quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Hoje venho lhes falar a respeito dos Mezzo-Sopranos Coloratura, tanto os dramáticos como os líricos. Este que se destaca por conta da virtuosa habilidade em reproduzir com louvor e facilidade passagens de registro complexas, em andamentos velozes e altíssimas tessitura é o mais requisitado Mezzo-Soprano nas famosas casas de ópera.

Com uma voz versátil, que constantemente ultrapassa o famoso Sol agudos das vozes médias. Esta, dentre as vozes femininas, é a que mais tem facilidade em interpretar papéis escritos para os extintos Castrati pela facilidade em "modificar a coloração" da própria voz, enfrentar complexas coloraturas sem perde potencia vocal e grande capacidade respiratória (Explorada com os anos de prática em repertórios diversos). Não é incomum encontrar Mezzos deste tipo solando árias escritas para Sopranos de voz pesada, já que sua tessitura abrange o famoso "C Soprano Fach" (C6), porém em coros geralmente brilham em seu naipe de origem.




O Mezzo-Soprano Dramático Coloratura é o mais raro existente dentre seus vizinhos de naipe. Por dispor de uma voz de grande tamanho, papel cênico versátil (Com ênfase em dramáticas e maduras interpretações) e uma aptidão completamente fora do comum para cheíssimas notas agudas e graves, é quase insano que uma voz tão pesada consiga executar fluídas passagens de registros e complexas melodias sem perder sua qualidade incrivelmente ressonante. O melhor exemplo de tal tipo de Mezzo-Soprano é a interprete Marilyn Horne, que dispunha de um timbre extremamente apreciado no século XX e uma voz única.



Como podem ver, sua voz não é tão fechada e cálida como a de um puro Mezzo-Soprano Dramático e nem quente como a de um lírico, lhe conferindo um timbre diferenciado e uma gama de papeis ainda maior que os dois citados.

Já o Lírico Coloratura é mais comum, porém não menos agradável e virtuoso, muito pelo contrário já que sua fisiologia lhe confere um timbre menos homogêneo e a coloratura tem maior riqueza de diferença nas colorações em sua execução, trazendo graves extremamente escuros e agudos leves e de quente coloratura. Joyce DiDonato é um perfeito exemplo de tal sub-classificação vocal, sendo atualmente uma das melhores atrizes e cantoras de nosso tempo.



Já em interpretes populares o sistema Fach não se aplica com grande eficácia e precisão e pode sim haver equívocos já que o cantor erudito não canta de forma próxima da fala, mas existem certas características interessantes em vozes populares que nos fazem os comparar com verdadeiros interpretes de música erudita. Levando em conta certas características pode-se dizer que Beyoncé está próxima de um Mezzo-Soprano Dramático.



Já Celine Dion dispõem de um timbre extremamente único e dispõem de qualidades "híbridas" em sua voz, mas creio que se encaixa de certa forma com os Mezzo-Sopranos Líricos Coloratura.



12:27 Sávio Alves

Hoje venho lhes falar a respeito dos Mezzo-Sopranos Coloratura, tanto os dramáticos como os líricos. Este que se destaca por conta da virtuosa habilidade em reproduzir com louvor e facilidade passagens de registro complexas, em andamentos velozes e altíssimas tessitura é o mais requisitado Mezzo-Soprano nas famosas casas de ópera.

Com uma voz versátil, que constantemente ultrapassa o famoso Sol agudos das vozes médias. Esta, dentre as vozes femininas, é a que mais tem facilidade em interpretar papéis escritos para os extintos Castrati pela facilidade em "modificar a coloração" da própria voz, enfrentar complexas coloraturas sem perde potencia vocal e grande capacidade respiratória (Explorada com os anos de prática em repertórios diversos). Não é incomum encontrar Mezzos deste tipo solando árias escritas para Sopranos de voz pesada, já que sua tessitura abrange o famoso "C Soprano Fach" (C6), porém em coros geralmente brilham em seu naipe de origem.




O Mezzo-Soprano Dramático Coloratura é o mais raro existente dentre seus vizinhos de naipe. Por dispor de uma voz de grande tamanho, papel cênico versátil (Com ênfase em dramáticas e maduras interpretações) e uma aptidão completamente fora do comum para cheíssimas notas agudas e graves, é quase insano que uma voz tão pesada consiga executar fluídas passagens de registros e complexas melodias sem perder sua qualidade incrivelmente ressonante. O melhor exemplo de tal tipo de Mezzo-Soprano é a interprete Marilyn Horne, que dispunha de um timbre extremamente apreciado no século XX e uma voz única.



Como podem ver, sua voz não é tão fechada e cálida como a de um puro Mezzo-Soprano Dramático e nem quente como a de um lírico, lhe conferindo um timbre diferenciado e uma gama de papeis ainda maior que os dois citados.

Já o Lírico Coloratura é mais comum, porém não menos agradável e virtuoso, muito pelo contrário já que sua fisiologia lhe confere um timbre menos homogêneo e a coloratura tem maior riqueza de diferença nas colorações em sua execução, trazendo graves extremamente escuros e agudos leves e de quente coloratura. Joyce DiDonato é um perfeito exemplo de tal sub-classificação vocal, sendo atualmente uma das melhores atrizes e cantoras de nosso tempo.



Já em interpretes populares o sistema Fach não se aplica com grande eficácia e precisão e pode sim haver equívocos já que o cantor erudito não canta de forma próxima da fala, mas existem certas características interessantes em vozes populares que nos fazem os comparar com verdadeiros interpretes de música erudita. Levando em conta certas características pode-se dizer que Beyoncé está próxima de um Mezzo-Soprano Dramático.



Já Celine Dion dispõem de um timbre extremamente único e dispõem de qualidades "híbridas" em sua voz, mas creio que se encaixa de certa forma com os Mezzo-Sopranos Líricos Coloratura.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Hoje, mais cedo, perguntei a vocês se gostam de Back Vocals e a repercussão foi SUPERBOA!
Particularmente, prefiro o background a o centro do palco rs

Mas, vamos lá!

Antes de tudo, para esclarecer, Back Vocal é, literalmente, “Voz Atrás”, voz de apoio.
O principal objetivo de um Back Vocal é apoiar, oferecer suporte e reforço para o principal ou aos principais solistas da peça musical. De um modo geral, o Back Vocal serve para embelezar a melodia e o cântico.

Um back vocal pode ser constituído por várias “vozes” (tonalidades), como num coral, onde diversas linhas melódicas são cantadas basicamente pelas vozes de soprano, contralto, tenor e baixo.
Eles podem não só complementar harmonicamente a escrita musical como, também, podem reproduzir a principal linha melódica.
Muitos os chamam de Background, que é o nome que se dá às partes secundárias ou não solistas de uma peça musical, seja cantada ou apenas instrumental.

Bom, feita a explicação, vamos à apresentação dos DOIS melhores Back Vocals escolhidos por vocês: Um representando o Popular e outro reprensentando o Gospel.

1 – THE MAMAS.


Esse poderoso trio Back Vocal dá suporte à cantora Beyoncé.
Crystal Collins, Montina Cooper e Tiffany Riddick são, respectivamente, no Back Vocal, contralto, tenor e soprano.
Elas possuem amplas técnicas vocais que são demonstradas em suas performances solo nas turnês da sua patroa.
São extremamente profissionais e exercem papel fundamental nas performances de Beyoncé.



2 – PAULO ZUCKINI, PALOMA POSSI e JANEH MAGALHÃES.



Representando o Brasil, esse trio é constantemente encontrado em gravações/apresentações.
Paulo Zuckini, como tenor, Paloma Paloma, como soprano e Janeh Magalhães, como contralto, fazem o típico back vocal gospel “da pesada”.  Acostumados a fazerem altíssimos (tom) Backings, os três são sempre procurados para darem potência às canções no estilo ou próximo do Black Music e por, também, serem cantores desse estilo e possuírem amplo conhecimento musical.
Individualmente, têm técnicas apuradíssimas e, por isso, adquiriram sucesso/reconhecimento no meio Black Music Gospel.



Há outros Back Vocals por aí que são ótimos, como os da Mariah Carey, do Eric Clapton e da Jessie J. Vale a pena procurar saber um pouco mais sobre eles.
18:51 Jansem Rodrigues
Hoje, mais cedo, perguntei a vocês se gostam de Back Vocals e a repercussão foi SUPERBOA!
Particularmente, prefiro o background a o centro do palco rs

Mas, vamos lá!

Antes de tudo, para esclarecer, Back Vocal é, literalmente, “Voz Atrás”, voz de apoio.
O principal objetivo de um Back Vocal é apoiar, oferecer suporte e reforço para o principal ou aos principais solistas da peça musical. De um modo geral, o Back Vocal serve para embelezar a melodia e o cântico.

Um back vocal pode ser constituído por várias “vozes” (tonalidades), como num coral, onde diversas linhas melódicas são cantadas basicamente pelas vozes de soprano, contralto, tenor e baixo.
Eles podem não só complementar harmonicamente a escrita musical como, também, podem reproduzir a principal linha melódica.
Muitos os chamam de Background, que é o nome que se dá às partes secundárias ou não solistas de uma peça musical, seja cantada ou apenas instrumental.

Bom, feita a explicação, vamos à apresentação dos DOIS melhores Back Vocals escolhidos por vocês: Um representando o Popular e outro reprensentando o Gospel.

1 – THE MAMAS.


Esse poderoso trio Back Vocal dá suporte à cantora Beyoncé.
Crystal Collins, Montina Cooper e Tiffany Riddick são, respectivamente, no Back Vocal, contralto, tenor e soprano.
Elas possuem amplas técnicas vocais que são demonstradas em suas performances solo nas turnês da sua patroa.
São extremamente profissionais e exercem papel fundamental nas performances de Beyoncé.



2 – PAULO ZUCKINI, PALOMA POSSI e JANEH MAGALHÃES.



Representando o Brasil, esse trio é constantemente encontrado em gravações/apresentações.
Paulo Zuckini, como tenor, Paloma Paloma, como soprano e Janeh Magalhães, como contralto, fazem o típico back vocal gospel “da pesada”.  Acostumados a fazerem altíssimos (tom) Backings, os três são sempre procurados para darem potência às canções no estilo ou próximo do Black Music e por, também, serem cantores desse estilo e possuírem amplo conhecimento musical.
Individualmente, têm técnicas apuradíssimas e, por isso, adquiriram sucesso/reconhecimento no meio Black Music Gospel.



Há outros Back Vocals por aí que são ótimos, como os da Mariah Carey, do Eric Clapton e da Jessie J. Vale a pena procurar saber um pouco mais sobre eles.

Artista / Banda: Anastacia.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Dramático.
Alcance Vocal: A2 - C7 (Lá 2 – Dó 7).
Oitavas: 4 Oitavas e 2 Notas.

Alcance Controlado:
C#3 - B5 (Dó Sustenido 3 – Sí 5).
Oitavas: 2 Oitavas, 4 Notas 1 Semitom.

Alcance Ao Vivo:
C#3 - C7 (Dó Sustenido 3 - Dó Sete).
Oitavas: 3 Oitavas 6 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: White Soul, Dance Pop, Rock.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com o maior come back de todos os tempos, eu não poderia deixar de falar a respeito do brilhante talento vocal de Anastacia, que é hoje, uma das poucas veteranas em ascensão. Superando o câncer por duas vezes (Em 2003 e 2013), dificuldades a voltar a ativa com o mesmo desempenho vocal impecável surgiram, porém a recuperação é evidente e a cada dia sua voz tem tentado ganhando as qualidades perdidas em seus tempos de enfermidade.




Tendo uma das vozes mais únicas e distintas de nosso tempo, é fácil diferenciar Anastacia de qualquer outra interprete do mercado; seu timbre é cálido, extremamente metálico, pesado e de grande dimensão (Potência). Atualmente uma qualidade mais lírica e quente é perceptível em sua região média, mas sua região aguda continua ostentando a famosa estética dos grandes "rock scream kings" dos anos 70 e 80. Os graves continuam sendo facilmente emitidos e ainda são cavernosos e cheios.

Certa nasalidade pode ser percebida durante a execução da vogal "É", principalmente durante notas longas, mesmo na região grave. Anastacia é constantemente criticada por conta da nasalidade de seu timbre, mas existem gravações onde seu timbre soa de forma mais aconchegante e delicada. A gravação de estúdio de "Everything Burns" é um bom exemplo disso:


Classificar uma voz em canto popular não é uma tarefa das mais simples, mas acredito que mesmo com uma extensão privilegiada para a região aguda Anastacia é de fato um Mezzo-Soprano pesado com facilidade em emitir notas agudas com o auxílio de boa técnica empregada ao canto. Seu registro grave é cheio e extenso, sua voz é pesada e de grande tamanho, seus agudos são extremamente poderoso (cheios) e seu desempenho em palco é imponente (Com grande facilidade em interpretar canções de teor introspetivo e forte). Levando em conta tais características é comodo classifica-la como Mezzo-Soprano 2 (Também conhecido como Alto e Mezzo Contralto), extrapolando ao ponto de compara-la a uma interprete de música erudita é possível chegar a conclusão de que sua voz tem características próximas a de um Mezzo-Soprano Dramático, como mostra o seguinte vídeo:


Como sempre repito, vozes populares não dispõem de qualificações suficientes para se enquadrar de forma legítima no sistema de classificações vocais, mas é interessante trazer certos parâmetros do bel canto ao Pop para facilitar a separação das vozes sem a necessidade da criação de um novo método de categorização vocal.

Sua voz de cabeça, como a de várias interpretes que fazem uso de técnicas de mixagem de registros para alcançar notas extremas, é pouco utilizada e não é facilmente moldada durante ornamentações e leggatos. Seu registro superior é explorado basicamente de forma enérgica e poderosa, abrindo margens para poucos momentos de interpretações meigas e doces.

A beleza e peso de seu registro inferior é enorme e fica ainda mais evidente se comparado a de mulheres de outros naipes. Canções como "Left Outside Alone" deixam evidente a clareza de seus graves, e por uma casualidade encontrei um dueto entre Anastacia e um levíssimo Soprano em tal canção, tornando fácil expor a magnitude de tal região:


A nota mais grave já alcançada por Anastacia ao vivo, cantando de forma melódica e salubre é um C#3 (Dó Sustenido 3), já em estúdio um A2 (Lá 2) harmonizado e um D3 (Ré 3) em melodia principal podem ser ouvidos. Já na região aguda sua nota mais alta no registro misto é um B5 (Sí 5) executado ao vivo, enquanto em estúdio o A5 (Lá 5) até hoje foi sua nota mais aguda demonstrada. Um C7 pode ser conferido em seu registro superior e foi executado ao vivo em sua colaboração com Eros Ramazzotti na canção "I Belong To You"

Durante sua recuperação, algumas performances foram realizadas e como era de se esperar a estamina e o poder de sua voz não era o mesmo de sua época saudável, e por conta disso existem registros de performances onde Anastacia não consegue atingir de forma agradável notas médio agudas de sua tessitura e agudas de sua extensão com qualidade. Em 2003 ela foi diagnosticada com câncer de mama e por volta de 2013 foi constatado que o câncer estava de volta, como a performance a seguir é de 2012 deduz se que ela já estava doente novamente neste período. 


Atualmente Anastacia já está de volta e apresenta melhora na facilidade de emissão das notas médio agudas, porém sua voz inevitavelmente perdeu peso e tem mais dificuldade em se manter no andamento correto e ressonante como em seus tempos dourados. Fatores como idade, seu período enferma e insegurança podem estar a impedindo de alcançar resultados perfeitos e aparentemente sua voz nunca mais soará como em seu apogeu técnico, mas cabe a ela adaptar sua atual situação a sua voz. 


Pontos Negativos

Vocal "É" é pronunciada com certa dificuldade e nasalidade.

Desgaste vocal evidente.

Vocal Pop (O Bb2 para mim soa mais como um A2).


Facebook | Página Oficial.
13:10 Sávio Alves

Artista / Banda: Anastacia.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Dramático.
Alcance Vocal: A2 - C7 (Lá 2 – Dó 7).
Oitavas: 4 Oitavas e 2 Notas.

Alcance Controlado:
C#3 - B5 (Dó Sustenido 3 – Sí 5).
Oitavas: 2 Oitavas, 4 Notas 1 Semitom.

Alcance Ao Vivo:
C#3 - C7 (Dó Sustenido 3 - Dó Sete).
Oitavas: 3 Oitavas 6 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: White Soul, Dance Pop, Rock.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com o maior come back de todos os tempos, eu não poderia deixar de falar a respeito do brilhante talento vocal de Anastacia, que é hoje, uma das poucas veteranas em ascensão. Superando o câncer por duas vezes (Em 2003 e 2013), dificuldades a voltar a ativa com o mesmo desempenho vocal impecável surgiram, porém a recuperação é evidente e a cada dia sua voz tem tentado ganhando as qualidades perdidas em seus tempos de enfermidade.




Tendo uma das vozes mais únicas e distintas de nosso tempo, é fácil diferenciar Anastacia de qualquer outra interprete do mercado; seu timbre é cálido, extremamente metálico, pesado e de grande dimensão (Potência). Atualmente uma qualidade mais lírica e quente é perceptível em sua região média, mas sua região aguda continua ostentando a famosa estética dos grandes "rock scream kings" dos anos 70 e 80. Os graves continuam sendo facilmente emitidos e ainda são cavernosos e cheios.

Certa nasalidade pode ser percebida durante a execução da vogal "É", principalmente durante notas longas, mesmo na região grave. Anastacia é constantemente criticada por conta da nasalidade de seu timbre, mas existem gravações onde seu timbre soa de forma mais aconchegante e delicada. A gravação de estúdio de "Everything Burns" é um bom exemplo disso:


Classificar uma voz em canto popular não é uma tarefa das mais simples, mas acredito que mesmo com uma extensão privilegiada para a região aguda Anastacia é de fato um Mezzo-Soprano pesado com facilidade em emitir notas agudas com o auxílio de boa técnica empregada ao canto. Seu registro grave é cheio e extenso, sua voz é pesada e de grande tamanho, seus agudos são extremamente poderoso (cheios) e seu desempenho em palco é imponente (Com grande facilidade em interpretar canções de teor introspetivo e forte). Levando em conta tais características é comodo classifica-la como Mezzo-Soprano 2 (Também conhecido como Alto e Mezzo Contralto), extrapolando ao ponto de compara-la a uma interprete de música erudita é possível chegar a conclusão de que sua voz tem características próximas a de um Mezzo-Soprano Dramático, como mostra o seguinte vídeo:


Como sempre repito, vozes populares não dispõem de qualificações suficientes para se enquadrar de forma legítima no sistema de classificações vocais, mas é interessante trazer certos parâmetros do bel canto ao Pop para facilitar a separação das vozes sem a necessidade da criação de um novo método de categorização vocal.

Sua voz de cabeça, como a de várias interpretes que fazem uso de técnicas de mixagem de registros para alcançar notas extremas, é pouco utilizada e não é facilmente moldada durante ornamentações e leggatos. Seu registro superior é explorado basicamente de forma enérgica e poderosa, abrindo margens para poucos momentos de interpretações meigas e doces.

A beleza e peso de seu registro inferior é enorme e fica ainda mais evidente se comparado a de mulheres de outros naipes. Canções como "Left Outside Alone" deixam evidente a clareza de seus graves, e por uma casualidade encontrei um dueto entre Anastacia e um levíssimo Soprano em tal canção, tornando fácil expor a magnitude de tal região:


A nota mais grave já alcançada por Anastacia ao vivo, cantando de forma melódica e salubre é um C#3 (Dó Sustenido 3), já em estúdio um A2 (Lá 2) harmonizado e um D3 (Ré 3) em melodia principal podem ser ouvidos. Já na região aguda sua nota mais alta no registro misto é um B5 (Sí 5) executado ao vivo, enquanto em estúdio o A5 (Lá 5) até hoje foi sua nota mais aguda demonstrada. Um C7 pode ser conferido em seu registro superior e foi executado ao vivo em sua colaboração com Eros Ramazzotti na canção "I Belong To You"

Durante sua recuperação, algumas performances foram realizadas e como era de se esperar a estamina e o poder de sua voz não era o mesmo de sua época saudável, e por conta disso existem registros de performances onde Anastacia não consegue atingir de forma agradável notas médio agudas de sua tessitura e agudas de sua extensão com qualidade. Em 2003 ela foi diagnosticada com câncer de mama e por volta de 2013 foi constatado que o câncer estava de volta, como a performance a seguir é de 2012 deduz se que ela já estava doente novamente neste período. 


Atualmente Anastacia já está de volta e apresenta melhora na facilidade de emissão das notas médio agudas, porém sua voz inevitavelmente perdeu peso e tem mais dificuldade em se manter no andamento correto e ressonante como em seus tempos dourados. Fatores como idade, seu período enferma e insegurança podem estar a impedindo de alcançar resultados perfeitos e aparentemente sua voz nunca mais soará como em seu apogeu técnico, mas cabe a ela adaptar sua atual situação a sua voz. 


Pontos Negativos

Vocal "É" é pronunciada com certa dificuldade e nasalidade.

Desgaste vocal evidente.

Vocal Pop (O Bb2 para mim soa mais como um A2).


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terça-feira, 26 de agosto de 2014


Artista / Banda: Janelle Monáe.
Álbum: The ArchAndroid.
Lançamento Oficial: 18 de Maio de 2010.
Extensão Vocal UtilizadaEb3 - C7 (Mí Bemol Três - Dó Sete)
Oitavas: 3 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: Eb3 – C6 (Mí Bemol Três – Dó Seis).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: R&B, Funk, Neo Soul, Rock.

Notas mais aguda Belting/Mix: C6 (Dó Seis).

Nota geral: 85 de 100.



A fim de diversificar a programação do Vocal Pop, trago lhes um diferente álbum nesta noite de terça-feira. Trata-se de "The ArchAndroid (Suites II and III)", o primeiro álbum de estúdio da cantora, dançarina, modelo e produtora Janelle Monaé. Tratando se de um trabalho fora dos padrões normativos da música Pop, não espero grande aceitação do público neste post em especial, mas não posso deixar de falar deste que é, um dos álbuns mais intrigantes, dosadamente inteligentes e conceituais que já ouvi.  

O conceito é extremamente cinematográfico e abusa de uma produção de ponta, para reproduzir a sensação de um clássico Sci Fi. É incrível como este álbum consegue trazer influências tão poderosas de outra mídia, de forma tão "fidedigna" e inovadora, sem abrir mão de suas influências na música negra norte americana.

Tendo este como uma continuação de seu anterior projeto (Metropolis: Suite I - The Chase), a energia dos vocais de pouca potência, aguda tessitura, metálico som, agressivo registro superior e aptidão a notas graves cheias e bem sustentadas foi mantida de um projeto ao outro, fazendo com que o ouvinte sinta prazeres nostálgicos com seu timbre, que não sofreu grandes alterações intencionais.


A instrumentação é incrível! Janelle participou ativamente da produção da mesma e desempenho um papel digno de uma veterana da música, deixando claro que suas habilidades artísticas são múltiplas. Já a arte (Encarte) é para mim a mais bela de todos os tempos, se encaixando perfeitamente no conceito do álbum trazendo uma fotografia genial e totalmente inspirada nos anos 80.

Por fugir bastante o padrão não é um álbum para a massa, mas sinceramente espero que todos possam desfrutar deste projeto como o fiz... Janelle teve tanto empenho em produzir algo grandioso, qualitativo e sério que beira o impossível não sentir o suor em cada track gravada. Abaixo uma demonstração do potencial deste álbum, a melhor faixa de "The ArchAndroid":


Conclusão


Ousadia define com total precisão este projeto maravilhoso de Janelle Monaé. Sua voz é incrível e a competência e habilidade da equipe por detrás deste álbum é, para mim, inquestionável.

Vocal Range


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11:35 Sávio Alves

Artista / Banda: Janelle Monáe.
Álbum: The ArchAndroid.
Lançamento Oficial: 18 de Maio de 2010.
Extensão Vocal UtilizadaEb3 - C7 (Mí Bemol Três - Dó Sete)
Oitavas: 3 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: Eb3 – C6 (Mí Bemol Três – Dó Seis).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: R&B, Funk, Neo Soul, Rock.

Notas mais aguda Belting/Mix: C6 (Dó Seis).

Nota geral: 85 de 100.



A fim de diversificar a programação do Vocal Pop, trago lhes um diferente álbum nesta noite de terça-feira. Trata-se de "The ArchAndroid (Suites II and III)", o primeiro álbum de estúdio da cantora, dançarina, modelo e produtora Janelle Monaé. Tratando se de um trabalho fora dos padrões normativos da música Pop, não espero grande aceitação do público neste post em especial, mas não posso deixar de falar deste que é, um dos álbuns mais intrigantes, dosadamente inteligentes e conceituais que já ouvi.  

O conceito é extremamente cinematográfico e abusa de uma produção de ponta, para reproduzir a sensação de um clássico Sci Fi. É incrível como este álbum consegue trazer influências tão poderosas de outra mídia, de forma tão "fidedigna" e inovadora, sem abrir mão de suas influências na música negra norte americana.

Tendo este como uma continuação de seu anterior projeto (Metropolis: Suite I - The Chase), a energia dos vocais de pouca potência, aguda tessitura, metálico som, agressivo registro superior e aptidão a notas graves cheias e bem sustentadas foi mantida de um projeto ao outro, fazendo com que o ouvinte sinta prazeres nostálgicos com seu timbre, que não sofreu grandes alterações intencionais.


A instrumentação é incrível! Janelle participou ativamente da produção da mesma e desempenho um papel digno de uma veterana da música, deixando claro que suas habilidades artísticas são múltiplas. Já a arte (Encarte) é para mim a mais bela de todos os tempos, se encaixando perfeitamente no conceito do álbum trazendo uma fotografia genial e totalmente inspirada nos anos 80.

Por fugir bastante o padrão não é um álbum para a massa, mas sinceramente espero que todos possam desfrutar deste projeto como o fiz... Janelle teve tanto empenho em produzir algo grandioso, qualitativo e sério que beira o impossível não sentir o suor em cada track gravada. Abaixo uma demonstração do potencial deste álbum, a melhor faixa de "The ArchAndroid":


Conclusão


Ousadia define com total precisão este projeto maravilhoso de Janelle Monaé. Sua voz é incrível e a competência e habilidade da equipe por detrás deste álbum é, para mim, inquestionável.

Vocal Range


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quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Artista / Banda: Ariana Grande
Álbum: My Everything.
Lançamento Oficial: 25 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: Eb2 - Eb6 (Mí Bemol Dois - Mí Bemol Seis)
Oitavas: 4 oitavas.

Voz plena: Eb2 – Bb5 (Mí Bemol Dois – Sí Bemol Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.
Gêneros Musicais: R&B, Dance Pop.

Notas mais aguda Belting/Mix: G#5 (Sol Sustenido Cinco).

Chegou até mim por uma famosa rede de streaming o novo álbum de Ariana Grande. Em seu segundo álbum a jovem e promissora cantora que vem conquistando crianças e pré adolescentes pelo mundo todo com sua sonoridade que mixa R&B e música Pop. Para avaliar um álbum desse tipo é necessário focar em quem é o público alvo do mesmo e não exigir de um interprete teen, praticamente emergente, sonoridade introspectiva, madura e ou extremamente rica.

Ariana vem sendo gerenciada por uma grande máquina e foi escolhida a dedo para ser a nova sensação do momento, por isso é difícil saber quando a mesma terá carta branca para sair da área de conforto; tendo isso em mente é difícil saber o que realmente vem de Ariana e o que vem de sua big machine, mas no geral houve evolução significativa na instrumentação e produção desde seu debut.

Com sons próximo do chang e outros instrumentos de percussão de metal em certos momentos, a instrumentação de "My Everything" difere de seu antecessor pela leve ousadia de introduzir instrumentos como estes em sua composição mesmo na introdução. Guitarras com sons puros e limpos (Pouca distorção/"drive") podem ser conferidos no decorrer do álbum, porém por aí para a inovação. Este é um projeto feito único e exclusivamente para alavancar Ariana para o mundo e estabiliza-la no mercado, não se pode se esperar bruscas mudanças de estilo.



É redundância colocar Ariana Grande e vocais promissores na mesma frase, mas é a verdade... Neste álbum as harmonizações e uníssonos vieram em grande quantidade e demonstram como seu registro grave ganhou extensão. Para quem não passava do G#3 (Sol Sustenido Três) com frequência, adentrar a segunda oitava a ponto de atingir notas gravíssima da tessitura de um baixo e barítono, é um avanço considerável. Sendo Soprano é obvio que tais notas soam soprosas ao extremo e não dispõem de qualidade suficiente para ficarem em evidência na melodia principal, mas seu G#3 (Sol três) ganhou mais peso e consequentemente aparece mais vezes. Neste projeto Ariana está explorando os graves como nunca, sua voz está crescendo e ganhando corpo sem deixar de lado a técnica salubre e seu som característico.

Em "My Everything" nenhuma nota em whistle register (Registro de apito) ou de flauta (Flageolet) foi emitida por Ariana Grande na melodia principal, a voz de cabeça e o falsete ficaram encarregados de infeitar as notas agudas da sexta oitava. Como os mais fervorosos fãs adentrando mais a fundo as tracks soltas pode acontecer de encontrarem algum harmonizado bem escondido, mas até agora não consegui identificar um (Mas não se preocupem o vídeo está por vir).

Conclusão

Este é o álbum que Ariana demonstra seu registro grave, o que pode ser algo duradouro daqui para frente. Tirando a evolução nesta região vocal não se fez presente grandes inovações, o que não o torna o álbum menos agradável. Se eu realmente estiver certo e este Eb2 for real Ariana passa a ter um alcance vocal de mais 5 oitavas!




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13:46 Sávio Alves

Artista / Banda: Ariana Grande
Álbum: My Everything.
Lançamento Oficial: 25 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: Eb2 - Eb6 (Mí Bemol Dois - Mí Bemol Seis)
Oitavas: 4 oitavas.

Voz plena: Eb2 – Bb5 (Mí Bemol Dois – Sí Bemol Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas e 4 Notas.
Gêneros Musicais: R&B, Dance Pop.

Notas mais aguda Belting/Mix: G#5 (Sol Sustenido Cinco).

Chegou até mim por uma famosa rede de streaming o novo álbum de Ariana Grande. Em seu segundo álbum a jovem e promissora cantora que vem conquistando crianças e pré adolescentes pelo mundo todo com sua sonoridade que mixa R&B e música Pop. Para avaliar um álbum desse tipo é necessário focar em quem é o público alvo do mesmo e não exigir de um interprete teen, praticamente emergente, sonoridade introspectiva, madura e ou extremamente rica.

Ariana vem sendo gerenciada por uma grande máquina e foi escolhida a dedo para ser a nova sensação do momento, por isso é difícil saber quando a mesma terá carta branca para sair da área de conforto; tendo isso em mente é difícil saber o que realmente vem de Ariana e o que vem de sua big machine, mas no geral houve evolução significativa na instrumentação e produção desde seu debut.

Com sons próximo do chang e outros instrumentos de percussão de metal em certos momentos, a instrumentação de "My Everything" difere de seu antecessor pela leve ousadia de introduzir instrumentos como estes em sua composição mesmo na introdução. Guitarras com sons puros e limpos (Pouca distorção/"drive") podem ser conferidos no decorrer do álbum, porém por aí para a inovação. Este é um projeto feito único e exclusivamente para alavancar Ariana para o mundo e estabiliza-la no mercado, não se pode se esperar bruscas mudanças de estilo.



É redundância colocar Ariana Grande e vocais promissores na mesma frase, mas é a verdade... Neste álbum as harmonizações e uníssonos vieram em grande quantidade e demonstram como seu registro grave ganhou extensão. Para quem não passava do G#3 (Sol Sustenido Três) com frequência, adentrar a segunda oitava a ponto de atingir notas gravíssima da tessitura de um baixo e barítono, é um avanço considerável. Sendo Soprano é obvio que tais notas soam soprosas ao extremo e não dispõem de qualidade suficiente para ficarem em evidência na melodia principal, mas seu G#3 (Sol três) ganhou mais peso e consequentemente aparece mais vezes. Neste projeto Ariana está explorando os graves como nunca, sua voz está crescendo e ganhando corpo sem deixar de lado a técnica salubre e seu som característico.

Em "My Everything" nenhuma nota em whistle register (Registro de apito) ou de flauta (Flageolet) foi emitida por Ariana Grande na melodia principal, a voz de cabeça e o falsete ficaram encarregados de infeitar as notas agudas da sexta oitava. Como os mais fervorosos fãs adentrando mais a fundo as tracks soltas pode acontecer de encontrarem algum harmonizado bem escondido, mas até agora não consegui identificar um (Mas não se preocupem o vídeo está por vir).

Conclusão

Este é o álbum que Ariana demonstra seu registro grave, o que pode ser algo duradouro daqui para frente. Tirando a evolução nesta região vocal não se fez presente grandes inovações, o que não o torna o álbum menos agradável. Se eu realmente estiver certo e este Eb2 for real Ariana passa a ter um alcance vocal de mais 5 oitavas!




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quarta-feira, 20 de agosto de 2014


Hoje venho com argumentos técnicos descobrir com vocês se Mariah Carey e Ariana Grande tem similaridades em suas vozes, estilos e ou composições para fechar de vez por todas este ciclo vicioso em meio as comunidades Pop, que usam de argumentos (Muitas vezes) vazios para defender um lado incondicionalmente por razões múltiplas.

Enumerando tópicos diversos, explicarei de forma costumeira ao site, minhas considerações a respeito das cantoras, lembrando que suas análises já foram devidamente publicadas em nosso site por nossa equipe (Ariana Grande clique aqui, Mariah Carey clique aqui).



Whistle - Registro de Apito - Registro de Flauta - Flageolet register

Mariah com toda certeza se sobressai neste quesito. Ariana é apta a executar o tão famoso registro de apito, mas não tem pleno controle do mesmo para executar diversas ornamentações, passagens e virtuosas melismas ao vivo. Por conta do uso constante deste registro, grande quantidade de apresentações em locais barulhentos e a idade, Mariah perdeu um pouco de qualidade e ganhou uma qualidade mais madura em seu timbre, já Ariana é jovem e pouco faz uso do mesmo, por isso compara-las por conta disso não é algo ético a se fazer.

Comparações com Ariana e Mariah por conta do whistle em nosso país geralmente ocorrem por falta de conhecimento as massas de nosso país com respeito a técnica vocal e qualquer outro assunto relacionado a música pela gritante falta de professores qualificados para o ensino musical... Por isso, pode-se dizer que as duas não dispõem de similaridades com respeito ao controle de tal registro vocal.


Belting - Mix Head Voice - Mix Cheast Voice 

Nas notas agudas em voz de peito e ou registro misto, as duas interpretes dispõem de grande aptidão para notas agudíssimas por serem respectivamente Sopranos, mesmo dispondo de diferentes níveis de peso vocal.

Ariana por sua vez é mais jovem que Mariah e tem uma voz mais leve e propensa a levar uma performance ao vivo sem fadiga vocal mesmo em tons altíssimos em voz plena. Mesmo em sua era debut Mariah já apresentava uma voz mais cheia e madura que a de Ariana, não demonstrando grandes similaridades entre seus respectivos timbres em tal região do registro de peito/misto.



Registro Grave - Voz de Peito - Low Register


Não precisa ser grande especialista para saber que Sopranos não dispõem de grande afinidade com o registro grave. Mariah com certeza tem em sua extensão vocal grande quantidade de notas graves, podendo entrar na zona vocal masculina, mas claramente a qualidade de emissão é baixíssima se comparada a dos mesmo, sendo louvável seu alcance para uma mulher de voz aguda, mas não para todos as outras classificações.

Já Ariana Grande não tem um largo registro grave e a coloração do mesmo é muito menos cavernosa e soprosa, deixando óbvio o contraste entre a coloração de seu registro vocal e o de Mariah Carey.

Voz de Cabeça - Head Voice

Neste Mariah já teve maior número de chances para exibir sua capacidade para demonstrar virtuosismo e desenvoltura em tal registro, mas o que posso dizer é que existem leves similaridade com o de Ariana e com o de meio milhão de cantoras de R&B e Black Music espalhadas pelo planeta. Sua voz de cabeça é soprosa, de baixa emissão e delicada, sendo utilizada para dar toques especiais a sua canções e passar ar de sensualidade a suas composições.

Ariana e inúmeras cantoras fazem o mesmo, mesmo antes de Mariah debutar no mercado fonográfico.


Estilo - Composições 

Mariah, desde seu primeiro trabalho sempre focou sua música em um público abrangente e mais maduro do que Ariana, que por questão de destino pegou o mercado fonográfico em uma era em que o público alvo é extremamente jovem e imaturo, fazendo com que composições genéricas e consequentemente mais fracas consigam espaço com mais facilidade no mercado fonográfico mundial.

Mariah veio de uma era diferente, o mercado procurava artistas para uma carreira de décadas de sucessos, com foco nos ritmos puros e sem grande interferência do Pop em tudo que se entende por música! Não existem similaridades nestas questões com respeito a era em que Ariana faz sucesso.

Conclusão

Levando em conta os tópicos fica claro que não existe gritantes semelhança na voz e muito menos nas composições de ambas interpretes, por isso considero infundadas as comparações exageradas entre as duas, Ariana se inspira em Mariah (Como meio mundo), mas não é e nem parece ser uma cópia fidedigna da mesma. Brincadeiras saudáveis não são nada de mais, mas o extremismo cansa.

Deixe abaixo seus comentários e considerações a respeito deste post, claramente respeitando opiniões adversas a sua.




13:03 Sávio Alves

Hoje venho com argumentos técnicos descobrir com vocês se Mariah Carey e Ariana Grande tem similaridades em suas vozes, estilos e ou composições para fechar de vez por todas este ciclo vicioso em meio as comunidades Pop, que usam de argumentos (Muitas vezes) vazios para defender um lado incondicionalmente por razões múltiplas.

Enumerando tópicos diversos, explicarei de forma costumeira ao site, minhas considerações a respeito das cantoras, lembrando que suas análises já foram devidamente publicadas em nosso site por nossa equipe (Ariana Grande clique aqui, Mariah Carey clique aqui).



Whistle - Registro de Apito - Registro de Flauta - Flageolet register

Mariah com toda certeza se sobressai neste quesito. Ariana é apta a executar o tão famoso registro de apito, mas não tem pleno controle do mesmo para executar diversas ornamentações, passagens e virtuosas melismas ao vivo. Por conta do uso constante deste registro, grande quantidade de apresentações em locais barulhentos e a idade, Mariah perdeu um pouco de qualidade e ganhou uma qualidade mais madura em seu timbre, já Ariana é jovem e pouco faz uso do mesmo, por isso compara-las por conta disso não é algo ético a se fazer.

Comparações com Ariana e Mariah por conta do whistle em nosso país geralmente ocorrem por falta de conhecimento as massas de nosso país com respeito a técnica vocal e qualquer outro assunto relacionado a música pela gritante falta de professores qualificados para o ensino musical... Por isso, pode-se dizer que as duas não dispõem de similaridades com respeito ao controle de tal registro vocal.


Belting - Mix Head Voice - Mix Cheast Voice 

Nas notas agudas em voz de peito e ou registro misto, as duas interpretes dispõem de grande aptidão para notas agudíssimas por serem respectivamente Sopranos, mesmo dispondo de diferentes níveis de peso vocal.

Ariana por sua vez é mais jovem que Mariah e tem uma voz mais leve e propensa a levar uma performance ao vivo sem fadiga vocal mesmo em tons altíssimos em voz plena. Mesmo em sua era debut Mariah já apresentava uma voz mais cheia e madura que a de Ariana, não demonstrando grandes similaridades entre seus respectivos timbres em tal região do registro de peito/misto.



Registro Grave - Voz de Peito - Low Register


Não precisa ser grande especialista para saber que Sopranos não dispõem de grande afinidade com o registro grave. Mariah com certeza tem em sua extensão vocal grande quantidade de notas graves, podendo entrar na zona vocal masculina, mas claramente a qualidade de emissão é baixíssima se comparada a dos mesmo, sendo louvável seu alcance para uma mulher de voz aguda, mas não para todos as outras classificações.

Já Ariana Grande não tem um largo registro grave e a coloração do mesmo é muito menos cavernosa e soprosa, deixando óbvio o contraste entre a coloração de seu registro vocal e o de Mariah Carey.

Voz de Cabeça - Head Voice

Neste Mariah já teve maior número de chances para exibir sua capacidade para demonstrar virtuosismo e desenvoltura em tal registro, mas o que posso dizer é que existem leves similaridade com o de Ariana e com o de meio milhão de cantoras de R&B e Black Music espalhadas pelo planeta. Sua voz de cabeça é soprosa, de baixa emissão e delicada, sendo utilizada para dar toques especiais a sua canções e passar ar de sensualidade a suas composições.

Ariana e inúmeras cantoras fazem o mesmo, mesmo antes de Mariah debutar no mercado fonográfico.


Estilo - Composições 

Mariah, desde seu primeiro trabalho sempre focou sua música em um público abrangente e mais maduro do que Ariana, que por questão de destino pegou o mercado fonográfico em uma era em que o público alvo é extremamente jovem e imaturo, fazendo com que composições genéricas e consequentemente mais fracas consigam espaço com mais facilidade no mercado fonográfico mundial.

Mariah veio de uma era diferente, o mercado procurava artistas para uma carreira de décadas de sucessos, com foco nos ritmos puros e sem grande interferência do Pop em tudo que se entende por música! Não existem similaridades nestas questões com respeito a era em que Ariana faz sucesso.

Conclusão

Levando em conta os tópicos fica claro que não existe gritantes semelhança na voz e muito menos nas composições de ambas interpretes, por isso considero infundadas as comparações exageradas entre as duas, Ariana se inspira em Mariah (Como meio mundo), mas não é e nem parece ser uma cópia fidedigna da mesma. Brincadeiras saudáveis não são nada de mais, mas o extremismo cansa.

Deixe abaixo seus comentários e considerações a respeito deste post, claramente respeitando opiniões adversas a sua.




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Christina Aguilera, cantora constantemente criticada por conta
de sua técnica de emissão.

Já se perguntaram até onde a técnica vocal é mais importante que as intenções artísticas de alguém? Provavelmente a maioria já pensou, “este claramente não é o caminho mais adequado e técnico a se seguir, mas soa maravilhosamente bem". Hoje, escrevo deixando de lado os padrões técnicos para falar a respeito da diversidade e da vontade do próprio artista, que nem sempre deseja executar algo dentro dos padrões.

É importante frisar que obviamente não posso levar partes destes conceitos e pensamentos para uma análise vocal completa, por levar em conta a técnica aplicada ao canto salubre como ponto positivo.

Björk é um excelente exemplo de artista único e original. Sua técnica está longe de ser a mais convencional e perfeita, mas o som produzido é extremamente exótico e colossal para muitos... É importante ter uma técnica apurada? Sem dúvida, mas alguns sons são tão particulares e "estranhos" que conquistam o mundo da música experimental e de vanguarda.



Sempre em busca de inovação, Björk claramente permaneceu muitos anos sem se utilizar da técnica vocal convencional para interpretar suas canções, o que lhe trouxe alguns prejuízos, que foram sanados com um pouco mais de apreço com seu trato vocal, no entanto sem deixar de lado suas peculiaridades.

A salubridade ao cantar pode facilmente ser atingida com as tradicionais técnicas de canto, mas os timbres exóticos nem sempre, por isso é bom ter à disposição um preparador vocal que consiga transformar a "margem do perfeito e técnico" em algo salubre, ou a partir dos conhecimentos tradicionais, tornar algo já existente um som próximo do desejado e solicitado pelo intérprete.




Fica claro que fora da música erudita convencional a técnica é importante, mas não mais do que o timbre desejado. Em nosso meio (Música) ainda existe gritante preconceito a respeito das intenções artísticas ao cantar quando se começa a aprender sobre técnica vocal, sendo que na poesia (que em noventa por cento dos casos está em uma música) a famosa licença poética é muito mais aceitável. Exemplo disso é o novo single da Banda do Mar, "Mais Ninguém":



Nas artes plásticas, assim como na literatura, também existe maior liberdade e reconhecimento das intenções do artista, deixando intacto o público contrário às mesmas e os artistas de virtuosas técnicas. Da frase "Nem só de realismo vive a arte" nasceu Dalí.

 Quadro surrealista "O Grande Masturbador" de Salvador Dalí, de 1929.

Falar destas questões sem citar Christina Aguilera é algo difícil. A compositora e intérprete de um dos maiores hinos de auto-aceitação de nossa geração é constantemente atacada por conta dos pontos fracos de sua técnica em vídeos de ódio... Por isso pessoal, medir um pouco as palavras enquanto crítico é importante, pois outro ser humano está fazendo um trabalho e sua intenção é agradar um público e fazer algo novo (ou não). Não somos obrigados a admirar ou compreender nenhum artista, mas tentar fazê-lo antes de uma crítica é o mínimo, não é mesmo?


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08:57 Sávio Alves
Christina Aguilera, cantora constantemente criticada por conta
de sua técnica de emissão.

Já se perguntaram até onde a técnica vocal é mais importante que as intenções artísticas de alguém? Provavelmente a maioria já pensou, “este claramente não é o caminho mais adequado e técnico a se seguir, mas soa maravilhosamente bem". Hoje, escrevo deixando de lado os padrões técnicos para falar a respeito da diversidade e da vontade do próprio artista, que nem sempre deseja executar algo dentro dos padrões.

É importante frisar que obviamente não posso levar partes destes conceitos e pensamentos para uma análise vocal completa, por levar em conta a técnica aplicada ao canto salubre como ponto positivo.

Björk é um excelente exemplo de artista único e original. Sua técnica está longe de ser a mais convencional e perfeita, mas o som produzido é extremamente exótico e colossal para muitos... É importante ter uma técnica apurada? Sem dúvida, mas alguns sons são tão particulares e "estranhos" que conquistam o mundo da música experimental e de vanguarda.



Sempre em busca de inovação, Björk claramente permaneceu muitos anos sem se utilizar da técnica vocal convencional para interpretar suas canções, o que lhe trouxe alguns prejuízos, que foram sanados com um pouco mais de apreço com seu trato vocal, no entanto sem deixar de lado suas peculiaridades.

A salubridade ao cantar pode facilmente ser atingida com as tradicionais técnicas de canto, mas os timbres exóticos nem sempre, por isso é bom ter à disposição um preparador vocal que consiga transformar a "margem do perfeito e técnico" em algo salubre, ou a partir dos conhecimentos tradicionais, tornar algo já existente um som próximo do desejado e solicitado pelo intérprete.




Fica claro que fora da música erudita convencional a técnica é importante, mas não mais do que o timbre desejado. Em nosso meio (Música) ainda existe gritante preconceito a respeito das intenções artísticas ao cantar quando se começa a aprender sobre técnica vocal, sendo que na poesia (que em noventa por cento dos casos está em uma música) a famosa licença poética é muito mais aceitável. Exemplo disso é o novo single da Banda do Mar, "Mais Ninguém":



Nas artes plásticas, assim como na literatura, também existe maior liberdade e reconhecimento das intenções do artista, deixando intacto o público contrário às mesmas e os artistas de virtuosas técnicas. Da frase "Nem só de realismo vive a arte" nasceu Dalí.

 Quadro surrealista "O Grande Masturbador" de Salvador Dalí, de 1929.

Falar destas questões sem citar Christina Aguilera é algo difícil. A compositora e intérprete de um dos maiores hinos de auto-aceitação de nossa geração é constantemente atacada por conta dos pontos fracos de sua técnica em vídeos de ódio... Por isso pessoal, medir um pouco as palavras enquanto crítico é importante, pois outro ser humano está fazendo um trabalho e sua intenção é agradar um público e fazer algo novo (ou não). Não somos obrigados a admirar ou compreender nenhum artista, mas tentar fazê-lo antes de uma crítica é o mínimo, não é mesmo?


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quarta-feira, 13 de agosto de 2014


Hoje, pela primeira vez, lhes trago um tipo especial de classificação vocal. O Dugazon, também conhecido como Soprano Dugazon ou Mezzo-Soprano Dugazon, é uma voz de grande tessitura, também descrita como um intermediário entre o Mezzo-Soprano convencional e o Soprano Soubrette, tendo como principal e mais chamativa característica a diferença de cores entre o registro superior e o inferior.

Com uma voz de tamanho moderado, o Dugazon tem facilidade em adequar sua voz a diferentes papeis operísticos, podendo interpretar pequenos papeis escritos para Soubrettes, leves Mezzo-Sopranos e antigas árias de Castrati, sendo que a agilidade presente neste Fach geralmente é acima da média.




O Mezzo-Soprano Lírico Coloratura é próximo do Dugazon, mas difere do mesmo em questão de peso e homogeneidade, sendo que o Dugazon é mais raro e dispõem de mais "colorações vocais distintas". O Soubrette também tem similaridades com o registro superior de tal fach, mas de forma alguma um registro inferior equiparável, pode-se dizer que com uma mistura de várias vozes distintas se cria um Dugazon.

Atualmente a interprete de maior sucesso no mundo erudito com estas características é Cecilia Bartoli, que interpreta, com extrema competência, papeis de extrema agilidade escritos para leves Mezzos e Castratis. Sua voz dispõem de extrema agilidade e pode ser considerada (Informalmente) uma espécia de "Dugazon Coloratura". No vídeo a seguir fica evidente as citadas características em sua voz:



Na música popular não existe, formalmente, classificações vocais, muito menos sub-classificações, mas levando em conta certas características e especulando outras, algumas vozes podem ser enquadradas em alguns naipes. Acredito que o melhor exemplo de possível Dugazon (Como no vídeo de vozes híbridas demonstra) é a cantora Lana Del Rey, que dispõem de todas as características citadas:


Como podem ver, Lana está longe de ser uma interprete de técnica tão apurada como uma cantora erudita, mas seu timbre tem as características citadas no texto. Outro exemplo notável, que facilmente pode ser enquadrado da mesma maneira é a voz da dinamarquesa MØ. O vídeo a seguir (Inteiramente produzido por nossa equipe) demonstra bem sua alcance vocal e habilidade de canto:


Neste vídeo (Inteiramente em inglês) existe uma breve explicação sobre este tipo de voz "híbrida".



12:21 Sávio Alves

Hoje, pela primeira vez, lhes trago um tipo especial de classificação vocal. O Dugazon, também conhecido como Soprano Dugazon ou Mezzo-Soprano Dugazon, é uma voz de grande tessitura, também descrita como um intermediário entre o Mezzo-Soprano convencional e o Soprano Soubrette, tendo como principal e mais chamativa característica a diferença de cores entre o registro superior e o inferior.

Com uma voz de tamanho moderado, o Dugazon tem facilidade em adequar sua voz a diferentes papeis operísticos, podendo interpretar pequenos papeis escritos para Soubrettes, leves Mezzo-Sopranos e antigas árias de Castrati, sendo que a agilidade presente neste Fach geralmente é acima da média.




O Mezzo-Soprano Lírico Coloratura é próximo do Dugazon, mas difere do mesmo em questão de peso e homogeneidade, sendo que o Dugazon é mais raro e dispõem de mais "colorações vocais distintas". O Soubrette também tem similaridades com o registro superior de tal fach, mas de forma alguma um registro inferior equiparável, pode-se dizer que com uma mistura de várias vozes distintas se cria um Dugazon.

Atualmente a interprete de maior sucesso no mundo erudito com estas características é Cecilia Bartoli, que interpreta, com extrema competência, papeis de extrema agilidade escritos para leves Mezzos e Castratis. Sua voz dispõem de extrema agilidade e pode ser considerada (Informalmente) uma espécia de "Dugazon Coloratura". No vídeo a seguir fica evidente as citadas características em sua voz:



Na música popular não existe, formalmente, classificações vocais, muito menos sub-classificações, mas levando em conta certas características e especulando outras, algumas vozes podem ser enquadradas em alguns naipes. Acredito que o melhor exemplo de possível Dugazon (Como no vídeo de vozes híbridas demonstra) é a cantora Lana Del Rey, que dispõem de todas as características citadas:


Como podem ver, Lana está longe de ser uma interprete de técnica tão apurada como uma cantora erudita, mas seu timbre tem as características citadas no texto. Outro exemplo notável, que facilmente pode ser enquadrado da mesma maneira é a voz da dinamarquesa MØ. O vídeo a seguir (Inteiramente produzido por nossa equipe) demonstra bem sua alcance vocal e habilidade de canto:


Neste vídeo (Inteiramente em inglês) existe uma breve explicação sobre este tipo de voz "híbrida".



domingo, 27 de julho de 2014


Artista / Banda: Paloma Faith.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Spinto.
Alcance Vocal: D3 - E6 (Ré 3 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Alcance Controlado: 
D3 - C6 (Ré 3 – Dó 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Jazz, Soul, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Após a ótima recepção que o público do Vocal Pop teve com o vídeo de extensão vocal (Vocal range) de Paloma Faith, decidi adiantar sua análise vocal. Famosa no UK e ganhando o mundo com seu single "Only Love Can Hurt Like This", Paloma Faith dispõem de uma voz madura, metálica e agressiva; costumeiro timbre dentre os Mezzo-Sopranos que interpretam gêneros musicais próximos da Black Music em geral.

Por ter uma grande tessitura, de brilho intenso nas notas médio agudas, gosto de pensar em Paloma como um poderoso Mezzo-Soprano, abençoado com raríssimas particularidades vocais. Um destes presentes é seu timbre com grandes mudanças de coloração, que trás um gigantesco contraste entre seu registro agudo e grave em voz de peito. Outra questão a ser levantada é a forma com que Paloma articula as palavras ao vivo, trazendo um tom exótico, que combinado a seu sotaque britânico produz um som único, que provavelmente faz parte de suas intensões artísticas (O que é bom na música popular, mas nem sempre o melhor de acordo com o ponto de vista técnico).

Com a natural habilidade de atingir notas altíssimas com o auxílio do belting/mix, paloma demonstra, na maior parte do tempo, facilidade em se manter em uma tessitura médio aguda com grande facilidade em picos na quinta oitava, sem recorrer a voz de cabeça ou ao falsete. Na performance a seguir, Paloma entoa seu single "Trouble With My Baby" se movimentando em um grande palco sem grandes problemas aparentes:


Performances grandiosas, com grande quantidade de sons externos exagerados, com uso de ponto eletrônico para acompanhar a banda e movimentação em palco não é um grande problema para Paloma, apesar de naturalmente, conseguir demonstrar seu potencial vocal com mais clareza e apreço em performances acústicas.




Seu registro inferior é cálido, de fácil acesso e trás consigo a já citada articulação exótica. Em performances ao vivo de "Only Love Can Hurt Like This" fica claro não só o citado registro, mas também a diferença de coloração que sua voz dispõem.


Parte importante de seu canto é a produção constante de grunhidos e sons agressivos a fim de produzir um som mais imponente e poderoso. Nesta intimista performance acústicas de "Can't Rely On You" por diversos momentos é possível perceber sua aptidão para estes efeitos vocais:


Feita de carne e osso está sujeita a erros, algumas de suas performances deixam claro que nem sempre o talento natural pode lhe ajudar a atingir certos objetivos; executar notas sustentadas da quinta oitava sem aparentar desconforto é uma delas. Não se trata de uma contradição dizer que em alguns momentos Paloma não tem facilidade com o registro agudo, já que várias incógnitas podem interferir na vida pessoal de uma interprete, causando assim melhoras ou pioras em seu desempenho. Considero a seguinte performance como uma exceção:


Como puderam ver, seu registro inferior estava mais cheio por conta do abaixamento da laringe, em contra partida o superior menos dinâmico e ornado. Deixar a laringe tão baixa para cantar uma canção que exige agudos grandiosos em saltos tão grandes de uma nota a outra, pode sim trazer danos a voz de um artista ou arruinar sua performances.

Paloma Faith tem um alcance totalizado de 3 Oitavas e 1 nota, partindo de um Ré 3 até um Mí 6. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 2 Oitavas e 6 notas deste alcance, partindo do Ré 3 até o Dó agudo de Soprano (C6). Como podem ver existe uma discrepância entre sua classificação fach e sua classificação "normal"; acontece que  gosto de pensar em sua voz como a de um Mezzo-Soprano com aptidão a explosivas notas agudas em música popular, já em um longínquo sonho operístico, pelo metal em sua voz, o peso e os demais requisitos do sistema Fach que sua voz "atende", Soprano Lírico Spinto é a classificação mais próxima que posso especular.


Pontos Negativos

Falta de naturalidade na articulação das palavras.

Perda significativa de estamina na execução das notas do topo da quinta oitava ao vivo.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).


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17:20 Sávio Alves

Artista / Banda: Paloma Faith.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Spinto.
Alcance Vocal: D3 - E6 (Ré 3 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Alcance Controlado: 
D3 - C6 (Ré 3 – Dó 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Jazz, Soul, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Após a ótima recepção que o público do Vocal Pop teve com o vídeo de extensão vocal (Vocal range) de Paloma Faith, decidi adiantar sua análise vocal. Famosa no UK e ganhando o mundo com seu single "Only Love Can Hurt Like This", Paloma Faith dispõem de uma voz madura, metálica e agressiva; costumeiro timbre dentre os Mezzo-Sopranos que interpretam gêneros musicais próximos da Black Music em geral.

Por ter uma grande tessitura, de brilho intenso nas notas médio agudas, gosto de pensar em Paloma como um poderoso Mezzo-Soprano, abençoado com raríssimas particularidades vocais. Um destes presentes é seu timbre com grandes mudanças de coloração, que trás um gigantesco contraste entre seu registro agudo e grave em voz de peito. Outra questão a ser levantada é a forma com que Paloma articula as palavras ao vivo, trazendo um tom exótico, que combinado a seu sotaque britânico produz um som único, que provavelmente faz parte de suas intensões artísticas (O que é bom na música popular, mas nem sempre o melhor de acordo com o ponto de vista técnico).

Com a natural habilidade de atingir notas altíssimas com o auxílio do belting/mix, paloma demonstra, na maior parte do tempo, facilidade em se manter em uma tessitura médio aguda com grande facilidade em picos na quinta oitava, sem recorrer a voz de cabeça ou ao falsete. Na performance a seguir, Paloma entoa seu single "Trouble With My Baby" se movimentando em um grande palco sem grandes problemas aparentes:


Performances grandiosas, com grande quantidade de sons externos exagerados, com uso de ponto eletrônico para acompanhar a banda e movimentação em palco não é um grande problema para Paloma, apesar de naturalmente, conseguir demonstrar seu potencial vocal com mais clareza e apreço em performances acústicas.




Seu registro inferior é cálido, de fácil acesso e trás consigo a já citada articulação exótica. Em performances ao vivo de "Only Love Can Hurt Like This" fica claro não só o citado registro, mas também a diferença de coloração que sua voz dispõem.


Parte importante de seu canto é a produção constante de grunhidos e sons agressivos a fim de produzir um som mais imponente e poderoso. Nesta intimista performance acústicas de "Can't Rely On You" por diversos momentos é possível perceber sua aptidão para estes efeitos vocais:


Feita de carne e osso está sujeita a erros, algumas de suas performances deixam claro que nem sempre o talento natural pode lhe ajudar a atingir certos objetivos; executar notas sustentadas da quinta oitava sem aparentar desconforto é uma delas. Não se trata de uma contradição dizer que em alguns momentos Paloma não tem facilidade com o registro agudo, já que várias incógnitas podem interferir na vida pessoal de uma interprete, causando assim melhoras ou pioras em seu desempenho. Considero a seguinte performance como uma exceção:


Como puderam ver, seu registro inferior estava mais cheio por conta do abaixamento da laringe, em contra partida o superior menos dinâmico e ornado. Deixar a laringe tão baixa para cantar uma canção que exige agudos grandiosos em saltos tão grandes de uma nota a outra, pode sim trazer danos a voz de um artista ou arruinar sua performances.

Paloma Faith tem um alcance totalizado de 3 Oitavas e 1 nota, partindo de um Ré 3 até um Mí 6. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 2 Oitavas e 6 notas deste alcance, partindo do Ré 3 até o Dó agudo de Soprano (C6). Como podem ver existe uma discrepância entre sua classificação fach e sua classificação "normal"; acontece que  gosto de pensar em sua voz como a de um Mezzo-Soprano com aptidão a explosivas notas agudas em música popular, já em um longínquo sonho operístico, pelo metal em sua voz, o peso e os demais requisitos do sistema Fach que sua voz "atende", Soprano Lírico Spinto é a classificação mais próxima que posso especular.


Pontos Negativos

Falta de naturalidade na articulação das palavras.

Perda significativa de estamina na execução das notas do topo da quinta oitava ao vivo.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).


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domingo, 6 de julho de 2014


Artista / Banda: Katy Perry.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Dramático.
Alcance Vocal: C#3 - C#7 (Dó Sustenido 3 – Dó Sustenido 7).
Oitavas: 4 Oitavas.

Alcance Controlado: 
F#3 - Eb6 (Fá Sustenido 3 – Mí Bemol 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop Rock, Gospel, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Sendo atualmente uma das mais comentadas e adoradas cantoras Pop, Katy Perry não poderia ficar de fora do grupo de cantoras analisadas pelo Vocal Pop. Este post tem como intuito demonstrar todos os aspectos positivos e negativos a respeito da técnica de Katy e as mudanças que o timbre dela tem sofrido ao longo dos anos de carreira. Por isso aguentem e vejam todos os vídeos e; por fim, leiam as palavras desconhecidas no nosso glossário e deixe seu comentário no final!

Gosto de pensar na voz de Katy como um intermediário entre o Mezzo-Soprano e o Contralto, uma mulher que canta com conforto e brilho notas médias, mas sem a coloração comum entre os Mezzos. Sua voz se encaixa bem como Mezzo-Soprano 2, mas para facilitar o entendimento a coloco como Mezzo-Contralto, já que não trata-se de uma interprete erudita (Lugar este onde a classificação realmente é importante). Já o fach é algo ainda mais polêmico e que não deve prender a atenção dos fãs, por se tratar de uma especulação baseada em características vocais no canto popular, por isso deixo-a como um Mezzo-Soprano Lírico com leves características de seu naipe vizinho (O dramático).

Katy Perry tem como ponto forte a diferente coloração da sua voz de peito. Em tal registro seu timbre é: enérgico, escuro, emotivo e explosivo. Que por sinal acaba casando bem com canções que exploram notas médio agudas de forma grandiosa e explosiva; contrastando com seus graves frágeis e de difícil acesso. Que apesar de serem débeis e de baixa emissão trazem consigo significativa carga emotiva como demonstra o vídeo a seguir:


Como podem ver, as notas da região médio grave e aguda são emitidas de forma agradável; parcialmente seguras e belas. Sem a necessidade de esforço aparente ou técnicas insalubres. Como nem tudo são rosas é necessário frisar que o potencial de sua voz ainda não atingiu um apogeu e não dispõe ainda de um conjunto poderoso e efetivo para performances com grande públicos. Já que seu apoio para emissão de notas agudas em registro de peito e mix ainda não é excelente, falhando em certas ocasiões.




Sua voz de cabeça e seu falsete tem colorações quase idênticas na região 'grave' de ambos os registros, com considerável quantidade de ar em sua emissão; de qualquer maneira são de fácil acesso e estão sempre fazendo parte das ornamentações de suas canções, principalmente as acústicas. Esta recente apresentação de "Unconditionally" é um perfeito exemplo:


Por várias vezes é possível encontrar apresentações em que Katy desvia da versão de estúdio a fim de fugir das notas graves e agudas de mais para sua tessitura vocal. Outro aspecto negativo em sua técnica é a falta estrondosa de dinâmica em grandes performances, sua voz parece ficar em emissão forte todo o tempo, não conseguindo emitir pianos e pianíssimos ao cantar canções que os pedem em sua execução. Sua performance de 2008 no EMA foi basicamente levada a base do 'grito':


As notas de seu registro misto superior (Mix Head) são metálicas, poderosas e podem soar agressivas. Em tal registro, Katy Perry já atingiu um A5 (Lá 5) com volume, força e afinação demonstrando que é apta a atingir notas altas com a devida técnica. Neste trecho, extraído de uma performance ao vivo de "Whip My Hair", pode-se conferir tal nota (Que foi executada diversas em sua turnê anterior):


Falando um pouco a respeito das notas que Katy Perry alcança em seus registros, pode-se dizer que do C#3 (Dó Sustenido 3) executado em estúdio até o A5 (Lá 5) executado ao vivo, Katy consegue emitir-los sem recorrer ao falsete ou a voz de cabeça (Sua nota mais baixa executada ao vivo é um E3). Até o Eb6 (Mí Bemol 6) emitido ao vivo suas notas podem ser de certa forma controladas, passando disso existem apenas exclamações e notas desconfortáveis e desagradáveis aos ouvidos.

A respeito das constantes alegações a respeito da suposta afinação precária de Katy Perry, posso dizer com propriedade que são todas falsas. Sim, Katy tem dificuldade com performances ao vivo e melhorou drasticamente nos últimos meses, mas ela não era de todo modo desafinada e sim uma cantora com problemas de respiração conciliada ao canto e dinâmica do som (Problemas estes que vem sendo sanados com o tempo) por isso não faz sentido dizer que os maiores e mais frequentes problemas de suas performances eram a afinação.


Pontos Negativos

Respiração precária.

Composições escritas em tons que dificultam suas performances ao vivo.

Apoio precário.

Movimentação em palco comprometida.

Facebook | Página Oficial.


17:03 Sávio Alves

Artista / Banda: Katy Perry.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Dramático.
Alcance Vocal: C#3 - C#7 (Dó Sustenido 3 – Dó Sustenido 7).
Oitavas: 4 Oitavas.

Alcance Controlado: 
F#3 - Eb6 (Fá Sustenido 3 – Mí Bemol 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop Rock, Gospel, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Sendo atualmente uma das mais comentadas e adoradas cantoras Pop, Katy Perry não poderia ficar de fora do grupo de cantoras analisadas pelo Vocal Pop. Este post tem como intuito demonstrar todos os aspectos positivos e negativos a respeito da técnica de Katy e as mudanças que o timbre dela tem sofrido ao longo dos anos de carreira. Por isso aguentem e vejam todos os vídeos e; por fim, leiam as palavras desconhecidas no nosso glossário e deixe seu comentário no final!

Gosto de pensar na voz de Katy como um intermediário entre o Mezzo-Soprano e o Contralto, uma mulher que canta com conforto e brilho notas médias, mas sem a coloração comum entre os Mezzos. Sua voz se encaixa bem como Mezzo-Soprano 2, mas para facilitar o entendimento a coloco como Mezzo-Contralto, já que não trata-se de uma interprete erudita (Lugar este onde a classificação realmente é importante). Já o fach é algo ainda mais polêmico e que não deve prender a atenção dos fãs, por se tratar de uma especulação baseada em características vocais no canto popular, por isso deixo-a como um Mezzo-Soprano Lírico com leves características de seu naipe vizinho (O dramático).

Katy Perry tem como ponto forte a diferente coloração da sua voz de peito. Em tal registro seu timbre é: enérgico, escuro, emotivo e explosivo. Que por sinal acaba casando bem com canções que exploram notas médio agudas de forma grandiosa e explosiva; contrastando com seus graves frágeis e de difícil acesso. Que apesar de serem débeis e de baixa emissão trazem consigo significativa carga emotiva como demonstra o vídeo a seguir:


Como podem ver, as notas da região médio grave e aguda são emitidas de forma agradável; parcialmente seguras e belas. Sem a necessidade de esforço aparente ou técnicas insalubres. Como nem tudo são rosas é necessário frisar que o potencial de sua voz ainda não atingiu um apogeu e não dispõe ainda de um conjunto poderoso e efetivo para performances com grande públicos. Já que seu apoio para emissão de notas agudas em registro de peito e mix ainda não é excelente, falhando em certas ocasiões.




Sua voz de cabeça e seu falsete tem colorações quase idênticas na região 'grave' de ambos os registros, com considerável quantidade de ar em sua emissão; de qualquer maneira são de fácil acesso e estão sempre fazendo parte das ornamentações de suas canções, principalmente as acústicas. Esta recente apresentação de "Unconditionally" é um perfeito exemplo:


Por várias vezes é possível encontrar apresentações em que Katy desvia da versão de estúdio a fim de fugir das notas graves e agudas de mais para sua tessitura vocal. Outro aspecto negativo em sua técnica é a falta estrondosa de dinâmica em grandes performances, sua voz parece ficar em emissão forte todo o tempo, não conseguindo emitir pianos e pianíssimos ao cantar canções que os pedem em sua execução. Sua performance de 2008 no EMA foi basicamente levada a base do 'grito':


As notas de seu registro misto superior (Mix Head) são metálicas, poderosas e podem soar agressivas. Em tal registro, Katy Perry já atingiu um A5 (Lá 5) com volume, força e afinação demonstrando que é apta a atingir notas altas com a devida técnica. Neste trecho, extraído de uma performance ao vivo de "Whip My Hair", pode-se conferir tal nota (Que foi executada diversas em sua turnê anterior):


Falando um pouco a respeito das notas que Katy Perry alcança em seus registros, pode-se dizer que do C#3 (Dó Sustenido 3) executado em estúdio até o A5 (Lá 5) executado ao vivo, Katy consegue emitir-los sem recorrer ao falsete ou a voz de cabeça (Sua nota mais baixa executada ao vivo é um E3). Até o Eb6 (Mí Bemol 6) emitido ao vivo suas notas podem ser de certa forma controladas, passando disso existem apenas exclamações e notas desconfortáveis e desagradáveis aos ouvidos.

A respeito das constantes alegações a respeito da suposta afinação precária de Katy Perry, posso dizer com propriedade que são todas falsas. Sim, Katy tem dificuldade com performances ao vivo e melhorou drasticamente nos últimos meses, mas ela não era de todo modo desafinada e sim uma cantora com problemas de respiração conciliada ao canto e dinâmica do som (Problemas estes que vem sendo sanados com o tempo) por isso não faz sentido dizer que os maiores e mais frequentes problemas de suas performances eram a afinação.


Pontos Negativos

Respiração precária.

Composições escritas em tons que dificultam suas performances ao vivo.

Apoio precário.

Movimentação em palco comprometida.

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domingo, 22 de junho de 2014


Capa oficial de: "Empire", de Shakira.

Artista / Banda: Shakira.
Canção: "Empire", do álbum de estúdio: "Shakira".
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 - Eb5 (Sí Bemol na Terceira Oitava - Mí Bemol na Quinta Oitava). 
Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Gêneros Musicais: Rock, Pop Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2014.


Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".

"Empire", que em tradução para o português, significa: "Império", é uma das principais faixas do novo álbum homônimo de estúdio de Shakira. Constantemente, vemos álbuns homônimos, que ao invés de vivenciarem momentos criados pelos artistas, tendem a narrar os próprios conflitos pessoais de cada cantor.

Steve Mac (o produtor da faixa), quis explorar o timbre exótico de Shakira e as suas passagens de registro sensuais e fragilizadas. A canção foi composta em Dó Maior, uma armadura famosa mundo ocidental. Entretanto, "Empire" brinca com os acidentes, ao utilizar de bemois não existentes na escala "natural" de dó maior no decorrer da canção. Acordes maiores significam: alegria, felicidade e acordes menores remetem a sentimentos sombrios. Entre os acordes maiores, vemos: Mí Maior (E), Sí Bemol Maior (Bb) e entre os acordes menores, estão presentes: Lá Bemol Menor (Abm) e um melancólico Fá Menor (Fm) executado depois que ela canta: "And my heart beats", perceba que até a pressão no ambiente pula de alegria para tristeza.




Toda essa carga emotiva é tocada enquanto Shakira canta sobre como é bom ser feliz quando se encontra a alma gêmea, fazendo analogias ao amor forte e verdadeiro, com um império que pode resistir aos séculos. Tudo isso executado em pouco mais de 1 Oitava, onde Shakira permanece radiante no topo da 4ª Oitava, e flertando com a 5ª Oitava ao executar quebras vocais em Misto de Voz de Peito, em: C5 (Dó na Quinta Oitava), Eb5 (Mí Bemol na Quinta Oitava), entre outras notas menores. Sua Voz de Cabeça no refrão aparenta uma sensualidade e fragilidade feminina extrema. E já nas harmonizações que fez em voz de fundo, neste registro, ganha um aspecto mais texano, valorizando essa característica exótica que a própria tem na voz, esses agudos cavernosos, como os da falecida Yma Sumac, ela faz essa escala, depois das quebras vocais, onde canta: "We are alive" sem parar. Então temos uma improvisação, na sua Voz de Cabeça exótica.

Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".
Evidentemente, que a cavernosidade foi aumentada graças a recursos de estúdio, mas o timbre vocal de Shakira leva esses elementos desde que ela começou a cantar, anos atrás, a famosa: "Whenever, Whenever". O texano era presente, e veio se arrastando pelas décadas junto com o sucesso da latina em terras estadunidenses... "Empire" é uma faixa que permanece na zona de conforto de um Contralto e explora graves e agudos sem soar forçado ou desnecessário. Seus constantes C5s (Dós na Quinta Oitava), emitidos em registro misto são um atrativo, dando um brilho ourado a faixa. Uma Lea Michele versão Mezzo-Contralto talvez? Já pensou?

E por fim, vemos que Shakira chegou a sua era dourada ao cantar sobre seus conflitos pessoais e falar sobre sexo na faixa sem soar clichê ou promíscua. 

Videoclipe Oficial:



Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.
Ask.fm | Sávio.
Ask.fm | Ella Banks.Youtube | Canal de Vídeos.
Vimeo | Canal de Vídeos.
SoundCloud | Canal de Áudios. 


10:03 Harrison Max

Capa oficial de: "Empire", de Shakira.

Artista / Banda: Shakira.
Canção: "Empire", do álbum de estúdio: "Shakira".
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 - Eb5 (Sí Bemol na Terceira Oitava - Mí Bemol na Quinta Oitava). 
Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Gêneros Musicais: Rock, Pop Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2014.


Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".

"Empire", que em tradução para o português, significa: "Império", é uma das principais faixas do novo álbum homônimo de estúdio de Shakira. Constantemente, vemos álbuns homônimos, que ao invés de vivenciarem momentos criados pelos artistas, tendem a narrar os próprios conflitos pessoais de cada cantor.

Steve Mac (o produtor da faixa), quis explorar o timbre exótico de Shakira e as suas passagens de registro sensuais e fragilizadas. A canção foi composta em Dó Maior, uma armadura famosa mundo ocidental. Entretanto, "Empire" brinca com os acidentes, ao utilizar de bemois não existentes na escala "natural" de dó maior no decorrer da canção. Acordes maiores significam: alegria, felicidade e acordes menores remetem a sentimentos sombrios. Entre os acordes maiores, vemos: Mí Maior (E), Sí Bemol Maior (Bb) e entre os acordes menores, estão presentes: Lá Bemol Menor (Abm) e um melancólico Fá Menor (Fm) executado depois que ela canta: "And my heart beats", perceba que até a pressão no ambiente pula de alegria para tristeza.




Toda essa carga emotiva é tocada enquanto Shakira canta sobre como é bom ser feliz quando se encontra a alma gêmea, fazendo analogias ao amor forte e verdadeiro, com um império que pode resistir aos séculos. Tudo isso executado em pouco mais de 1 Oitava, onde Shakira permanece radiante no topo da 4ª Oitava, e flertando com a 5ª Oitava ao executar quebras vocais em Misto de Voz de Peito, em: C5 (Dó na Quinta Oitava), Eb5 (Mí Bemol na Quinta Oitava), entre outras notas menores. Sua Voz de Cabeça no refrão aparenta uma sensualidade e fragilidade feminina extrema. E já nas harmonizações que fez em voz de fundo, neste registro, ganha um aspecto mais texano, valorizando essa característica exótica que a própria tem na voz, esses agudos cavernosos, como os da falecida Yma Sumac, ela faz essa escala, depois das quebras vocais, onde canta: "We are alive" sem parar. Então temos uma improvisação, na sua Voz de Cabeça exótica.

Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".
Evidentemente, que a cavernosidade foi aumentada graças a recursos de estúdio, mas o timbre vocal de Shakira leva esses elementos desde que ela começou a cantar, anos atrás, a famosa: "Whenever, Whenever". O texano era presente, e veio se arrastando pelas décadas junto com o sucesso da latina em terras estadunidenses... "Empire" é uma faixa que permanece na zona de conforto de um Contralto e explora graves e agudos sem soar forçado ou desnecessário. Seus constantes C5s (Dós na Quinta Oitava), emitidos em registro misto são um atrativo, dando um brilho ourado a faixa. Uma Lea Michele versão Mezzo-Contralto talvez? Já pensou?

E por fim, vemos que Shakira chegou a sua era dourada ao cantar sobre seus conflitos pessoais e falar sobre sexo na faixa sem soar clichê ou promíscua. 

Videoclipe Oficial:



Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.
Ask.fm | Sávio.
Ask.fm | Ella Banks.Youtube | Canal de Vídeos.
Vimeo | Canal de Vídeos.
SoundCloud | Canal de Áudios. 


quinta-feira, 19 de junho de 2014


Artista: Lana Del Rey
Canção: “Shades Of Cool”.
Do Álbum: “Ultraviolence”.
Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 25 de Maio de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: A3 – D5 (Lá 3 – Ré 5).
Tonalidade: Ré menor.

Mais um clipe lançado por Lana Del Rey e vamos a mais uma análise completa sobre a estrutura desta canção e a performance vocal da interprete... Como sempre digo, a leitura do glossário é importantíssima para aqueles que não tem afinidade com termos normalmente utilizados por músicos e profissionais da área (Para ler o glossário clique aqui), depois disso vamos a análise!


Com um andamento largo, pesaroso, instrumentos típicos da música dos anos 70 e vocais extremamente melancólicos e emocionais, Lana Del Rey introduz seu novo single ao ouvinte. "Shades Of Cool" trás consigo uma pesada estética, que aliada ao timbre quente e sedento da voz de cabeça de Lana impactam o ouvinte na sofrida armadura de Ré menor.




A instrumentação remete a antigas baladas de Rock Alternativo, regadas por um visual pesado e dramático, que explora o máximo do lirismo em detrimento das habilidades vocais, deixando em primeiro plano a história a ser contada. Ao todo, pode-se dizer que minha experiência ouvindo tal canção solta é positiva, mas as coisas mudam de figura quando "Ultraviolance" entra na jogada e devo seguir um roteiro pré destinado para desfrutar dos tristes tons da mesma, logo mais escreverei sobre isto... Ainda não posso dizer muito a respeito de performances ao vivo, mas não acredito que Lana vá ter problemas em cantar uma oitava e meia, em voz de cabeça e paradinha em seu pedestal.


Sobre a história do clipe de "Shades of Cool", li tais comentários em um grande grupo de fãs de Lana Del Rey, onde uma moça traduzia comentários do Youtube:

(Traduzido)

Isto não é sobre uma moça jovem namorar um cara mais velho, trata-se de um velho lembrando do que poderia ter sido o amor de sua vida que morreu jovem. Lana é um fantasma que ele vê em toda parte. Prova? No min 3:39 o cara faz o sinal da cruz quando ele a vê passar na frente dele nadando.
Ele cresceu velho, triste e solitário. Talvez querendo um novo alguém, mas não conseguiu encontrar ninguém como ela.

Resposta 1: Verdade, agora que você mecionou, ela parece mesmo emitir uma aura fantasmagórica nas cenas de vestido branco... E ela tá de branco.

Resposta 2: É verdade, faz sentido, ainda mais porque aos 4:42 parecem balas de arma passando por ela. Então parece que ela é abstratamente assassinada.

Resposta 3: isso faz sentido com a cena que ela aparece andando na rua e ele olha pra ela de um jeito estranho, como se ele tivesse vendo uma miragem.

Reposta 4: Comparando com o vídeo de West Coast, que é o MESMO ator que está com ela no carro, parece que são a mesma história, a diferença é que em West Coast fala sobre o começo do romance, quando eles eram novos, e 'Shades Of Cool' é alguns anos depois. Em 'Blue Jeans', aparece um cara com ela na piscina, que seria como eles se conheceram. 'Video Games' é ela com ele enquanto tudo estava bom. 'Born to Die' foi quando ela morreu.

Viagens e interpretações a parte, "Shades Of Cool" trouxe um bom conjunto da obra, levando em conta fotografia, mensagem, canção tema e enredo, provando mais uma vez, que do cenário pop, Lana Del Rey é uma das interpretes com mais liberdade criativa no momento.

Vídeo 

17:42 Sávio Alves

Artista: Lana Del Rey
Canção: “Shades Of Cool”.
Do Álbum: “Ultraviolence”.
Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 25 de Maio de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: A3 – D5 (Lá 3 – Ré 5).
Tonalidade: Ré menor.

Mais um clipe lançado por Lana Del Rey e vamos a mais uma análise completa sobre a estrutura desta canção e a performance vocal da interprete... Como sempre digo, a leitura do glossário é importantíssima para aqueles que não tem afinidade com termos normalmente utilizados por músicos e profissionais da área (Para ler o glossário clique aqui), depois disso vamos a análise!


Com um andamento largo, pesaroso, instrumentos típicos da música dos anos 70 e vocais extremamente melancólicos e emocionais, Lana Del Rey introduz seu novo single ao ouvinte. "Shades Of Cool" trás consigo uma pesada estética, que aliada ao timbre quente e sedento da voz de cabeça de Lana impactam o ouvinte na sofrida armadura de Ré menor.




A instrumentação remete a antigas baladas de Rock Alternativo, regadas por um visual pesado e dramático, que explora o máximo do lirismo em detrimento das habilidades vocais, deixando em primeiro plano a história a ser contada. Ao todo, pode-se dizer que minha experiência ouvindo tal canção solta é positiva, mas as coisas mudam de figura quando "Ultraviolance" entra na jogada e devo seguir um roteiro pré destinado para desfrutar dos tristes tons da mesma, logo mais escreverei sobre isto... Ainda não posso dizer muito a respeito de performances ao vivo, mas não acredito que Lana vá ter problemas em cantar uma oitava e meia, em voz de cabeça e paradinha em seu pedestal.


Sobre a história do clipe de "Shades of Cool", li tais comentários em um grande grupo de fãs de Lana Del Rey, onde uma moça traduzia comentários do Youtube:

(Traduzido)

Isto não é sobre uma moça jovem namorar um cara mais velho, trata-se de um velho lembrando do que poderia ter sido o amor de sua vida que morreu jovem. Lana é um fantasma que ele vê em toda parte. Prova? No min 3:39 o cara faz o sinal da cruz quando ele a vê passar na frente dele nadando.
Ele cresceu velho, triste e solitário. Talvez querendo um novo alguém, mas não conseguiu encontrar ninguém como ela.

Resposta 1: Verdade, agora que você mecionou, ela parece mesmo emitir uma aura fantasmagórica nas cenas de vestido branco... E ela tá de branco.

Resposta 2: É verdade, faz sentido, ainda mais porque aos 4:42 parecem balas de arma passando por ela. Então parece que ela é abstratamente assassinada.

Resposta 3: isso faz sentido com a cena que ela aparece andando na rua e ele olha pra ela de um jeito estranho, como se ele tivesse vendo uma miragem.

Reposta 4: Comparando com o vídeo de West Coast, que é o MESMO ator que está com ela no carro, parece que são a mesma história, a diferença é que em West Coast fala sobre o começo do romance, quando eles eram novos, e 'Shades Of Cool' é alguns anos depois. Em 'Blue Jeans', aparece um cara com ela na piscina, que seria como eles se conheceram. 'Video Games' é ela com ele enquanto tudo estava bom. 'Born to Die' foi quando ela morreu.

Viagens e interpretações a parte, "Shades Of Cool" trouxe um bom conjunto da obra, levando em conta fotografia, mensagem, canção tema e enredo, provando mais uma vez, que do cenário pop, Lana Del Rey é uma das interpretes com mais liberdade criativa no momento.

Vídeo