quarta-feira, 17 de setembro de 2014


Hoje venho lhes falar a respeito da voz feminina mais rara do mundo. Contraltos, por natureza são raríssimos na música erudita, a subclassificação Dramática é ainda mais rara, sendo este o tipo mais raro existente de voz feminina junto à Assoluta. O timbre de um verdadeiro Contralto Profundo é extremamente andrógeno e em registro de peito é parecido com o de um tenor convencional. Nos exemplos que virão, fica fácil notar a androgenia do timbre.

Seu registro agudo é explorado com frequência até por volta do Mí 5 e isso não é ultrapassado com tanta frequência, pelo menos não em uma frase melódica bem definida, a não ser que uma peça ou personagem exija maior quantidade de agilidade e ornamentos. A proximidade com a voz masculina é incrível, por conta disso agudos podem ser um problema para algumas interpretes de vozes tão robustas, porém geralmente esta classificação só se dá em interpretes de idade mais avançada (Por conta do amadurecimento vocal) e por consequência já trazem maior experiência técnica.




O tipo "puro" Dramático é pouco ágil a princípio e dispõe de uma voz maior lacrimosa. O repertório para este tipo de Contralto é pequeno se comparado ao de um Soprano ou Mezzo, uma mulher com uma voz tão grave é algo extremamente incomum, por isso não se tinha a disposição dos compositores vozes tais vozes. No entanto, é importante ser versátil e interpretar peças para Contralto Lírico, Mezzo-Sopranos Dramáticos ou abusar de peças de recital (Onde a transposição de tom não é tão mal vista). Ewa Podles é um perfeito exemplo de Contralto Dramático que desenvolveu Coloratura:



Como podem ver, Ewa é uma interprete extremamente bem treinada e consegue adentrar a região do barítono em voz de peito e na do Soprano em seu registro superior, com projeção, qualidade e poder (Uma voz privilegiada). O registro inferior deste tipo de voz é extremamente extenso, normalmente a tessitura é de mais de 2 Oitavas, começando do Dó 3 até o Mí 5.

Como sempre digo, vozes populares não dispõe de classificações vocais totalmente firmadas, mas algumas vozes mostram fortes indícios de que um Fach pode "ser aplicado" a esta voz. Galina Baranova é um perfeito exemplo de voz andrógena, gravíssima e de pouca agilidade:



Como podem ver sua voz atende por semântica os citados requisitos de um Contralto Dramático, mesmo não sendo uma interprete de música erudita. 

Agora vamos a um possível exemplo de maturação:



No vídeo acima postei a incrível performance de Juliana Strangelove, que ainda (Por incrível que pareça) não pode ser considerada um possível Contralto Dramático, mas já dispõe em seu timbre diversos sinais de que esta é uma possível classificação futura. Por se tratar de uma voz tão especial, demonstrei um exemplo de possível dramático com voz amadurecida, uma em processo de transformação e agora demonstrarei um exemplo de antes e depois de uma mulher que adquiriu características acima citadas, neste caso Grace Jones:



Neste tempo (Vídeo acima) Grace ainda tinha mais características de um Mezzo-Soprano, mas atualmente basta ouvir sua voz para notar a diferença, sua transição vocal ocorreu no fim dos anos 80:



 Esta postagem fala a respeito dos Contraltos Profundos. Para outros tipos de Contralto clique aqui (Em breve).


12:39 Sávio Alves

Hoje venho lhes falar a respeito da voz feminina mais rara do mundo. Contraltos, por natureza são raríssimos na música erudita, a subclassificação Dramática é ainda mais rara, sendo este o tipo mais raro existente de voz feminina junto à Assoluta. O timbre de um verdadeiro Contralto Profundo é extremamente andrógeno e em registro de peito é parecido com o de um tenor convencional. Nos exemplos que virão, fica fácil notar a androgenia do timbre.

Seu registro agudo é explorado com frequência até por volta do Mí 5 e isso não é ultrapassado com tanta frequência, pelo menos não em uma frase melódica bem definida, a não ser que uma peça ou personagem exija maior quantidade de agilidade e ornamentos. A proximidade com a voz masculina é incrível, por conta disso agudos podem ser um problema para algumas interpretes de vozes tão robustas, porém geralmente esta classificação só se dá em interpretes de idade mais avançada (Por conta do amadurecimento vocal) e por consequência já trazem maior experiência técnica.




O tipo "puro" Dramático é pouco ágil a princípio e dispõe de uma voz maior lacrimosa. O repertório para este tipo de Contralto é pequeno se comparado ao de um Soprano ou Mezzo, uma mulher com uma voz tão grave é algo extremamente incomum, por isso não se tinha a disposição dos compositores vozes tais vozes. No entanto, é importante ser versátil e interpretar peças para Contralto Lírico, Mezzo-Sopranos Dramáticos ou abusar de peças de recital (Onde a transposição de tom não é tão mal vista). Ewa Podles é um perfeito exemplo de Contralto Dramático que desenvolveu Coloratura:



Como podem ver, Ewa é uma interprete extremamente bem treinada e consegue adentrar a região do barítono em voz de peito e na do Soprano em seu registro superior, com projeção, qualidade e poder (Uma voz privilegiada). O registro inferior deste tipo de voz é extremamente extenso, normalmente a tessitura é de mais de 2 Oitavas, começando do Dó 3 até o Mí 5.

Como sempre digo, vozes populares não dispõe de classificações vocais totalmente firmadas, mas algumas vozes mostram fortes indícios de que um Fach pode "ser aplicado" a esta voz. Galina Baranova é um perfeito exemplo de voz andrógena, gravíssima e de pouca agilidade:



Como podem ver sua voz atende por semântica os citados requisitos de um Contralto Dramático, mesmo não sendo uma interprete de música erudita. 

Agora vamos a um possível exemplo de maturação:



No vídeo acima postei a incrível performance de Juliana Strangelove, que ainda (Por incrível que pareça) não pode ser considerada um possível Contralto Dramático, mas já dispõe em seu timbre diversos sinais de que esta é uma possível classificação futura. Por se tratar de uma voz tão especial, demonstrei um exemplo de possível dramático com voz amadurecida, uma em processo de transformação e agora demonstrarei um exemplo de antes e depois de uma mulher que adquiriu características acima citadas, neste caso Grace Jones:



Neste tempo (Vídeo acima) Grace ainda tinha mais características de um Mezzo-Soprano, mas atualmente basta ouvir sua voz para notar a diferença, sua transição vocal ocorreu no fim dos anos 80:



 Esta postagem fala a respeito dos Contraltos Profundos. Para outros tipos de Contralto clique aqui (Em breve).


segunda-feira, 15 de setembro de 2014


Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Mezzo-Sopranos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Mezzo-Sopranos por semana):

Barbra Streidand
Beyoncé
Jennifer Hudson
Jojo
Katy Perry
Kelly Rowland
Lana Del Rey
Lorde
Taylor Swift



14:05 Sávio Alves

Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Mezzo-Sopranos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Mezzo-Sopranos por semana):

Barbra Streidand
Beyoncé
Jennifer Hudson
Jojo
Katy Perry
Kelly Rowland
Lana Del Rey
Lorde
Taylor Swift



domingo, 14 de setembro de 2014


Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Contraltos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Contraltos por semana):

Alcione
Annie Lennox
Cher                       (Por um longo período Mezzo-Soprano).
Grace Jones            (Por um longo período Mezzo-Soprano).
Leci Brandão
Maria Alcina
Maria Bethânia
Nina Hagen             (Por um longo período Mezzo-Soprano).
Panda Ross


10:15 Sávio Alves

Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Contraltos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Contraltos por semana):

Alcione
Annie Lennox
Cher                       (Por um longo período Mezzo-Soprano).
Grace Jones            (Por um longo período Mezzo-Soprano).
Leci Brandão
Maria Alcina
Maria Bethânia
Nina Hagen             (Por um longo período Mezzo-Soprano).
Panda Ross


sábado, 13 de setembro de 2014


Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Sopranos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Sopranos por semana):

Ariana Grande
Anitta
Björk
Duffy
Janelle Monaé
Jessie J
Nicole Scherzinger
Sandy Leah
Solange






19:36 Sávio Alves

Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Sopranos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Sopranos por semana):

Ariana Grande
Anitta
Björk
Duffy
Janelle Monaé
Jessie J
Nicole Scherzinger
Sandy Leah
Solange






sexta-feira, 12 de setembro de 2014


Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Tenores (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 tenores por semana):




Adam Lambert
Adam Levine
Bruno Mars
Joe Jonas
Leonardo Gonçalves
Michael Jackson
Nick Jonas
Usher
Zayn Malik



12:47 Sávio Alves

Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Tenores (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 tenores por semana):




Adam Lambert
Adam Levine
Bruno Mars
Joe Jonas
Leonardo Gonçalves
Michael Jackson
Nick Jonas
Usher
Zayn Malik




Artista / Banda: Kimbra.
Álbum: The Golden Echo.
Lançamento Oficial: 19 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: F#2 - C#6 (Fá Sustenido Dois - Dó Sustenido Seis) [Aprox].
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.

Extensão Vocal UtilizadaA2 - A5 (Lá Dois - Lá Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas.
Gêneros Musicais: Folk, Experimental, R&B.

Notas mais aguda Belting/Mix: A5 (Lá Cinco).

Nota geral: 80 de 100.

Com uma das capas mais belas de todos os tempos, chegou até mim, o álbum "The Golden Echo", de Kimbra, que ficou famosa alguns anos atrás por conta de sua voz exótica, de diversificado repertório. Até agora com modestas vendagens, este álbum não vem caindo no gosto do povo como seu antecessor, que conseguiu atrair parte do público mainstream para si devido ao visual dos clipes de  Kimbra e pela descoberta do novo em meio ao mercado.




A sonoridade, no geral, não utiliza de lentos andamentos em quantidade expressiva neste projeto, usando dos enérgicos e sempre acompanhados de grande quantidade de harmonizações vocais de Kimbra. Desde seu primeiro trabalho este tipo de produção com inúmeros elementos vocais foi mantida e aparentemente será uma de suas marcas registradas em futuros trabalhos.

Não ouve grande diferenciação de estilo de seu trabalho antecessor, mas a região grave de sua voz foi utilizada com mais rigor nas citadas harmonizações vocais, que trazem consigo grande quantidade de notas do topo da segunda e base da terceira oitava. O teor de edição nas mesmas é perceptível e nas performances ao vivo até hoje demonstradas por Kimbra seu registro grave não era grandioso, mas considerei o Lá 2 mesmo duvidando de sua procedência, quem quiser o excluir o faça.


As notas da quinta oitava, em sua maioria, foram executadas em seu registro misto, abrindo margem para a voz de cabeça em momentos propícios. As habilidades vocais de Kimbra são inquestionáveis, faz ao vivo o que se propõem em estúdio, até mesmo harmonizando a própria voz em gravadores próprios, o que resta esperar são os resultados que virão com o decorrer da turnê.

Engajada a Janelle Monaé nos últimos tempos, não duvido que a citada tenha influenciado no trabalho de Kimbra apesar de não estar creditada na produção ou composição deste álbum. Kimbra manteve sua energia, mas de leve tenho a impressão que esta nova influência está aqui presente.  


Conclusão


Álbum com vibe experimental, instrumentação moderna e ousada que com certeza não agradá a todos os públicos, mas tem suas qualidade inegáveis em meio a cena alternativa, apesar de ser mais Pop que seu antecessor. Influencia de Janelle Monaé são extremamente possíveis e justificáveis, já que ambas trabalharão juntas.

Vocal Range


SoundCloud | Canal de Áudios. 


11:44 Sávio Alves

Artista / Banda: Kimbra.
Álbum: The Golden Echo.
Lançamento Oficial: 19 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: F#2 - C#6 (Fá Sustenido Dois - Dó Sustenido Seis) [Aprox].
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.

Extensão Vocal UtilizadaA2 - A5 (Lá Dois - Lá Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas.
Gêneros Musicais: Folk, Experimental, R&B.

Notas mais aguda Belting/Mix: A5 (Lá Cinco).

Nota geral: 80 de 100.

Com uma das capas mais belas de todos os tempos, chegou até mim, o álbum "The Golden Echo", de Kimbra, que ficou famosa alguns anos atrás por conta de sua voz exótica, de diversificado repertório. Até agora com modestas vendagens, este álbum não vem caindo no gosto do povo como seu antecessor, que conseguiu atrair parte do público mainstream para si devido ao visual dos clipes de  Kimbra e pela descoberta do novo em meio ao mercado.




A sonoridade, no geral, não utiliza de lentos andamentos em quantidade expressiva neste projeto, usando dos enérgicos e sempre acompanhados de grande quantidade de harmonizações vocais de Kimbra. Desde seu primeiro trabalho este tipo de produção com inúmeros elementos vocais foi mantida e aparentemente será uma de suas marcas registradas em futuros trabalhos.

Não ouve grande diferenciação de estilo de seu trabalho antecessor, mas a região grave de sua voz foi utilizada com mais rigor nas citadas harmonizações vocais, que trazem consigo grande quantidade de notas do topo da segunda e base da terceira oitava. O teor de edição nas mesmas é perceptível e nas performances ao vivo até hoje demonstradas por Kimbra seu registro grave não era grandioso, mas considerei o Lá 2 mesmo duvidando de sua procedência, quem quiser o excluir o faça.


As notas da quinta oitava, em sua maioria, foram executadas em seu registro misto, abrindo margem para a voz de cabeça em momentos propícios. As habilidades vocais de Kimbra são inquestionáveis, faz ao vivo o que se propõem em estúdio, até mesmo harmonizando a própria voz em gravadores próprios, o que resta esperar são os resultados que virão com o decorrer da turnê.

Engajada a Janelle Monaé nos últimos tempos, não duvido que a citada tenha influenciado no trabalho de Kimbra apesar de não estar creditada na produção ou composição deste álbum. Kimbra manteve sua energia, mas de leve tenho a impressão que esta nova influência está aqui presente.  


Conclusão


Álbum com vibe experimental, instrumentação moderna e ousada que com certeza não agradá a todos os públicos, mas tem suas qualidade inegáveis em meio a cena alternativa, apesar de ser mais Pop que seu antecessor. Influencia de Janelle Monaé são extremamente possíveis e justificáveis, já que ambas trabalharão juntas.

Vocal Range


SoundCloud | Canal de Áudios. 


quinta-feira, 11 de setembro de 2014


Por natureza, Contraltos dispõem de vozes cavernosas e raríssimas, mas em suas subclassificações encontra-se no tipo Lírico o mais comum. Sua voz dispõem de tom andrógeno e quente, mesmo que não utilize da voz de peito; como fazem os homens, a maior parte do tempo. Seu timbre é cavernoso se comparado a de outros naipes femininos por ser o mais grave, mas em sua variação lírica pode-se notar que seu timbre é mais "aconchegante", fluido e rico que o de um tipo Dramático.

Seu registro agudo é escuro, grandioso e explosivo, mesmo sendo de difícil acesso para grande parte dos, verdadeiros Contraltos que iniciam sua carreira no mundo da música erudita. Grande parte das peças que exigem maior número de notas agudas de um Contralto focado em música antiga (Até o fim do Barroco) geralmente não exige mais do que um Mí 5 ou Fá 5 em uma linha melódica conectada a outras notas da região média ou grave, abrindo exceções para as vozes de Coloratura, que normalmente executam ornamentos no topo de seu alcance com frequência e podem exceder este limite com frequência.



A região grave é com certeza o que mais chama a atenção do público para este tipo de voz. Mezzo-Sopranos de voz grave e até mesmo Sopranos privilegiados podem, sim, ter um extenso registro grave, mas dificilmente a qualidade deste será tão grandiosa como a de uma legítima mulher de voz grave. Sendo, por muitas vezes, limitadas a seguir com fidelidade as especificações de compositores nas partituras, nem sempre pode-se conferir os limites da extensão vocal de um Contralto na música erudita, mas em algumas canções onde existe liberdade para tal, habilidosas interpretes podem demonstrar seus limites vocais qualitativos alcançando algo em torno de um Ré 3 ou até mesmo um Dó grave de tenor. Vale frisar que a tessitura deste tipo de Contralto é de por volta de Mí 3 ao Fá 5.

O repertório de uma voz tão rara claramente não é amplo e de fácil acesso como o de um Soprano ou Mezzo-Soprano. Os Contraltos no geral, até mesmo esta variação mais comum, encontram seu mitiê em repertório antigo, tendo grande destaque em música sacra, sobretudo nos famosos e imprecisos Organus, que apesar de terem sido escritos apenas para homens, por conta da epístola de Paulo, podem ser executados por Contraltos nos dias atuais.



Um Contralto, tanto lírico quanto dramático, mesmo sem grande quantidade de papeis em grande óperas românticas e clássicas, dispõem de grade chances de sucesso por conta do raríssimo timbre que possuem e pela valorização do que se tem por "exótico" desde o fim do classicismo. No período Barroco ainda imperavam os homens na música; tanto que era, naquele tempo, preferível castrar uma criança do sexo masculino a fim de preservar a acuidade da voz a permitir mulheres a frente nas igrejas. Por conta do desaparecimento dos verdadeiros Castrati boa parte de seu repertório permaneceu sendo interpretado por mulheres ou Contratenores, sendo que os Contraltos, com isso, foram beneficiados. Aqui, o Contralto Lírico e maestrina, Nathalie Struzmann interpreta e rege "Cara Sposa" de Handel, peça escrita para Castrati na ópera Rinaldo do período Barroco:



Como podem notar, sua voz é rica e atende perfeitamente todos os citados requisitos que listei acima. Com sua interpretação, também pode-se tomar como senso comum que o papel cênico de interpretes deste tipo vocal é quase sempre lacrimoso, sério, imponente e com grande apelo emocional devido a sua aparência, que geralmente é madura e séria.

Na música popular gosto de separar as mulheres com características longínquas de Mezzo-Soprano Graves (Dramáticos) no naipe dos Contraltos por pura conveniência, porém verdadeiros Contraltos totalmente amadurecidos são extremamente raros, por isso quando posto um legítimo Contralto na página sempre deixo isto frisado. Pensando em comparar levemente vozes "Belcantistas" e populares, chego a conclusão de que a famosa cantora Cher, atualmente na casa dos 60 anos de idade e em total forma, é uma interprete que dispõem de diversas qualidades em sua voz que lembram as de um legítimo Contralto Lírico Puro (Sem coloratura).



10:09 Sávio Alves

Por natureza, Contraltos dispõem de vozes cavernosas e raríssimas, mas em suas subclassificações encontra-se no tipo Lírico o mais comum. Sua voz dispõem de tom andrógeno e quente, mesmo que não utilize da voz de peito; como fazem os homens, a maior parte do tempo. Seu timbre é cavernoso se comparado a de outros naipes femininos por ser o mais grave, mas em sua variação lírica pode-se notar que seu timbre é mais "aconchegante", fluido e rico que o de um tipo Dramático.

Seu registro agudo é escuro, grandioso e explosivo, mesmo sendo de difícil acesso para grande parte dos, verdadeiros Contraltos que iniciam sua carreira no mundo da música erudita. Grande parte das peças que exigem maior número de notas agudas de um Contralto focado em música antiga (Até o fim do Barroco) geralmente não exige mais do que um Mí 5 ou Fá 5 em uma linha melódica conectada a outras notas da região média ou grave, abrindo exceções para as vozes de Coloratura, que normalmente executam ornamentos no topo de seu alcance com frequência e podem exceder este limite com frequência.



A região grave é com certeza o que mais chama a atenção do público para este tipo de voz. Mezzo-Sopranos de voz grave e até mesmo Sopranos privilegiados podem, sim, ter um extenso registro grave, mas dificilmente a qualidade deste será tão grandiosa como a de uma legítima mulher de voz grave. Sendo, por muitas vezes, limitadas a seguir com fidelidade as especificações de compositores nas partituras, nem sempre pode-se conferir os limites da extensão vocal de um Contralto na música erudita, mas em algumas canções onde existe liberdade para tal, habilidosas interpretes podem demonstrar seus limites vocais qualitativos alcançando algo em torno de um Ré 3 ou até mesmo um Dó grave de tenor. Vale frisar que a tessitura deste tipo de Contralto é de por volta de Mí 3 ao Fá 5.

O repertório de uma voz tão rara claramente não é amplo e de fácil acesso como o de um Soprano ou Mezzo-Soprano. Os Contraltos no geral, até mesmo esta variação mais comum, encontram seu mitiê em repertório antigo, tendo grande destaque em música sacra, sobretudo nos famosos e imprecisos Organus, que apesar de terem sido escritos apenas para homens, por conta da epístola de Paulo, podem ser executados por Contraltos nos dias atuais.



Um Contralto, tanto lírico quanto dramático, mesmo sem grande quantidade de papeis em grande óperas românticas e clássicas, dispõem de grade chances de sucesso por conta do raríssimo timbre que possuem e pela valorização do que se tem por "exótico" desde o fim do classicismo. No período Barroco ainda imperavam os homens na música; tanto que era, naquele tempo, preferível castrar uma criança do sexo masculino a fim de preservar a acuidade da voz a permitir mulheres a frente nas igrejas. Por conta do desaparecimento dos verdadeiros Castrati boa parte de seu repertório permaneceu sendo interpretado por mulheres ou Contratenores, sendo que os Contraltos, com isso, foram beneficiados. Aqui, o Contralto Lírico e maestrina, Nathalie Struzmann interpreta e rege "Cara Sposa" de Handel, peça escrita para Castrati na ópera Rinaldo do período Barroco:



Como podem notar, sua voz é rica e atende perfeitamente todos os citados requisitos que listei acima. Com sua interpretação, também pode-se tomar como senso comum que o papel cênico de interpretes deste tipo vocal é quase sempre lacrimoso, sério, imponente e com grande apelo emocional devido a sua aparência, que geralmente é madura e séria.

Na música popular gosto de separar as mulheres com características longínquas de Mezzo-Soprano Graves (Dramáticos) no naipe dos Contraltos por pura conveniência, porém verdadeiros Contraltos totalmente amadurecidos são extremamente raros, por isso quando posto um legítimo Contralto na página sempre deixo isto frisado. Pensando em comparar levemente vozes "Belcantistas" e populares, chego a conclusão de que a famosa cantora Cher, atualmente na casa dos 60 anos de idade e em total forma, é uma interprete que dispõem de diversas qualidades em sua voz que lembram as de um legítimo Contralto Lírico Puro (Sem coloratura).



quarta-feira, 3 de setembro de 2014


Maduros, poderosos e versáteis, os Mezzo-Sopranos geralmente são imponentes e raros em grande papéis de destaque, porém, não menos virtuosos e competentes que seus colegas de naipes. Este post tem como meta manter linkados todos os tipos de Mezzo-Soprano listado pelo Vocal Pop e explicar brevemente características dos mesmos.

No canto popular (Principalmente em coro), se dividem os Mezzo-Sopranos em dois grupos simples: Mezzo 1 e Mezzo 2. Os Mezzos 1 são os mais leves e ágeis, cantando, na maior parte do tempo, no próprio naipe dos Sopranos 2 em coros de apenas 4 vozes, executando notas agudas de forma cheia e ressonante. Um bom exemplo de Mezzo 1 é a cantora Amy Lee. Veja como seu timbre dispõem de agudos seguros e poderosos sem perder a qualidade rica do timbre de um Mezzo:


Não é difícil confundir um Mezzo-Soprano 1 com um Soprano de timbragem madura, por isso é extremamente comum interpretes com versatilidade para solos escritos para ambas as classificações vocais. Já os Mezzo-Soprano 2 dispõem de vozes cavernosas, com agudos extremamente explosivos (Os mais explosivos) e facilmente se confundem com os Contraltos. Normalmente este tipo de Mezzo é também chamado de Alto, Mezzo Grave ou Mezzo-Contralto. Por ser uma classificação vocal rara, normalmente joga-se estas no mesmo naipe dos Contraltos (Como fazíamos no Vocal Pop antes do público adquirir facilidade de discernimento das vozes), mas verdadeiros Contraltos são raríssimos. Um bom Exemplo de Mezzo-Soprano 2 é  a cantora Pop Rock P!nk:


É importante deixar claro: as subclassificações vocais, tanto dos Mezzo-Sopranos quanto dos outros naipes vocais, são exclusivas do canto erudito e não se aplicam de forma eficaz ao canto popular. Aqui estão resumidos todos os tipos de Mezzo, clicando nos nomes em rosa você será redimensionado a outra página com maiores explicações sobre, com exemplos em vídeo.




Mezzo-Soprano Leggero: Voz leve de Mezzo extremamente próxima da do Lírico Coloratura, porém com uma coloração mais quente e menos potência, nada mais que uma variação do mais agudo tipo de Mezzo.

Vozes de Colorara: Divide-se em duas vertentes, coloratura lírica e dramática. A Coloratura Dramática dispõem de mais potência e é menos fluída, enquanto a Lírica não exibe tantas colorações e demonstra uma voz de tamanho médio.

Mezzo-Soprano Lírico: O mais comum entre os Mezzos, este dispõem de lacrimoso timbre de coloração madura e quente, sendo apto a cantar sobre uma orquestra sem grande dificuldade.

Mezzo-Soprano Dramático: Sendo a mais rara, geralmente esta classificação vocal aparece em interpretes mais velhos com vozes de gigantesco tamanho.  Ao contrário de sua variação com coloratura, seu tipo "puro" dispõem de pouquíssima agilidade e trabalha com mais facilidade em peças que muito exigem do interprete em termos de resistência vocal.

Dugzon: Voz intermediária entre os Mezzo-Soprano e o Soprano Soubrete, dispondo de pequeno tamanho, grande agilidade, tessitura robusta e grande diferenciação de colorações vocais.

Algumas vertentes como Lírico Dramático, Lírico Leggero e etc, em outras línguas são retratados como Mezzos Líricos com aptidão a habilidades de outras subclassificações e em outros casos adicionam o Lírico sem razão aparente.

Agora que todos os tipos de Mezzo já foram explicados, partiremos para os Contraltos.

Facebook | Página Oficial.


10:58 Sávio Alves

Maduros, poderosos e versáteis, os Mezzo-Sopranos geralmente são imponentes e raros em grande papéis de destaque, porém, não menos virtuosos e competentes que seus colegas de naipes. Este post tem como meta manter linkados todos os tipos de Mezzo-Soprano listado pelo Vocal Pop e explicar brevemente características dos mesmos.

No canto popular (Principalmente em coro), se dividem os Mezzo-Sopranos em dois grupos simples: Mezzo 1 e Mezzo 2. Os Mezzos 1 são os mais leves e ágeis, cantando, na maior parte do tempo, no próprio naipe dos Sopranos 2 em coros de apenas 4 vozes, executando notas agudas de forma cheia e ressonante. Um bom exemplo de Mezzo 1 é a cantora Amy Lee. Veja como seu timbre dispõem de agudos seguros e poderosos sem perder a qualidade rica do timbre de um Mezzo:


Não é difícil confundir um Mezzo-Soprano 1 com um Soprano de timbragem madura, por isso é extremamente comum interpretes com versatilidade para solos escritos para ambas as classificações vocais. Já os Mezzo-Soprano 2 dispõem de vozes cavernosas, com agudos extremamente explosivos (Os mais explosivos) e facilmente se confundem com os Contraltos. Normalmente este tipo de Mezzo é também chamado de Alto, Mezzo Grave ou Mezzo-Contralto. Por ser uma classificação vocal rara, normalmente joga-se estas no mesmo naipe dos Contraltos (Como fazíamos no Vocal Pop antes do público adquirir facilidade de discernimento das vozes), mas verdadeiros Contraltos são raríssimos. Um bom Exemplo de Mezzo-Soprano 2 é  a cantora Pop Rock P!nk:


É importante deixar claro: as subclassificações vocais, tanto dos Mezzo-Sopranos quanto dos outros naipes vocais, são exclusivas do canto erudito e não se aplicam de forma eficaz ao canto popular. Aqui estão resumidos todos os tipos de Mezzo, clicando nos nomes em rosa você será redimensionado a outra página com maiores explicações sobre, com exemplos em vídeo.




Mezzo-Soprano Leggero: Voz leve de Mezzo extremamente próxima da do Lírico Coloratura, porém com uma coloração mais quente e menos potência, nada mais que uma variação do mais agudo tipo de Mezzo.

Vozes de Colorara: Divide-se em duas vertentes, coloratura lírica e dramática. A Coloratura Dramática dispõem de mais potência e é menos fluída, enquanto a Lírica não exibe tantas colorações e demonstra uma voz de tamanho médio.

Mezzo-Soprano Lírico: O mais comum entre os Mezzos, este dispõem de lacrimoso timbre de coloração madura e quente, sendo apto a cantar sobre uma orquestra sem grande dificuldade.

Mezzo-Soprano Dramático: Sendo a mais rara, geralmente esta classificação vocal aparece em interpretes mais velhos com vozes de gigantesco tamanho.  Ao contrário de sua variação com coloratura, seu tipo "puro" dispõem de pouquíssima agilidade e trabalha com mais facilidade em peças que muito exigem do interprete em termos de resistência vocal.

Dugzon: Voz intermediária entre os Mezzo-Soprano e o Soprano Soubrete, dispondo de pequeno tamanho, grande agilidade, tessitura robusta e grande diferenciação de colorações vocais.

Algumas vertentes como Lírico Dramático, Lírico Leggero e etc, em outras línguas são retratados como Mezzos Líricos com aptidão a habilidades de outras subclassificações e em outros casos adicionam o Lírico sem razão aparente.

Agora que todos os tipos de Mezzo já foram explicados, partiremos para os Contraltos.

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terça-feira, 2 de setembro de 2014


Como uma proposta diferente, venho por meio deste, de forma descontraída, falar a respeito de coisas que cantores que iniciam seu "treinamento formal em técnica vocal" devem a todo custo evitar. Tratando-se de médias, casos isolados de iniciantes excepcionais podem ficar de fora dos tópicos aqui citados, mas tenha certeza de que a chance de você fazer parte deste grupo especial é mínima, senso assim, por via das dúvidas é aconselhável evitar estas armadilhas, que tanto atraem novatos para caminhos tortuosos que podem resultar em um canto insalubre e a graves quadros patológicos.

Tratar Extensão Vocal Como Prioridade

Essa é, com certeza, a armadilha campeã dentre todas as que citarei. Todo aspirante a cantor que tem acesso a vídeos de vocal range e ou tutoriais de como aumentar a extensão vocal, automaticamente coloca este tipo de coisa como prioridade total em seu canto e se esquece de cantar!

Pessoa, ninguém almeja suas 6 oitavas de registro basal (Fry) e gritos exclamados que fazem sua garganta sangrar como a de um tuberculoso! Se não tens capacidade de cantar com 1 oitava que seja, sem produzir um som horrível, insalubre, desafinado e sem um pingo de emoção e originalidade nunca serás considerado um bom cantor.


Se Importar de Mais Com Classificação Vocal

Essa perde por pouquíssimo para o tópico anterior... Se não é uma é a outra, mas é quase impossível um iniciante que não brilhe os olhos para saber uma das duas sem ter o mínimo de treinamento necessário e até mesmo necessidade de um dos dois. A classificação é formalmente utilizada no canto erudito, e mesmo por lá (Sei bem por ser minha área) não se aliena tanto os interpretes, almejando versatilidade em solos e até mesmo nos coros.

Se na música erudita, onde a classificação vocal é relevante, não existe aflição e grande burburinho por conta da classificação vocal ou sub classificação vocal, por que você, cantor iniciante de música Pop, vai dedicar o precioso tempo de estudo que tem para descobrir algo que não influenciara sua técnica?

Meninos Tentando Ter Voz de "Diva" Pop e Obsessão por Agudos e Graves Extremos

O terceiro lugar dos maiores erros possíveis não poderia ficar com outra armadilha... Quem nunca tentou cantar no tom de Whitney Houston o ponto alto de "I Will Always Love You"? Pois é, para algumas meninas pode ser uma tarefa fácil, mesmo sem ostentar a mesma carga dramática e beleza técnica, mas a nota sai! Mas e a maioria dos rapazes que já passaram pela muda vocal? Pode não ser um som dos mais agradáveis ouvir alguém que já passou por uma brusca mudança vocal, que teve a tessitura deslocada para uma região grave, tentando entrar na quinta oitava em plena vocal de peito.

Meninos cantam na região dos meninos, meninas na região das meninas! Pode acontecer de adentrarem a região "alheia"? Com toda certeza, mas experimenta fica por lá cantando alto ou baixo de mais alguns anos e venha tentar me contar como anda seu tratamento de câncer de garganta.

Fazer Pouco Caso de Treinamento Erudito

Essa também é extremamente recorrente, principalmente entre o público que almeja interpretar repertório de cantoras Pop. Pessoas... Música erudita tem 10 vezes mais história e desenvolvimento que a popular e é extremamente abrangente e diversa, difinitivamente não é uma mulher que fica gritando no palco em voz de cabeça!

Para se alcançar um padrão extremamente avançado e técnico, o Bel Canto pode ser um encurtador de caminhos incrível. Não é a única maneira de se atingir o padrão máximo de qualidade em sua técnica, mas pode ser o a melhor entre todas.

Esses são os principais tópicos que me lembrei, se identificaram com algum? Quer sugerir algum? Use os comentários.

12:27 Sávio Alves

Como uma proposta diferente, venho por meio deste, de forma descontraída, falar a respeito de coisas que cantores que iniciam seu "treinamento formal em técnica vocal" devem a todo custo evitar. Tratando-se de médias, casos isolados de iniciantes excepcionais podem ficar de fora dos tópicos aqui citados, mas tenha certeza de que a chance de você fazer parte deste grupo especial é mínima, senso assim, por via das dúvidas é aconselhável evitar estas armadilhas, que tanto atraem novatos para caminhos tortuosos que podem resultar em um canto insalubre e a graves quadros patológicos.

Tratar Extensão Vocal Como Prioridade

Essa é, com certeza, a armadilha campeã dentre todas as que citarei. Todo aspirante a cantor que tem acesso a vídeos de vocal range e ou tutoriais de como aumentar a extensão vocal, automaticamente coloca este tipo de coisa como prioridade total em seu canto e se esquece de cantar!

Pessoa, ninguém almeja suas 6 oitavas de registro basal (Fry) e gritos exclamados que fazem sua garganta sangrar como a de um tuberculoso! Se não tens capacidade de cantar com 1 oitava que seja, sem produzir um som horrível, insalubre, desafinado e sem um pingo de emoção e originalidade nunca serás considerado um bom cantor.


Se Importar de Mais Com Classificação Vocal

Essa perde por pouquíssimo para o tópico anterior... Se não é uma é a outra, mas é quase impossível um iniciante que não brilhe os olhos para saber uma das duas sem ter o mínimo de treinamento necessário e até mesmo necessidade de um dos dois. A classificação é formalmente utilizada no canto erudito, e mesmo por lá (Sei bem por ser minha área) não se aliena tanto os interpretes, almejando versatilidade em solos e até mesmo nos coros.

Se na música erudita, onde a classificação vocal é relevante, não existe aflição e grande burburinho por conta da classificação vocal ou sub classificação vocal, por que você, cantor iniciante de música Pop, vai dedicar o precioso tempo de estudo que tem para descobrir algo que não influenciara sua técnica?

Meninos Tentando Ter Voz de "Diva" Pop e Obsessão por Agudos e Graves Extremos

O terceiro lugar dos maiores erros possíveis não poderia ficar com outra armadilha... Quem nunca tentou cantar no tom de Whitney Houston o ponto alto de "I Will Always Love You"? Pois é, para algumas meninas pode ser uma tarefa fácil, mesmo sem ostentar a mesma carga dramática e beleza técnica, mas a nota sai! Mas e a maioria dos rapazes que já passaram pela muda vocal? Pode não ser um som dos mais agradáveis ouvir alguém que já passou por uma brusca mudança vocal, que teve a tessitura deslocada para uma região grave, tentando entrar na quinta oitava em plena vocal de peito.

Meninos cantam na região dos meninos, meninas na região das meninas! Pode acontecer de adentrarem a região "alheia"? Com toda certeza, mas experimenta fica por lá cantando alto ou baixo de mais alguns anos e venha tentar me contar como anda seu tratamento de câncer de garganta.

Fazer Pouco Caso de Treinamento Erudito

Essa também é extremamente recorrente, principalmente entre o público que almeja interpretar repertório de cantoras Pop. Pessoas... Música erudita tem 10 vezes mais história e desenvolvimento que a popular e é extremamente abrangente e diversa, difinitivamente não é uma mulher que fica gritando no palco em voz de cabeça!

Para se alcançar um padrão extremamente avançado e técnico, o Bel Canto pode ser um encurtador de caminhos incrível. Não é a única maneira de se atingir o padrão máximo de qualidade em sua técnica, mas pode ser o a melhor entre todas.

Esses são os principais tópicos que me lembrei, se identificaram com algum? Quer sugerir algum? Use os comentários.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Hoje venho lhes falar a respeito dos Mezzo-Sopranos Coloratura, tanto os dramáticos como os líricos. Este que se destaca por conta da virtuosa habilidade em reproduzir com louvor e facilidade passagens de registro complexas, em andamentos velozes e altíssimas tessitura é o mais requisitado Mezzo-Soprano nas famosas casas de ópera.

Com uma voz versátil, que constantemente ultrapassa o famoso Sol agudos das vozes médias. Esta, dentre as vozes femininas, é a que mais tem facilidade em interpretar papéis escritos para os extintos Castrati pela facilidade em "modificar a coloração" da própria voz, enfrentar complexas coloraturas sem perde potencia vocal e grande capacidade respiratória (Explorada com os anos de prática em repertórios diversos). Não é incomum encontrar Mezzos deste tipo solando árias escritas para Sopranos de voz pesada, já que sua tessitura abrange o famoso "C Soprano Fach" (C6), porém em coros geralmente brilham em seu naipe de origem.




O Mezzo-Soprano Dramático Coloratura é o mais raro existente dentre seus vizinhos de naipe. Por dispor de uma voz de grande tamanho, papel cênico versátil (Com ênfase em dramáticas e maduras interpretações) e uma aptidão completamente fora do comum para cheíssimas notas agudas e graves, é quase insano que uma voz tão pesada consiga executar fluídas passagens de registros e complexas melodias sem perder sua qualidade incrivelmente ressonante. O melhor exemplo de tal tipo de Mezzo-Soprano é a interprete Marilyn Horne, que dispunha de um timbre extremamente apreciado no século XX e uma voz única.



Como podem ver, sua voz não é tão fechada e cálida como a de um puro Mezzo-Soprano Dramático e nem quente como a de um lírico, lhe conferindo um timbre diferenciado e uma gama de papeis ainda maior que os dois citados.

Já o Lírico Coloratura é mais comum, porém não menos agradável e virtuoso, muito pelo contrário já que sua fisiologia lhe confere um timbre menos homogêneo e a coloratura tem maior riqueza de diferença nas colorações em sua execução, trazendo graves extremamente escuros e agudos leves e de quente coloratura. Joyce DiDonato é um perfeito exemplo de tal sub-classificação vocal, sendo atualmente uma das melhores atrizes e cantoras de nosso tempo.



Já em interpretes populares o sistema Fach não se aplica com grande eficácia e precisão e pode sim haver equívocos já que o cantor erudito não canta de forma próxima da fala, mas existem certas características interessantes em vozes populares que nos fazem os comparar com verdadeiros interpretes de música erudita. Levando em conta certas características pode-se dizer que Beyoncé está próxima de um Mezzo-Soprano Dramático.



Já Celine Dion dispõem de um timbre extremamente único e dispõem de qualidades "híbridas" em sua voz, mas creio que se encaixa de certa forma com os Mezzo-Sopranos Líricos Coloratura.



12:27 Sávio Alves

Hoje venho lhes falar a respeito dos Mezzo-Sopranos Coloratura, tanto os dramáticos como os líricos. Este que se destaca por conta da virtuosa habilidade em reproduzir com louvor e facilidade passagens de registro complexas, em andamentos velozes e altíssimas tessitura é o mais requisitado Mezzo-Soprano nas famosas casas de ópera.

Com uma voz versátil, que constantemente ultrapassa o famoso Sol agudos das vozes médias. Esta, dentre as vozes femininas, é a que mais tem facilidade em interpretar papéis escritos para os extintos Castrati pela facilidade em "modificar a coloração" da própria voz, enfrentar complexas coloraturas sem perde potencia vocal e grande capacidade respiratória (Explorada com os anos de prática em repertórios diversos). Não é incomum encontrar Mezzos deste tipo solando árias escritas para Sopranos de voz pesada, já que sua tessitura abrange o famoso "C Soprano Fach" (C6), porém em coros geralmente brilham em seu naipe de origem.




O Mezzo-Soprano Dramático Coloratura é o mais raro existente dentre seus vizinhos de naipe. Por dispor de uma voz de grande tamanho, papel cênico versátil (Com ênfase em dramáticas e maduras interpretações) e uma aptidão completamente fora do comum para cheíssimas notas agudas e graves, é quase insano que uma voz tão pesada consiga executar fluídas passagens de registros e complexas melodias sem perder sua qualidade incrivelmente ressonante. O melhor exemplo de tal tipo de Mezzo-Soprano é a interprete Marilyn Horne, que dispunha de um timbre extremamente apreciado no século XX e uma voz única.



Como podem ver, sua voz não é tão fechada e cálida como a de um puro Mezzo-Soprano Dramático e nem quente como a de um lírico, lhe conferindo um timbre diferenciado e uma gama de papeis ainda maior que os dois citados.

Já o Lírico Coloratura é mais comum, porém não menos agradável e virtuoso, muito pelo contrário já que sua fisiologia lhe confere um timbre menos homogêneo e a coloratura tem maior riqueza de diferença nas colorações em sua execução, trazendo graves extremamente escuros e agudos leves e de quente coloratura. Joyce DiDonato é um perfeito exemplo de tal sub-classificação vocal, sendo atualmente uma das melhores atrizes e cantoras de nosso tempo.



Já em interpretes populares o sistema Fach não se aplica com grande eficácia e precisão e pode sim haver equívocos já que o cantor erudito não canta de forma próxima da fala, mas existem certas características interessantes em vozes populares que nos fazem os comparar com verdadeiros interpretes de música erudita. Levando em conta certas características pode-se dizer que Beyoncé está próxima de um Mezzo-Soprano Dramático.



Já Celine Dion dispõem de um timbre extremamente único e dispõem de qualidades "híbridas" em sua voz, mas creio que se encaixa de certa forma com os Mezzo-Sopranos Líricos Coloratura.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Hoje, mais cedo, perguntei a vocês se gostam de Back Vocals e a repercussão foi SUPERBOA!
Particularmente, prefiro o background a o centro do palco rs

Mas, vamos lá!

Antes de tudo, para esclarecer, Back Vocal é, literalmente, “Voz Atrás”, voz de apoio.
O principal objetivo de um Back Vocal é apoiar, oferecer suporte e reforço para o principal ou aos principais solistas da peça musical. De um modo geral, o Back Vocal serve para embelezar a melodia e o cântico.

Um back vocal pode ser constituído por várias “vozes” (tonalidades), como num coral, onde diversas linhas melódicas são cantadas basicamente pelas vozes de soprano, contralto, tenor e baixo.
Eles podem não só complementar harmonicamente a escrita musical como, também, podem reproduzir a principal linha melódica.
Muitos os chamam de Background, que é o nome que se dá às partes secundárias ou não solistas de uma peça musical, seja cantada ou apenas instrumental.

Bom, feita a explicação, vamos à apresentação dos DOIS melhores Back Vocals escolhidos por vocês: Um representando o Popular e outro reprensentando o Gospel.

1 – THE MAMAS.


Esse poderoso trio Back Vocal dá suporte à cantora Beyoncé.
Crystal Collins, Montina Cooper e Tiffany Riddick são, respectivamente, no Back Vocal, contralto, tenor e soprano.
Elas possuem amplas técnicas vocais que são demonstradas em suas performances solo nas turnês da sua patroa.
São extremamente profissionais e exercem papel fundamental nas performances de Beyoncé.



2 – PAULO ZUCKINI, PALOMA POSSI e JANEH MAGALHÃES.



Representando o Brasil, esse trio é constantemente encontrado em gravações/apresentações.
Paulo Zuckini, como tenor, Paloma Paloma, como soprano e Janeh Magalhães, como contralto, fazem o típico back vocal gospel “da pesada”.  Acostumados a fazerem altíssimos (tom) Backings, os três são sempre procurados para darem potência às canções no estilo ou próximo do Black Music e por, também, serem cantores desse estilo e possuírem amplo conhecimento musical.
Individualmente, têm técnicas apuradíssimas e, por isso, adquiriram sucesso/reconhecimento no meio Black Music Gospel.



Há outros Back Vocals por aí que são ótimos, como os da Mariah Carey, do Eric Clapton e da Jessie J. Vale a pena procurar saber um pouco mais sobre eles.
18:51 Jansem Rodrigues
Hoje, mais cedo, perguntei a vocês se gostam de Back Vocals e a repercussão foi SUPERBOA!
Particularmente, prefiro o background a o centro do palco rs

Mas, vamos lá!

Antes de tudo, para esclarecer, Back Vocal é, literalmente, “Voz Atrás”, voz de apoio.
O principal objetivo de um Back Vocal é apoiar, oferecer suporte e reforço para o principal ou aos principais solistas da peça musical. De um modo geral, o Back Vocal serve para embelezar a melodia e o cântico.

Um back vocal pode ser constituído por várias “vozes” (tonalidades), como num coral, onde diversas linhas melódicas são cantadas basicamente pelas vozes de soprano, contralto, tenor e baixo.
Eles podem não só complementar harmonicamente a escrita musical como, também, podem reproduzir a principal linha melódica.
Muitos os chamam de Background, que é o nome que se dá às partes secundárias ou não solistas de uma peça musical, seja cantada ou apenas instrumental.

Bom, feita a explicação, vamos à apresentação dos DOIS melhores Back Vocals escolhidos por vocês: Um representando o Popular e outro reprensentando o Gospel.

1 – THE MAMAS.


Esse poderoso trio Back Vocal dá suporte à cantora Beyoncé.
Crystal Collins, Montina Cooper e Tiffany Riddick são, respectivamente, no Back Vocal, contralto, tenor e soprano.
Elas possuem amplas técnicas vocais que são demonstradas em suas performances solo nas turnês da sua patroa.
São extremamente profissionais e exercem papel fundamental nas performances de Beyoncé.



2 – PAULO ZUCKINI, PALOMA POSSI e JANEH MAGALHÃES.



Representando o Brasil, esse trio é constantemente encontrado em gravações/apresentações.
Paulo Zuckini, como tenor, Paloma Paloma, como soprano e Janeh Magalhães, como contralto, fazem o típico back vocal gospel “da pesada”.  Acostumados a fazerem altíssimos (tom) Backings, os três são sempre procurados para darem potência às canções no estilo ou próximo do Black Music e por, também, serem cantores desse estilo e possuírem amplo conhecimento musical.
Individualmente, têm técnicas apuradíssimas e, por isso, adquiriram sucesso/reconhecimento no meio Black Music Gospel.



Há outros Back Vocals por aí que são ótimos, como os da Mariah Carey, do Eric Clapton e da Jessie J. Vale a pena procurar saber um pouco mais sobre eles.

Artista / Banda: Anastacia.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Dramático.
Alcance Vocal: A2 - C7 (Lá 2 – Dó 7).
Oitavas: 4 Oitavas e 2 Notas.

Alcance Controlado:
C#3 - B5 (Dó Sustenido 3 – Sí 5).
Oitavas: 2 Oitavas, 4 Notas 1 Semitom.

Alcance Ao Vivo:
C#3 - C7 (Dó Sustenido 3 - Dó Sete).
Oitavas: 3 Oitavas 6 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: White Soul, Dance Pop, Rock.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com o maior come back de todos os tempos, eu não poderia deixar de falar a respeito do brilhante talento vocal de Anastacia, que é hoje, uma das poucas veteranas em ascensão. Superando o câncer por duas vezes (Em 2003 e 2013), dificuldades a voltar a ativa com o mesmo desempenho vocal impecável surgiram, porém a recuperação é evidente e a cada dia sua voz tem tentado ganhando as qualidades perdidas em seus tempos de enfermidade.




Tendo uma das vozes mais únicas e distintas de nosso tempo, é fácil diferenciar Anastacia de qualquer outra interprete do mercado; seu timbre é cálido, extremamente metálico, pesado e de grande dimensão (Potência). Atualmente uma qualidade mais lírica e quente é perceptível em sua região média, mas sua região aguda continua ostentando a famosa estética dos grandes "rock scream kings" dos anos 70 e 80. Os graves continuam sendo facilmente emitidos e ainda são cavernosos e cheios.

Certa nasalidade pode ser percebida durante a execução da vogal "É", principalmente durante notas longas, mesmo na região grave. Anastacia é constantemente criticada por conta da nasalidade de seu timbre, mas existem gravações onde seu timbre soa de forma mais aconchegante e delicada. A gravação de estúdio de "Everything Burns" é um bom exemplo disso:


Classificar uma voz em canto popular não é uma tarefa das mais simples, mas acredito que mesmo com uma extensão privilegiada para a região aguda Anastacia é de fato um Mezzo-Soprano pesado com facilidade em emitir notas agudas com o auxílio de boa técnica empregada ao canto. Seu registro grave é cheio e extenso, sua voz é pesada e de grande tamanho, seus agudos são extremamente poderoso (cheios) e seu desempenho em palco é imponente (Com grande facilidade em interpretar canções de teor introspetivo e forte). Levando em conta tais características é comodo classifica-la como Mezzo-Soprano 2 (Também conhecido como Alto e Mezzo Contralto), extrapolando ao ponto de compara-la a uma interprete de música erudita é possível chegar a conclusão de que sua voz tem características próximas a de um Mezzo-Soprano Dramático, como mostra o seguinte vídeo:


Como sempre repito, vozes populares não dispõem de qualificações suficientes para se enquadrar de forma legítima no sistema de classificações vocais, mas é interessante trazer certos parâmetros do bel canto ao Pop para facilitar a separação das vozes sem a necessidade da criação de um novo método de categorização vocal.

Sua voz de cabeça, como a de várias interpretes que fazem uso de técnicas de mixagem de registros para alcançar notas extremas, é pouco utilizada e não é facilmente moldada durante ornamentações e leggatos. Seu registro superior é explorado basicamente de forma enérgica e poderosa, abrindo margens para poucos momentos de interpretações meigas e doces.

A beleza e peso de seu registro inferior é enorme e fica ainda mais evidente se comparado a de mulheres de outros naipes. Canções como "Left Outside Alone" deixam evidente a clareza de seus graves, e por uma casualidade encontrei um dueto entre Anastacia e um levíssimo Soprano em tal canção, tornando fácil expor a magnitude de tal região:


A nota mais grave já alcançada por Anastacia ao vivo, cantando de forma melódica e salubre é um C#3 (Dó Sustenido 3), já em estúdio um A2 (Lá 2) harmonizado e um D3 (Ré 3) em melodia principal podem ser ouvidos. Já na região aguda sua nota mais alta no registro misto é um B5 (Sí 5) executado ao vivo, enquanto em estúdio o A5 (Lá 5) até hoje foi sua nota mais aguda demonstrada. Um C7 pode ser conferido em seu registro superior e foi executado ao vivo em sua colaboração com Eros Ramazzotti na canção "I Belong To You"

Durante sua recuperação, algumas performances foram realizadas e como era de se esperar a estamina e o poder de sua voz não era o mesmo de sua época saudável, e por conta disso existem registros de performances onde Anastacia não consegue atingir de forma agradável notas médio agudas de sua tessitura e agudas de sua extensão com qualidade. Em 2003 ela foi diagnosticada com câncer de mama e por volta de 2013 foi constatado que o câncer estava de volta, como a performance a seguir é de 2012 deduz se que ela já estava doente novamente neste período. 


Atualmente Anastacia já está de volta e apresenta melhora na facilidade de emissão das notas médio agudas, porém sua voz inevitavelmente perdeu peso e tem mais dificuldade em se manter no andamento correto e ressonante como em seus tempos dourados. Fatores como idade, seu período enferma e insegurança podem estar a impedindo de alcançar resultados perfeitos e aparentemente sua voz nunca mais soará como em seu apogeu técnico, mas cabe a ela adaptar sua atual situação a sua voz. 


Pontos Negativos

Vocal "É" é pronunciada com certa dificuldade e nasalidade.

Desgaste vocal evidente.

Vocal Pop (O Bb2 para mim soa mais como um A2).


Facebook | Página Oficial.
13:10 Sávio Alves

Artista / Banda: Anastacia.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Dramático.
Alcance Vocal: A2 - C7 (Lá 2 – Dó 7).
Oitavas: 4 Oitavas e 2 Notas.

Alcance Controlado:
C#3 - B5 (Dó Sustenido 3 – Sí 5).
Oitavas: 2 Oitavas, 4 Notas 1 Semitom.

Alcance Ao Vivo:
C#3 - C7 (Dó Sustenido 3 - Dó Sete).
Oitavas: 3 Oitavas 6 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: White Soul, Dance Pop, Rock.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com o maior come back de todos os tempos, eu não poderia deixar de falar a respeito do brilhante talento vocal de Anastacia, que é hoje, uma das poucas veteranas em ascensão. Superando o câncer por duas vezes (Em 2003 e 2013), dificuldades a voltar a ativa com o mesmo desempenho vocal impecável surgiram, porém a recuperação é evidente e a cada dia sua voz tem tentado ganhando as qualidades perdidas em seus tempos de enfermidade.




Tendo uma das vozes mais únicas e distintas de nosso tempo, é fácil diferenciar Anastacia de qualquer outra interprete do mercado; seu timbre é cálido, extremamente metálico, pesado e de grande dimensão (Potência). Atualmente uma qualidade mais lírica e quente é perceptível em sua região média, mas sua região aguda continua ostentando a famosa estética dos grandes "rock scream kings" dos anos 70 e 80. Os graves continuam sendo facilmente emitidos e ainda são cavernosos e cheios.

Certa nasalidade pode ser percebida durante a execução da vogal "É", principalmente durante notas longas, mesmo na região grave. Anastacia é constantemente criticada por conta da nasalidade de seu timbre, mas existem gravações onde seu timbre soa de forma mais aconchegante e delicada. A gravação de estúdio de "Everything Burns" é um bom exemplo disso:


Classificar uma voz em canto popular não é uma tarefa das mais simples, mas acredito que mesmo com uma extensão privilegiada para a região aguda Anastacia é de fato um Mezzo-Soprano pesado com facilidade em emitir notas agudas com o auxílio de boa técnica empregada ao canto. Seu registro grave é cheio e extenso, sua voz é pesada e de grande tamanho, seus agudos são extremamente poderoso (cheios) e seu desempenho em palco é imponente (Com grande facilidade em interpretar canções de teor introspetivo e forte). Levando em conta tais características é comodo classifica-la como Mezzo-Soprano 2 (Também conhecido como Alto e Mezzo Contralto), extrapolando ao ponto de compara-la a uma interprete de música erudita é possível chegar a conclusão de que sua voz tem características próximas a de um Mezzo-Soprano Dramático, como mostra o seguinte vídeo:


Como sempre repito, vozes populares não dispõem de qualificações suficientes para se enquadrar de forma legítima no sistema de classificações vocais, mas é interessante trazer certos parâmetros do bel canto ao Pop para facilitar a separação das vozes sem a necessidade da criação de um novo método de categorização vocal.

Sua voz de cabeça, como a de várias interpretes que fazem uso de técnicas de mixagem de registros para alcançar notas extremas, é pouco utilizada e não é facilmente moldada durante ornamentações e leggatos. Seu registro superior é explorado basicamente de forma enérgica e poderosa, abrindo margens para poucos momentos de interpretações meigas e doces.

A beleza e peso de seu registro inferior é enorme e fica ainda mais evidente se comparado a de mulheres de outros naipes. Canções como "Left Outside Alone" deixam evidente a clareza de seus graves, e por uma casualidade encontrei um dueto entre Anastacia e um levíssimo Soprano em tal canção, tornando fácil expor a magnitude de tal região:


A nota mais grave já alcançada por Anastacia ao vivo, cantando de forma melódica e salubre é um C#3 (Dó Sustenido 3), já em estúdio um A2 (Lá 2) harmonizado e um D3 (Ré 3) em melodia principal podem ser ouvidos. Já na região aguda sua nota mais alta no registro misto é um B5 (Sí 5) executado ao vivo, enquanto em estúdio o A5 (Lá 5) até hoje foi sua nota mais aguda demonstrada. Um C7 pode ser conferido em seu registro superior e foi executado ao vivo em sua colaboração com Eros Ramazzotti na canção "I Belong To You"

Durante sua recuperação, algumas performances foram realizadas e como era de se esperar a estamina e o poder de sua voz não era o mesmo de sua época saudável, e por conta disso existem registros de performances onde Anastacia não consegue atingir de forma agradável notas médio agudas de sua tessitura e agudas de sua extensão com qualidade. Em 2003 ela foi diagnosticada com câncer de mama e por volta de 2013 foi constatado que o câncer estava de volta, como a performance a seguir é de 2012 deduz se que ela já estava doente novamente neste período. 


Atualmente Anastacia já está de volta e apresenta melhora na facilidade de emissão das notas médio agudas, porém sua voz inevitavelmente perdeu peso e tem mais dificuldade em se manter no andamento correto e ressonante como em seus tempos dourados. Fatores como idade, seu período enferma e insegurança podem estar a impedindo de alcançar resultados perfeitos e aparentemente sua voz nunca mais soará como em seu apogeu técnico, mas cabe a ela adaptar sua atual situação a sua voz. 


Pontos Negativos

Vocal "É" é pronunciada com certa dificuldade e nasalidade.

Desgaste vocal evidente.

Vocal Pop (O Bb2 para mim soa mais como um A2).


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terça-feira, 26 de agosto de 2014


Artista / Banda: Janelle Monáe.
Álbum: The ArchAndroid.
Lançamento Oficial: 18 de Maio de 2010.
Extensão Vocal UtilizadaEb3 - C7 (Mí Bemol Três - Dó Sete)
Oitavas: 3 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: Eb3 – C6 (Mí Bemol Três – Dó Seis).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: R&B, Funk, Neo Soul, Rock.

Notas mais aguda Belting/Mix: C6 (Dó Seis).

Nota geral: 85 de 100.



A fim de diversificar a programação do Vocal Pop, trago lhes um diferente álbum nesta noite de terça-feira. Trata-se de "The ArchAndroid (Suites II and III)", o primeiro álbum de estúdio da cantora, dançarina, modelo e produtora Janelle Monaé. Tratando se de um trabalho fora dos padrões normativos da música Pop, não espero grande aceitação do público neste post em especial, mas não posso deixar de falar deste que é, um dos álbuns mais intrigantes, dosadamente inteligentes e conceituais que já ouvi.  

O conceito é extremamente cinematográfico e abusa de uma produção de ponta, para reproduzir a sensação de um clássico Sci Fi. É incrível como este álbum consegue trazer influências tão poderosas de outra mídia, de forma tão "fidedigna" e inovadora, sem abrir mão de suas influências na música negra norte americana.

Tendo este como uma continuação de seu anterior projeto (Metropolis: Suite I - The Chase), a energia dos vocais de pouca potência, aguda tessitura, metálico som, agressivo registro superior e aptidão a notas graves cheias e bem sustentadas foi mantida de um projeto ao outro, fazendo com que o ouvinte sinta prazeres nostálgicos com seu timbre, que não sofreu grandes alterações intencionais.


A instrumentação é incrível! Janelle participou ativamente da produção da mesma e desempenho um papel digno de uma veterana da música, deixando claro que suas habilidades artísticas são múltiplas. Já a arte (Encarte) é para mim a mais bela de todos os tempos, se encaixando perfeitamente no conceito do álbum trazendo uma fotografia genial e totalmente inspirada nos anos 80.

Por fugir bastante o padrão não é um álbum para a massa, mas sinceramente espero que todos possam desfrutar deste projeto como o fiz... Janelle teve tanto empenho em produzir algo grandioso, qualitativo e sério que beira o impossível não sentir o suor em cada track gravada. Abaixo uma demonstração do potencial deste álbum, a melhor faixa de "The ArchAndroid":


Conclusão


Ousadia define com total precisão este projeto maravilhoso de Janelle Monaé. Sua voz é incrível e a competência e habilidade da equipe por detrás deste álbum é, para mim, inquestionável.

Vocal Range


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11:35 Sávio Alves

Artista / Banda: Janelle Monáe.
Álbum: The ArchAndroid.
Lançamento Oficial: 18 de Maio de 2010.
Extensão Vocal UtilizadaEb3 - C7 (Mí Bemol Três - Dó Sete)
Oitavas: 3 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: Eb3 – C6 (Mí Bemol Três – Dó Seis).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: R&B, Funk, Neo Soul, Rock.

Notas mais aguda Belting/Mix: C6 (Dó Seis).

Nota geral: 85 de 100.



A fim de diversificar a programação do Vocal Pop, trago lhes um diferente álbum nesta noite de terça-feira. Trata-se de "The ArchAndroid (Suites II and III)", o primeiro álbum de estúdio da cantora, dançarina, modelo e produtora Janelle Monaé. Tratando se de um trabalho fora dos padrões normativos da música Pop, não espero grande aceitação do público neste post em especial, mas não posso deixar de falar deste que é, um dos álbuns mais intrigantes, dosadamente inteligentes e conceituais que já ouvi.  

O conceito é extremamente cinematográfico e abusa de uma produção de ponta, para reproduzir a sensação de um clássico Sci Fi. É incrível como este álbum consegue trazer influências tão poderosas de outra mídia, de forma tão "fidedigna" e inovadora, sem abrir mão de suas influências na música negra norte americana.

Tendo este como uma continuação de seu anterior projeto (Metropolis: Suite I - The Chase), a energia dos vocais de pouca potência, aguda tessitura, metálico som, agressivo registro superior e aptidão a notas graves cheias e bem sustentadas foi mantida de um projeto ao outro, fazendo com que o ouvinte sinta prazeres nostálgicos com seu timbre, que não sofreu grandes alterações intencionais.


A instrumentação é incrível! Janelle participou ativamente da produção da mesma e desempenho um papel digno de uma veterana da música, deixando claro que suas habilidades artísticas são múltiplas. Já a arte (Encarte) é para mim a mais bela de todos os tempos, se encaixando perfeitamente no conceito do álbum trazendo uma fotografia genial e totalmente inspirada nos anos 80.

Por fugir bastante o padrão não é um álbum para a massa, mas sinceramente espero que todos possam desfrutar deste projeto como o fiz... Janelle teve tanto empenho em produzir algo grandioso, qualitativo e sério que beira o impossível não sentir o suor em cada track gravada. Abaixo uma demonstração do potencial deste álbum, a melhor faixa de "The ArchAndroid":


Conclusão


Ousadia define com total precisão este projeto maravilhoso de Janelle Monaé. Sua voz é incrível e a competência e habilidade da equipe por detrás deste álbum é, para mim, inquestionável.

Vocal Range


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quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Artista / Banda: Ariana Grande
Álbum: My Everything.
Lançamento Oficial: 25 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: Eb2 - Eb6 (Mí Bemol Dois - Mí Bemol Seis)
Oitavas: 4 oitavas.

Voz plena: Eb2 – Bb5 (Mí Bemol Dois – Sí Bemol Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.
Gêneros Musicais: R&B, Dance Pop.

Notas mais aguda Belting/Mix: G#5 (Sol Sustenido Cinco).

Chegou até mim por uma famosa rede de streaming o novo álbum de Ariana Grande. Em seu segundo álbum a jovem e promissora cantora que vem conquistando crianças e pré adolescentes pelo mundo todo com sua sonoridade que mixa R&B e música Pop. Para avaliar um álbum desse tipo é necessário focar em quem é o público alvo do mesmo e não exigir de um interprete teen, praticamente emergente, sonoridade introspectiva, madura e ou extremamente rica.

Ariana vem sendo gerenciada por uma grande máquina e foi escolhida a dedo para ser a nova sensação do momento, por isso é difícil saber quando a mesma terá carta branca para sair da área de conforto; tendo isso em mente é difícil saber o que realmente vem de Ariana e o que vem de sua big machine, mas no geral houve evolução significativa na instrumentação e produção desde seu debut.

Com sons próximo do chang e outros instrumentos de percussão de metal em certos momentos, a instrumentação de "My Everything" difere de seu antecessor pela leve ousadia de introduzir instrumentos como estes em sua composição mesmo na introdução. Guitarras com sons puros e limpos (Pouca distorção/"drive") podem ser conferidos no decorrer do álbum, porém por aí para a inovação. Este é um projeto feito único e exclusivamente para alavancar Ariana para o mundo e estabiliza-la no mercado, não se pode se esperar bruscas mudanças de estilo.



É redundância colocar Ariana Grande e vocais promissores na mesma frase, mas é a verdade... Neste álbum as harmonizações e uníssonos vieram em grande quantidade e demonstram como seu registro grave ganhou extensão. Para quem não passava do G#3 (Sol Sustenido Três) com frequência, adentrar a segunda oitava a ponto de atingir notas gravíssima da tessitura de um baixo e barítono, é um avanço considerável. Sendo Soprano é obvio que tais notas soam soprosas ao extremo e não dispõem de qualidade suficiente para ficarem em evidência na melodia principal, mas seu G#3 (Sol três) ganhou mais peso e consequentemente aparece mais vezes. Neste projeto Ariana está explorando os graves como nunca, sua voz está crescendo e ganhando corpo sem deixar de lado a técnica salubre e seu som característico.

Em "My Everything" nenhuma nota em whistle register (Registro de apito) ou de flauta (Flageolet) foi emitida por Ariana Grande na melodia principal, a voz de cabeça e o falsete ficaram encarregados de infeitar as notas agudas da sexta oitava. Como os mais fervorosos fãs adentrando mais a fundo as tracks soltas pode acontecer de encontrarem algum harmonizado bem escondido, mas até agora não consegui identificar um (Mas não se preocupem o vídeo está por vir).

Conclusão

Este é o álbum que Ariana demonstra seu registro grave, o que pode ser algo duradouro daqui para frente. Tirando a evolução nesta região vocal não se fez presente grandes inovações, o que não o torna o álbum menos agradável. Se eu realmente estiver certo e este Eb2 for real Ariana passa a ter um alcance vocal de mais 5 oitavas!




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13:46 Sávio Alves

Artista / Banda: Ariana Grande
Álbum: My Everything.
Lançamento Oficial: 25 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: Eb2 - Eb6 (Mí Bemol Dois - Mí Bemol Seis)
Oitavas: 4 oitavas.

Voz plena: Eb2 – Bb5 (Mí Bemol Dois – Sí Bemol Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.
Gêneros Musicais: R&B, Dance Pop.

Notas mais aguda Belting/Mix: G#5 (Sol Sustenido Cinco).

Chegou até mim por uma famosa rede de streaming o novo álbum de Ariana Grande. Em seu segundo álbum a jovem e promissora cantora que vem conquistando crianças e pré adolescentes pelo mundo todo com sua sonoridade que mixa R&B e música Pop. Para avaliar um álbum desse tipo é necessário focar em quem é o público alvo do mesmo e não exigir de um interprete teen, praticamente emergente, sonoridade introspectiva, madura e ou extremamente rica.

Ariana vem sendo gerenciada por uma grande máquina e foi escolhida a dedo para ser a nova sensação do momento, por isso é difícil saber quando a mesma terá carta branca para sair da área de conforto; tendo isso em mente é difícil saber o que realmente vem de Ariana e o que vem de sua big machine, mas no geral houve evolução significativa na instrumentação e produção desde seu debut.

Com sons próximo do chang e outros instrumentos de percussão de metal em certos momentos, a instrumentação de "My Everything" difere de seu antecessor pela leve ousadia de introduzir instrumentos como estes em sua composição mesmo na introdução. Guitarras com sons puros e limpos (Pouca distorção/"drive") podem ser conferidos no decorrer do álbum, porém por aí para a inovação. Este é um projeto feito único e exclusivamente para alavancar Ariana para o mundo e estabiliza-la no mercado, não se pode se esperar bruscas mudanças de estilo.



É redundância colocar Ariana Grande e vocais promissores na mesma frase, mas é a verdade... Neste álbum as harmonizações e uníssonos vieram em grande quantidade e demonstram como seu registro grave ganhou extensão. Para quem não passava do G#3 (Sol Sustenido Três) com frequência, adentrar a segunda oitava a ponto de atingir notas gravíssima da tessitura de um baixo e barítono, é um avanço considerável. Sendo Soprano é obvio que tais notas soam soprosas ao extremo e não dispõem de qualidade suficiente para ficarem em evidência na melodia principal, mas seu G#3 (Sol três) ganhou mais peso e consequentemente aparece mais vezes. Neste projeto Ariana está explorando os graves como nunca, sua voz está crescendo e ganhando corpo sem deixar de lado a técnica salubre e seu som característico.

Em "My Everything" nenhuma nota em whistle register (Registro de apito) ou de flauta (Flageolet) foi emitida por Ariana Grande na melodia principal, a voz de cabeça e o falsete ficaram encarregados de infeitar as notas agudas da sexta oitava. Como os mais fervorosos fãs adentrando mais a fundo as tracks soltas pode acontecer de encontrarem algum harmonizado bem escondido, mas até agora não consegui identificar um (Mas não se preocupem o vídeo está por vir).

Conclusão

Este é o álbum que Ariana demonstra seu registro grave, o que pode ser algo duradouro daqui para frente. Tirando a evolução nesta região vocal não se fez presente grandes inovações, o que não o torna o álbum menos agradável. Se eu realmente estiver certo e este Eb2 for real Ariana passa a ter um alcance vocal de mais 5 oitavas!




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quarta-feira, 20 de agosto de 2014


Hoje venho com argumentos técnicos descobrir com vocês se Mariah Carey e Ariana Grande tem similaridades em suas vozes, estilos e ou composições para fechar de vez por todas este ciclo vicioso em meio as comunidades Pop, que usam de argumentos (Muitas vezes) vazios para defender um lado incondicionalmente por razões múltiplas.

Enumerando tópicos diversos, explicarei de forma costumeira ao site, minhas considerações a respeito das cantoras, lembrando que suas análises já foram devidamente publicadas em nosso site por nossa equipe (Ariana Grande clique aqui, Mariah Carey clique aqui).



Whistle - Registro de Apito - Registro de Flauta - Flageolet register

Mariah com toda certeza se sobressai neste quesito. Ariana é apta a executar o tão famoso registro de apito, mas não tem pleno controle do mesmo para executar diversas ornamentações, passagens e virtuosas melismas ao vivo. Por conta do uso constante deste registro, grande quantidade de apresentações em locais barulhentos e a idade, Mariah perdeu um pouco de qualidade e ganhou uma qualidade mais madura em seu timbre, já Ariana é jovem e pouco faz uso do mesmo, por isso compara-las por conta disso não é algo ético a se fazer.

Comparações com Ariana e Mariah por conta do whistle em nosso país geralmente ocorrem por falta de conhecimento as massas de nosso país com respeito a técnica vocal e qualquer outro assunto relacionado a música pela gritante falta de professores qualificados para o ensino musical... Por isso, pode-se dizer que as duas não dispõem de similaridades com respeito ao controle de tal registro vocal.


Belting - Mix Head Voice - Mix Cheast Voice 

Nas notas agudas em voz de peito e ou registro misto, as duas interpretes dispõem de grande aptidão para notas agudíssimas por serem respectivamente Sopranos, mesmo dispondo de diferentes níveis de peso vocal.

Ariana por sua vez é mais jovem que Mariah e tem uma voz mais leve e propensa a levar uma performance ao vivo sem fadiga vocal mesmo em tons altíssimos em voz plena. Mesmo em sua era debut Mariah já apresentava uma voz mais cheia e madura que a de Ariana, não demonstrando grandes similaridades entre seus respectivos timbres em tal região do registro de peito/misto.



Registro Grave - Voz de Peito - Low Register


Não precisa ser grande especialista para saber que Sopranos não dispõem de grande afinidade com o registro grave. Mariah com certeza tem em sua extensão vocal grande quantidade de notas graves, podendo entrar na zona vocal masculina, mas claramente a qualidade de emissão é baixíssima se comparada a dos mesmo, sendo louvável seu alcance para uma mulher de voz aguda, mas não para todos as outras classificações.

Já Ariana Grande não tem um largo registro grave e a coloração do mesmo é muito menos cavernosa e soprosa, deixando óbvio o contraste entre a coloração de seu registro vocal e o de Mariah Carey.

Voz de Cabeça - Head Voice

Neste Mariah já teve maior número de chances para exibir sua capacidade para demonstrar virtuosismo e desenvoltura em tal registro, mas o que posso dizer é que existem leves similaridade com o de Ariana e com o de meio milhão de cantoras de R&B e Black Music espalhadas pelo planeta. Sua voz de cabeça é soprosa, de baixa emissão e delicada, sendo utilizada para dar toques especiais a sua canções e passar ar de sensualidade a suas composições.

Ariana e inúmeras cantoras fazem o mesmo, mesmo antes de Mariah debutar no mercado fonográfico.


Estilo - Composições 

Mariah, desde seu primeiro trabalho sempre focou sua música em um público abrangente e mais maduro do que Ariana, que por questão de destino pegou o mercado fonográfico em uma era em que o público alvo é extremamente jovem e imaturo, fazendo com que composições genéricas e consequentemente mais fracas consigam espaço com mais facilidade no mercado fonográfico mundial.

Mariah veio de uma era diferente, o mercado procurava artistas para uma carreira de décadas de sucessos, com foco nos ritmos puros e sem grande interferência do Pop em tudo que se entende por música! Não existem similaridades nestas questões com respeito a era em que Ariana faz sucesso.

Conclusão

Levando em conta os tópicos fica claro que não existe gritantes semelhança na voz e muito menos nas composições de ambas interpretes, por isso considero infundadas as comparações exageradas entre as duas, Ariana se inspira em Mariah (Como meio mundo), mas não é e nem parece ser uma cópia fidedigna da mesma. Brincadeiras saudáveis não são nada de mais, mas o extremismo cansa.

Deixe abaixo seus comentários e considerações a respeito deste post, claramente respeitando opiniões adversas a sua.




13:03 Sávio Alves

Hoje venho com argumentos técnicos descobrir com vocês se Mariah Carey e Ariana Grande tem similaridades em suas vozes, estilos e ou composições para fechar de vez por todas este ciclo vicioso em meio as comunidades Pop, que usam de argumentos (Muitas vezes) vazios para defender um lado incondicionalmente por razões múltiplas.

Enumerando tópicos diversos, explicarei de forma costumeira ao site, minhas considerações a respeito das cantoras, lembrando que suas análises já foram devidamente publicadas em nosso site por nossa equipe (Ariana Grande clique aqui, Mariah Carey clique aqui).



Whistle - Registro de Apito - Registro de Flauta - Flageolet register

Mariah com toda certeza se sobressai neste quesito. Ariana é apta a executar o tão famoso registro de apito, mas não tem pleno controle do mesmo para executar diversas ornamentações, passagens e virtuosas melismas ao vivo. Por conta do uso constante deste registro, grande quantidade de apresentações em locais barulhentos e a idade, Mariah perdeu um pouco de qualidade e ganhou uma qualidade mais madura em seu timbre, já Ariana é jovem e pouco faz uso do mesmo, por isso compara-las por conta disso não é algo ético a se fazer.

Comparações com Ariana e Mariah por conta do whistle em nosso país geralmente ocorrem por falta de conhecimento as massas de nosso país com respeito a técnica vocal e qualquer outro assunto relacionado a música pela gritante falta de professores qualificados para o ensino musical... Por isso, pode-se dizer que as duas não dispõem de similaridades com respeito ao controle de tal registro vocal.


Belting - Mix Head Voice - Mix Cheast Voice 

Nas notas agudas em voz de peito e ou registro misto, as duas interpretes dispõem de grande aptidão para notas agudíssimas por serem respectivamente Sopranos, mesmo dispondo de diferentes níveis de peso vocal.

Ariana por sua vez é mais jovem que Mariah e tem uma voz mais leve e propensa a levar uma performance ao vivo sem fadiga vocal mesmo em tons altíssimos em voz plena. Mesmo em sua era debut Mariah já apresentava uma voz mais cheia e madura que a de Ariana, não demonstrando grandes similaridades entre seus respectivos timbres em tal região do registro de peito/misto.



Registro Grave - Voz de Peito - Low Register


Não precisa ser grande especialista para saber que Sopranos não dispõem de grande afinidade com o registro grave. Mariah com certeza tem em sua extensão vocal grande quantidade de notas graves, podendo entrar na zona vocal masculina, mas claramente a qualidade de emissão é baixíssima se comparada a dos mesmo, sendo louvável seu alcance para uma mulher de voz aguda, mas não para todos as outras classificações.

Já Ariana Grande não tem um largo registro grave e a coloração do mesmo é muito menos cavernosa e soprosa, deixando óbvio o contraste entre a coloração de seu registro vocal e o de Mariah Carey.

Voz de Cabeça - Head Voice

Neste Mariah já teve maior número de chances para exibir sua capacidade para demonstrar virtuosismo e desenvoltura em tal registro, mas o que posso dizer é que existem leves similaridade com o de Ariana e com o de meio milhão de cantoras de R&B e Black Music espalhadas pelo planeta. Sua voz de cabeça é soprosa, de baixa emissão e delicada, sendo utilizada para dar toques especiais a sua canções e passar ar de sensualidade a suas composições.

Ariana e inúmeras cantoras fazem o mesmo, mesmo antes de Mariah debutar no mercado fonográfico.


Estilo - Composições 

Mariah, desde seu primeiro trabalho sempre focou sua música em um público abrangente e mais maduro do que Ariana, que por questão de destino pegou o mercado fonográfico em uma era em que o público alvo é extremamente jovem e imaturo, fazendo com que composições genéricas e consequentemente mais fracas consigam espaço com mais facilidade no mercado fonográfico mundial.

Mariah veio de uma era diferente, o mercado procurava artistas para uma carreira de décadas de sucessos, com foco nos ritmos puros e sem grande interferência do Pop em tudo que se entende por música! Não existem similaridades nestas questões com respeito a era em que Ariana faz sucesso.

Conclusão

Levando em conta os tópicos fica claro que não existe gritantes semelhança na voz e muito menos nas composições de ambas interpretes, por isso considero infundadas as comparações exageradas entre as duas, Ariana se inspira em Mariah (Como meio mundo), mas não é e nem parece ser uma cópia fidedigna da mesma. Brincadeiras saudáveis não são nada de mais, mas o extremismo cansa.

Deixe abaixo seus comentários e considerações a respeito deste post, claramente respeitando opiniões adversas a sua.