinta Oitava). 
Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Gêneros Musicais: Rock, Pop Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2014.


Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".

"Empire", que em tradução para o português, significa: "Império", é uma das principais faixas do novo álbum homônimo de estúdio de Shakira. Constantemente, vemos álbuns homônimos, que ao invés de vivenciarem momentos criados pelos artistas, tendem a narrar os próprios conflitos pessoais de cada cantor.

Steve Mac (o produtor da faixa), quis explorar o timbre exótico de Shakira e as suas passagens de registro sensuais e fragilizadas. A canção foi composta em Dó Maior, uma armadura famosa mundo ocidental. Entretanto, "Empire" brinca com os acidentes, ao utilizar de bemois não existentes na escala "natural" de dó maior no decorrer da canção. Acordes maiores significam: alegria, felicidade e acordes menores remetem a sentimentos sombrios. Entre os acordes maiores, vemos: Mí Maior (E), Sí Bemol Maior (Bb) e entre os acordes menores, estão presentes: Lá Bemol Menor (Abm) e um melancólico Fá Menor (Fm) executado depois que ela canta: "And my heart beats", perceba que até a pressão no ambiente pula de alegria para tristeza.




Toda essa carga emotiva é tocada enquanto Shakira canta sobre como é bom ser feliz quando se encontra a alma gêmea, fazendo analogias ao amor forte e verdadeiro, com um império que pode resistir aos séculos. Tudo isso executado em pouco mais de 1 Oitava, onde Shakira permanece radiante no topo da 4ª Oitava, e flertando com a 5ª Oitava ao executar quebras vocais em Misto de Voz de Peito, em: C5 (Dó na Quinta Oitava), Eb5 (Mí Bemol na Quinta Oitava), entre outras notas menores. Sua Voz de Cabeça no refrão aparenta uma sensualidade e fragilidade feminina extrema. E já nas harmonizações que fez em voz de fundo, neste registro, ganha um aspecto mais texano, valorizando essa característica exótica que a própria tem na voz, esses agudos cavernosos, como os da falecida Yma Sumac, ela faz essa escala, depois das quebras vocais, onde canta: "We are alive" sem parar. Então temos uma improvisação, na sua Voz de Cabeça exótica.

Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".
Evidentemente, que a cavernosidade foi aumentada graças a recursos de estúdio, mas o timbre vocal de Shakira leva esses elementos desde que ela começou a cantar, anos atrás, a famosa: "Whenever, Whenever". O texano era presente, e veio se arrastando pelas décadas junto com o sucesso da latina em terras estadunidenses... "Empire" é uma faixa que permanece na zona de conforto de um Contralto e explora graves e agudos sem soar forçado ou desnecessário. Seus constantes C5s (Dós na Quinta Oitava), emitidos em registro misto são um atrativo, dando um brilho ourado a faixa. Uma Lea Michele versão Mezzo-Contralto talvez? Já pensou?

E por fim, vemos que Shakira chegou a sua era dourada ao cantar sobre seus conflitos pessoais e falar sobre sexo na faixa sem soar clichê ou promíscua. 

Videoclipe Oficial:



Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.
Ask.fm | Sávio.
Ask.fm | Ella Banks.Youtube | Canal de Vídeos.
Vimeo | Canal de Vídeos.
SoundCloud | Canal de Áudios. 


quinta-feira, 19 de junho de 2014


Artista: Lana Del Rey
Canção: “Shades Of Cool”.
Do Álbum: “Ultraviolence”.
Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 25 de Maio de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: A3 – D5 (Lá 3 – Ré 5).
Tonalidade: Ré menor.

Mais um clipe lançado por Lana Del Rey e vamos a mais uma análise completa sobre a estrutura desta canção e a performance vocal da interprete... Como sempre digo, a leitura do glossário é importantíssima para aqueles que não tem afinidade com termos normalmente utilizados por músicos e profissionais da área (Para ler o glossário clique aqui), depois disso vamos a análise!


Com um andamento largo, pesaroso, instrumentos típicos da música dos anos 70 e vocais extremamente melancólicos e emocionais, Lana Del Rey introduz seu novo single ao ouvinte. "Shades Of Cool" trás consigo uma pesada estética, que aliada ao timbre quente e sedento da voz de cabeça de Lana impactam o ouvinte na sofrida armadura de Ré menor.




A instrumentação remete a antigas baladas de Rock Alternativo, regadas por um visual pesado e dramático, que explora o máximo do lirismo em detrimento das habilidades vocais, deixando em primeiro plano a história a ser contada. Ao todo, pode-se dizer que minha experiência ouvindo tal canção solta é positiva, mas as coisas mudam de figura quando "Ultraviolance" entra na jogada e devo seguir um roteiro pré destinado para desfrutar dos tristes tons da mesma, logo mais escreverei sobre isto... Ainda não posso dizer muito a respeito de performances ao vivo, mas não acredito que Lana vá ter problemas em cantar uma oitava e meia, em voz de cabeça e paradinha em seu pedestal.


Sobre a história do clipe de "Shades of Cool", li tais comentários em um grande grupo de fãs de Lana Del Rey, onde uma moça traduzia comentários do Youtube:

(Traduzido)

Isto não é sobre uma moça jovem namorar um cara mais velho, trata-se de um velho lembrando do que poderia ter sido o amor de sua vida que morreu jovem. Lana é um fantasma que ele vê em toda parte. Prova? No min 3:39 o cara faz o sinal da cruz quando ele a vê passar na frente dele nadando.
Ele cresceu velho, triste e solitário. Talvez querendo um novo alguém, mas não conseguiu encontrar ninguém como ela.

Resposta 1: Verdade, agora que você mecionou, ela parece mesmo emitir uma aura fantasmagórica nas cenas de vestido branco... E ela tá de branco.

Resposta 2: É verdade, faz sentido, ainda mais porque aos 4:42 parecem balas de arma passando por ela. Então parece que ela é abstratamente assassinada.

Resposta 3: isso faz sentido com a cena que ela aparece andando na rua e ele olha pra ela de um jeito estranho, como se ele tivesse vendo uma miragem.

Reposta 4: Comparando com o vídeo de West Coast, que é o MESMO ator que está com ela no carro, parece que são a mesma história, a diferença é que em West Coast fala sobre o começo do romance, quando eles eram novos, e 'Shades Of Cool' é alguns anos depois. Em 'Blue Jeans', aparece um cara com ela na piscina, que seria como eles se conheceram. 'Video Games' é ela com ele enquanto tudo estava bom. 'Born to Die' foi quando ela morreu.

Viagens e interpretações a parte, "Shades Of Cool" trouxe um bom conjunto da obra, levando em conta fotografia, mensagem, canção tema e enredo, provando mais uma vez, que do cenário pop, Lana Del Rey é uma das interpretes com mais liberdade criativa no momento.

Vídeo 

17:42 Sávio Alves

Artista: Lana Del Rey
Canção: “Shades Of Cool”.
Do Álbum: “Ultraviolence”.
Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 25 de Maio de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: A3 – D5 (Lá 3 – Ré 5).
Tonalidade: Ré menor.

Mais um clipe lançado por Lana Del Rey e vamos a mais uma análise completa sobre a estrutura desta canção e a performance vocal da interprete... Como sempre digo, a leitura do glossário é importantíssima para aqueles que não tem afinidade com termos normalmente utilizados por músicos e profissionais da área (Para ler o glossário clique aqui), depois disso vamos a análise!


Com um andamento largo, pesaroso, instrumentos típicos da música dos anos 70 e vocais extremamente melancólicos e emocionais, Lana Del Rey introduz seu novo single ao ouvinte. "Shades Of Cool" trás consigo uma pesada estética, que aliada ao timbre quente e sedento da voz de cabeça de Lana impactam o ouvinte na sofrida armadura de Ré menor.




A instrumentação remete a antigas baladas de Rock Alternativo, regadas por um visual pesado e dramático, que explora o máximo do lirismo em detrimento das habilidades vocais, deixando em primeiro plano a história a ser contada. Ao todo, pode-se dizer que minha experiência ouvindo tal canção solta é positiva, mas as coisas mudam de figura quando "Ultraviolance" entra na jogada e devo seguir um roteiro pré destinado para desfrutar dos tristes tons da mesma, logo mais escreverei sobre isto... Ainda não posso dizer muito a respeito de performances ao vivo, mas não acredito que Lana vá ter problemas em cantar uma oitava e meia, em voz de cabeça e paradinha em seu pedestal.


Sobre a história do clipe de "Shades of Cool", li tais comentários em um grande grupo de fãs de Lana Del Rey, onde uma moça traduzia comentários do Youtube:

(Traduzido)

Isto não é sobre uma moça jovem namorar um cara mais velho, trata-se de um velho lembrando do que poderia ter sido o amor de sua vida que morreu jovem. Lana é um fantasma que ele vê em toda parte. Prova? No min 3:39 o cara faz o sinal da cruz quando ele a vê passar na frente dele nadando.
Ele cresceu velho, triste e solitário. Talvez querendo um novo alguém, mas não conseguiu encontrar ninguém como ela.

Resposta 1: Verdade, agora que você mecionou, ela parece mesmo emitir uma aura fantasmagórica nas cenas de vestido branco... E ela tá de branco.

Resposta 2: É verdade, faz sentido, ainda mais porque aos 4:42 parecem balas de arma passando por ela. Então parece que ela é abstratamente assassinada.

Resposta 3: isso faz sentido com a cena que ela aparece andando na rua e ele olha pra ela de um jeito estranho, como se ele tivesse vendo uma miragem.

Reposta 4: Comparando com o vídeo de West Coast, que é o MESMO ator que está com ela no carro, parece que são a mesma história, a diferença é que em West Coast fala sobre o começo do romance, quando eles eram novos, e 'Shades Of Cool' é alguns anos depois. Em 'Blue Jeans', aparece um cara com ela na piscina, que seria como eles se conheceram. 'Video Games' é ela com ele enquanto tudo estava bom. 'Born to Die' foi quando ela morreu.

Viagens e interpretações a parte, "Shades Of Cool" trouxe um bom conjunto da obra, levando em conta fotografia, mensagem, canção tema e enredo, provando mais uma vez, que do cenário pop, Lana Del Rey é uma das interpretes com mais liberdade criativa no momento.

Vídeo 

sábado, 14 de junho de 2014


Artista / Banda: Mariah Carey.
Classificação Vocal: Soprano/Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: F2 - G#7 (Fá na Segunda Oitava - Sol Sustenido na Sétima Oitava).
Oitavas: 5 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom.

Alcance Controlado: Bb2 - F7 (Sí Bemol Dois – Fá Sete).
Oitavas: 4 Oitavas, 4 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Pop, Baladas Românticas, Hip-Hop, Blues, Jazz, Gospel, R&B e etc...


Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.



Pontos Positivos:

Mariah Carey tende a ser um nome que causa um certo impacto na indústria fonográfica mundial. De certo, ela chegou praticamente do nada, já fazendo sucesso e estourando nas paradas musicais. Sim, esta é Carey, a mesma da Geração Legião Urbana e o Rock de Garagem tradicional, a mesma que surgiu numa época onde o R&B, o Charme e o Hip-Hop estavam atingindo seu apogeu.

Seu timbre vocal é dotado de muitas colorações vocais. O que, de certo modo, confunde as pessoas, entre essa dúvida inquestionável: "Ela é Soprano ou é Meio-Soprano (Lê-se: Mezzo-Soprano, do italiano)?". Mariah é os dois. Na música popular, não há uma necessidade assídua de saber a qual naipe vocal um artista pertence, porque seja ela Soprano, Mezzo-Soprano ou Contralto, ela vai cantar a música que "lhe der na telha", com ou sem o seu consentimento. O que, muda completamente de figura se você cresce preparada para ser uma poderosa intérprete de Música Clássica - não é o caso de Mariah Carey. Sua voz se adapta a sua forma de cantar.

Durante muitos anos, Mariah Carey cantava na zona vocal do Mezzo-Soprano, uma versão mais grave de: "Lea Michele", porém com os mesmos staccatos brilhantes e constantes, um timbre vocal 100% limpo, claro e muito ourado. Era grave demais para ser um Soprano e agudo demais para um Contralto. Mariah Carey consolidara o início de sua carreira cantando no naipe do Mezzo-Soprano, com as devidas características do mesmo, e um timbre que oscilava entre as duas semânticas (Contralto e Soprano), sem perder a qualidade nem de um e nem de outro.


Mas, assim como as folhas de uma árvore caem durante o Outono, para que nos galhos possa florescer novas folhas e flores, assim é o efeito dos anos sobre a voz humana. A medida em que envelhecemos, nossos timbres vocais envelhecem conosco. É deste modo que nenhuma criança possui um timbre de idoso e vice-versa. A cantora estadunidense sofreu muito com estas passagens de tempo, alterando sua forma de cantar e consequentemente sua técnica vocal, embaralhando ao quadro de estresse contínuo ao qual Carey era exposta, antes por seu ex-marido Tomy Mottola, depois por pressão de sua gravadora que a fazia trabalhar como uma escrava, privando-a de sono entre outros infortúnios. Toda essa carga emocional, abusiva e traumática, afetou as pregas vocais da Rainha das Baladas, causando um erro irreversível, que deixou sequelas na própria até hoje (só ouvir o álbum mais recente para comprovar).


Sua Voz de Peito foi bem lapidada durante sua mocidade, o que permitiu a jovem, entrar na zona vocal masculina com graves semi-cavernosos. Entre suas notas mais graves, está um quase inaudível F2 (Fá na Segunda Oitava), feito em harmonização com G#2 (Sol Sustenido na Segunda Oitava) em: "Bliss", faixa que trabalha 4 Oitavas e algumas notas de Mrs. Carey. Embora a própria tenha um dom sobrenatural de atingir notas extremamente graves para uma mulher, as mesmas, não possuem uma qualidade singular que a faça dar um destaque maior. Por este motivo, Mariah sempre foge a Segunda Oitava sempre que pode, mas não abre mão de entrar na mesma, através de seus álbuns de estúdio. É quase que um ritual. Sua Voz de Peito, só vem a ganhar corpo, já na Terceira Oitava, onde os graves de Mariah Carey deixam de ser brandos (soprosos) e passam a ressonar de maneira mais forte e segura. Começa aqui, sua Tessitura Vocal, ou seja, uma pequena parcela de suas notas graves as quais, ela tem conforto e controle em cantar. Carey também trabalha o Bb2 (Sí Bemol na Segunda Oitava), nota grave (muito Contralto por aí não atinge), para fechar a maioria de suas canções em 4 Oitavas exatas, ou para dar um ar imponente ou melancólico as suas faixas (notas graves remetem a tristeza, melancolia e dor).


Seus agudos mistos durante o início de sua carreira, era o seu "abre-alas de Carnaval". Notas agudas cheias, fervorosas e eloquentes, que se perderam a medida que a cantora envelhecia. Seu misto de Voz de Peito, parece iniciar-se em G#4 (Sol Sustenido na Quarta Oitava) e prolongar-se até E5 (Mí na Quinta Oitava), onde a artista consegue dar saltos no controle dos ressonadores e emitir notas cheias usando o ressonador inferior. Nota-se que Mariah usa bem seu apoio diafragmático para esta façanha. Caso contrário, as notas não teriam boa qualidade. 

Já seus mistos de Voz de Cabeça parecem ter diminuído nos últimos anos, mas de vez em quando aparecem. Especula-se que os mesmos, venham a iniciar-se em F5 (Fá na Quinta Oitava), onde a artista utiliza o ressonar superior, jogando toda a ressonância para o crânio. Os mistos de Voz de Cabeça, se forem bem treinados, podem chamar mais atenção que os mistos de Voz de Peito. Patti LaBelle é conhecida por fazer muito isso. E seus agudos são escandalosos de tão chamativos... Em Carey, ela retém muito fôlego de ar para utilizar esta região de sua voz, que gera fadiga acima do normal. Seu misto de Voz de Cabeça estica-se até um A5 (Lá na Quinta Oitava), que inclusive a cantora já executou durante fraseados melódicos, para causar uma impressão de "socorro a Deus/se fazer ser ouvido por Deus" em: "Fly Like A Bird", entre outras faixas. Entretanto, a nota mais cheia que Mariah consegue fazer utilizando seu registro superior em misto, é um G5 (Sol na Quinta Oitava), que ela vem executando inúmeras vezes. A nota sai extremamente cheia e completa em estúdio, o que ao vivo, ela costuma fugir em realizar.




Sua Voz de Cabeça possui coloração de Soprano e costuma confundir-se com seu Falsete. Ambos possuem uma coloração similar. Ambos são frágeis. Ambos são doces. A única coisa que os diferencia, é a ofegância presente no Falsete, seja você homem ou mulher. Mariah vem utilizando este registro constantemente em seus trabalhos em estúdio, para dar uma conotação sensual e de certo ponto "imaculável", ao tornar sua voz "mais provocativa e fragilizada". Isso cria todo um contexto sensual e provocativo em suas canções. Dando margem para mil e uma interpretações e sensações ao ouvinte... Neste registro, Mariah utiliza desde um C4 (Dó na Quarta Oitava), até um C6 (Dó na Sexta Oitava). Seu Falsete, pode chegar até o F6 (Fá na Sexta Oitava), mas raramente ela produz uma nota tão alta neste registro, por soar um tanto quanto perigoso para as pregas vocais, devida pressão causada na mesma.


Mariah não possui Registro Apito. O registro apito é áspero, metálico e intenso. Seu registro sobreagudo é oposto, é leve, é adocicado e frágil. Similar ao Registro Flageolet (ou Flauta, se assim preferir chamá-lo), similar ao registro sobreagudo das cantoras líricas. Um dom que foi descoberto na infância, e desde então lapidado. A agilidade vocal de Mariah Carey encontra-se nessa região. Mais a frente, explicarei o significado da Coloratura nela... Seu registro Flageolet é herança de uma cultura um tanto quanto esquecida pelos jovens, mas venerada pelos cantores "das antigas". A música clássica é cultura, é ensinamento dos sábios passado através das eras, e que hoje não tem seu devido valor nas mídias. Tendo uma mãe cantora lírica, Carey sempre foi uma artista ligada a esta vertente da música e sintonizada no que sua mãe lhe passara, quando descobriu seu dom. Em registro Flageolet, Carey executa desde um C6 (Dó na Sexta Oitava) - Ela raramente trabalha com essa nota -, a até um G#7 (Sol na Sétima Oitava) em 1991 no VMA'S. Embora eu acredite que a mesma não execute aquela nota por estar no topo do seu limite em emissão de agudos. Carey raramente vai além do F7 (Fá na Sétima Oitava).





Sua agilidade vocal se mantém nessa região. Durante o passado, ainda na música clássica, as cantoras líricas treinavam o registro Flageolet para executar as notas agudas que as partituras pediam, onde suas Vozes de Cabeça não as permitiam chegar. Desde então, as mesmas cantoras líricas dobravam a pressão de seus diafragmas, para emitir notas em registro Flageolet mais intensas, capazes de preencher todo um teatro. Como não se podia abaixar a tonalidade das peças operísticas e nem das árias, por ser mal visto e considerado "coisa de amador", as cantoras tinham que se virar da maneira que podiam para cantar os repertórios cheios de agudos constantes. A coloratura para o Soprano passa a ser a agilidade vocal em parte da Quinta e na Sexta Oitava. Mesmo que Mariah não tenha agilidade vocal em sua tessitura, que contando, Voz de Peito + mistos + Voz de Cabeça, chega em torno de E3 - G5 (Mí na Terceira Oitava - Sol na Quinta Oitava), ela possui a mesma na região do Soprano, ou seja, na Sexta Oitava.


Uma mulher é classificada vocalmente pelo registro em que seu timbre mais se destaca. Nas mulheres, nós a classificamos pelas suas Vozes de Cabeça, porque é justamente neste registro, onde a mulher mostra seus encantos. Classificar uma mulher pela Voz de Peito é errado, porque muitas utilizam o recurso da impostação vocal, para tornar os graves mais seguros e cobertos, porém não é um som "real", é um som "criado". Se você fosse classificar Mariah Carey pela sua Voz de Peito, na certa, seria um Mezzo-Soprano. Entretanto, ela se consolidou como Soprano, devido o brilho ourado de sua Voz de Cabeça e suas passagens vocais mais homogenizadas. Um Mezzo-Soprano possui a voz divida como um pão em 3 fatias iguais. Cada fatia representa uma região. E cada fatia é diferente uma da outra na cor. Um Soprano é soprano dos graves até os agudos. Por mais que Mariah "entube" sua voz, por mais que "imposte", ela permanecerá Soprano, porque quando ela demonstra o brilho de sua Voz de Cabeça, nota-se um timbre claro de Soprano Lírico. É uma simples questão de comparação... Um Mezzo-Soprano Lírico tem uma voz áspera e meio "azeda". É rouquinha/metálica e costuma mudar de coloração quando vai para os agudos ou desce para os graves. Já o Soprano tem uma coloração definida, e por mais que brinque com sua voz, permanece Soprano, o que é o caso de Mrs. Carey.

Se Mariah fosse uma cantora lírica, vivesse para os palcos interpretanto Puccini e Mozart, ela seria classificada muito provavelmente como Soprano Lírico Coloratura, diferente de um Jovem Soprano Lírico Coloratura, porque Carey possui experiência na voz. Seu timbre já é amadurecido. Mas como Mariah preferiu ser uma cantora de música popular, então ela é um Soprano (sem subclassificação, porque isso não existe na música popular), que nas colorações de seu timbre, pode assemelhar-se a um Mezzo-Soprano comum, quando imposta sua voz.

Suas técnicas vocais complementares são levemente agradáveis. Desde seu apoio diafragmático (que ao vivo, apresenta certas falhas), ao seus melismas ralentados, que destacam semitom por semitom de maneira "entubada", seus staccatos, sua estamina contínua, seus runs (ela vem usando bastante hoje em dia), seus riffs e sillabatos raros em utilização, etc...

É uma cantora que já nasceu numa época, onde voz e piano era algo comum e clichê, mas que consegue fazer milagres sem mexer os pezinhos do lugar. Não é o registro flageolet em Carey que impressiona seus fãs. Tantos tem o mesmo registro e não tem o mesmo reconhecimento... O que a faz lotar estádios é sua simples maneira de ser. O jeito Mimi de cantar sobre a vida.


Mariah Carey durante ensaio fotográfico para a capa do álbum: "MC = E²".
Pontos Negativos:

Apoio diafragmático eventualmente débil.

Insegurança na utilização dos mistos de Voz de Cabeça, a começar pelos F5 (Fás na Quinta Oitava) que soam esganiçados e desesperados ao vivo.

Passagens de registro defeituosos na transição de registros (as quebras vocais de Voz de Peito para Voz de Cabeça ou Falsete estão soando quase desafinadas).

Excesso de Flageolet e harmonizações.

Vocal Range


17:59 Harrison Max

Artista / Banda: Mariah Carey.
Classificação Vocal: Soprano/Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: F2 - G#7 (Fá na Segunda Oitava - Sol Sustenido na Sétima Oitava).
Oitavas: 5 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom.

Alcance Controlado: Bb2 - F7 (Sí Bemol Dois – Fá Sete).
Oitavas: 4 Oitavas, 4 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Pop, Baladas Românticas, Hip-Hop, Blues, Jazz, Gospel, R&B e etc...


Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.



Pontos Positivos:

Mariah Carey tende a ser um nome que causa um certo impacto na indústria fonográfica mundial. De certo, ela chegou praticamente do nada, já fazendo sucesso e estourando nas paradas musicais. Sim, esta é Carey, a mesma da Geração Legião Urbana e o Rock de Garagem tradicional, a mesma que surgiu numa época onde o R&B, o Charme e o Hip-Hop estavam atingindo seu apogeu.

Seu timbre vocal é dotado de muitas colorações vocais. O que, de certo modo, confunde as pessoas, entre essa dúvida inquestionável: "Ela é Soprano ou é Meio-Soprano (Lê-se: Mezzo-Soprano, do italiano)?". Mariah é os dois. Na música popular, não há uma necessidade assídua de saber a qual naipe vocal um artista pertence, porque seja ela Soprano, Mezzo-Soprano ou Contralto, ela vai cantar a música que "lhe der na telha", com ou sem o seu consentimento. O que, muda completamente de figura se você cresce preparada para ser uma poderosa intérprete de Música Clássica - não é o caso de Mariah Carey. Sua voz se adapta a sua forma de cantar.

Durante muitos anos, Mariah Carey cantava na zona vocal do Mezzo-Soprano, uma versão mais grave de: "Lea Michele", porém com os mesmos staccatos brilhantes e constantes, um timbre vocal 100% limpo, claro e muito ourado. Era grave demais para ser um Soprano e agudo demais para um Contralto. Mariah Carey consolidara o início de sua carreira cantando no naipe do Mezzo-Soprano, com as devidas características do mesmo, e um timbre que oscilava entre as duas semânticas (Contralto e Soprano), sem perder a qualidade nem de um e nem de outro.


Mas, assim como as folhas de uma árvore caem durante o Outono, para que nos galhos possa florescer novas folhas e flores, assim é o efeito dos anos sobre a voz humana. A medida em que envelhecemos, nossos timbres vocais envelhecem conosco. É deste modo que nenhuma criança possui um timbre de idoso e vice-versa. A cantora estadunidense sofreu muito com estas passagens de tempo, alterando sua forma de cantar e consequentemente sua técnica vocal, embaralhando ao quadro de estresse contínuo ao qual Carey era exposta, antes por seu ex-marido Tomy Mottola, depois por pressão de sua gravadora que a fazia trabalhar como uma escrava, privando-a de sono entre outros infortúnios. Toda essa carga emocional, abusiva e traumática, afetou as pregas vocais da Rainha das Baladas, causando um erro irreversível, que deixou sequelas na própria até hoje (só ouvir o álbum mais recente para comprovar).


Sua Voz de Peito foi bem lapidada durante sua mocidade, o que permitiu a jovem, entrar na zona vocal masculina com graves semi-cavernosos. Entre suas notas mais graves, está um quase inaudível F2 (Fá na Segunda Oitava), feito em harmonização com G#2 (Sol Sustenido na Segunda Oitava) em: "Bliss", faixa que trabalha 4 Oitavas e algumas notas de Mrs. Carey. Embora a própria tenha um dom sobrenatural de atingir notas extremamente graves para uma mulher, as mesmas, não possuem uma qualidade singular que a faça dar um destaque maior. Por este motivo, Mariah sempre foge a Segunda Oitava sempre que pode, mas não abre mão de entrar na mesma, através de seus álbuns de estúdio. É quase que um ritual. Sua Voz de Peito, só vem a ganhar corpo, já na Terceira Oitava, onde os graves de Mariah Carey deixam de ser brandos (soprosos) e passam a ressonar de maneira mais forte e segura. Começa aqui, sua Tessitura Vocal, ou seja, uma pequena parcela de suas notas graves as quais, ela tem conforto e controle em cantar. Carey também trabalha o Bb2 (Sí Bemol na Segunda Oitava), nota grave (muito Contralto por aí não atinge), para fechar a maioria de suas canções em 4 Oitavas exatas, ou para dar um ar imponente ou melancólico as suas faixas (notas graves remetem a tristeza, melancolia e dor).


Seus agudos mistos durante o início de sua carreira, era o seu "abre-alas de Carnaval". Notas agudas cheias, fervorosas e eloquentes, que se perderam a medida que a cantora envelhecia. Seu misto de Voz de Peito, parece iniciar-se em G#4 (Sol Sustenido na Quarta Oitava) e prolongar-se até E5 (Mí na Quinta Oitava), onde a artista consegue dar saltos no controle dos ressonadores e emitir notas cheias usando o ressonador inferior. Nota-se que Mariah usa bem seu apoio diafragmático para esta façanha. Caso contrário, as notas não teriam boa qualidade. 

Já seus mistos de Voz de Cabeça parecem ter diminuído nos últimos anos, mas de vez em quando aparecem. Especula-se que os mesmos, venham a iniciar-se em F5 (Fá na Quinta Oitava), onde a artista utiliza o ressonar superior, jogando toda a ressonância para o crânio. Os mistos de Voz de Cabeça, se forem bem treinados, podem chamar mais atenção que os mistos de Voz de Peito. Patti LaBelle é conhecida por fazer muito isso. E seus agudos são escandalosos de tão chamativos... Em Carey, ela retém muito fôlego de ar para utilizar esta região de sua voz, que gera fadiga acima do normal. Seu misto de Voz de Cabeça estica-se até um A5 (Lá na Quinta Oitava), que inclusive a cantora já executou durante fraseados melódicos, para causar uma impressão de "socorro a Deus/se fazer ser ouvido por Deus" em: "Fly Like A Bird", entre outras faixas. Entretanto, a nota mais cheia que Mariah consegue fazer utilizando seu registro superior em misto, é um G5 (Sol na Quinta Oitava), que ela vem executando inúmeras vezes. A nota sai extremamente cheia e completa em estúdio, o que ao vivo, ela costuma fugir em realizar.




Sua Voz de Cabeça possui coloração de Soprano e costuma confundir-se com seu Falsete. Ambos possuem uma coloração similar. Ambos são frágeis. Ambos são doces. A única coisa que os diferencia, é a ofegância presente no Falsete, seja você homem ou mulher. Mariah vem utilizando este registro constantemente em seus trabalhos em estúdio, para dar uma conotação sensual e de certo ponto "imaculável", ao tornar sua voz "mais provocativa e fragilizada". Isso cria todo um contexto sensual e provocativo em suas canções. Dando margem para mil e uma interpretações e sensações ao ouvinte... Neste registro, Mariah utiliza desde um C4 (Dó na Quarta Oitava), até um C6 (Dó na Sexta Oitava). Seu Falsete, pode chegar até o F6 (Fá na Sexta Oitava), mas raramente ela produz uma nota tão alta neste registro, por soar um tanto quanto perigoso para as pregas vocais, devida pressão causada na mesma.


Mariah não possui Registro Apito. O registro apito é áspero, metálico e intenso. Seu registro sobreagudo é oposto, é leve, é adocicado e frágil. Similar ao Registro Flageolet (ou Flauta, se assim preferir chamá-lo), similar ao registro sobreagudo das cantoras líricas. Um dom que foi descoberto na infância, e desde então lapidado. A agilidade vocal de Mariah Carey encontra-se nessa região. Mais a frente, explicarei o significado da Coloratura nela... Seu registro Flageolet é herança de uma cultura um tanto quanto esquecida pelos jovens, mas venerada pelos cantores "das antigas". A música clássica é cultura, é ensinamento dos sábios passado através das eras, e que hoje não tem seu devido valor nas mídias. Tendo uma mãe cantora lírica, Carey sempre foi uma artista ligada a esta vertente da música e sintonizada no que sua mãe lhe passara, quando descobriu seu dom. Em registro Flageolet, Carey executa desde um C6 (Dó na Sexta Oitava) - Ela raramente trabalha com essa nota -, a até um G#7 (Sol na Sétima Oitava) em 1991 no VMA'S. Embora eu acredite que a mesma não execute aquela nota por estar no topo do seu limite em emissão de agudos. Carey raramente vai além do F7 (Fá na Sétima Oitava).





Sua agilidade vocal se mantém nessa região. Durante o passado, ainda na música clássica, as cantoras líricas treinavam o registro Flageolet para executar as notas agudas que as partituras pediam, onde suas Vozes de Cabeça não as permitiam chegar. Desde então, as mesmas cantoras líricas dobravam a pressão de seus diafragmas, para emitir notas em registro Flageolet mais intensas, capazes de preencher todo um teatro. Como não se podia abaixar a tonalidade das peças operísticas e nem das árias, por ser mal visto e considerado "coisa de amador", as cantoras tinham que se virar da maneira que podiam para cantar os repertórios cheios de agudos constantes. A coloratura para o Soprano passa a ser a agilidade vocal em parte da Quinta e na Sexta Oitava. Mesmo que Mariah não tenha agilidade vocal em sua tessitura, que contando, Voz de Peito + mistos + Voz de Cabeça, chega em torno de E3 - G5 (Mí na Terceira Oitava - Sol na Quinta Oitava), ela possui a mesma na região do Soprano, ou seja, na Sexta Oitava.


Uma mulher é classificada vocalmente pelo registro em que seu timbre mais se destaca. Nas mulheres, nós a classificamos pelas suas Vozes de Cabeça, porque é justamente neste registro, onde a mulher mostra seus encantos. Classificar uma mulher pela Voz de Peito é errado, porque muitas utilizam o recurso da impostação vocal, para tornar os graves mais seguros e cobertos, porém não é um som "real", é um som "criado". Se você fosse classificar Mariah Carey pela sua Voz de Peito, na certa, seria um Mezzo-Soprano. Entretanto, ela se consolidou como Soprano, devido o brilho ourado de sua Voz de Cabeça e suas passagens vocais mais homogenizadas. Um Mezzo-Soprano possui a voz divida como um pão em 3 fatias iguais. Cada fatia representa uma região. E cada fatia é diferente uma da outra na cor. Um Soprano é soprano dos graves até os agudos. Por mais que Mariah "entube" sua voz, por mais que "imposte", ela permanecerá Soprano, porque quando ela demonstra o brilho de sua Voz de Cabeça, nota-se um timbre claro de Soprano Lírico. É uma simples questão de comparação... Um Mezzo-Soprano Lírico tem uma voz áspera e meio "azeda". É rouquinha/metálica e costuma mudar de coloração quando vai para os agudos ou desce para os graves. Já o Soprano tem uma coloração definida, e por mais que brinque com sua voz, permanece Soprano, o que é o caso de Mrs. Carey.

Se Mariah fosse uma cantora lírica, vivesse para os palcos interpretanto Puccini e Mozart, ela seria classificada muito provavelmente como Soprano Lírico Coloratura, diferente de um Jovem Soprano Lírico Coloratura, porque Carey possui experiência na voz. Seu timbre já é amadurecido. Mas como Mariah preferiu ser uma cantora de música popular, então ela é um Soprano (sem subclassificação, porque isso não existe na música popular), que nas colorações de seu timbre, pode assemelhar-se a um Mezzo-Soprano comum, quando imposta sua voz.

Suas técnicas vocais complementares são levemente agradáveis. Desde seu apoio diafragmático (que ao vivo, apresenta certas falhas), ao seus melismas ralentados, que destacam semitom por semitom de maneira "entubada", seus staccatos, sua estamina contínua, seus runs (ela vem usando bastante hoje em dia), seus riffs e sillabatos raros em utilização, etc...

É uma cantora que já nasceu numa época, onde voz e piano era algo comum e clichê, mas que consegue fazer milagres sem mexer os pezinhos do lugar. Não é o registro flageolet em Carey que impressiona seus fãs. Tantos tem o mesmo registro e não tem o mesmo reconhecimento... O que a faz lotar estádios é sua simples maneira de ser. O jeito Mimi de cantar sobre a vida.


Mariah Carey durante ensaio fotográfico para a capa do álbum: "MC = E²".
Pontos Negativos:

Apoio diafragmático eventualmente débil.

Insegurança na utilização dos mistos de Voz de Cabeça, a começar pelos F5 (Fás na Quinta Oitava) que soam esganiçados e desesperados ao vivo.

Passagens de registro defeituosos na transição de registros (as quebras vocais de Voz de Peito para Voz de Cabeça ou Falsete estão soando quase desafinadas).

Excesso de Flageolet e harmonizações.

Vocal Range


terça-feira, 10 de junho de 2014


Artista / 
Banda: Celine Dion.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: G2 - E6 (Sol 2 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: 
B2 - C6 (Sí 2 – Dó 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop, Rock, Dance.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com mais de 30 anos de carreira demonstrando uma das vozes mais aclamadas pelos ouvintes da música popular nas últimas décadas, demonstrando uma perfeita conservação de seu característico timbre de voz, Celine Dion é, sem dúvidas, um marco na história da música Pop. Com um amplo conhecimento técnico a respeito de seu aparelho fonador, técnicas de emissão e apoio, aliadas a um timbre único e comercial, Celine divide opiniões a respeito de sua "classificação vocal", fazendo com que diversos teóricos da área da música entrem em discrepância... Eu, como cantor erudito que sou, sei bem que não existe um sistema de classificação vocal criado para a tal 'segmento musical'. Quando se diz que Celine Dion é um Mezzo-Soprano ou até mesmo um 'Mezzo-Soprano Lírico Coloratura', não se deve levar ao pé da letra tal alegação, pois a classificação vocal vem da música clássica, onde adequar a voz do interprete ao personagem, repertório e qualidades cênicas se faz extremamente necessário. Logo, pode-se dizer que nenhum cantor popular tem de fato uma classificação vocal 100% definida, por não interpretar árias operísticas (Celine não é exceção e nem mesmo a classificação vocal dos cantores eruditos é estática).


A 'classificação vocal', na música não erudita, acontece em certos coros, que com a necessidade de dividir diferentes vozes na execução de harmonias complexas, exigindo diferentes alcances e tessituras em sua execução. Por isso, é comodo "apelidar" de Contralto a mulher que tem uma tessitura mais baixa de timbre escuro, mas existe uma margem de erro, a impostação da música erudita muda muito e o treinamento do Bel Canto abre muitas portas para um interprete. Por tais razões, não existe a necessidade de brigar por discrepâncias a respeito das classificações atribuídas a Celine ou qualquer outro interprete aqui analisado.


No caso de Celine, acredito que Mezzo-Soprano seja uma classificação vocal mais adequada a sua voz, por brilhar mais intensamente na região médio aguda, com fluidas passagens de registro (Até mesmo em notas extremamente agudas), porém sem deixar de lado um registro grave escuro e ríspido. As citadas características, no famoso sistema Fach, são atribuídas ao Mezzo-Soprano Lírico Coloratura, que fica encarregado de interpretar complicadíssimas árias com ornamentos extremamente complicados em andamentos próximos ao Prestate, mas como não estamos em um sonho operístico não se pode dizer que Celine é de Fato um Mezzo Coloratura com um treinamento tão grandioso. No vídeo que segue podemos conferir Celine interpretando a sua maneira a ária "L'amour Est Un Oiseau Rebelle", escrita por Mizet em 1875 para a Ópera "Carmen", por coincidência ou não, a peça é para Mezzo-Soprano:



Como citado anteriormente, conhecimento a respeito de seu aparelho fonador e das técnicas vocais tradicionais é algo que difere Celine das demais interpretes, a própria já relatou em entrevistas que acha extremamente entediante praticar exercícios vocais diários com seu Vocal Coach, mas que não deixa de praticá-los em prol de um canto salubre e belo. No vídeo a seguir pode-se conferir seu relato:


Seu apoio e controle de emissão são incríveis. Seu escape de ar é intensamente trabalhado por seu professor de canto, proporcionando-a um controle sobre a dinâmica das notas muito acima da média, podendo passar de FF a P ou PPP em um curtíssimo período de tempo em ornamentações complexas ou legatos virtuosos. Em uma entrevista com Ellen DeGeneres, sua capacidade em controlar a emissão e a dinâmica fica evidente na execução de aquecimentos rápidos:



Como citado anteriormente, suas passagens de registro são excelente e a permitem mixar seu registro de peito ao de cabeça com extrema facilidade em performances ao vivo, sem ofegância ou instabilidade. Ao vivo, por mais de uma ocasião, já foi demonstrada sua capacidade de executar o Yodel, uma espécie de técnica que utiliza o máximo do passagio em sua execução:


Em um vídeo antigo encontrei uma incrível performance onde o Mezzo demonstra sua estamina ao vivo, cantando um clássico de Michael Jackson com consideráveis movimentos de dança. Sem uma devida preparação vocal e atlética não é comum encontrar aptos a cantar e movimentar-se com poderio em um show, por isso não tenho dúvidas a respeito da preparação de Celine.




Seu registro superior é brilhante, quente, enérgico e dispõem de versatilidade, podendo executar complicadas escalas e belíssimos e longos legatos, porém, a força de tal registro decai em notas acima do E♭5 (Mí Bemol 5) no registro misto, mesmo podendo se estender de forma cheia e volumosa até um B♭5 (Sí Bemol 5) e um C6 (Dó 6) no mix de cabeça. Em pura voz de cabeça, sua extensão vai até o E6 (Mí Seis), mas com devido controle e poderio o C6 (Dó Seis) é aparentemente seu limite. 




Pontos Negativos

O extremo grave do alcance em voz de peito é ríspido e seco.

Vocal Range (O segundo vídeo demonstra um G2 e não um Bb2).



08:50 Sávio Alves

Artista / 
Banda: Celine Dion.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: G2 - E6 (Sol 2 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: 
B2 - C6 (Sí 2 – Dó 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop, Rock, Dance.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com mais de 30 anos de carreira demonstrando uma das vozes mais aclamadas pelos ouvintes da música popular nas últimas décadas, demonstrando uma perfeita conservação de seu característico timbre de voz, Celine Dion é, sem dúvidas, um marco na história da música Pop. Com um amplo conhecimento técnico a respeito de seu aparelho fonador, técnicas de emissão e apoio, aliadas a um timbre único e comercial, Celine divide opiniões a respeito de sua "classificação vocal", fazendo com que diversos teóricos da área da música entrem em discrepância... Eu, como cantor erudito que sou, sei bem que não existe um sistema de classificação vocal criado para a tal 'segmento musical'. Quando se diz que Celine Dion é um Mezzo-Soprano ou até mesmo um 'Mezzo-Soprano Lírico Coloratura', não se deve levar ao pé da letra tal alegação, pois a classificação vocal vem da música clássica, onde adequar a voz do interprete ao personagem, repertório e qualidades cênicas se faz extremamente necessário. Logo, pode-se dizer que nenhum cantor popular tem de fato uma classificação vocal 100% definida, por não interpretar árias operísticas (Celine não é exceção e nem mesmo a classificação vocal dos cantores eruditos é estática).


A 'classificação vocal', na música não erudita, acontece em certos coros, que com a necessidade de dividir diferentes vozes na execução de harmonias complexas, exigindo diferentes alcances e tessituras em sua execução. Por isso, é comodo "apelidar" de Contralto a mulher que tem uma tessitura mais baixa de timbre escuro, mas existe uma margem de erro, a impostação da música erudita muda muito e o treinamento do Bel Canto abre muitas portas para um interprete. Por tais razões, não existe a necessidade de brigar por discrepâncias a respeito das classificações atribuídas a Celine ou qualquer outro interprete aqui analisado.


No caso de Celine, acredito que Mezzo-Soprano seja uma classificação vocal mais adequada a sua voz, por brilhar mais intensamente na região médio aguda, com fluidas passagens de registro (Até mesmo em notas extremamente agudas), porém sem deixar de lado um registro grave escuro e ríspido. As citadas características, no famoso sistema Fach, são atribuídas ao Mezzo-Soprano Lírico Coloratura, que fica encarregado de interpretar complicadíssimas árias com ornamentos extremamente complicados em andamentos próximos ao Prestate, mas como não estamos em um sonho operístico não se pode dizer que Celine é de Fato um Mezzo Coloratura com um treinamento tão grandioso. No vídeo que segue podemos conferir Celine interpretando a sua maneira a ária "L'amour Est Un Oiseau Rebelle", escrita por Mizet em 1875 para a Ópera "Carmen", por coincidência ou não, a peça é para Mezzo-Soprano:



Como citado anteriormente, conhecimento a respeito de seu aparelho fonador e das técnicas vocais tradicionais é algo que difere Celine das demais interpretes, a própria já relatou em entrevistas que acha extremamente entediante praticar exercícios vocais diários com seu Vocal Coach, mas que não deixa de praticá-los em prol de um canto salubre e belo. No vídeo a seguir pode-se conferir seu relato:


Seu apoio e controle de emissão são incríveis. Seu escape de ar é intensamente trabalhado por seu professor de canto, proporcionando-a um controle sobre a dinâmica das notas muito acima da média, podendo passar de FF a P ou PPP em um curtíssimo período de tempo em ornamentações complexas ou legatos virtuosos. Em uma entrevista com Ellen DeGeneres, sua capacidade em controlar a emissão e a dinâmica fica evidente na execução de aquecimentos rápidos:



Como citado anteriormente, suas passagens de registro são excelente e a permitem mixar seu registro de peito ao de cabeça com extrema facilidade em performances ao vivo, sem ofegância ou instabilidade. Ao vivo, por mais de uma ocasião, já foi demonstrada sua capacidade de executar o Yodel, uma espécie de técnica que utiliza o máximo do passagio em sua execução:


Em um vídeo antigo encontrei uma incrível performance onde o Mezzo demonstra sua estamina ao vivo, cantando um clássico de Michael Jackson com consideráveis movimentos de dança. Sem uma devida preparação vocal e atlética não é comum encontrar aptos a cantar e movimentar-se com poderio em um show, por isso não tenho dúvidas a respeito da preparação de Celine.




Seu registro superior é brilhante, quente, enérgico e dispõem de versatilidade, podendo executar complicadas escalas e belíssimos e longos legatos, porém, a força de tal registro decai em notas acima do E♭5 (Mí Bemol 5) no registro misto, mesmo podendo se estender de forma cheia e volumosa até um B♭5 (Sí Bemol 5) e um C6 (Dó 6) no mix de cabeça. Em pura voz de cabeça, sua extensão vai até o E6 (Mí Seis), mas com devido controle e poderio o C6 (Dó Seis) é aparentemente seu limite. 




Pontos Negativos

O extremo grave do alcance em voz de peito é ríspido e seco.

Vocal Range (O segundo vídeo demonstra um G2 e não um Bb2).



domingo, 8 de junho de 2014

Rona Nishliu interpretando: "Suus" durante a final do Festival Eurovision de 2012.

Artista / Banda: Rona Nishliu.
Classificação Vocal: Soprano.
Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico.
Extensão/Alcance Vocal: C#3 - F#6 (Dó Sustenido na Terceira Oitava - Fá Sustenido na Sexta Oitava).
Oitavas: 3 Oitavas e 3 Notas.
Gêneros Musicais Que Canta: Pop, Dance Pop, Electropop, Rap, Hip-Hop, Jazz, Baladas Românticas, etc...

Pontos Positivos:

Seu timbre vocal é dotado de uma coloração ourada, que ganha corpo na Oitava 4 e se estende até as Oitavas 5 e 6, ao demonstrar uma voz mais brilhosa e acordada para a vida.

Rona Nishliu durante ensaio fotográfico.
Sua Voz de Peito apresenta um característico som seguro e pesado em estúdio, mas ao vivo, suas notas graves não possuem as mesmas características. Podendo soar de maneira insegura e até mesmo inaudível. Como é o caso de seu D3 (Ré na Terceira Oitava), que executou ao vivo, ao cantar: "Baresha", uma música que pede 3 Oitavas cravadas, indo de D3 (Ré na Terceira Oitava) até D6 (Ré na Sexta Oitava).

Em estúdio, seus graves sempre se colocam de forma imponente, e até seu C#3 (Dó Sustenido na Terceira Oitava), nota mais grave que se tem registro desta cantora ter executado, demonstra uma certa virilidade e força. Para um Soprano, o histórico de notas graves não lhe é muito favorável. A música erudita e toda sua bagagem de conhecimento nos dão milhares de exemplos, de Sopranos com notas graves pouco potentes, algo naturalmente compreensível, afinal, a Oitava 3 não é a zona de atuação do Soprano, mas sim, do Contralto!

Nishliu tem o dom de encantar as pessoas através da voz. Ela literalmente explode ao cantar notas agudas e isso fica aparente ao executar a Oitava 4, onde sua voz ganha um destaque maior. Rona não precisa mais dar passos imprecisos, ela está em um território onde domina bem sua voz, ela está na Oitava 4.

Seus agudos mistos sejam estes: de Voz de Peito ou de Voz de Cabeça, sempre se colocam de forma volumosa. Estima-se que seu misto de Voz de Peito inicie-se em A4 (Lá na Quarta Oitava) e se estenda até E5 (Mí na Quinta Oitava). Porque começa no A4 (Lá na Quarta Oitava)? Porque é a partir desta nota que se nota em Rona, uma energização maior ao executar notas agudas. Ela está saindo de sua zona vocal de conforto nesta nota. Já seu misto de Voz de Cabeça é impreciso quanto ao seu começo, entretanto, ela costuma utilizá-lo de E5 (Mí na Quinta Oitava) até G#5 (Sol Sustenido na Quinta Oitava) e tendo como limite vocal extremo um A5 (Lá na Quinta Oitava), que não foi lá muito belo de ser ouvido, devida insalubridade. Seu A5 (Lá na Quinta Oitava) está em: "Why It's Oh So Quiet", um cover de Björk, que Rona fez durante o Festival Eurovision.

Sua Voz de Cabeça demonstra todo o brilho de um Soprano jovem, com ressonadores 100% saudáveis e limpos. A cantora de Kosovo, costuma cantar neste registro desde a Oitava 4 inteira até um poderoso E6 (Mí na Sexta Oitava), que ela executou em sua consagrada: "Suus", a canção que gravou especialmente para o Festival "Eurovision".

Entre os registros vocais que Nishliu utiliza, o Registro Apito também é presente. Ela possui as duas variações do mesmo, tanto o Registro Apito como o Registro Flauta (que tem por variante Flageolet na denominação). Em Flageolet, Rona executa desde um C6 (Dó na Sexta Oitava) até um F#6 (Fá Sustenido na Sexta Oitava), demonstrando agudos leves, limpos e frágeis. Já em Registro Apito comum, ela vai até D7 (Ré na Sétima Oitava), somando todas as suas exclamações vocais. Entretanto, devido à insalubridade das notas, as mesmas não são oficialmente contadas em sua extensão vocal regular, porque não há controle sobre exclamações.

Suas técnicas vocais complementares são majestosas e colorem bem suas canções, com floreios ricos e criativos. Runs, riffs, silabattos, escalas de melismas próprios, estamina forte, vibrato único e staccatos precisos, assim se faz uma Rona de Kosovo. Sua potência vocal também é demonstrada constantemente em estúdio e ao vivo, ao ser explorada na sustentação de seus agudos imponentes, como em: "Zonza Vdekje" e a própria: "Suus". Seu apoio diafragmático é louvável tanto em estúdio quanto ao vivo, permitindo a cantora executar tudo o que foi demonstrado no texto e no vídeo ao rodapé desta análise vocal, feito por nossa equipe.

Pontos Negativos:


Rona Nishliu durante cena do videoclipe de: "Suus".


Pouco domínio das notas graves extremas ao vivo e das notas extremas no misto de Voz de Cabeça.

Vídeo de Extensão Vocal da Rona Nishliu:










06:52 Harrison Max
Rona Nishliu interpretando: "Suus" durante a final do Festival Eurovision de 2012.

Artista / Banda: Rona Nishliu.
Classificação Vocal: Soprano.
Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico.
Extensão/Alcance Vocal: C#3 - F#6 (Dó Sustenido na Terceira Oitava - Fá Sustenido na Sexta Oitava).
Oitavas: 3 Oitavas e 3 Notas.
Gêneros Musicais Que Canta: Pop, Dance Pop, Electropop, Rap, Hip-Hop, Jazz, Baladas Românticas, etc...

Pontos Positivos:

Seu timbre vocal é dotado de uma coloração ourada, que ganha corpo na Oitava 4 e se estende até as Oitavas 5 e 6, ao demonstrar uma voz mais brilhosa e acordada para a vida.

Rona Nishliu durante ensaio fotográfico.
Sua Voz de Peito apresenta um característico som seguro e pesado em estúdio, mas ao vivo, suas notas graves não possuem as mesmas características. Podendo soar de maneira insegura e até mesmo inaudível. Como é o caso de seu D3 (Ré na Terceira Oitava), que executou ao vivo, ao cantar: "Baresha", uma música que pede 3 Oitavas cravadas, indo de D3 (Ré na Terceira Oitava) até D6 (Ré na Sexta Oitava).

Em estúdio, seus graves sempre se colocam de forma imponente, e até seu C#3 (Dó Sustenido na Terceira Oitava), nota mais grave que se tem registro desta cantora ter executado, demonstra uma certa virilidade e força. Para um Soprano, o histórico de notas graves não lhe é muito favorável. A música erudita e toda sua bagagem de conhecimento nos dão milhares de exemplos, de Sopranos com notas graves pouco potentes, algo naturalmente compreensível, afinal, a Oitava 3 não é a zona de atuação do Soprano, mas sim, do Contralto!

Nishliu tem o dom de encantar as pessoas através da voz. Ela literalmente explode ao cantar notas agudas e isso fica aparente ao executar a Oitava 4, onde sua voz ganha um destaque maior. Rona não precisa mais dar passos imprecisos, ela está em um território onde domina bem sua voz, ela está na Oitava 4.

Seus agudos mistos sejam estes: de Voz de Peito ou de Voz de Cabeça, sempre se colocam de forma volumosa. Estima-se que seu misto de Voz de Peito inicie-se em A4 (Lá na Quarta Oitava) e se estenda até E5 (Mí na Quinta Oitava). Porque começa no A4 (Lá na Quarta Oitava)? Porque é a partir desta nota que se nota em Rona, uma energização maior ao executar notas agudas. Ela está saindo de sua zona vocal de conforto nesta nota. Já seu misto de Voz de Cabeça é impreciso quanto ao seu começo, entretanto, ela costuma utilizá-lo de E5 (Mí na Quinta Oitava) até G#5 (Sol Sustenido na Quinta Oitava) e tendo como limite vocal extremo um A5 (Lá na Quinta Oitava), que não foi lá muito belo de ser ouvido, devida insalubridade. Seu A5 (Lá na Quinta Oitava) está em: "Why It's Oh So Quiet", um cover de Björk, que Rona fez durante o Festival Eurovision.

Sua Voz de Cabeça demonstra todo o brilho de um Soprano jovem, com ressonadores 100% saudáveis e limpos. A cantora de Kosovo, costuma cantar neste registro desde a Oitava 4 inteira até um poderoso E6 (Mí na Sexta Oitava), que ela executou em sua consagrada: "Suus", a canção que gravou especialmente para o Festival "Eurovision".

Entre os registros vocais que Nishliu utiliza, o Registro Apito também é presente. Ela possui as duas variações do mesmo, tanto o Registro Apito como o Registro Flauta (que tem por variante Flageolet na denominação). Em Flageolet, Rona executa desde um C6 (Dó na Sexta Oitava) até um F#6 (Fá Sustenido na Sexta Oitava), demonstrando agudos leves, limpos e frágeis. Já em Registro Apito comum, ela vai até D7 (Ré na Sétima Oitava), somando todas as suas exclamações vocais. Entretanto, devido à insalubridade das notas, as mesmas não são oficialmente contadas em sua extensão vocal regular, porque não há controle sobre exclamações.

Suas técnicas vocais complementares são majestosas e colorem bem suas canções, com floreios ricos e criativos. Runs, riffs, silabattos, escalas de melismas próprios, estamina forte, vibrato único e staccatos precisos, assim se faz uma Rona de Kosovo. Sua potência vocal também é demonstrada constantemente em estúdio e ao vivo, ao ser explorada na sustentação de seus agudos imponentes, como em: "Zonza Vdekje" e a própria: "Suus". Seu apoio diafragmático é louvável tanto em estúdio quanto ao vivo, permitindo a cantora executar tudo o que foi demonstrado no texto e no vídeo ao rodapé desta análise vocal, feito por nossa equipe.

Pontos Negativos:


Rona Nishliu durante cena do videoclipe de: "Suus".


Pouco domínio das notas graves extremas ao vivo e das notas extremas no misto de Voz de Cabeça.

Vídeo de Extensão Vocal da Rona Nishliu:










terça-feira, 27 de maio de 2014


Artista: Mariah Carey.
Do Álbum: “Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse”.
Gêneros Musicais: Gospel, Soul, R&B.
Período de Gravação: 2011 - 2014 (?).
Lançamento: 23 de Maio de 2014

Oitavas: 4 Oitava, 4 Notas e 1 Semitom.
Alcance Vocal Utilizado: Bb2 – F7 (Sí Bemol 2 – Fá 7).


Enfim, a volta de Mariah após um considerável hiato em sua carreira. Com alguns problemas de divulgação e vendagens de singles, tal álbum vem sendo adiado desde 2012, tendo Carey como uma das responsáveis pela liberação do material para o público geral (Que aparentemente não queria liberar um trabalho que aparecesse nas paradas de sucesso). Colocando minha experiencia pessoal como ouvinte e alguns aspectos técnicos de "Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse", já adianto que minhas impressões a respeito do mesmo são positivas em grande parte dos separados aspectos ao qual divido esta "análise".



Marcada pelas baladas, Mariah é sem dúvida, uma das mais famosas interpretes das citadas melosas e sentimentais canções, porém, o que me agrada (E muito) neste projeto é a forma com que as canções com andamentos e melodias menos poderosas e explosivas são exploradas sem a pesarosa e batida intensão de demonstrar o quão grande é o poder e a extensão vocal de Mariah Carey. "Meteorite", apesar de não ser lá uma canção de fácil interpretação vocal, é extremamente agradável e leve, deixando a instrumentação "glam, chic and vogue" se aliar ao timbre brilhante de Mariah (Que apresenta perceptíveis mudanças de coloração) de forma natural e espontânea.


Entre as que me cansaram "You Don't Know What To Do" "Supernatural" marcam presença, com tentativas de inovadora produção um tanto quanto "olds", exibindo samples cansativos e uma voz de bebe engraçadinha, mas nada louvável.

Os graves do background de "Camouflage" (Que tomarei como exemplo mais "tangível" para padronização) são abundante e trazem consigo uma grande quantidade de ar, mas é perceptível que a coloração está mais ríspida e metálica, assim como sua voz falada, que atualmente apresenta uma coloração ainda mais cálida e entubada. Com a idade é normal para mulheres o deslocamento da tessitura para regiões mais graves em tempo gradativo (oposto da puberdade masculina), e a voz de Mariah não tem fugido a regra, descendo cada vez mais.



Subindo a tessitura nota-se que os agudos, pelo menos em estúdio, continuam numerosos e não demonstram grande perda de estamina, mas com o histórico dos últimos lives cria-se margem para questionamentos a respeito da capacidade de Mariah em interpretar tais canções a todo vapor como nas versões de estúdio.




Vocal Range
(Eu não considerei o G#2 e o G#7 porque simplesmente não consegui ouvi-los, mas se alguém estiver disposto a isolar os vocais de cima de postar um vídeo só com as notas fundo eu faço uma atualização sem pensar duas vezes ok?).



Posso dizer que o álbum me agradou e tem harmonizações complexas e belas, mas não é algo que recomendo para os que procuram inovação além do costumeiro entretenimento.  

Facebook | Página Oficial.



13:39 Sávio Alves

Artista: Mariah Carey.
Do Álbum: “Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse”.
Gêneros Musicais: Gospel, Soul, R&B.
Período de Gravação: 2011 - 2014 (?).
Lançamento: 23 de Maio de 2014

Oitavas: 4 Oitava, 4 Notas e 1 Semitom.
Alcance Vocal Utilizado: Bb2 – F7 (Sí Bemol 2 – Fá 7).


Enfim, a volta de Mariah após um considerável hiato em sua carreira. Com alguns problemas de divulgação e vendagens de singles, tal álbum vem sendo adiado desde 2012, tendo Carey como uma das responsáveis pela liberação do material para o público geral (Que aparentemente não queria liberar um trabalho que aparecesse nas paradas de sucesso). Colocando minha experiencia pessoal como ouvinte e alguns aspectos técnicos de "Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse", já adianto que minhas impressões a respeito do mesmo são positivas em grande parte dos separados aspectos ao qual divido esta "análise".



Marcada pelas baladas, Mariah é sem dúvida, uma das mais famosas interpretes das citadas melosas e sentimentais canções, porém, o que me agrada (E muito) neste projeto é a forma com que as canções com andamentos e melodias menos poderosas e explosivas são exploradas sem a pesarosa e batida intensão de demonstrar o quão grande é o poder e a extensão vocal de Mariah Carey. "Meteorite", apesar de não ser lá uma canção de fácil interpretação vocal, é extremamente agradável e leve, deixando a instrumentação "glam, chic and vogue" se aliar ao timbre brilhante de Mariah (Que apresenta perceptíveis mudanças de coloração) de forma natural e espontânea.


Entre as que me cansaram "You Don't Know What To Do" "Supernatural" marcam presença, com tentativas de inovadora produção um tanto quanto "olds", exibindo samples cansativos e uma voz de bebe engraçadinha, mas nada louvável.

Os graves do background de "Camouflage" (Que tomarei como exemplo mais "tangível" para padronização) são abundante e trazem consigo uma grande quantidade de ar, mas é perceptível que a coloração está mais ríspida e metálica, assim como sua voz falada, que atualmente apresenta uma coloração ainda mais cálida e entubada. Com a idade é normal para mulheres o deslocamento da tessitura para regiões mais graves em tempo gradativo (oposto da puberdade masculina), e a voz de Mariah não tem fugido a regra, descendo cada vez mais.



Subindo a tessitura nota-se que os agudos, pelo menos em estúdio, continuam numerosos e não demonstram grande perda de estamina, mas com o histórico dos últimos lives cria-se margem para questionamentos a respeito da capacidade de Mariah em interpretar tais canções a todo vapor como nas versões de estúdio.




Vocal Range
(Eu não considerei o G#2 e o G#7 porque simplesmente não consegui ouvi-los, mas se alguém estiver disposto a isolar os vocais de cima de postar um vídeo só com as notas fundo eu faço uma atualização sem pensar duas vezes ok?).



Posso dizer que o álbum me agradou e tem harmonizações complexas e belas, mas não é algo que recomendo para os que procuram inovação além do costumeiro entretenimento.  

Facebook | Página Oficial.



quinta-feira, 22 de maio de 2014


Artista / Banda: Elza Soares. 
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano/Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Indisponível. 
Alcance Vocal: D2 – E7 (Ré 2 – Mí 7).
Oitavas: 5 Oitavas e 1 Notas.

Alcance Controlado:
  D3 – Bb6 (Ré Três – Sí Bemol Seis).

Oitavas: 3 Oitavas, 4 Nota e 1 Semitom.

Tessitura Vocal 
(Especulada): E3 - E5 (Mí 3 - Mí 5).

Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Samba, Samba Rock, Sambalanço, Jazz, MPB, Hip-Hop.

Análise

Elza Soares, 76 anos de idade, (63 como cantora e 54 como parte do mercado fonográfico brasileiro) é uma das mais importantes interpretes brasileiras de todos os tempos. Com um repertório que engloba da MPB ao Samba Rock, Elza vem demonstrando ao longo de seus mais de 30 álbuns de estúdio, que é a preservação vocal em pessoa, cantando mesmo na casa dos 70.



Sua voz passou por grandes mudanças no decorrer de sua carreira. Como tenho à minha disposição todas as gravações de Elza, posso afirmar, com propriedade, que até o ano de 1977 sua voz se encaixava bem no naipe dos "Mezzo-Sopranos", pois exibia uma coloração madura, pouco presbifonica, passagens de registro perceptíveis e uma fluidez maior que a de um Contralto convencional (De seu debut "Se Acaso Você Chegasse" de 1960, até o álbum "Pilão + Raça = Elza" de 1977 sua voz era mais leve). Notem como a voz de Elza está bem mais leve na canção "Boato", de seu EP "A Bossa Negra" de 1961:



Mas em seu álbum "Voltei", de 1988, após o mais longo hiato de sua carreira (11 anos), Elza deu as caras com uma voz mais encorpada, pesada, metálica, de passagens mais perceptíveis, tessitura mais grave e com desgaste por conta da idade (50 anos). Seu timbre agora se encaixa melhor no naipe dos Contraltos, vejam o que Elza disse em sua entrevista ao "Roda Viva" em 2002:

"Eu estudo sax alto, eu comecei a estudar sax, eu morava em Los Angeles, comecei a estudar com Moacir Silva, Moacir Santos, perdão, que é o guru de todos nós, lá de Los Angeles, ele mora em Pasadena. E foi na fase que eu perdi meu filho, eu precisava de algo diferente, né, que eu chorava 24 horas por dia, você sabe, tive nove meses de dor de cabeça, foi uma coisa incrível. E o Moacir, então, ele achava que eu tenho a voz de sax alto, entendeu?  Então eu estudo sax alto até hoje, estudo sax."



Para demonstrar o grande contraste do timbre apresentado na atualidade com o de seus primeiros LP's fiz um curtíssimo áudio demonstrando como Elza canta a mesma música num período de 46 anos de carreira, basta dar o play para ver o amadurecimento de sua voz:


Não é comum a uma sambista usar o registro de apito, porém, Elza Soares utiliza o whistle em algumas ocasiões. O som produzido é rouco, único e só foi desenvolvido por Elza em sua fase madura, quando já havia passado dos 40 anos de idade, antes disso apenas uma nota grosseiramente executada em 1961, na canção "Beija-me", composta por Mário Rossi e Roberto Martins no início dos anos 60, havia sido demonstrada. Com total domínio e virtuosismo, Elza já executou um Bb6 (Sí Bemol 6) na canção "Malandro", no ano de 2002, quando já estava na idade de 65 anos.



O tempo, claramente, causou desgaste em sua voz, porém, sua técnica só cresceu durante os anos... Sua voz de cabeça começou a ser demonstrada de forma virtuosa enquanto já estava na casa dos 60 anos de idade, com certeza não é demonstrada com tanta frequência, porém pode ser conferida nos vídeos de vocal range no fim desta análise, com muitas notas em tal registro, das mais graves as mais agudas



A potencia (Volume em decibéis) da voz de Elza é acima da média, sendo apta a encher um teatro sem o auxílio de um microfone. Notem como é possível ouvir claramente todas as palavras cantadas por Elza nesta performance ao vivo, sem amplificação artificial:



Até os dias atuais, Elza é lembrada e aclamada por conta de sua incrível facilidade em imprimir emoção ao ouvinte em suas interpretações. Comparam constantemente sua voz com a de "uma mãe que entoa a tristeza da perda do filho", sua interpretação de "Meu Guri", de Chico Buarque, comoveu todos os profissionais a sua volta em um especial da antiga MTV:



Falando a respeito de notas, Elza inicia sua extensão vocal em um D2 (Ré 2) harmonizado e de pouco volume em voz de peito, uma gravíssima nota até mesmo para baixos bem treinados, a qualidade da nota não pode ser conferida com total certeza por se tratar de uma harmonização, porém um F#2 (Fá Sustenido 2) com grande interferência de sons guturais pode ser conferido no vídeo de vocal range de nossa equipe. 




Diferente de todas as outras cantoras que já aparecem no Vocal Pop, Elza Soares ganha em sua análise 3 vídeos! Peço-lhes que confiram o vídeo abaixo, que a propósito foi inteiramente feito por nossa equipe e demonstra as diversas técnicas utilizadas pela maior interprete brasileira de todos os tempos:



Pontos Negativos

Dificuldade em mixar o registro de peito com o de cabeça, executando por diversas vezes, notas agudas da quinta oitava em um registro "puro" por falta de treinamento técnico.

Vocal Range em duas versões, a curta de pouco mais de 10 minutos, e a longa que ultrapassa os 20:





Facebook | Página Oficial.
Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.



12:59 Sávio Alves

Artista / Banda: Elza Soares. 
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano/Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Indisponível. 
Alcance Vocal: D2 – E7 (Ré 2 – Mí 7).
Oitavas: 5 Oitavas e 1 Notas.

Alcance Controlado:
  D3 – Bb6 (Ré Três – Sí Bemol Seis).

Oitavas: 3 Oitavas, 4 Nota e 1 Semitom.

Tessitura Vocal 
(Especulada): E3 - E5 (Mí 3 - Mí 5).

Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Samba, Samba Rock, Sambalanço, Jazz, MPB, Hip-Hop.

Análise

Elza Soares, 76 anos de idade, (63 como cantora e 54 como parte do mercado fonográfico brasileiro) é uma das mais importantes interpretes brasileiras de todos os tempos. Com um repertório que engloba da MPB ao Samba Rock, Elza vem demonstrando ao longo de seus mais de 30 álbuns de estúdio, que é a preservação vocal em pessoa, cantando mesmo na casa dos 70.



Sua voz passou por grandes mudanças no decorrer de sua carreira. Como tenho à minha disposição todas as gravações de Elza, posso afirmar, com propriedade, que até o ano de 1977 sua voz se encaixava bem no naipe dos "Mezzo-Sopranos", pois exibia uma coloração madura, pouco presbifonica, passagens de registro perceptíveis e uma fluidez maior que a de um Contralto convencional (De seu debut "Se Acaso Você Chegasse" de 1960, até o álbum "Pilão + Raça = Elza" de 1977 sua voz era mais leve). Notem como a voz de Elza está bem mais leve na canção "Boato", de seu EP "A Bossa Negra" de 1961:



Mas em seu álbum "Voltei", de 1988, após o mais longo hiato de sua carreira (11 anos), Elza deu as caras com uma voz mais encorpada, pesada, metálica, de passagens mais perceptíveis, tessitura mais grave e com desgaste por conta da idade (50 anos). Seu timbre agora se encaixa melhor no naipe dos Contraltos, vejam o que Elza disse em sua entrevista ao "Roda Viva" em 2002:

"Eu estudo sax alto, eu comecei a estudar sax, eu morava em Los Angeles, comecei a estudar com Moacir Silva, Moacir Santos, perdão, que é o guru de todos nós, lá de Los Angeles, ele mora em Pasadena. E foi na fase que eu perdi meu filho, eu precisava de algo diferente, né, que eu chorava 24 horas por dia, você sabe, tive nove meses de dor de cabeça, foi uma coisa incrível. E o Moacir, então, ele achava que eu tenho a voz de sax alto, entendeu?  Então eu estudo sax alto até hoje, estudo sax."



Para demonstrar o grande contraste do timbre apresentado na atualidade com o de seus primeiros LP's fiz um curtíssimo áudio demonstrando como Elza canta a mesma música num período de 46 anos de carreira, basta dar o play para ver o amadurecimento de sua voz:


Não é comum a uma sambista usar o registro de apito, porém, Elza Soares utiliza o whistle em algumas ocasiões. O som produzido é rouco, único e só foi desenvolvido por Elza em sua fase madura, quando já havia passado dos 40 anos de idade, antes disso apenas uma nota grosseiramente executada em 1961, na canção "Beija-me", composta por Mário Rossi e Roberto Martins no início dos anos 60, havia sido demonstrada. Com total domínio e virtuosismo, Elza já executou um Bb6 (Sí Bemol 6) na canção "Malandro", no ano de 2002, quando já estava na idade de 65 anos.



O tempo, claramente, causou desgaste em sua voz, porém, sua técnica só cresceu durante os anos... Sua voz de cabeça começou a ser demonstrada de forma virtuosa enquanto já estava na casa dos 60 anos de idade, com certeza não é demonstrada com tanta frequência, porém pode ser conferida nos vídeos de vocal range no fim desta análise, com muitas notas em tal registro, das mais graves as mais agudas



A potencia (Volume em decibéis) da voz de Elza é acima da média, sendo apta a encher um teatro sem o auxílio de um microfone. Notem como é possível ouvir claramente todas as palavras cantadas por Elza nesta performance ao vivo, sem amplificação artificial:



Até os dias atuais, Elza é lembrada e aclamada por conta de sua incrível facilidade em imprimir emoção ao ouvinte em suas interpretações. Comparam constantemente sua voz com a de "uma mãe que entoa a tristeza da perda do filho", sua interpretação de "Meu Guri", de Chico Buarque, comoveu todos os profissionais a sua volta em um especial da antiga MTV:



Falando a respeito de notas, Elza inicia sua extensão vocal em um D2 (Ré 2) harmonizado e de pouco volume em voz de peito, uma gravíssima nota até mesmo para baixos bem treinados, a qualidade da nota não pode ser conferida com total certeza por se tratar de uma harmonização, porém um F#2 (Fá Sustenido 2) com grande interferência de sons guturais pode ser conferido no vídeo de vocal range de nossa equipe. 




Diferente de todas as outras cantoras que já aparecem no Vocal Pop, Elza Soares ganha em sua análise 3 vídeos! Peço-lhes que confiram o vídeo abaixo, que a propósito foi inteiramente feito por nossa equipe e demonstra as diversas técnicas utilizadas pela maior interprete brasileira de todos os tempos:



Pontos Negativos

Dificuldade em mixar o registro de peito com o de cabeça, executando por diversas vezes, notas agudas da quinta oitava em um registro "puro" por falta de treinamento técnico.

Vocal Range em duas versões, a curta de pouco mais de 10 minutos, e a longa que ultrapassa os 20:





Facebook | Página Oficial.
Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.