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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

13.8.15

Tudo Sobre - Barítonos Líricos

Postado por Sávio Alves
Tudo Sobre - Barítonos Líricos


Meio / Tipo: Barítonos.
Grande Interprete Do Passado: Dietrich Fischer-Dieskau
.
Grande Interprete Pop (Características próximas): Frank Sinatra.


Extensão Vocal 
(Usual)A2 - G4 (Lá Dois – Sol Quatro).
Oitavas:
1 Oitava e 6 Notas.

Tessitura: B2 - Eb4 (Sí Dois – Mí Bemol Quatro).
Oitavas:  1 Oitava, 2 Notas e 1 Semitom.

Repertório: Lieds, papéis cômicos e comprimários.

Dentre as vozes masculinas, os Barítonos estão posicionados ao meio, tendo acima os Tenores e abaixo os Baixos. Historicamente o canto moderno dos Barítonos, como hoje conhecemos, surgiu tardiamente - ganhando certa distinção dos Baixos após o período Barroco - pois a técnica, antigamente empregada pela maioria dos interpretes dos sexo masculino, dispunha de um apresso maior pelo som delicado a ágil no registro superior; atualmente um som mais uniforme e predominantemente ressoante na região dita de peito é o mais apreciado costumeiro.

O registro grave é: Metálico, forte e facilmente emitido até por volta de um A2 (Centro C sendo o 4). Em seu repertório usual, leggatos nesta região pouco aparecem, mas na ópera, o A grave é mais destacado do que nas canções típicas compostas para esta voz, principalmente em recitativos de furor. Os interpretes populares com características próximas da de um Barítono, assim como Sinatra, muitas vezes ultrapassam fácilmente a tessitura usual do Barítono Lírico do meio operístico/erudito, mas a qualidade das notas emitidas perdem significativa qualidade - principalmente volume e constância - abaixo desta 'faixa de brilho'.

O registro agudo segue duas margens distintas, sendo delicadíssimo, muito homogêneo e de baixa emissão na maior parte do tempo, mas, por conta da acuidade da voz, torna-se apto a soar mais rico e cheio em passagens dramáticas por curto tempo. O Barítono Lírico virtuoso não adentra a quarta oitava em pura voz de peito, a mesclagem é mais do que necessária, sendo esta facilitada com o uso consciente da cobertura. Na música Pop os homens de voz média dificilmente dominam bem a cobertura do som das notas da quarta oitava. O posicionamento da voz por muitas vezes é incorreto por prezar um timbre 'gordo' e não cheio.




Mas uma questão é sabida, Barítonos dispõe de um centro muito firme e de fácil emissão, facilitando muito a vida de jovens interpretes que nasceram com esta pré disposição, pois a região média é a mais complexa para ser trabalhada em aulas de canto e performance. O som de seu timbre - nesta faixa de aproximadamente 1 Oitava e meia (B2 - E4) - é quente, delicado e homogêneo.

Pelo exposto ficam evidenciadas as qualidades do timbre, particularidades do repertório e maiores desafios dentre os Barítonos Líricos e cantores Pop com qualidades vocais similares. Para sanar as costumeiras adversidades encontradas no caminho de um Barítono - assim como em todas as vozes existentes - é interessante ter a disposição um bom professor de técnica vocal, tendo este tópico como sabido o maior empecilho encontrado por estes cantores é o mix, pois ou a voz soa sobrecarregada e espremida ou leve de mais com uma estética próxima do falsete. Um bom posicionamento da língua, conciliado a vocalizes com o NG e uma embocadura adequada já são meio caminho andado para estes problemas.

Vídeo Interativo: 

Segue o vídeo, 
totalmente produzido por nossa equipe, que evidencia todas as características aqui citadas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

6.7.15

Tudo Sobre - Heldentenor

Postado por Sávio Alves
Tudo Sobre - Heldentenor


Meio / Tipo: Tenores.
Expressão De Sentido Aproximado: Tenor de Wagner.
Grande Interprete Contemporâneo: Ben Heppner.

Grande Interprete Do Passado: 
Lauritz Melchior.


Extensão Vocal
(Usual)
B2 - C5(Sí Dois – Dó 5).
Oitavas:
2 Oitavas.

Tessitura: 
C3 - E4 (Dó 3 – Dó 5).
Oitavas: 
 1 Oitava e 2 Notas.
Repertório: Grande Heróis de Wagner.

É de conhecimento geral, entre os músicos cantores, que existe certa dificuldade com respeito a classificação e trenagem de vozes extremamente raras, de repertório muito restrito e ou com uma dimensão muito grande. Encontrar professores capacitados para tal, principalmente fora do centro mundial da técnica vocal erudita (Europa) é desafio a ser vencido, especialmente quando o interprete em questão dispõe das três anteriormente citadas características singulares.


O Heldentenor, por diversas vezes, é classificado de forma errônea, sendo jogado, especialmente em idade jovial, no naipe dos Barítonos. Por conta da dificuldade de fluidez  no registro agudo deste interprete - em seu período de treinamento, e não tão fortuitamente por conta da falta de informação a respeito de sua existência - vozes belíssimas muitas vezes são fadadas ao fracasso. Quando jovem, o Heldentenor já apresenta uma voz robusta, rica e dramática, porém, sem o registro agudo desenvolvido o suficiente para atingir um Bb4 ou C5 (Dó central sendo 4), o que dificulta a execução competente do repertório direcionado a esta gélida voz masculina, tornando este tipo vocal suscetível a classificado como um Barítono.

O registro agudo, quando atinge seu apogeu, é potente, explosivo, metálico e escuro. Geralmente não consegue sustentar notas acima do A4 com facilidade e precisa de constante supervisão de seu tutor vocal por conta de sobrepeso e ou excessiva pressão e tensão ao cantar. No vídeo a seguir pordes conferir um compilado de "Dós de peito" de Heldentenores: 



Se o almejo do cantor em questão é se tornar um recitalista e ou cantor de coro, os desafios em encontrar profissionais qualificados cai pela metade, mas se as grandes casas de ópera são o sonho maior, a questão muda de figura. Wagner é o compositor que mais abraçou esta voz, logo será a escolha mais obvia de repertório a se seguir, mas tudo depende da versatilidade do interprete e de sua criatividade para transcender o esperado. Atuação também é um ponto chave para este imponente Tenor. Encarnar os mais corajosos heróis da ópera alemã, cantando por mais de 3 horas em média não é uma tarefa que poder ser evitada pelos inclusos neste fach.

Pelo exposto fica evidente que solver todos os citados desafios é uma tarefa árdua, porém possível com planejamento prévio dos exercícios adequados para vozes de grande dimensão, pensando sempre nas particularidade, histórico e necessidades do estudante. Como geralmente são homens consideravelmente grandes (Fortes e ou gordos) o trabalho focado na respiração e apoio deste tipo de voz se faz extremamente necessário, já que seu repertório exige potência absoluta e um timbre rico e escuro; não se pode permitir a este interprete um som metálico sem a devida dimensão ou o som deixa de ser grande e se torna "gordo". 



Vozes Pop

Em meio a vozes Pop não se pode apontar com certeza um Heldentenor, porém pelas características ditadas pelo Fach acreditamos que Hozier é um bom exemplo possível. Como não dispõe de treinamento erudito adequado, obviamente seu canto ainda não atingiu o apogeu de um interprete desta magnitude. 


domingo, 5 de julho de 2015

5.7.15

Análise de Canção - Cool For The Summer, de Demi Lovato

Postado por Harrison Max
Análise de Canção - Cool For The Summer, de Demi Lovato

Imagem do Photoshoot de: "Cool For The Summer".


Artista / Banda: Demi Lovato.
Canção: “Cool For The Summer”.
Álbum de Estúdio: Desconhecido.
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 – F5 (Sí Bemol na Terceira Oitava – Fá na Quinta Oitava).
Oitavas: 1 Oitavas, 4 Notas e 1 Semitom.

Lançamento: 01 de Julho de 2015.
Gêneros Musicais: Pop, Electropop.

Voltando ao cenário musical após um ano cheio de bons frutos, Demi Lovato lança o então single: “Cool For The Summer”, talvez presente em seu novo álbum de estúdio, previsto para ser lançado ainda esse ano, como single “carro-chefe”, da temporada de verão nos EUA.

Com um lirismo condizente com suas composições anteriores, “Cool For The Summer” é cantada na escala de Mí Bemol Maior. Embora alguns fãs imaginem que ela adentra a terceira oitava atingindo graves cheios, passa longe a ideia de que Lovato desce tanto durante a música. Até porque, o intuito do single não é ser uma grande canção, mas sim, uma canção divertida para o verão.

A letra fala sobre conhecer alguém, talvez na praia ou no litoral, pela temática da fotografia que o single apresenta e sobre se entregar a um sentimento repentino. A artista não abusa tanto de seu registro misto, tendo por pico um F5 (Fá na Quinta Oitava), como nota mixada com a voz de peito e por um lado fiquei surpreso com a pouca tensão que ela apresenta em um Dó de Tenor, um C5 mesmo. Antigamente, algumas de suas canções pela tonalidade adentrando a região de canto do Soprano, gerava tensão e às vezes quebras vocais ou desafinações.

Capa oficial do single: "Cool For The Summer".


Nesta canção, o Mezzo-Soprano teve a tonalidade de sua voz alterada em estúdio através de um software chamado: Celomony, que torna um som “forte” mais “leve”. O que me faz repensar por um lado que a gravadora de Demi sempre quisera que ela cantasse como um Soprano, pelo fato do timbre deste naipe ser mais comercial que um legítimo Mezzo-Soprano. Estaria ela mudando para soar mais comercial ainda?

Fui informado por um fã que ela atingia C3 (Dó na Terceira Oitava) em uníssono, entretanto a nota mais grave controlada que ouvi foi C4 (Dó na Quarta Oitava) com um fraco Bb, o 5º grau da tonalidade cantada por Lovato.  Acredito que como as demais canções da artista, “Cool For The Summer” terá devida repercussão entre sua fã-base que é gigantesca, mas não deve se prolongar por mais de 06 meses, porque, mesmo sendo uma canção feita para as rádios, hits assim não perduram por muito tempo. 

Nota Por Nota - Demi Lovato!Demi Lovato está bem mais sensual nesta nova canção. Com uma imagem renovada e mais...

Posted by Vocal Pop on Quinta, 23 de julho de 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

29.6.15

O Que é, e Como Ter Uma Voz Potente?

Postado por Sávio Alves
O Que é, e Como Ter Uma Voz Potente?


Após a questão da potencia ser levantada pela cantora Pop Teen Selena Gomez o assunto não sai de pauta... Quem aí nunca viu e ou participou das milhares de enquetes nas mídias sociais sobre "qual divo (a) tem a voz mais potente?" sem nem ao menos saber o que de fato o significado da palavra potência? Antes de adentrar a etimologia da palavra vamos, antes, nos lembrar das aulas do ensino médio, onde aprendíamos as diferentes grandezas básicas, como a usada para medir o comprimento dos objetos (Centímetros, metros etc...) ou as usadas para medir o próprio tempo. Tendo estes aspectos em mente nós, definitivamente, não devemos dizer que uma porta mede 8 horas, certo? Poder, podemos, mas não devemos se o objetivo é ser entendido pelas pessoas ao seu redor, que já tem as citadas grandezas bem fixadas em mente.


Em música, potência diz respeito ao volume em decibéis que um instrumento pode ou não chegar (Parecido nas grandezas, lembra?), então quando virem estas postagens no Facebook não as levem tão a sério, pois só podemos verificar a potencia de um cantor com o medidor de decibéis bem pertinho da gente. Apesar do que se pensa, potência não diz respeito a sons altos e sim à altos, médios e baixos, dependendo do contexto. Se cantamos uma nota qualquer bem baixinho, a potência do som é baixa e não inexistente, se o fazemos alto a mesma é alta; uma voz potente é uma voz que é facilmente ouvida mesmo a grandes distâncias sem a necessidade de gritos. Já extensão e ou virtuosismo são questões que não está ligadas a potencia.



Comparando Interpretes

Se um cantor é dotado de uma excelente técnica e timbre, não necessariamente sua voz tem por obrigação dispor de potência estapafúrdia. Para tornar mais palpável este conceito vamos à música Pop e Erudita mostrar alguns exemplos de interpretes com timbre considerados, por um grande número de pessoas, maravilhosos e com uma técnica consideravelmente consistente, começando por Mariah Carey. Ouçam o áudio a seguir:





Mariah é um bom exemplo de cantora popular com técnica consideravelmente consistente e, de timbre belo, mas sua voz não necessariamente apresenta potencia absurda ao cantar. Na verdade trata-se de uma delicada voz que utiliza da estética do belting em acuidades altíssimas grande parte do tempo, com eventuais passagens pelo drive e growl. Agora uma interprete de música erudita, que mesmo cantando sem o auxílio de um microfone, por cima de uma pequena orquestra, é considerada uma interprete de voz "pequena" (Menos potente).



Viram? São vozes delicadas que não deixam de ser bem treinadas. Agora vamos as vozes naturalmente potentes. Como nos exemplos anteriores, apresentaremos famosos interpretes populares e eruditos que apresentam timbres e técnicas consideravelmente consistentes. Começaremos com o áudio a seguir, trata-se de uma interprete de voz dramática, interpretando uma pesadíssima peça do compositor alemão Wagner, por cima de uma pesadíssima orquestra (Aprox 100 instrumentos) sem o auxílio de um microfone:





Isto é uma voz absurdamente potente. Como podem ouvir, até mesmo a região média é extremamente audível mesmo em condições adversas. Na verdade, a interprete principal não é o Soprano Birgit Nilson, mas a interpretação é maravilhosa o suficiente para ignorar a gafe do título. Agora vamos a uma voz extremamente potente na música Pop, tendo como escolhida Panda Ross:






Som Gordo e Insalubridade

Uma questão que muito aflige cantores, principalmente populares, é o que gostamos de apelidar aqui no Vocal Pop de "som gordo". O som gordo, ao contrário do som potente, trás a você, enquanto canta, a impressão de que trata-se de uma voz de grande magnitude, mas na verdade não passa de uma voz onde o interprete usa de extremo sobrepeso, uma ressonância de peito forçada em acuidades desfavoráveis e abaixamento incorreto da laringe com o auxílio da base da língua... Tudo muito técnico e abstrato, certo? Em uma linguagem mais popular pode-se dizer que: O cantor enfia a língua na garganta e grita o tempo inteiro, a fim de produzir um som potente. O custo desta técnica insalubre? Segue a listinha:

* Perda considerável da região aguda, principalmente no registro de cabeça e ou apito.
* Graves mais soprosos e fracos.
* Maior propensão a quadros patológicos graves.
* Dificuldade na sustentação das notas e ou leggatos.
* Tensão evidente ao cantar, interferindo consideravelmente na interpretação e muitos outros.
* Perda de potência vocal em longo prazo.

Não podemos deixar de passar por este tópico sem citar A Voz da Geração 2000, Christina Aguilera. Xtina é naturalmente um Soprano, não existem dúvidas a respeito disso, mas como muitos interpretes populares um timbre diferente do natural é almejado por questões diversas. Christina usa sim de técnicas insalubres para produzir o som áspero e rico que ouvimos em muitas performances, porém é algo produzido com conhecimento prévio das consequências que o "som gordo" pode trazer a seu canto, já que a mesma consegue cantar até os dias atuais com a voz sem sobrepeso e a predominância de ressonância de peito em todo sua extensão vocal. O vídeo a seguir elucida muitos destes tópicos, porém, infelizmente, está em inglês: 



Como Ter Uma Voz Mais Potente? 

O primeiro de tudo é conhecer o próprio instrumento e estilo ao qual interpreta. Você, canto popular de MPB, não pode almejar dispor da potencia necessária no canto musical como objetivo palpável com respeito as limitações do estilo ao qual você escolheu seguir, e o mesmo vale para todos os estilos que sonham em se equiparar a potencia dos cantores eruditos (Cantores de ópera). Dispor de um instrumento menor (Voz menos potente) não desqualifica um interprete, já que o que as grandes vozes dramáticas esbanjam as líricas podem conseguir de forma mais modesta (Porém válida) com treino, como conseguiram as duas boas interpretes citadas no começo deste artigo. Algumas vozes são mais leves, ágeis e agudas (Líricas e ou de Coloratura), outras são mais potentes, metálicas e resistentes (Dramáticas) e outras são ágeis, explosivas e resistentes (Coloratura Dramática), mas todas tem seu valor e podem apresentar potência salubre.

A segunda questão a ser levantada em conta é conhecimento de técnica vocal convencional. Ser guiado por um bom profissional que entende suas dificuldades, qualidades e desafios é algo que conta ao extremo. Existem casos onde jovens cantores acreditam dispor de uma voz extremamente leve e delicada, quando na verdade não sabiam como treinar uma voz que naturalmente é dramática e vice-versa. Um dos aspectos que mais contribuem para alavancar a magnitude de uma voz é o controle respiratório e o apoio, tendo estes dois extremamente bem trabalhados, sua potência vocal pode, no mínimo, "aumentar de tamanho" em duas vezes... Ou vocês acham que cantores de ópera cantam para milhares de pessoas em um teatro sem microfone sem um bom suporte?

A última questão geral é a língua, principalmente sua base. "Engolir" a própria língua para cantar nunca é legal, e ao contrário do que se pensa diminui a potência da voz do interprete consideravelmente e trás consigo os aspectos que citei acima. Tendo isso em mente, as casas de ópera da Europa são o céu para a potência de vocês!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

17.6.15

Análise Vocal - FKA Twigs

Postado por Sávio Alves
Análise Vocal - FKA Twigs


Artista /Banda: FKA Twigs.
Classificação Vocal: Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Jovem Soprano Lírico. 
Alcance Vocal: E3 – F6 (Mí Três - Fá Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Semitom.

Voz Plena: E3 – C#6 (Lá Dois – Dó Sustenido Seis).

Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: E3 – E6 (Mí Três - Mí Seis).

Oitavas: 3 Oitavas.

Alcance Ao Vivo:  E3 – E6 (Mí Três - Mí Seis).

Oitavas: 3 Oitavas.

Tessitura Vocal (Especulada): Bb3 – G5 (Sí Bemol Três - Sol Cinco).

Oitavas: 1 Oitava , 5 Notas e 1 Semitom. 

Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Música Experimental.  


Famosa por sua sonoridade sensual, experimental e delicada, FKA Twigs é uma interprete com forte personalidade, que busca sua individualidade artística através da moda, dança e música nos dias atuais. Sua voz é de pequeno tamanho, com um timbre delicado, quente, jovial, sensual e aveludado, com sua atual condição vocal se encaixando com mais fidelidade entre o naipe dos Sopranos.

Por conta da pouca quantidade de performances disponíveis em qualidade significativa, estas notas são passíveis de mudanças por conta do curto período de atuação e desenvolvimento da interprete. Vale ressaltar que na atribuição das mesmas também foram levados em conta aspectos como tempo de atividade, repertório e idade da interprete. 

Classificação Vocal

Por dispor de uma voz tão aguda, de tessitura 
Bb3 – G5 e coloração delicada não restam dúvidas que trata-se de um Soprano 1. Levando em conta o famoso sistema fach, o tipo de Soprano que, semanticamente, dispõe de mais características próximas da de Twigs é o Jovem Lírico, e por dispor de uma agilidade considerável mesmo sem treinamento erudito aparente creio que exista certa propensão a coloratura. O sistema fach não é aplicável com total fidelidade a vozes populares, por isso não é aconselhável afirmar que Twigs é um legítimo Jovem Soprano Lírico Coloratura, mas utilizamos esta classificação como parâmetro para melhorar separar os tipos vocais aqui apresentados. Um exemplo de perfeito Soprano Lírico Coloratura é senhora Ingeborg Hallstein.


Registros

Em baixo, ou seja, na voz de peito, Tahliah, de forma alguma, segue o costumeiro esteriótipo de "leve Soprano de graves débeis abaixo do Centro C". Mesmo em maturação e com um registro superior vívido, sua voz de peito é consistente até por volta do E3, em estúdio, e F#3 em performances ao vivo. Não sendo adepta do registro misto em notas extremamente agudas, a voz de peito pura, ou até mesmo a de cabeça, assume o papel de trazer vigor e exaltação à suas canções, com pouquíssimas demonstrações vocais do topo da quarta, e nenhum da quinta oitava. 




Quente, delicado, de pequeno tamanho, com grande extensão e fácil emissão são perfeitos apontamentos a se fazer ao registro agudo de Twigs em sua primorosa voz de cabeça - que impera a maior parte do tempo em seu sensual e contrastante repertório - e demonstra ser o registro mais virtuoso de seu canto, com rápidos e consideravelmente precisos staccatos. Neste registro o Soprano já atingiu, com salubridade e perícia, diversos Mí de Soprano duas oitavas acima do centro C (E6) ao vivo em rápidos staccatos e começa a utilizado mesmo em uma região considerada grave para uma interprete de música Pop (Por volta de um A acima do Centro C).


FKA Twigs - Voz de Cabeça
FKA twigs é uma das deusas Sopranos do Staccato na música Pop! Este trecho de "Pendulum" demonstra bem seu valoroso registro misto, que é pouco explorado, mas é deveras qualitativo e agradável, assim como sua voz de cabeça, que é de longe seu mitiê. ~ Sávio
Posted by Vocal Pop on Quinta, 19 de fevereiro de 2015

Pontos Negativos

Sua voz, na região média, não apresenta padrões ótimos de emissão desde o momento em que perceptível revés toma conta da cena em andamentos rápidos e ou muito graves (Longos). Aparentemente os extremos não são dificultosos para Tahliah, mas a região média de pequeníssima magnitude e baixíssima emissão, com certeza, ainda é um aspecto que necessita de melhorias significativas.


Solucionando os Pontos Negativos 

A única forma de corroborar a região média da voz do jovem Soprano é treinando-a e dando a mesma tempo para crescer em termos de volume e riqueza, já que, apressar o processo de maturação de uma voz não é algo aconselhável, o que não é uma válida desculpa para deixar de trabalhar a região a fim de produzir um som mais ressonante, rico e potente. Uma interprete, também Soprano de pequena voz, com uma região média consideravelmente mais evoluída é a britânica Lily Allen.



Vocal Range

Vídeo da extensão vocal de FKA Twigs, em Full HD, inteiramente produzido pelo Vocal Pop no ano de 2014.



domingo, 24 de maio de 2015

24.5.15

Análise Vocal - Yma Sumac

Postado por Sávio Alves
Análise Vocal - Yma Sumac


Artista / Banda: Yma Sumac.
Classificação Vocal: Soprano - Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Sfogato.
Alcance Vocal: E2 - Bb7 (Mí 2 – Sí Bemol 7).
Oitavas: 5 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: E2 - B7 (Mí 2 – Sí Bemol 7).

Oitavas: 5 Oitavas e 4 Notas.

Alcance Ao Vivo: D3 - F#6 (Ré Três – Fá Sustenido Seis).

Oitavas: 3 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 - G5 (Mí 3 - Sol 5).

Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas
Gêneros Musicais: Música Exótica Peruana, algumas árias do período romântico.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.




Yma Sumac foi uma das maiores cantoras de todos os tempos, tendo sido listada por nossa equipe como a melhor cantora não erudita de todos os tempos em uma lista com 100 nomes ilustres. Yma era uma interprete de técnica primorosa, aprendeu a cantar com os pássaros na montanhas do Peru e foi descrita pelos mais diversos críticos de seu tempo como: Uma mulher de elegância extrema, de ar misterioso em performance com uma beleza digna da realeza do povo Inca. Apesar da origem conseguiu superar o preconceito nos Estados Unidos da América e se tornou uma célebre interprete de música exótica peruana fazendo turnês até mesmo na Rússia; Yma faleceu no fim de 2008, aos 86 anos de idade.


Timbre e Registros


Seu timbre pode ser descrito como de grande variação de cores entre o registro de peito e de cabeça. Senhora Sumac utilizava costumeiramente do contraste da região grave com a aguda, o que lhe rendeu comparações com uma "sereia e um terremoto na mesma mulher" e neste vídeo - inteiramente produzido por nossa equipe - podes conferir senhora Sumac demonstrando todos os registros do qual cantava e algumas de suas singulares técnicas com as notas executadas na lateral esquerda com seus devidos registros:




Seu registro agudo era extremamente extenso, plástico, delicado e de baixa emissão. Nesta região Yma desenvolveu técnicas de agilidade extrema como seu famoso trinado ultra veloz e seus staccatos precisos. Na região ultra aguda (Whistle) Yma tende a utilizar mais de notas longas com ou sem trinado sem esbouçar o mínimo sentimento de revés, mesmo ultrapassando em mais de uma oitava a região de conforto de um Soprano comum.




O registro médio é demonstrado em voz de cabeça, como uma cantora erudita - Coisa que Yma Sumac de fato não era, apesar de já ter interpretado algumas árias do período Romântico em estúdio. Sua coloração era predominantemente quente e delicada, com possibilidade de maior poder em clímax raramente demonstradas, já que peças dramáticas não faziam parte de seu seleto repertório. 


A região grave é escura, extensa e entubada, trazendo certa tensão em sua execução a fim de produzir um som mais ressonante e poderoso. Yma adentrava a região masculina neste registro com competência considerável para uma mulher, porém é perceptível que a base de sua língua, única e exclusivamente nesta região de sua voz, é forçada para baixo, empurrando bruscamente a laringe para produzir um som mais escuro e rico.


Pode-se dizer que Yma foi uma interprete com uma voz extremamente singular que não se adéqua com fidelidade a nenhuma categoria do sistema fach. Aparentemente um Soprano com aptidão a cantar na região do Contralto Lírico, esta interprete dispõe de características híbridas muito forte em seu timbre, abrindo margem para especulações ainda maiores a respeito de sua classificação vocal.

Pontos Negativos

O único ponto do canto de Yma Sumac que pode ser lucidamente apontado como fora dos padrões ótimos de execução é a citada tensão na base da língua em seu registro inferior. Uma adepta, mesmo que inconsciente, do cuperto, com uma emissão tão livre e maleável com certeza utiliza desta técnica peculiar por questões puramente artísticas (Como na famosa estética de canto tejana). 


Extensão Vocal e Vídeo


Todas as notas relevantes executadas por Yma podem ser conferidas no rodapé deste artigo, mas segue um parágrafo sobre sua gama vocal. A extensão vocal controlada de Yma Sumac em estúdio é uma das maiores, mais virtuosas e comentadas de todos os tempos. A versão de 2015 do Guiness Book a coloca ao lado de Georgia Brown como a anterior detentora do record de maior extensão vocal do mundo (Acreditava-se que Mariah Carey era detentora do record, mas a última versão do livro está aí para provar que a mesma não detinha oficialmente o record). Ao todo sua gama vocal soma 5 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom, porém a procedência do E2 (Centro C sendo o 4) é discutida por fãs e teóricos da área por conta da qualidade de gravação da faixa "Cumbe Maita" de seu álbum debut. Já a nota mais aguda já gravada em estúdio é um Bb 3 Oitavas acima do centro C (Bb7) no registro de apito de Yma na canção "Karawi". Não adepta do mix, em pura voz de peito, Yma não ia longe e se mantinha na faixa usual de um Tenor se estendendo até um B4 sem cobertura na faixa "Monos". Abaixo podes conferir um de nossos primeiros vídeos corroborando as informações deste parágrafo:



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