quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Farinelli, o mais famoso Castrati de todos os tempos. 
Hoje falaremos de uma voz que não mais existe... Os castrati, considerados "as primeiras divas", que foram os maiores e mais perfeitamente técnicos cantores de todos os tempos. Estes exímios cantores, por volta do século XVI (Meados do Barroco) até o XIX (Romântico), passavam por um processo cirúrgico, que consistia na retirada do interior do saco escrotal e substituição por esferas artificiais, na infância (8 ou 9 anos de idade), ou no mais tardar pré-adolescência (11 anos de idade), para a conservação da acuidade da voz, que era próxima da feminina, porém mais ágil, moldável, extensa (Em oitavas) e apta a repertórios de laborioso nível técnico.

Não só na música homens castrados eram extremamente bem sucedidos, em diversas áreas de atuação eram poderosos e muito presados, sobretudo na política. Até quando escravos eram extremamente bem tratados e educados, com enormes possibilidades de inserção no meio social, podem inclusive ultrapassar, em termos de poder, seus antigos donos.  "A grande vantagem dos eunucos era sua incapacidade de procriar, o que significava que nunca seriam impulsionados por ambições a favor de seus filhos. Isolados de suas famílias, que nunca poderia entrar no palácio, eles se voltavam [dedicavam] ao imperador como a família que nunca teriam. Por estas razões, eles pareciam mais confiáveis em assuntos de Estado." (Abbott, 1999, Apud Sowle, 2006, p.8). "Educados desde muito cedo em escolas ou conventos, despojados de laços afetivos ou familiares, os eunucos constituíram um grupo social estável e confiável, eram tidos como fiéis servidores no império Bizantino e depois ganharam as cortes muçulmanas, principalmente na Península Ibérica e na Itália" (Ringrose, 2007, p.501; Ruciman, 1961, p.169; Scholz, 2001, p. 198).

Existiram diversas motivações para a castração ao longo da história mundial, tais como: Vingança, demonstração de poder, punições arbitrárias ou não, motivação musical, médica e religiosa. No caso dos Castrati a motivação era sobretudo religiosa e musical.



Mulheres, por conta de uma interpretação da igreja católica de uma epístola de Paulo, não podiam cantar ou falar nas igrejas, por esta razão, conforme a música evoluía e vozes mais maleáveis e agudas pedia, procurava-se equivalentes a estas. Meninos cantores eram utilizados para suprir a falta das mulheres, porém não se podia contar com grande virtuosismo com crianças tão jovens, que quando começavam a ganhar o nivelamento técnico exigido mudavam de voz (Próximo dos 13 aos 16 anos de idade) e deixavam de ser proveitosos a igreja. Falsetistas (Contratenores não naturais, utilizadores do falsete) também foram utilizados, mas o timbre era muito distante do que se pedia e a tessitura geralmente não passava muito a do Tenor, tornando difícil a execução de ornamentações na região da quinta e sexta oitava.

Descobriu-se com o tempo que meninos castrados (Geralmente por motivações médicas) mantinham ao longo da vida a tessitura no registro das vozes femininas, com um desenvolvimento muito superior da caixa torácica (Tendo mais ar para gastar e um laringe pequena o escoando, para enfrentar gigantescos leggatos unidos a coloraturas virtuosas ) e a vantagem  de, obviamente, não serem proibidos de cantarem nas igrejas. A partir daqui a castração torna-se um fenômeno com motivações musicais e religiosas. A cirurgia em si não tornava o interprete um cantor excelente, mas o treinamento imposto a estes, somado as vantagens de capacidade de armazenamento de ar superior a vozes comuns com escape menor por conta da laringe pequena, mais alta e próxima da feminina e infantil, fazia o conjunto mais perfeito, e ao mesmo tempo perverso, que a música mundial já conheceu.

Da esquerda para direita, Farinelli, Francesca Cuzzoni e Senesino (três dos mais famosos interpretes do Barroco) e uma criança ao fundoem cena. A grande estatura dos Castrati se dava, para muitos musicólogos, por conta do desequilíbrio dos hormônios dos mesmos, que eram extremamente altos e tinham pouca ou nenhuma pelugem.


Como a igreja tinha extremo poder na época, convenciam-se os pais de talentosos meninos pobres a darem sua prole à orfanatos e permitirem a mutilação das crianças em prol dos desejos da instituição, que prometia aos progenitores um futuro de prosperidade a sua criança. De certo modo era garantido o sucesso dos castrati, mesmo que por eventuais causas perdessem a voz, era lhes ensinado outro ofício, tais como: regência, composição, instrumento, canto (Na região do Contralto) ou algo ligado a igreja e ou política, mas o contato com os pais era perdido, traumas emocionais fortíssimos por conta da mutilação não eram raros de se acontecer e perda da infância em prol de treinos (Que muitas vezes ultrapassavam as 12 horas diárias) eram fatores que muitas vezes eram omitidos e ou não levados em consideração na hora de tomar a decisão da castração.

Nos orfanatos aos quais eram "acolhidos", o treinamento dos Castrati já começava algumas semanas após a cirurgia. Eram bem tratados nestas instituições (Acreditavam que eram mais frágeis que as crianças normais) e nelas encontravam abrigo até a idade dos 12 anos. Mesmo jovens, já eram instruídos a interpretarem composições com níveis técnicos hoje em dia considerados extremos, "Laudate pueri Dominum" é um bom exemplo:



Sua educação girava em torno da igreja, por conta disso: missas, confissões e cultuamentos ao deus cristão era algo obrigatório e recorrente, tendo mais da metade de seu repertório baseado nestas crenças, mas também aprendiam línguas, composição, cravo e teoria musical (Nicola Porpora era o mais famoso professor de canto da época e foi responsável por desenvolver a voz de vários Castrati).

Luigi Marchesi, Castrati famoso por seus improvisos marcantes. 

Quando atingiam a idade adulta já não mais ficavam presos a igreja e podiam, literalmente, brilhar Europa a fora, com garantia de sucesso nas cortes e, mais ao fim do Barroco, nas casas de ópera. Farinelli foi o mais famoso e rico Castrati de todos os tempos e, nos anos 90, ganhou um filme que revolucionou a história da música por unir, em estúdio, a voz de um Soprano Lírico Coloratura e a de um Contratenor Contralto (Não natural), a fim de reproduzir algo próximo o som dos maiores cantores de todos os tempos. Um ator dubla a união de vozes, mas vejam algo próximo do real:


Como podem ver, o virtuosismo é absurdo e por conta da liberdade que o Barroco da ao interprete nas ornamentações é mostrado também o costume que se tinha em criar sua própria coloratura além da criada pelo compositor. Aqui pode ser conferido, ao vivo, como tentaram reproduzir o timbre da voz do Castrati no filme Farinelli, vejam como dois cantores, na época, exímios, com custo, se juntam para fazer algo que era comum de um Castrati:



Até aqui já fica explícito o porque os Castrati são lembrados como os melhores cantores que já pisaram na face da terra, mas pouco se fala que existe sim exemplos reais da voz do Castrati. Alessandro Moreschi é famoso como "O último Castrato" e de fato foi, porém não foi Castrado para questões musicais (Um médico o castrou aos 13 anos de idade, idade considerada tardia, por problemas de saúde e em seu tempo a castração já havia sido proibida por um Papa), tão pouco recebeu o treinamento extremamente árduo dos "deuses do Barroco"... Só isso já seria o suficiente para perder as esperanças de se ouvir algo próximo do padrão máximo de qualidade técnica de um Castrati do Barroco, mas existem 3 agravantes gigantescos como a idade extremamente avançada, na época das gravações, a falta de talento natural de Moreschi e o fato do mesmo ter desenvolvido anos antes uma doença terminal que destruiu sua voz, nos deixando áudios que não mostram seu melhor, quiçá o melhor dos antigos cantores.



Atualmente não existem mais Castrati, por esta razão Contratenores e Mezzo-Sopranos são os cantores mais recomendáveis e aptos a interpretar seu repertório extremamente rico e virtuosos.  Cecilia Bartoli é um bom exemplo de cantora que consegue, ao vivo, interpretar uma ária escrita para Castrati (Farinelli), sendo esta uma das músicas mais difíceis do mundo de serem interpretadas, tamanha a agilidade exigida.



Por terem um registro grave robusto e um superior delicado e ágil, cantoras de voz híbrida como Bartoli e Contratenores com registro grave robusto são interessantes na interpretação de peças para Castrati de voz média e grave, enquanto vozes delicadas e agudas como a de Radu Marian (Contratenor natural, que não faz uso do falsete para cantar) se destacam em peças mais emotivas, que exploram menos a região grave.

10:02 Sávio Alves
Farinelli, o mais famoso Castrati de todos os tempos. 
Hoje falaremos de uma voz que não mais existe... Os castrati, considerados "as primeiras divas", que foram os maiores e mais perfeitamente técnicos cantores de todos os tempos. Estes exímios cantores, por volta do século XVI (Meados do Barroco) até o XIX (Romântico), passavam por um processo cirúrgico, que consistia na retirada do interior do saco escrotal e substituição por esferas artificiais, na infância (8 ou 9 anos de idade), ou no mais tardar pré-adolescência (11 anos de idade), para a conservação da acuidade da voz, que era próxima da feminina, porém mais ágil, moldável, extensa (Em oitavas) e apta a repertórios de laborioso nível técnico.

Não só na música homens castrados eram extremamente bem sucedidos, em diversas áreas de atuação eram poderosos e muito presados, sobretudo na política. Até quando escravos eram extremamente bem tratados e educados, com enormes possibilidades de inserção no meio social, podem inclusive ultrapassar, em termos de poder, seus antigos donos.  "A grande vantagem dos eunucos era sua incapacidade de procriar, o que significava que nunca seriam impulsionados por ambições a favor de seus filhos. Isolados de suas famílias, que nunca poderia entrar no palácio, eles se voltavam [dedicavam] ao imperador como a família que nunca teriam. Por estas razões, eles pareciam mais confiáveis em assuntos de Estado." (Abbott, 1999, Apud Sowle, 2006, p.8). "Educados desde muito cedo em escolas ou conventos, despojados de laços afetivos ou familiares, os eunucos constituíram um grupo social estável e confiável, eram tidos como fiéis servidores no império Bizantino e depois ganharam as cortes muçulmanas, principalmente na Península Ibérica e na Itália" (Ringrose, 2007, p.501; Ruciman, 1961, p.169; Scholz, 2001, p. 198).

Existiram diversas motivações para a castração ao longo da história mundial, tais como: Vingança, demonstração de poder, punições arbitrárias ou não, motivação musical, médica e religiosa. No caso dos Castrati a motivação era sobretudo religiosa e musical.



Mulheres, por conta de uma interpretação da igreja católica de uma epístola de Paulo, não podiam cantar ou falar nas igrejas, por esta razão, conforme a música evoluía e vozes mais maleáveis e agudas pedia, procurava-se equivalentes a estas. Meninos cantores eram utilizados para suprir a falta das mulheres, porém não se podia contar com grande virtuosismo com crianças tão jovens, que quando começavam a ganhar o nivelamento técnico exigido mudavam de voz (Próximo dos 13 aos 16 anos de idade) e deixavam de ser proveitosos a igreja. Falsetistas (Contratenores não naturais, utilizadores do falsete) também foram utilizados, mas o timbre era muito distante do que se pedia e a tessitura geralmente não passava muito a do Tenor, tornando difícil a execução de ornamentações na região da quinta e sexta oitava.

Descobriu-se com o tempo que meninos castrados (Geralmente por motivações médicas) mantinham ao longo da vida a tessitura no registro das vozes femininas, com um desenvolvimento muito superior da caixa torácica (Tendo mais ar para gastar e um laringe pequena o escoando, para enfrentar gigantescos leggatos unidos a coloraturas virtuosas ) e a vantagem  de, obviamente, não serem proibidos de cantarem nas igrejas. A partir daqui a castração torna-se um fenômeno com motivações musicais e religiosas. A cirurgia em si não tornava o interprete um cantor excelente, mas o treinamento imposto a estes, somado as vantagens de capacidade de armazenamento de ar superior a vozes comuns com escape menor por conta da laringe pequena, mais alta e próxima da feminina e infantil, fazia o conjunto mais perfeito, e ao mesmo tempo perverso, que a música mundial já conheceu.

Da esquerda para direita, Farinelli, Francesca Cuzzoni e Senesino (três dos mais famosos interpretes do Barroco) e uma criança ao fundoem cena. A grande estatura dos Castrati se dava, para muitos musicólogos, por conta do desequilíbrio dos hormônios dos mesmos, que eram extremamente altos e tinham pouca ou nenhuma pelugem.


Como a igreja tinha extremo poder na época, convenciam-se os pais de talentosos meninos pobres a darem sua prole à orfanatos e permitirem a mutilação das crianças em prol dos desejos da instituição, que prometia aos progenitores um futuro de prosperidade a sua criança. De certo modo era garantido o sucesso dos castrati, mesmo que por eventuais causas perdessem a voz, era lhes ensinado outro ofício, tais como: regência, composição, instrumento, canto (Na região do Contralto) ou algo ligado a igreja e ou política, mas o contato com os pais era perdido, traumas emocionais fortíssimos por conta da mutilação não eram raros de se acontecer e perda da infância em prol de treinos (Que muitas vezes ultrapassavam as 12 horas diárias) eram fatores que muitas vezes eram omitidos e ou não levados em consideração na hora de tomar a decisão da castração.

Nos orfanatos aos quais eram "acolhidos", o treinamento dos Castrati já começava algumas semanas após a cirurgia. Eram bem tratados nestas instituições (Acreditavam que eram mais frágeis que as crianças normais) e nelas encontravam abrigo até a idade dos 12 anos. Mesmo jovens, já eram instruídos a interpretarem composições com níveis técnicos hoje em dia considerados extremos, "Laudate pueri Dominum" é um bom exemplo:



Sua educação girava em torno da igreja, por conta disso: missas, confissões e cultuamentos ao deus cristão era algo obrigatório e recorrente, tendo mais da metade de seu repertório baseado nestas crenças, mas também aprendiam línguas, composição, cravo e teoria musical (Nicola Porpora era o mais famoso professor de canto da época e foi responsável por desenvolver a voz de vários Castrati).

Luigi Marchesi, Castrati famoso por seus improvisos marcantes. 

Quando atingiam a idade adulta já não mais ficavam presos a igreja e podiam, literalmente, brilhar Europa a fora, com garantia de sucesso nas cortes e, mais ao fim do Barroco, nas casas de ópera. Farinelli foi o mais famoso e rico Castrati de todos os tempos e, nos anos 90, ganhou um filme que revolucionou a história da música por unir, em estúdio, a voz de um Soprano Lírico Coloratura e a de um Contratenor Contralto (Não natural), a fim de reproduzir algo próximo o som dos maiores cantores de todos os tempos. Um ator dubla a união de vozes, mas vejam algo próximo do real:


Como podem ver, o virtuosismo é absurdo e por conta da liberdade que o Barroco da ao interprete nas ornamentações é mostrado também o costume que se tinha em criar sua própria coloratura além da criada pelo compositor. Aqui pode ser conferido, ao vivo, como tentaram reproduzir o timbre da voz do Castrati no filme Farinelli, vejam como dois cantores, na época, exímios, com custo, se juntam para fazer algo que era comum de um Castrati:



Até aqui já fica explícito o porque os Castrati são lembrados como os melhores cantores que já pisaram na face da terra, mas pouco se fala que existe sim exemplos reais da voz do Castrati. Alessandro Moreschi é famoso como "O último Castrato" e de fato foi, porém não foi Castrado para questões musicais (Um médico o castrou aos 13 anos de idade, idade considerada tardia, por problemas de saúde e em seu tempo a castração já havia sido proibida por um Papa), tão pouco recebeu o treinamento extremamente árduo dos "deuses do Barroco"... Só isso já seria o suficiente para perder as esperanças de se ouvir algo próximo do padrão máximo de qualidade técnica de um Castrati do Barroco, mas existem 3 agravantes gigantescos como a idade extremamente avançada, na época das gravações, a falta de talento natural de Moreschi e o fato do mesmo ter desenvolvido anos antes uma doença terminal que destruiu sua voz, nos deixando áudios que não mostram seu melhor, quiçá o melhor dos antigos cantores.



Atualmente não existem mais Castrati, por esta razão Contratenores e Mezzo-Sopranos são os cantores mais recomendáveis e aptos a interpretar seu repertório extremamente rico e virtuosos.  Cecilia Bartoli é um bom exemplo de cantora que consegue, ao vivo, interpretar uma ária escrita para Castrati (Farinelli), sendo esta uma das músicas mais difíceis do mundo de serem interpretadas, tamanha a agilidade exigida.



Por terem um registro grave robusto e um superior delicado e ágil, cantoras de voz híbrida como Bartoli e Contratenores com registro grave robusto são interessantes na interpretação de peças para Castrati de voz média e grave, enquanto vozes delicadas e agudas como a de Radu Marian (Contratenor natural, que não faz uso do falsete para cantar) se destacam em peças mais emotivas, que exploram menos a região grave.

domingo, 19 de outubro de 2014


Andrógenos, poderoso e extremamente maduros, os Contraltos estão no hall de vozes mais raras do mundo, sendo a classificação feminina mais rara existente. Aqui estão listadas as características da mais grave voz feminina, com exemplificações no canto popular e erudito.

Em coro, normalmente nunca se encontram Contraltos. As interpretes que nesta classificação vocal atuam com verdadeira maestria e poder são, quase sempre, mulheres muito maduras, com muitos anos de carreira e não são facilmente encontradas para cantar a linha que lhes foi designada. Por conta deste infortúnio pouco se escreve para Contraltos na ópera, então Mezzo-Sopranos, Contratenores ou (Em casos mais raros) Soprano com aptidão a notas graves, cantam suas partes em músicas de coro. Neste primeiro exemplo, Ekaterina Gubanova,  um Mezzo-Soprano Dramático que canta peças para Contralto e desenvolve sua voz para tal repertório:


Em coros, ao contrário das vozes mais agudas anteriormente citadas, não se dividem Contraltos entre 1 e 2, pois normalmente quem suas linhas canta são Mezzo-Sopranos. Alguns Contraltos são tão graves que quebram a sintonia das vozes femininas e são remanejadas a cantar junto aos tenores em coros pequenos e médio. Um bom exemplo de Contralto que cantaria no naipe masculino por conta de sua rica e gravíssima voz é Zarah Leander.


É importante deixar claro: as subclassificações vocais, tanto dos Contraltos quanto dos outros naipes vocais, são exclusivas do canto erudito e não se aplicam de forma eficaz ao canto popular. Aqui estão resumidos todos os tipos de Contralto, clicando nos nomes em rosa você será redimensionado a outra página com maiores explicações sobre, com exemplos em vídeo.




Contraltos Coloratura: Vozes ágeis, mais leves que suas vertentes "puras" e com aptidão a notas estratosfericamente graves e agudas, podendo inclusive adentrar a região aguda do Soprano e do tenor em seu alcance pleno totalizado.

Contraltos Líricos: Quente e brilhante voz de Contralto com grande afinidade com leggatos belos e repertório entoados em andamentos menos velozes.

Contraltos Profundos (Dramáticos): Mais andrógena e grave voz feminina existente. Extremamente volumosa, encorpada e madura. Nenhum fach feminino é tão raro como este.

Algumas vertentes como Lírico Dramático e etc, em outras línguas, são retratados como Contraltos Líricos com aptidão a habilidades de outras subclassificações e em outros casos adicionam o Lírico sem razão aparente.

Agora que todos os tipos de Contralto já foram explicados, partiremos para os Castrati.

Facebook | Página Oficial.


16:00 Sávio Alves

Andrógenos, poderoso e extremamente maduros, os Contraltos estão no hall de vozes mais raras do mundo, sendo a classificação feminina mais rara existente. Aqui estão listadas as características da mais grave voz feminina, com exemplificações no canto popular e erudito.

Em coro, normalmente nunca se encontram Contraltos. As interpretes que nesta classificação vocal atuam com verdadeira maestria e poder são, quase sempre, mulheres muito maduras, com muitos anos de carreira e não são facilmente encontradas para cantar a linha que lhes foi designada. Por conta deste infortúnio pouco se escreve para Contraltos na ópera, então Mezzo-Sopranos, Contratenores ou (Em casos mais raros) Soprano com aptidão a notas graves, cantam suas partes em músicas de coro. Neste primeiro exemplo, Ekaterina Gubanova,  um Mezzo-Soprano Dramático que canta peças para Contralto e desenvolve sua voz para tal repertório:


Em coros, ao contrário das vozes mais agudas anteriormente citadas, não se dividem Contraltos entre 1 e 2, pois normalmente quem suas linhas canta são Mezzo-Sopranos. Alguns Contraltos são tão graves que quebram a sintonia das vozes femininas e são remanejadas a cantar junto aos tenores em coros pequenos e médio. Um bom exemplo de Contralto que cantaria no naipe masculino por conta de sua rica e gravíssima voz é Zarah Leander.


É importante deixar claro: as subclassificações vocais, tanto dos Contraltos quanto dos outros naipes vocais, são exclusivas do canto erudito e não se aplicam de forma eficaz ao canto popular. Aqui estão resumidos todos os tipos de Contralto, clicando nos nomes em rosa você será redimensionado a outra página com maiores explicações sobre, com exemplos em vídeo.




Contraltos Coloratura: Vozes ágeis, mais leves que suas vertentes "puras" e com aptidão a notas estratosfericamente graves e agudas, podendo inclusive adentrar a região aguda do Soprano e do tenor em seu alcance pleno totalizado.

Contraltos Líricos: Quente e brilhante voz de Contralto com grande afinidade com leggatos belos e repertório entoados em andamentos menos velozes.

Contraltos Profundos (Dramáticos): Mais andrógena e grave voz feminina existente. Extremamente volumosa, encorpada e madura. Nenhum fach feminino é tão raro como este.

Algumas vertentes como Lírico Dramático e etc, em outras línguas, são retratados como Contraltos Líricos com aptidão a habilidades de outras subclassificações e em outros casos adicionam o Lírico sem razão aparente.

Agora que todos os tipos de Contralto já foram explicados, partiremos para os Castrati.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014


Entrevistei, na semana passada, minha amiga Rossana, mundialmente conhecida com Georgia Brown. Aqui falamos de técnica vocal não convencional, sobre a trajetória, projetos e gostos da mulher, que, além de ter a maior extensão vocal e a nota mais aguda do mundo, é compositora, interprete (Cantora) e engenheira de áudio.



Conseguimos mais de uma hora do tempo da Georgia para esta gravação e falamos com extrema descontração e bom humor sobre os mais diversos assuntos... O melhor de tudo isso é que sortearemos um DVD de técnica vocal da Georgia Brown e um álbum dela para vocês! E a mesma, amanhã, dia 18 de outubro (Sábado) vai estar no twitter fazendo uma vídeo conferência extremamente informal para conversar.



16:35 Sávio Alves

Entrevistei, na semana passada, minha amiga Rossana, mundialmente conhecida com Georgia Brown. Aqui falamos de técnica vocal não convencional, sobre a trajetória, projetos e gostos da mulher, que, além de ter a maior extensão vocal e a nota mais aguda do mundo, é compositora, interprete (Cantora) e engenheira de áudio.



Conseguimos mais de uma hora do tempo da Georgia para esta gravação e falamos com extrema descontração e bom humor sobre os mais diversos assuntos... O melhor de tudo isso é que sortearemos um DVD de técnica vocal da Georgia Brown e um álbum dela para vocês! E a mesma, amanhã, dia 18 de outubro (Sábado) vai estar no twitter fazendo uma vídeo conferência extremamente informal para conversar.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Artista / Banda: Jessie J.
Álbum: Sweet Talker.
Lançamento Oficial: Outubro de 2014.
Extensão Vocal UtilizadaE3 - G#6 (Mí Três - Sol Sustenido 6) [Aprox].
Oitavas: 3 Oitavas, 2 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: E3 – G5 (Mí Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Dance Pop, R&b, White Soul.

Notas mais aguda Belting/Mix: G5 (Sol Cinco).


Em uma evidente tentativa em se manter ativa no mercado fonográfico mainstrem, Jessie J lança, com colaborações de peso no meio Pop, seu terceiro álbum de estúdio. Apesar das colaborações superficiais, de evidente âmbito puramente comercial, "Sweet Talker", tem a oferecer algo 'verdadeiramente artístico' em meio aos evidentes singles blockbusters.



Evitando a redundância em render parágrafos a respeito das obviamente incríveis capacidades vocais da interprete (Que  pouco participou da composição de muitas faixas deste projeto ), posso afirmar com propriedade que existe evolução, pelo menos em estúdio, a respeito de um de seus ressonadores. No caso, o de cabeça, que marcou presença significativa em algumas faixas do álbum, deixando de lado apenas exclamações neste registro... Não se pode ignorar também a habilidade de frasear tão rapidamente em um curtíssimo período de tempo (Já demonstrada ao vivo por Jessie) na perfeita abertura batizada de: "Ain't Been Done".


Até agora, as performances ao vivo demonstradas são mais do que satisfatórias (Como sempre). O tom das canções foi transposto, isso é inegável, mas é preferível deteriorar a versão original em uma performance live e fazer o que se propõem com maestria e poderio, do que desgastar o instrumento ao qual já somos prolificados com e apresentar algo tecnicamente pífio. O lado 'Soprano' de Jessie está sendo explorado ao máximo, as canções literalmente dispõe de "tons ao talo" de tão altas. Levar canções tão agudas em registro de peito e misto, mesmo para uma mulher de voz bem treinada, pode não ser a coisa mais saudável a se fazer se preservação vocal é visada, mas Jessie J evidentemente é inteligente e sabe de suas limitações e não tenta, por puro orgulho, ultrapassa-las. 



O álbum é bem diversificado e traz, até mesmo, canções com vibe 90's. Houve espaço para explorar algo mais e manter seu próprio séquito intacto, a identidade musical de Jessie não foi abalada, nem mesmo com participações tão rasas e fracas para o contexto de sonoridade e lirismo do álbum como um todo... "Bang Bang" não é uma canção ruim ou coisa do tipo, Nicki Minaj e Ariana Grande fizeram (Até mesmo ao vivo ) bem o que foi proposto, mas, come on, né?!


É um álbum de boa vibe. Jessie recorreu ao comercial, a fim de mostrar o restante de seu trabalho ao mundo e não deixar "Sweet Talker" desvalorizado como "Alive", mas definitivamente o projeto tem um pouco mais a oferecer do que somente uma música sobre "bang bang por aí a fora" e "queimações você sabe onde".


Vocais: 10.0 de 10.0.
Lives: 10.0 de 10.0.
Produção: 9.0 de 10.0.
Instrumentação: 6.5 de 10.0.
Contexto: 6.0 de 10.0.
Posicionamento de track: 8.0 de 10.0.
Lirismo: 7.0 de 10.0.
Arte (Capa)7.5 de 10.0.
Participações: 6.0 de 10.0.
Evolução: 7.5 de 10.

Média geral: 70.7



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11:31 Sávio Alves

Artista / Banda: Jessie J.
Álbum: Sweet Talker.
Lançamento Oficial: Outubro de 2014.
Extensão Vocal UtilizadaE3 - G#6 (Mí Três - Sol Sustenido 6) [Aprox].
Oitavas: 3 Oitavas, 2 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: E3 – G5 (Mí Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Dance Pop, R&b, White Soul.

Notas mais aguda Belting/Mix: G5 (Sol Cinco).


Em uma evidente tentativa em se manter ativa no mercado fonográfico mainstrem, Jessie J lança, com colaborações de peso no meio Pop, seu terceiro álbum de estúdio. Apesar das colaborações superficiais, de evidente âmbito puramente comercial, "Sweet Talker", tem a oferecer algo 'verdadeiramente artístico' em meio aos evidentes singles blockbusters.



Evitando a redundância em render parágrafos a respeito das obviamente incríveis capacidades vocais da interprete (Que  pouco participou da composição de muitas faixas deste projeto ), posso afirmar com propriedade que existe evolução, pelo menos em estúdio, a respeito de um de seus ressonadores. No caso, o de cabeça, que marcou presença significativa em algumas faixas do álbum, deixando de lado apenas exclamações neste registro... Não se pode ignorar também a habilidade de frasear tão rapidamente em um curtíssimo período de tempo (Já demonstrada ao vivo por Jessie) na perfeita abertura batizada de: "Ain't Been Done".


Até agora, as performances ao vivo demonstradas são mais do que satisfatórias (Como sempre). O tom das canções foi transposto, isso é inegável, mas é preferível deteriorar a versão original em uma performance live e fazer o que se propõem com maestria e poderio, do que desgastar o instrumento ao qual já somos prolificados com e apresentar algo tecnicamente pífio. O lado 'Soprano' de Jessie está sendo explorado ao máximo, as canções literalmente dispõe de "tons ao talo" de tão altas. Levar canções tão agudas em registro de peito e misto, mesmo para uma mulher de voz bem treinada, pode não ser a coisa mais saudável a se fazer se preservação vocal é visada, mas Jessie J evidentemente é inteligente e sabe de suas limitações e não tenta, por puro orgulho, ultrapassa-las. 



O álbum é bem diversificado e traz, até mesmo, canções com vibe 90's. Houve espaço para explorar algo mais e manter seu próprio séquito intacto, a identidade musical de Jessie não foi abalada, nem mesmo com participações tão rasas e fracas para o contexto de sonoridade e lirismo do álbum como um todo... "Bang Bang" não é uma canção ruim ou coisa do tipo, Nicki Minaj e Ariana Grande fizeram (Até mesmo ao vivo ) bem o que foi proposto, mas, come on, né?!


É um álbum de boa vibe. Jessie recorreu ao comercial, a fim de mostrar o restante de seu trabalho ao mundo e não deixar "Sweet Talker" desvalorizado como "Alive", mas definitivamente o projeto tem um pouco mais a oferecer do que somente uma música sobre "bang bang por aí a fora" e "queimações você sabe onde".


Vocais: 10.0 de 10.0.
Lives: 10.0 de 10.0.
Produção: 9.0 de 10.0.
Instrumentação: 6.5 de 10.0.
Contexto: 6.0 de 10.0.
Posicionamento de track: 8.0 de 10.0.
Lirismo: 7.0 de 10.0.
Arte (Capa)7.5 de 10.0.
Participações: 6.0 de 10.0.
Evolução: 7.5 de 10.

Média geral: 70.7



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terça-feira, 7 de outubro de 2014


Artista / Banda: Kim Jaejoong.
Classificação Vocal: Tenor.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Tenor Leggero.
Alcance Vocal: A2 - D6 (Lá Dois – Ré Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 3 Notas.

Alcance Pleno: A2 - F#5 (Lá Dois - Fá Sustenido Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: B2 - D6 (Sí Dois – Ré Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 2 Notas.

Tessitura Vocal (Especulada): Eb3 – B4 (Mí Bemol Três – Sí Quatro).
Oitavas:  1 Oitava, 4 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: Kpop.

Nota mais aguda em Belting/Mix: F#5 (Fá Sustenido Cinco).

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


A fim de expandir novos horizontes, aqui está disponível, a primeira análise vocal de um ídolo Sul Coreano no Vocal Pop. Kim Joejoong foi o vencedor da votação de nossa página no Facebook e é detentor de um timbre leve, aveludado, quente e de tessitura agudíssima (Para um homem), tendo seu registro superior como o grande diferencial de sua voz em meio a seus antigos colegas de grupo (TVXQ).



Incontestavelmente, Kim Jaejoong canta em tons agudíssimos, como a grande maioria dos cantores e cantoras de seu país. Tenor é obviamente a melhor classificação vocal a se atribuir a uma voz masculina tão leve e delicada, de tessitura aguda; se iniciando acima do convencional, bem próximo das vozes femininas (Por volta de um Mí Bemol Grave) e se estendendo em voz de peito até por volta de um Lá de Tenor ou maio tom acima, tendo como marca registrada em seu repertório delicadas baladas.



Em estúdio, a agilidade de sua voz é explorada ao máximo, fazendo no grupo o papel que um Soprano faria costumeiramente, com direito a ornamentações com sustentadas notas na sexta oitava. Claramente, Kim não consegue o fazer com a mesma qualidade que uma interprete feminina ao vivo as notas e as demonstrações de agilidade extrema, porém, levando em conta a qualidade dos ornamentos executados por homens, pode-se dizer que Kim Jaejoong dispõem de uma voz privilegiada nestes quesitos. Neste vídeo uma copilação de áudios de estúdio com suas habilidades vocais:


Já em suas performances ao vivo, ficam mais evidentes pontos fracos em sua técnica. Notas agudas em seu registro misto são abundantes e ultrapassam o costumeiro C5 dos tenores, mas a qualidade de tais notas nem sempre atinge um padrão extremamente elevado, trazendo assim um som áspero, "seco" e sofrido na execução de notas acima do Bb4, principalmente quando agilidade é necessária e o cansaço pela movimentação em palco aparece.


Vocalistas de música Pop não dispõe de classificações vocais (Fach), porém, utilizar este sistema primoroso, que já existe a muito tempo, para melhor separar vocalistas é algo comodo, visando melhor entender as vozes em geral. Acredito que pelas qualidade de seu timbre, peso de sua voz e até mesmo seu desempenho on stage deixam claro que a melhor subclassificação a encaixar sua voz seria a de Tenor Leggero.


Tratando-se de Kim, registro misto não é um grande empecilho e nem de difícil acesso, se levarmos em conta a acuidade das notas exigidas a este. Sua facilidade com agudos lhe permite chegar ao limite de muitas mulheres com o uso do Mix Head Voice, adentrando um F# agudo com enfoque nos ressonadores superiores. Em canções, como a do vídeo a seguir, demonstrações de sua facilidade na execução de tais notas ficam evidentes.  


O som é metálico ao extremo e não é tão ressonante como o padrão de excelência da região ao qual adentrou (Feminina), mas para um tenor foi um bom trabalho. 



Pontos Negativos


Apesar de adentrar a região do barítono em voz de peito, seus graves são extremamente soproso, frágeis e pouco moldáveis, ganhando peso somante na região das vozes graves femininas (Por voltar de Eb ou E). Kim Jaejoong é um tenor tão leve e agudo que naturalmente já não dispõe de propensão para notas gravíssimas alcançar, mas notas costumeiras da tessitura de um tenor agudo, como um Dó Grave, já soam soprosas, fracas e "secas" de mais quando executadas em uma linha melódica sem grandes pausas para execução.

Sua voz perde significativa qualidade ressonante na quinta oitava.

Vocal Ranges



09:32 Sávio Alves

Artista / Banda: Kim Jaejoong.
Classificação Vocal: Tenor.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Tenor Leggero.
Alcance Vocal: A2 - D6 (Lá Dois – Ré Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 3 Notas.

Alcance Pleno: A2 - F#5 (Lá Dois - Fá Sustenido Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: B2 - D6 (Sí Dois – Ré Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 2 Notas.

Tessitura Vocal (Especulada): Eb3 – B4 (Mí Bemol Três – Sí Quatro).
Oitavas:  1 Oitava, 4 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: Kpop.

Nota mais aguda em Belting/Mix: F#5 (Fá Sustenido Cinco).

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


A fim de expandir novos horizontes, aqui está disponível, a primeira análise vocal de um ídolo Sul Coreano no Vocal Pop. Kim Joejoong foi o vencedor da votação de nossa página no Facebook e é detentor de um timbre leve, aveludado, quente e de tessitura agudíssima (Para um homem), tendo seu registro superior como o grande diferencial de sua voz em meio a seus antigos colegas de grupo (TVXQ).



Incontestavelmente, Kim Jaejoong canta em tons agudíssimos, como a grande maioria dos cantores e cantoras de seu país. Tenor é obviamente a melhor classificação vocal a se atribuir a uma voz masculina tão leve e delicada, de tessitura aguda; se iniciando acima do convencional, bem próximo das vozes femininas (Por volta de um Mí Bemol Grave) e se estendendo em voz de peito até por volta de um Lá de Tenor ou maio tom acima, tendo como marca registrada em seu repertório delicadas baladas.



Em estúdio, a agilidade de sua voz é explorada ao máximo, fazendo no grupo o papel que um Soprano faria costumeiramente, com direito a ornamentações com sustentadas notas na sexta oitava. Claramente, Kim não consegue o fazer com a mesma qualidade que uma interprete feminina ao vivo as notas e as demonstrações de agilidade extrema, porém, levando em conta a qualidade dos ornamentos executados por homens, pode-se dizer que Kim Jaejoong dispõem de uma voz privilegiada nestes quesitos. Neste vídeo uma copilação de áudios de estúdio com suas habilidades vocais:


Já em suas performances ao vivo, ficam mais evidentes pontos fracos em sua técnica. Notas agudas em seu registro misto são abundantes e ultrapassam o costumeiro C5 dos tenores, mas a qualidade de tais notas nem sempre atinge um padrão extremamente elevado, trazendo assim um som áspero, "seco" e sofrido na execução de notas acima do Bb4, principalmente quando agilidade é necessária e o cansaço pela movimentação em palco aparece.


Vocalistas de música Pop não dispõe de classificações vocais (Fach), porém, utilizar este sistema primoroso, que já existe a muito tempo, para melhor separar vocalistas é algo comodo, visando melhor entender as vozes em geral. Acredito que pelas qualidade de seu timbre, peso de sua voz e até mesmo seu desempenho on stage deixam claro que a melhor subclassificação a encaixar sua voz seria a de Tenor Leggero.


Tratando-se de Kim, registro misto não é um grande empecilho e nem de difícil acesso, se levarmos em conta a acuidade das notas exigidas a este. Sua facilidade com agudos lhe permite chegar ao limite de muitas mulheres com o uso do Mix Head Voice, adentrando um F# agudo com enfoque nos ressonadores superiores. Em canções, como a do vídeo a seguir, demonstrações de sua facilidade na execução de tais notas ficam evidentes.  


O som é metálico ao extremo e não é tão ressonante como o padrão de excelência da região ao qual adentrou (Feminina), mas para um tenor foi um bom trabalho. 



Pontos Negativos


Apesar de adentrar a região do barítono em voz de peito, seus graves são extremamente soproso, frágeis e pouco moldáveis, ganhando peso somante na região das vozes graves femininas (Por voltar de Eb ou E). Kim Jaejoong é um tenor tão leve e agudo que naturalmente já não dispõe de propensão para notas gravíssimas alcançar, mas notas costumeiras da tessitura de um tenor agudo, como um Dó Grave, já soam soprosas, fracas e "secas" de mais quando executadas em uma linha melódica sem grandes pausas para execução.

Sua voz perde significativa qualidade ressonante na quinta oitava.

Vocal Ranges



quinta-feira, 2 de outubro de 2014


Dando fim as postagens sobre subclassificações femininas, entrarei agora nos Contraltos Líricos e Dramáticos com culhões para repertório de agilidade (Coloratura). Contraltos por si só são raríssimos, chuto uma estimativa de 10 a cada 500 cantoras (E não é para menos, até exemplos são difíceis de se achar), agora encontrar mulheres com vozes tão graves com aptidão a Coloratura é algo extremamente raro.

A tessitura de um Contralto Coloratura gira em torno de 2 Oitavas e algumas notas. Geralmente do E3 ao G5 e seu alcance adentra um B2 e pode se estender a um E6 em voz plena, ultrapassando as 3 oitavas com facilidade suando apenas da voz de peito e cabeça.

Chega a ser ululante aos olhos, um Contralto, solando um repertório de agilidade extrema como se deve. Como já disse no post dos Contraltos Dramáticos, Ewa Podles é o perfeito exemplo de Contralto Profundo Coloratura. Sua voz é escura, gravíssima, cavernosa, de grande tamanho, sua tessitura é grandiosa, seu comportamento em cena é imponente e ou dramático e sua experiência é gigantesca. Ouçam neste áudio a demonstração de todas as qualidades citadas:



Esta ária foi escrita para Castrati, mas Ewa conseguiu sem problema executar com extremo poder e agilidade o que propôs, com destaque para suas precisas passagens de registro vocal em meio a um andamento extremamente rápido e complicado.

Agora um perfeito exemplo de Contralto Lírico Coloratura é a recitalista Hilary Summers, que não é uma interprete extremamente famosa, mas não deixa de ser a perfeita personificação deste fach. Para os mais imediatistas sua introdução nesta peça acontece por volta de 1:36 min e a agilidade de sua voz é melhor demonstrada de 2:45 min em diante.



É uma voz mais quente que a de Ewa, um registro de peito estrondosa, mas não tão escuro e uma agilidade mais fluída, com uma voz mais uniforme... O Contralto Lírico Coloratura é menos raro que o Dramático Coloratura, mas não deixa de ser singular.

Na música popular temos como exemplo de cantora, com características de um Contralto Coloratura em seu timbre, a saudosíssima Annie Lennox. Naturalmente sua voz é ágil e trás mais características do Lírico Coloratura, mas definitivamente isto é algo especulativo, não um exemplo perfeito como os de cima.



Este post fala exclusivamente Sobre Contraltos Coloratura, para outros tipos de Contraltos, clique aqui (Em breve).

Facebook | Página Oficial.


17:55 Sávio Alves

Dando fim as postagens sobre subclassificações femininas, entrarei agora nos Contraltos Líricos e Dramáticos com culhões para repertório de agilidade (Coloratura). Contraltos por si só são raríssimos, chuto uma estimativa de 10 a cada 500 cantoras (E não é para menos, até exemplos são difíceis de se achar), agora encontrar mulheres com vozes tão graves com aptidão a Coloratura é algo extremamente raro.

A tessitura de um Contralto Coloratura gira em torno de 2 Oitavas e algumas notas. Geralmente do E3 ao G5 e seu alcance adentra um B2 e pode se estender a um E6 em voz plena, ultrapassando as 3 oitavas com facilidade suando apenas da voz de peito e cabeça.

Chega a ser ululante aos olhos, um Contralto, solando um repertório de agilidade extrema como se deve. Como já disse no post dos Contraltos Dramáticos, Ewa Podles é o perfeito exemplo de Contralto Profundo Coloratura. Sua voz é escura, gravíssima, cavernosa, de grande tamanho, sua tessitura é grandiosa, seu comportamento em cena é imponente e ou dramático e sua experiência é gigantesca. Ouçam neste áudio a demonstração de todas as qualidades citadas:



Esta ária foi escrita para Castrati, mas Ewa conseguiu sem problema executar com extremo poder e agilidade o que propôs, com destaque para suas precisas passagens de registro vocal em meio a um andamento extremamente rápido e complicado.

Agora um perfeito exemplo de Contralto Lírico Coloratura é a recitalista Hilary Summers, que não é uma interprete extremamente famosa, mas não deixa de ser a perfeita personificação deste fach. Para os mais imediatistas sua introdução nesta peça acontece por volta de 1:36 min e a agilidade de sua voz é melhor demonstrada de 2:45 min em diante.



É uma voz mais quente que a de Ewa, um registro de peito estrondosa, mas não tão escuro e uma agilidade mais fluída, com uma voz mais uniforme... O Contralto Lírico Coloratura é menos raro que o Dramático Coloratura, mas não deixa de ser singular.

Na música popular temos como exemplo de cantora, com características de um Contralto Coloratura em seu timbre, a saudosíssima Annie Lennox. Naturalmente sua voz é ágil e trás mais características do Lírico Coloratura, mas definitivamente isto é algo especulativo, não um exemplo perfeito como os de cima.



Este post fala exclusivamente Sobre Contraltos Coloratura, para outros tipos de Contraltos, clique aqui (Em breve).

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014


Artista / Banda: Florence Welch.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico.
Alcance Vocal: D3 - A6 (Ré três – Lá Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.

Alcance Pleno: D3 - B5 (Dó Três - Sí Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: E3 - B5 (Mí três – Sí Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 4 Notas.

Tessitura Vocal (Especulada): A3 – A5 (Lá Três – Lá Cinco).
Oitavas:  Oitavas.
Gêneros Musicais: NeoFolk, Pop Alternativo, Rock.

Nota mais aguda em Belting/Mix: F#5 (Fá Sustenido Cinco).

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


Como prometido, aqui está a análise vocal de Florence Welch, vocalista do projeto "Florence + The Machine". Com um timbre exótico, que vai de doce e claro ao rico e poderoso, Florence tem como marca vocal registrada seu vibrato incomum e suas cheias notas da quinta oitava executadas no mix de voz de peito.

Florence canta, com brilho e beleza, na região usual de um Mezzo-Soprano. Sua tessitura gira em torno de duas oitavas (Aproximadamente A3 - A5) e a coloração de sua voz é rica e quente (Como a de um usual Mezzo amadurecido) com um registro médio extremamente brilhante, lacrimoso, com evidentes passagens da voz de peito para a de cabeça. Como aprofundarei a seguir, os extremos de seu alcance ainda não estão totalmente polidos, mas por enquanto se atenham ao que citei anteriormente nesta performance ao vivo de seu maior sucesso, "The Dog Days Are Over":



É, por seus admiradores, atribuída uma qualidade poderosa, exótica e imponente a seu timbre. Isso se da por conta de seu vibrato extremamente veloz no topo de seu alcance em voz de peito e ao peso que se mantém nestas notas. A voz de Florence também é tida como algo que trás referências da música Assíria, Céltica e Nórdica, provavelmente por conta do som facilmente associado a épicas trilhas sonoras. Em sua gravação de "Breath Of Life" fica evidente suas influencias, mas não necessariamente deteriora sua identidade de interprete e compositora, já que suas instrumentações também trazem influencias do período Barroco em seus álbuns: 


Seu registro de peito tem peso considerável, mas definitivamente não é uma voz de grande dimensão em sua região média grave e grave em performances ao vivo. Florence definitivamente tem um dos timbres mais marcantes da indústria, mas "voz potente" não é o termo mais adequado para definir seu vocal, já que potência é ligada a volume e não a particularidades vocais. Em suas canções é fácil notar que sua voz, em sua região de brilho, tem volume, mas nada extremamente surpreendente neste quesito (O que de forma alguma diminui suas qualificações como interprete, já que, em música popular o uso de amplificação não natural, como um microfone, é algo extremamente comum, pois o timbre é valorizado acima de tudo):


Agilidade vocal é algo natural em seu canto. Sua técnica é exótica e aparentemente, boa parte desta, foi desenvolvida pela própria Florence pensando em sua estética (Vocal) pessoal. Como já citei, seu vibrato é extremamente veloz, sua habilidade em executar apogiaturas, mesmo em voz de peito, é extremamente fluida e complexas escalas podem ser vocalizadas pelo Mezzo-Soprano sem grandes problemas. Esta performance de "Lover To Lover" demonstra sua capacidade:


Seu registro superior (Falsete e voz de cabeça) é extenso, dispõe de quente coloração e é utilizado como complemento em seu canto.  Em voz de cabeça Florence Welch pode ir até por volta de um A5, mas a maioria das vezes que recorre ao registro superior o falsete ganha prioridade por conta do som almejado, que em suas canções é quase sempre delicadíssimo e angelical. 

Seguindo sem rigidez a semântica do sistema fach, pode-se dizer que Florence Welch tem em sua voz requisitos próximos a de um Mezzo-Soprano Lírico. Claramente nãos e trata de uma performer de Bel Canto e não dispõem de classificação vocal, mas usar de um sistema já pronto para melhor separar vozes Pop é algo comodo e une o útil ao agradável.

Pontos Negativos


O topo de seu alcance controlado em registro misto é de difícil acesso.

Sua região grave dispõe de pouco peso e volume.



Vocal Ranges



15:46 Sávio Alves

Artista / Banda: Florence Welch.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico.
Alcance Vocal: D3 - A6 (Ré três – Lá Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.

Alcance Pleno: D3 - B5 (Dó Três - Sí Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: E3 - B5 (Mí três – Sí Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 4 Notas.

Tessitura Vocal (Especulada): A3 – A5 (Lá Três – Lá Cinco).
Oitavas:  Oitavas.
Gêneros Musicais: NeoFolk, Pop Alternativo, Rock.

Nota mais aguda em Belting/Mix: F#5 (Fá Sustenido Cinco).

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


Como prometido, aqui está a análise vocal de Florence Welch, vocalista do projeto "Florence + The Machine". Com um timbre exótico, que vai de doce e claro ao rico e poderoso, Florence tem como marca vocal registrada seu vibrato incomum e suas cheias notas da quinta oitava executadas no mix de voz de peito.

Florence canta, com brilho e beleza, na região usual de um Mezzo-Soprano. Sua tessitura gira em torno de duas oitavas (Aproximadamente A3 - A5) e a coloração de sua voz é rica e quente (Como a de um usual Mezzo amadurecido) com um registro médio extremamente brilhante, lacrimoso, com evidentes passagens da voz de peito para a de cabeça. Como aprofundarei a seguir, os extremos de seu alcance ainda não estão totalmente polidos, mas por enquanto se atenham ao que citei anteriormente nesta performance ao vivo de seu maior sucesso, "The Dog Days Are Over":



É, por seus admiradores, atribuída uma qualidade poderosa, exótica e imponente a seu timbre. Isso se da por conta de seu vibrato extremamente veloz no topo de seu alcance em voz de peito e ao peso que se mantém nestas notas. A voz de Florence também é tida como algo que trás referências da música Assíria, Céltica e Nórdica, provavelmente por conta do som facilmente associado a épicas trilhas sonoras. Em sua gravação de "Breath Of Life" fica evidente suas influencias, mas não necessariamente deteriora sua identidade de interprete e compositora, já que suas instrumentações também trazem influencias do período Barroco em seus álbuns: 


Seu registro de peito tem peso considerável, mas definitivamente não é uma voz de grande dimensão em sua região média grave e grave em performances ao vivo. Florence definitivamente tem um dos timbres mais marcantes da indústria, mas "voz potente" não é o termo mais adequado para definir seu vocal, já que potência é ligada a volume e não a particularidades vocais. Em suas canções é fácil notar que sua voz, em sua região de brilho, tem volume, mas nada extremamente surpreendente neste quesito (O que de forma alguma diminui suas qualificações como interprete, já que, em música popular o uso de amplificação não natural, como um microfone, é algo extremamente comum, pois o timbre é valorizado acima de tudo):


Agilidade vocal é algo natural em seu canto. Sua técnica é exótica e aparentemente, boa parte desta, foi desenvolvida pela própria Florence pensando em sua estética (Vocal) pessoal. Como já citei, seu vibrato é extremamente veloz, sua habilidade em executar apogiaturas, mesmo em voz de peito, é extremamente fluida e complexas escalas podem ser vocalizadas pelo Mezzo-Soprano sem grandes problemas. Esta performance de "Lover To Lover" demonstra sua capacidade:


Seu registro superior (Falsete e voz de cabeça) é extenso, dispõe de quente coloração e é utilizado como complemento em seu canto.  Em voz de cabeça Florence Welch pode ir até por volta de um A5, mas a maioria das vezes que recorre ao registro superior o falsete ganha prioridade por conta do som almejado, que em suas canções é quase sempre delicadíssimo e angelical. 

Seguindo sem rigidez a semântica do sistema fach, pode-se dizer que Florence Welch tem em sua voz requisitos próximos a de um Mezzo-Soprano Lírico. Claramente nãos e trata de uma performer de Bel Canto e não dispõem de classificação vocal, mas usar de um sistema já pronto para melhor separar vozes Pop é algo comodo e une o útil ao agradável.

Pontos Negativos


O topo de seu alcance controlado em registro misto é de difícil acesso.

Sua região grave dispõe de pouco peso e volume.



Vocal Ranges



terça-feira, 23 de setembro de 2014


Artista: Azealia banks.
Canção: “Chansing Time”.
Do Álbum: “Broke With Expensive Taste”.
Gêneros Musicais: House, Rap.
Período de Gravação: 2014.
Lançamento: 22 de Setembro de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 5 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: Eb3 – C#5 (Mí Bemol 3 – Dó Sustenido 5).


Após um confronto direto com sua antiga gravadora, Azealia Banks retorna com um dos melhores lançamentos do ano, com a costumeira produção arrojada, de rico teor, mostrando novamente sua voz de forma melódica, contrastando com a irônica e selvagem "Heavy Metal e Reflective".


Com boas demonstrações da cavernosa voz de Azealia Banks, que ao contrário da maioria das rappers da atualidade, fraseia suas canções em tons graves em estúdio, a canção se desenvolve com boas intercalações entre o rap e as belíssimas frases melódicas. Como sempre, o background é extremamente rico e bem produzido, tanto que nenhuma rapper da atualidade tem culhões para tentar igualar suas capacidades vocais com as de Banks, que fortunadamente foi abençoada com um raro timbre vocal e um alcance controlado considerável.

Ao vivo, Azealia já demonstrou ter pleno controle sobre sua voz para interpretar sua nova canção e aparentemente a saída da antiga gravadora lhe proporcionou mais energia para sua turnê preview. Para melhor ser ouvida foi utilizada uma base com o fraseado para que que Azealia pude-se fazer diferente da versão de estúdio neste particular período de suas canções, fraseando de forma menos calma e leve.



O que se pode tirar desta canção é que, definitivamente, temos aqui um prodígio, de talento mais afiado que a língua, com um álbum que , segundo a própria, vai de ópera ao rap e que Azealia pode trazer a tona ao cenário música o que desapareceu com Lauryn Hill, uma voz grandiosa que pode, por si só, fazer a perfeita formula de "featurings" sozinha.



16:54 Sávio Alves

Artista: Azealia banks.
Canção: “Chansing Time”.
Do Álbum: “Broke With Expensive Taste”.
Gêneros Musicais: House, Rap.
Período de Gravação: 2014.
Lançamento: 22 de Setembro de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 5 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: Eb3 – C#5 (Mí Bemol 3 – Dó Sustenido 5).


Após um confronto direto com sua antiga gravadora, Azealia Banks retorna com um dos melhores lançamentos do ano, com a costumeira produção arrojada, de rico teor, mostrando novamente sua voz de forma melódica, contrastando com a irônica e selvagem "Heavy Metal e Reflective".


Com boas demonstrações da cavernosa voz de Azealia Banks, que ao contrário da maioria das rappers da atualidade, fraseia suas canções em tons graves em estúdio, a canção se desenvolve com boas intercalações entre o rap e as belíssimas frases melódicas. Como sempre, o background é extremamente rico e bem produzido, tanto que nenhuma rapper da atualidade tem culhões para tentar igualar suas capacidades vocais com as de Banks, que fortunadamente foi abençoada com um raro timbre vocal e um alcance controlado considerável.

Ao vivo, Azealia já demonstrou ter pleno controle sobre sua voz para interpretar sua nova canção e aparentemente a saída da antiga gravadora lhe proporcionou mais energia para sua turnê preview. Para melhor ser ouvida foi utilizada uma base com o fraseado para que que Azealia pude-se fazer diferente da versão de estúdio neste particular período de suas canções, fraseando de forma menos calma e leve.



O que se pode tirar desta canção é que, definitivamente, temos aqui um prodígio, de talento mais afiado que a língua, com um álbum que , segundo a própria, vai de ópera ao rap e que Azealia pode trazer a tona ao cenário música o que desapareceu com Lauryn Hill, uma voz grandiosa que pode, por si só, fazer a perfeita formula de "featurings" sozinha.



domingo, 21 de setembro de 2014


Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Barítonos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Barítonos toda semana):

Boy George
Brian (Uma família da Pesada)
Ed Motta
Frank Sinatra
Frank Sinatra Jr
Jairo Bonfim
Jeffre Star
Michael Bublé
Thalles Roberton
Tim Maia
Toni Bennett



16:21 Sávio Alves

Para facilitar a vida dos leitores, que aguardam por análises vocais para saber a possível classificação de um de seus cantores favoritos, criaremos um post deste tipo para cada uma das vozes existentes para separar todos os cantores da música Pop por tipo de voz. Aqui estão presentes os Barítonos (Este post será semanalmente atualizado com mais 9 Barítonos toda semana):

Boy George
Brian (Uma família da Pesada)
Ed Motta
Frank Sinatra
Frank Sinatra Jr
Jairo Bonfim
Jeffre Star
Michael Bublé
Thalles Roberton
Tim Maia
Toni Bennett




Eu, com minha horrível voz falada, fiz algumas perguntas sobre interpretação, inspirações e anseios para Natália Aurea, que graças a seu trabalho de educação musical na internet, tornou-se o mais famoso Soprano do país. Nesta entrevista Natália fala sobre bons professores de todo o Brasil, sobre sua gradativa mudança de classificação vocal de Soprano Leggero para Lírico Leggero e em breve Lírico e sobre os efeitos de impasses emocionais na voz humana.



Atualmente em um dos maiores coros do país, performa corriqueiramente em todo o Brasil principalmente em São Paulo; vale frisar que o Soprano já estudou canto com os melhores professores do país e do exterior e regularmente publica em sua conta do Youtube vídeos de técnica vocal e incentivos para jovens cantores.



Se você gostou do trabalho de Natália, pode garantir já o seu ingresso para um show ao vivo, que será transmitido na plataforma virtual online do "Netshowme" que acontece nesta terça-feira (Mais informações clicando aqui).



10:57 Sávio Alves

Eu, com minha horrível voz falada, fiz algumas perguntas sobre interpretação, inspirações e anseios para Natália Aurea, que graças a seu trabalho de educação musical na internet, tornou-se o mais famoso Soprano do país. Nesta entrevista Natália fala sobre bons professores de todo o Brasil, sobre sua gradativa mudança de classificação vocal de Soprano Leggero para Lírico Leggero e em breve Lírico e sobre os efeitos de impasses emocionais na voz humana.



Atualmente em um dos maiores coros do país, performa corriqueiramente em todo o Brasil principalmente em São Paulo; vale frisar que o Soprano já estudou canto com os melhores professores do país e do exterior e regularmente publica em sua conta do Youtube vídeos de técnica vocal e incentivos para jovens cantores.



Se você gostou do trabalho de Natália, pode garantir já o seu ingresso para um show ao vivo, que será transmitido na plataforma virtual online do "Netshowme" que acontece nesta terça-feira (Mais informações clicando aqui).



sábado, 20 de setembro de 2014


Artista / Banda: Grace Jones.
Classificação Vocal: Mezzo-ContraltoContralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Dramático - Contralto Dramático.
Alcance Vocal: F#1 - C7 (Fá Sustenido Um – Dó Sete).
Oitavas: 5 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Pleno: C2 - Eb6 (Dó Dois - Mí Bemol Seis).
Oitavas: 4 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom.

Alcance Controlado: A2 - G#6 (Lá Dois – Sol Sustenido 6).
Oitavas: 3 Oitavas, 6 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada até 1985): Eb3 – A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal 
(Especulada de 1989 em diante): D3 – F5 (Ré Três – Fá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Disco, Dance, Trip Hop.

Nota mais aguda em Belting/Mix: C6 (Dó Seis).

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.



Com um vídeo de vocal range (Extensão vocal) pronto, eu não poderia deixar de fazer um post especial para esta, que é uma das mais importantes e inspiradoras cantoras de todos os tempos. Grace Jones é uma das mais famosas modelos do fim dos anos 70 e início dos 80, entrando com louvor no mercado fonográfico, deixando sua marca na música mundial, exibindo um vocal poderoso e imponente.

Apresentações feitas vamos a análise... Gosto de pensar na classificação vocal de Grace Jones em diferentes períodos. Sua voz está no mercado a mais de 30 anos e passou por diversas mudanças, trocando de tessitura, ganhando peso e experiência; por esta razão Grace já passeou por duas distintas classificações vocais, sendo ela Mezzo-Soprano (Mezzo 2, Mezzo grave ou Mezzo-Contralto) e Contralto. De 1977, com sua entrada no mercado, até o ano de 1986 não há dúvidas que sua voz se encaixa bem no naipe dos Mezzo-Sopranos, com uma coloração escura e uniforme, tendo brilho intenso na região da 3ª e 4ª oitava, sendo apta a adentrar a 5ª e até mesmo a 6ª oitava utilizando o Mix.




As notas agudas eram abundantes em voz plena, porém, Grace sempre foi mais confortável cantando notas costumeiras da tessitura de um Tenor, entrando na região mais grave da 3ª e 2ª oitava enquanto recitava versos sombrios. Em sua fase de Contralto, tais notas naturalmente se tornaram ainda mais sombrias e cavernosas, enquanto sua região aguda e médio aguda, em voz de peito, se tornava menos brilhante e bem mais agressiva.

Grace não utilizava a voz de cabeça com frequência em suas canções, mas em sua fase mais tardia este registro passou a ter mais destaque, sendo utilizado em algumas ornamentações e até sustentadas por alguns segundos em algumas raras ocasiões.

Sua voz sempre foi de grande tamanho, sendo apta a se destacar em meio a um coro com facilidade devido as particularidades de seu timbre e a potência de sua voz. Em canções como "La Vie En Rose" em sua fase Mezzo-Contralto e "Kicked Around" como Contralto, demonstram bem a proporção da voz da jamaicana. 


Mesmo na flor da idade, como podem ver no vídeo acima, sua voz já era poderosíssima e de imensurável tamanho. Após a mudança de voz fica claro que sua voz tornou-se mais fechada e estrondosa, neste vídeo além de mostrar a perfeita transição de Mezzo para Contralto, deixa também evidente as qualidades raras de sua voz:


Falado dos registros vocais separadamente, o que mais se destaca em Grace Jones é claramente o de peito, principalmente na região grave, onde sua região de brilho fica evidente, tanto no fraseado, que facilmente adentra a segunda oitava, como nas demonstrações de notas graves durante frases melódicas agitadas ou não. Canções como "Corporate Cannibal", "Seduction Surrender" e "On My Way" são exemplos de fraseado na segunda oitava, enquanto "Slave To The Rythm" "I've Seen That Face Before" de graves executados de forma melódica. A região aguda de tal registro era obviamente mais brilhante na década de 70 até o fim da de 80, passando por grades mudanças em 89 no disco "Bulletproof Heart", o "divisor de águas", quando Grace passa de Mezzo a Contralto e onde sua voz retornou ao mercado após um hiato de 3 anos sem inéditas, com graves mais pesados e agudos (Mix/Belting) de difícil acesso, menos metálicos e mais ricos.

Com os anos de desgaste na voz de Grace, os efeitos presbifônicos foram se agravando por conta da idade. Inevitavelmente perde-se estamina e poder vocal com o tempo, mas com 66 anos de idade Grace ainda executa com extrema beleza os graves de suas canções, deixando a desejar apenas nas canções que exigem notas agudas, sendo que Grace as interpreta no tom original para o divertimento de seu público. Tenho plena certeza de que Grace Jones atualmente foca no divertimento do público em a ver interpretar seus antigos sucessos e só pode interpretar com excelência seu repertório atual (É difícil cantar "Pull Up To The Bumper" na casa dos 60 anos).


Como uma das maiores cantoras de todos os tempos, preciso dizer que Grace ainda é apta a cantar, desde que apenas notas graves. Um bom exemplo disso é a perfeita interpretação de "Slave To The Rhythm", na qual Grace exibia sua voz cantando e rodando um Bambolê ao mesmo tempo sem deixar a desejar um momento sequer dois anos atrás (64 anos) em Londres.


Grace Jones tem um alcance vocal totalizado de 5 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom., partindo de um Fá Sustenido em fry (F#1) até um Dó Sete em Whistle. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 3 Oitavas, 6 Notas e 1 Semitom deste alcance, partindo do Lá 2 até o Sol Sustenido 6. Sua tessitura mudou com os anos de carreira, já que, na juventude começava em um Mí Bemol grave (Eb3) e se estendia até um lá agudo (A5), em sua false Contralto o alcance basicamente ganhou meio tom grave (D3) e perdeu algumas notas agudas (Ficando no F5).


Pontos Negativos

Registro superior em mix é acessado com dificuldade.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).



13:36 Sávio Alves

Artista / Banda: Grace Jones.
Classificação Vocal: Mezzo-ContraltoContralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Dramático - Contralto Dramático.
Alcance Vocal: F#1 - C7 (Fá Sustenido Um – Dó Sete).
Oitavas: 5 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Pleno: C2 - Eb6 (Dó Dois - Mí Bemol Seis).
Oitavas: 4 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom.

Alcance Controlado: A2 - G#6 (Lá Dois – Sol Sustenido 6).
Oitavas: 3 Oitavas, 6 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada até 1985): Eb3 – A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal 
(Especulada de 1989 em diante): D3 – F5 (Ré Três – Fá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Disco, Dance, Trip Hop.

Nota mais aguda em Belting/Mix: C6 (Dó Seis).

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.



Com um vídeo de vocal range (Extensão vocal) pronto, eu não poderia deixar de fazer um post especial para esta, que é uma das mais importantes e inspiradoras cantoras de todos os tempos. Grace Jones é uma das mais famosas modelos do fim dos anos 70 e início dos 80, entrando com louvor no mercado fonográfico, deixando sua marca na música mundial, exibindo um vocal poderoso e imponente.

Apresentações feitas vamos a análise... Gosto de pensar na classificação vocal de Grace Jones em diferentes períodos. Sua voz está no mercado a mais de 30 anos e passou por diversas mudanças, trocando de tessitura, ganhando peso e experiência; por esta razão Grace já passeou por duas distintas classificações vocais, sendo ela Mezzo-Soprano (Mezzo 2, Mezzo grave ou Mezzo-Contralto) e Contralto. De 1977, com sua entrada no mercado, até o ano de 1986 não há dúvidas que sua voz se encaixa bem no naipe dos Mezzo-Sopranos, com uma coloração escura e uniforme, tendo brilho intenso na região da 3ª e 4ª oitava, sendo apta a adentrar a 5ª e até mesmo a 6ª oitava utilizando o Mix.




As notas agudas eram abundantes em voz plena, porém, Grace sempre foi mais confortável cantando notas costumeiras da tessitura de um Tenor, entrando na região mais grave da 3ª e 2ª oitava enquanto recitava versos sombrios. Em sua fase de Contralto, tais notas naturalmente se tornaram ainda mais sombrias e cavernosas, enquanto sua região aguda e médio aguda, em voz de peito, se tornava menos brilhante e bem mais agressiva.

Grace não utilizava a voz de cabeça com frequência em suas canções, mas em sua fase mais tardia este registro passou a ter mais destaque, sendo utilizado em algumas ornamentações e até sustentadas por alguns segundos em algumas raras ocasiões.

Sua voz sempre foi de grande tamanho, sendo apta a se destacar em meio a um coro com facilidade devido as particularidades de seu timbre e a potência de sua voz. Em canções como "La Vie En Rose" em sua fase Mezzo-Contralto e "Kicked Around" como Contralto, demonstram bem a proporção da voz da jamaicana. 


Mesmo na flor da idade, como podem ver no vídeo acima, sua voz já era poderosíssima e de imensurável tamanho. Após a mudança de voz fica claro que sua voz tornou-se mais fechada e estrondosa, neste vídeo além de mostrar a perfeita transição de Mezzo para Contralto, deixa também evidente as qualidades raras de sua voz:


Falado dos registros vocais separadamente, o que mais se destaca em Grace Jones é claramente o de peito, principalmente na região grave, onde sua região de brilho fica evidente, tanto no fraseado, que facilmente adentra a segunda oitava, como nas demonstrações de notas graves durante frases melódicas agitadas ou não. Canções como "Corporate Cannibal", "Seduction Surrender" e "On My Way" são exemplos de fraseado na segunda oitava, enquanto "Slave To The Rythm" "I've Seen That Face Before" de graves executados de forma melódica. A região aguda de tal registro era obviamente mais brilhante na década de 70 até o fim da de 80, passando por grades mudanças em 89 no disco "Bulletproof Heart", o "divisor de águas", quando Grace passa de Mezzo a Contralto e onde sua voz retornou ao mercado após um hiato de 3 anos sem inéditas, com graves mais pesados e agudos (Mix/Belting) de difícil acesso, menos metálicos e mais ricos.

Com os anos de desgaste na voz de Grace, os efeitos presbifônicos foram se agravando por conta da idade. Inevitavelmente perde-se estamina e poder vocal com o tempo, mas com 66 anos de idade Grace ainda executa com extrema beleza os graves de suas canções, deixando a desejar apenas nas canções que exigem notas agudas, sendo que Grace as interpreta no tom original para o divertimento de seu público. Tenho plena certeza de que Grace Jones atualmente foca no divertimento do público em a ver interpretar seus antigos sucessos e só pode interpretar com excelência seu repertório atual (É difícil cantar "Pull Up To The Bumper" na casa dos 60 anos).


Como uma das maiores cantoras de todos os tempos, preciso dizer que Grace ainda é apta a cantar, desde que apenas notas graves. Um bom exemplo disso é a perfeita interpretação de "Slave To The Rhythm", na qual Grace exibia sua voz cantando e rodando um Bambolê ao mesmo tempo sem deixar a desejar um momento sequer dois anos atrás (64 anos) em Londres.


Grace Jones tem um alcance vocal totalizado de 5 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom., partindo de um Fá Sustenido em fry (F#1) até um Dó Sete em Whistle. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 3 Oitavas, 6 Notas e 1 Semitom deste alcance, partindo do Lá 2 até o Sol Sustenido 6. Sua tessitura mudou com os anos de carreira, já que, na juventude começava em um Mí Bemol grave (Eb3) e se estendia até um lá agudo (A5), em sua false Contralto o alcance basicamente ganhou meio tom grave (D3) e perdeu algumas notas agudas (Ficando no F5).


Pontos Negativos

Registro superior em mix é acessado com dificuldade.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).



quinta-feira, 18 de setembro de 2014


"Cheek To Cheek" é um álbum de jazz repleto de regravações incríveis. Entoado por Tony Bennett e Lady Gaga, este projeto deixa claro que as habilidades vocais de ambos em tal estilo é primorosa, mostrando que o barítono continua apto a cantar melodicamente e que o Mezzo está em seu apogeu vocal, juntando forças para gravar um dos melhores álbuns que já tive o prazer de ouvir, até agora o álbum do ano.

Neste projeto Gaga, sem efeitos e instrumentais que apagam dividem o foco com sua identidade vocal, demonstra com extrema precisão que é uma verdadeira vocalista e não só uma estrela Pop mundialmente famosa, aqui não existe margens para questionar seu talento vocal, tudo é atirado a face do ouvinte! Já Tony, lançado em outro tempo,  só demonstra que, além de inspirar a geração que hoje está nos holofotes, é um excelentíssimo interprete que conhece suas capacidades vocais mesmo com o peso da idade.


A busca por novos horizonte é notável. Tony sempre usando de sua voz de peito percorre "Cheek To Cheek" com os costumeiros tons irônicos e apaixonados do Jazz, enquanto Gaga, como interprete feminina, tem mais liberdade e fortunadamente mais estamina por conta da juventude, para percorrer absolutamente tudo o que sua voz tem a oferecer. Gaga procura por sons andrógenos, suaves, escuros, claros, doces ao extremo e agressivos na medida certa durante todo o álbum, enquanto Tony mantém sua interpretação belíssima no decorrer das impecáveis faixas deste "vinil contemporâneo".


A instrumentação é usual e não procura destorcer a original energia do estilo ao qual se propôs a adentrar. A dupla não procura explorar herméticas formas de trazer de volta a energia do Jazz ao meio mainstream, a intensão claramente foi jogar a mesa, com a qualidade tecnológica de nosso tempo, parte da energia do estilo original.

Simplesmente duvido que algum projeto lançado ainda este ano consiga atingir este nível de perfeição. Lady Gaga trouxe de volta a mídia de massa mundial uma das maiores estrelas do Jazz de todos os tempos e não só aproveitou da experiência deste, como também contribuiu significativamente para a obra como um todo. "Cheek To Cheek" é simplesmente magnífico em sua essência e corpo.



11:01 Sávio Alves

"Cheek To Cheek" é um álbum de jazz repleto de regravações incríveis. Entoado por Tony Bennett e Lady Gaga, este projeto deixa claro que as habilidades vocais de ambos em tal estilo é primorosa, mostrando que o barítono continua apto a cantar melodicamente e que o Mezzo está em seu apogeu vocal, juntando forças para gravar um dos melhores álbuns que já tive o prazer de ouvir, até agora o álbum do ano.

Neste projeto Gaga, sem efeitos e instrumentais que apagam dividem o foco com sua identidade vocal, demonstra com extrema precisão que é uma verdadeira vocalista e não só uma estrela Pop mundialmente famosa, aqui não existe margens para questionar seu talento vocal, tudo é atirado a face do ouvinte! Já Tony, lançado em outro tempo,  só demonstra que, além de inspirar a geração que hoje está nos holofotes, é um excelentíssimo interprete que conhece suas capacidades vocais mesmo com o peso da idade.


A busca por novos horizonte é notável. Tony sempre usando de sua voz de peito percorre "Cheek To Cheek" com os costumeiros tons irônicos e apaixonados do Jazz, enquanto Gaga, como interprete feminina, tem mais liberdade e fortunadamente mais estamina por conta da juventude, para percorrer absolutamente tudo o que sua voz tem a oferecer. Gaga procura por sons andrógenos, suaves, escuros, claros, doces ao extremo e agressivos na medida certa durante todo o álbum, enquanto Tony mantém sua interpretação belíssima no decorrer das impecáveis faixas deste "vinil contemporâneo".


A instrumentação é usual e não procura destorcer a original energia do estilo ao qual se propôs a adentrar. A dupla não procura explorar herméticas formas de trazer de volta a energia do Jazz ao meio mainstream, a intensão claramente foi jogar a mesa, com a qualidade tecnológica de nosso tempo, parte da energia do estilo original.

Simplesmente duvido que algum projeto lançado ainda este ano consiga atingir este nível de perfeição. Lady Gaga trouxe de volta a mídia de massa mundial uma das maiores estrelas do Jazz de todos os tempos e não só aproveitou da experiência deste, como também contribuiu significativamente para a obra como um todo. "Cheek To Cheek" é simplesmente magnífico em sua essência e corpo.



quarta-feira, 17 de setembro de 2014


Hoje venho lhes falar a respeito da voz feminina mais rara do mundo. Contraltos, por natureza são raríssimos na música erudita, a subclassificação Dramática é ainda mais rara, sendo este o tipo mais raro existente de voz feminina junto à Assoluta. O timbre de um verdadeiro Contralto Profundo é extremamente andrógeno e em registro de peito é parecido com o de um tenor convencional. Nos exemplos que virão, fica fácil notar a androgenia do timbre.

Seu registro agudo é explorado com frequência até por volta do Mí 5 e isso não é ultrapassado com tanta frequência, pelo menos não em uma frase melódica bem definida, a não ser que uma peça ou personagem exija maior quantidade de agilidade e ornamentos. A proximidade com a voz masculina é incrível, por conta disso agudos podem ser um problema para algumas interpretes de vozes tão robustas, porém geralmente esta classificação só se dá em interpretes de idade mais avançada (Por conta do amadurecimento vocal) e por consequência já trazem maior experiência técnica.




O tipo "puro" Dramático é pouco ágil a princípio e dispõe de uma voz maior lacrimosa. O repertório para este tipo de Contralto é pequeno se comparado ao de um Soprano ou Mezzo, uma mulher com uma voz tão grave é algo extremamente incomum, por isso não se tinha a disposição dos compositores tais vozes. No entanto, é importante ser versátil e interpretar peças para Contralto Lírico, Mezzo-Sopranos Dramáticos ou abusar de peças de recital (Onde a transposição de tom não é tão mal vista). Ewa Podles é um perfeito exemplo de Contralto Dramático que desenvolveu Coloratura:



Como podem ver, Ewa é uma interprete extremamente bem treinada e consegue adentrar a região do barítono em voz de peito e na do Soprano em seu registro superior, com projeção, qualidade e poder (Uma voz privilegiada). O registro inferior deste tipo de voz é extremamente extenso, normalmente a tessitura é de mais de 2 Oitavas, começando do Dó 3 até o Mí 5.

Como sempre digo, vozes populares não dispõe de classificações vocais totalmente firmadas, mas algumas vozes mostram fortes indícios de que um Fach pode "ser aplicado" a esta voz. Galina Baranova é um perfeito exemplo de voz andrógena, gravíssima e de pouca agilidade:



Como podem ver sua voz atende por semântica os citados requisitos de um Contralto Dramático, mesmo não sendo uma interprete de música erudita. 


Agora vamos a um possível exemplo de maturação:



No vídeo acima postei a incrível performance de Juliana Strangelove, que ainda (Por incrível que pareça) não pode ser considerada um possível Contralto Dramático, mas já dispõe em seu timbre diversos sinais de que esta é uma possível classificação futura. Por se tratar de uma voz tão especial, demonstrei um exemplo de possível dramático com voz amadurecida, uma em processo de transformação e agora demonstrarei um exemplo de antes e depois de uma mulher que adquiriu características acima citadas, neste caso Grace Jones:



Neste tempo (Vídeo acima) Grace ainda tinha mais características de um Mezzo-Soprano, mas atualmente basta ouvir sua voz para notar a diferença, sua transição vocal ocorreu no fim dos anos 80:



 Esta postagem fala a respeito dos Contraltos Profundos. Para outros tipos de Contralto clique aqui (Em breve).


12:39 Sávio Alves

Hoje venho lhes falar a respeito da voz feminina mais rara do mundo. Contraltos, por natureza são raríssimos na música erudita, a subclassificação Dramática é ainda mais rara, sendo este o tipo mais raro existente de voz feminina junto à Assoluta. O timbre de um verdadeiro Contralto Profundo é extremamente andrógeno e em registro de peito é parecido com o de um tenor convencional. Nos exemplos que virão, fica fácil notar a androgenia do timbre.

Seu registro agudo é explorado com frequência até por volta do Mí 5 e isso não é ultrapassado com tanta frequência, pelo menos não em uma frase melódica bem definida, a não ser que uma peça ou personagem exija maior quantidade de agilidade e ornamentos. A proximidade com a voz masculina é incrível, por conta disso agudos podem ser um problema para algumas interpretes de vozes tão robustas, porém geralmente esta classificação só se dá em interpretes de idade mais avançada (Por conta do amadurecimento vocal) e por consequência já trazem maior experiência técnica.




O tipo "puro" Dramático é pouco ágil a princípio e dispõe de uma voz maior lacrimosa. O repertório para este tipo de Contralto é pequeno se comparado ao de um Soprano ou Mezzo, uma mulher com uma voz tão grave é algo extremamente incomum, por isso não se tinha a disposição dos compositores tais vozes. No entanto, é importante ser versátil e interpretar peças para Contralto Lírico, Mezzo-Sopranos Dramáticos ou abusar de peças de recital (Onde a transposição de tom não é tão mal vista). Ewa Podles é um perfeito exemplo de Contralto Dramático que desenvolveu Coloratura:



Como podem ver, Ewa é uma interprete extremamente bem treinada e consegue adentrar a região do barítono em voz de peito e na do Soprano em seu registro superior, com projeção, qualidade e poder (Uma voz privilegiada). O registro inferior deste tipo de voz é extremamente extenso, normalmente a tessitura é de mais de 2 Oitavas, começando do Dó 3 até o Mí 5.

Como sempre digo, vozes populares não dispõe de classificações vocais totalmente firmadas, mas algumas vozes mostram fortes indícios de que um Fach pode "ser aplicado" a esta voz. Galina Baranova é um perfeito exemplo de voz andrógena, gravíssima e de pouca agilidade:



Como podem ver sua voz atende por semântica os citados requisitos de um Contralto Dramático, mesmo não sendo uma interprete de música erudita. 


Agora vamos a um possível exemplo de maturação:



No vídeo acima postei a incrível performance de Juliana Strangelove, que ainda (Por incrível que pareça) não pode ser considerada um possível Contralto Dramático, mas já dispõe em seu timbre diversos sinais de que esta é uma possível classificação futura. Por se tratar de uma voz tão especial, demonstrei um exemplo de possível dramático com voz amadurecida, uma em processo de transformação e agora demonstrarei um exemplo de antes e depois de uma mulher que adquiriu características acima citadas, neste caso Grace Jones:



Neste tempo (Vídeo acima) Grace ainda tinha mais características de um Mezzo-Soprano, mas atualmente basta ouvir sua voz para notar a diferença, sua transição vocal ocorreu no fim dos anos 80:



 Esta postagem fala a respeito dos Contraltos Profundos. Para outros tipos de Contralto clique aqui (Em breve).