quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Artista / Banda: Ariana Grande
Álbum: My Everything.
Lançamento Oficial: 25 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: E2 - Eb6 [Aprox] (Mí Dois - Mí Bemol Seis)
Oitavas: 3 Oitavas, 6 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: E2 – Bb5 (Mí Dois – Sí Bemol Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: R&B, Dance Pop.

Notas mais aguda Belting/Mix: Bb5 (Sí Bemol Cinco).

Chegou até mim por uma famosa rede de streaming o novo álbum de Ariana Grande. Em seu segundo álbum a jovem e promissora cantora que vem conquistando crianças e pré adolescentes pelo mundo todo com sua sonoridade que mixa R&B e música Pop. Para avaliar um álbum desse tipo é necessário focar em quem é o público alvo do mesmo e não exigir de um interprete teen, praticamente emergente, sonoridade introspectiva, madura e ou extremamente rica.

Ariana vem sendo gerenciada por uma grande máquina e foi escolhida a dedo para ser a nova sensação do momento, por isso é difícil saber quando a mesma terá carta branca para sair da área de conforto; tendo isso em mente é difícil saber o que realmente vem de Ariana e o que vem de sua big machine, mas no geral houve evolução significativa na instrumentação e produção desde seu debut.

Com sons próximo do chang e outros instrumentos de percussão de metal em certos momentos, a instrumentação de "My Everything" difere de seu antecessor pela leve ousadia de introduzir instrumentos como estes em sua composição mesmo na introdução. Guitarras com sons puros e limpos (Pouca distorção/"drive") podem ser conferidos no decorrer do álbum, porém por aí para a inovação. Este é um projeto feito único e exclusivamente para alavancar Ariana para o mundo e estabiliza-la no mercado, não se pode se esperar bruscas mudanças de estilo.



É redundância colocar Ariana Grande e vocais promissores na mesma frase, mas é a verdade... Neste álbum as harmonizações e uníssonos vieram em grande quantidade e demonstram como seu registro grave ganhou extensão. Para quem não passava do G#3 (Sol Sustenido Três) com frequência, adentrar a segunda oitava a ponto de atingir notas gravíssima da tessitura de um baixo e barítono, é um avanço considerável. Sendo Soprano é obvio que tais notas soam soprosas ao extremo e não dispõem de qualidade suficiente para ficarem em evidência na melodia principal, mas seu G#3 (Sol três) ganhou mais peso e consequentemente aparece mais vezes. Neste projeto Ariana está explorando os graves como nunca, sua voz está crescendo e ganhando corpo sem deixar de lado a técnica salubre e seu som característico.

É assustador dizer que Ariana conseguiu uma nota tão grave, mas peço um voto de confiança até que eu possa fazer um vídeo (O mais rápido o possível) demonstrando tal nota isolada, confirmando se realmente se trata de um E2 (Mí 2) ou não, por isso coloquei "aprox" na análise, mas estou totalmente certo de que é uma nota da segunda oitava extremamente grave! (Não direi em qual canção a nota acontece porque descobri isso sozinho e não acho justo deixar de bandeja para outro canal oportunista algo que demorei tanto para procurar, por isso farei o vídeo e postarei em nossa página oficial e neste post também através de uma atualização).

Em "My Everything" nenhuma nota em whistle register (Registro de apito) ou de flauta (Flageolet) foi emitida por Ariana Grande na melodia principal, a voz de cabeça e o falsete ficaram encarregados de infeitar as notas agudas da sexta oitava. Como os mais fervorosos fãs adentrando mais a fundo as tracks soltas pode acontecer de encontrarem algum harmonizado bem escondido, mas até agora não consegui identificar um (Mas não se preocupem o vídeo está por vir).

Conclusão

Este é o álbum que Ariana demonstra seu registro grave, o que pode ser algo duradouro daqui para frente. Tirando a evolução nesta região vocal não se fez presente grandes inovações, o que não o torna o álbum menos agradável. Se eu realmente estiver certo e este E2 for real Ariana passa a ter um alcance vocal de 5 oitavas cravadas!


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13:46 Sávio Alves

Artista / Banda: Ariana Grande
Álbum: My Everything.
Lançamento Oficial: 25 de Agosto de 2014.
Extensão Vocal Utilizada: E2 - Eb6 [Aprox] (Mí Dois - Mí Bemol Seis)
Oitavas: 3 Oitavas, 6 Notas e 1 Semitom.

Voz plena: E2 – Bb5 (Mí Dois – Sí Bemol Cinco).
Oitavas: 3 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.
Gêneros Musicais: R&B, Dance Pop.

Notas mais aguda Belting/Mix: Bb5 (Sí Bemol Cinco).

Chegou até mim por uma famosa rede de streaming o novo álbum de Ariana Grande. Em seu segundo álbum a jovem e promissora cantora que vem conquistando crianças e pré adolescentes pelo mundo todo com sua sonoridade que mixa R&B e música Pop. Para avaliar um álbum desse tipo é necessário focar em quem é o público alvo do mesmo e não exigir de um interprete teen, praticamente emergente, sonoridade introspectiva, madura e ou extremamente rica.

Ariana vem sendo gerenciada por uma grande máquina e foi escolhida a dedo para ser a nova sensação do momento, por isso é difícil saber quando a mesma terá carta branca para sair da área de conforto; tendo isso em mente é difícil saber o que realmente vem de Ariana e o que vem de sua big machine, mas no geral houve evolução significativa na instrumentação e produção desde seu debut.

Com sons próximo do chang e outros instrumentos de percussão de metal em certos momentos, a instrumentação de "My Everything" difere de seu antecessor pela leve ousadia de introduzir instrumentos como estes em sua composição mesmo na introdução. Guitarras com sons puros e limpos (Pouca distorção/"drive") podem ser conferidos no decorrer do álbum, porém por aí para a inovação. Este é um projeto feito único e exclusivamente para alavancar Ariana para o mundo e estabiliza-la no mercado, não se pode se esperar bruscas mudanças de estilo.



É redundância colocar Ariana Grande e vocais promissores na mesma frase, mas é a verdade... Neste álbum as harmonizações e uníssonos vieram em grande quantidade e demonstram como seu registro grave ganhou extensão. Para quem não passava do G#3 (Sol Sustenido Três) com frequência, adentrar a segunda oitava a ponto de atingir notas gravíssima da tessitura de um baixo e barítono, é um avanço considerável. Sendo Soprano é obvio que tais notas soam soprosas ao extremo e não dispõem de qualidade suficiente para ficarem em evidência na melodia principal, mas seu G#3 (Sol três) ganhou mais peso e consequentemente aparece mais vezes. Neste projeto Ariana está explorando os graves como nunca, sua voz está crescendo e ganhando corpo sem deixar de lado a técnica salubre e seu som característico.

É assustador dizer que Ariana conseguiu uma nota tão grave, mas peço um voto de confiança até que eu possa fazer um vídeo (O mais rápido o possível) demonstrando tal nota isolada, confirmando se realmente se trata de um E2 (Mí 2) ou não, por isso coloquei "aprox" na análise, mas estou totalmente certo de que é uma nota da segunda oitava extremamente grave! (Não direi em qual canção a nota acontece porque descobri isso sozinho e não acho justo deixar de bandeja para outro canal oportunista algo que demorei tanto para procurar, por isso farei o vídeo e postarei em nossa página oficial e neste post também através de uma atualização).

Em "My Everything" nenhuma nota em whistle register (Registro de apito) ou de flauta (Flageolet) foi emitida por Ariana Grande na melodia principal, a voz de cabeça e o falsete ficaram encarregados de infeitar as notas agudas da sexta oitava. Como os mais fervorosos fãs adentrando mais a fundo as tracks soltas pode acontecer de encontrarem algum harmonizado bem escondido, mas até agora não consegui identificar um (Mas não se preocupem o vídeo está por vir).

Conclusão

Este é o álbum que Ariana demonstra seu registro grave, o que pode ser algo duradouro daqui para frente. Tirando a evolução nesta região vocal não se fez presente grandes inovações, o que não o torna o álbum menos agradável. Se eu realmente estiver certo e este E2 for real Ariana passa a ter um alcance vocal de 5 oitavas cravadas!


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014


Hoje venho com argumentos técnicos descobrir com vocês se Mariah Carey e Ariana Grande tem similaridades em suas vozes, estilos e ou composições para fechar de vez por todas este ciclo vicioso em meio as comunidades Pop, que usam de argumentos (Muitas vezes) vazios para defender um lado incondicionalmente por razões múltiplas.

Enumerando tópicos diversos, explicarei de forma costumeira ao site, minhas considerações a respeito das cantoras, lembrando que suas análises já foram devidamente publicadas em nosso site por nossa equipe (Ariana Grande clique aqui, Mariah Carey clique aqui).



Whistle - Registro de Apito - Registro de Flauta - Flageolet register

Mariah com toda certeza se sobressai neste quesito. Ariana é apta a executar o tão famoso registro de apito, mas não tem pleno controle do mesmo para executar diversas ornamentações, passagens e virtuosas melismas ao vivo. Por conta do uso constante deste registro, grande quantidade de apresentações em locais barulhentos e a idade, Mariah perdeu um pouco de qualidade e ganhou uma qualidade mais madura em seu timbre, já Ariana é jovem e pouco faz uso do mesmo, por isso compara-las por conta disso não é algo ético a se fazer.

Comparações com Ariana e Mariah por conta do whistle em nosso país geralmente ocorrem por falta de conhecimento as massas de nosso país com respeito a técnica vocal e qualquer outro assunto relacionado a música pela gritante falta de professores qualificados para o ensino musical... Por isso, pode-se dizer que as duas não dispõem de similaridades com respeito ao controle de tal registro vocal.


Belting - Mix Head Voice - Mix Cheast Voice 

Nas notas agudas em voz de peito e ou registro misto, as duas interpretes dispõem de grande aptidão para notas agudíssimas por serem respectivamente Sopranos, mesmo dispondo de diferentes níveis de peso vocal.

Ariana por sua vez é mais jovem que Mariah e tem uma voz mais leve e propensa a levar uma performance ao vivo sem fadiga vocal mesmo em tons altíssimos em voz plena. Mesmo em sua era debut Mariah já apresentava uma voz mais cheia e madura que a de Ariana, não demonstrando grandes similaridades entre seus respectivos timbres em tal região do registro de peito/misto.



Registro Grave - Voz de Peito - Low Register


Não precisa ser grande especialista para saber que Sopranos não dispõem de grande afinidade com o registro grave. Mariah com certeza tem em sua extensão vocal grande quantidade de notas graves, podendo entrar na zona vocal masculina, mas claramente a qualidade de emissão é baixíssima se comparada a dos mesmo, sendo louvável seu alcance para uma mulher de voz aguda, mas não para todos as outras classificações.

Já Ariana Grande não tem um largo registro grave e a coloração do mesmo é muito menos cavernosa e soprosa, deixando óbvio o contraste entre a coloração de seu registro vocal e o de Mariah Carey.

Voz de Cabeça - Head Voice

Neste Mariah já teve maior número de chances para exibir sua capacidade para demonstrar virtuosismo e desenvoltura em tal registro, mas o que posso dizer é que existem leves similaridade com o de Ariana e com o de meio milhão de cantoras de R&B e Black Music espalhadas pelo planeta. Sua voz de cabeça é soprosa, de baixa emissão e delicada, sendo utilizada para dar toques especiais a sua canções e passar ar de sensualidade a suas composições.

Ariana e inúmeras cantoras fazem o mesmo, mesmo antes de Mariah debutar no mercado fonográfico.


Estilo - Composições 

Mariah, desde seu primeiro trabalho sempre focou sua música em um público abrangente e mais maduro do que Ariana, que por questão de destino pegou o mercado fonográfico em uma era em que o público alvo é extremamente jovem e imaturo, fazendo com que composições genéricas e consequentemente mais fracas consigam espaço com mais facilidade no mercado fonográfico mundial.

Mariah veio de uma era diferente, o mercado procurava artistas para uma carreira de décadas de sucessos, com foco nos ritmos puros e sem grande interferência do Pop em tudo que se entende por música! Não existem similaridades nestas questões com respeito a era em que Ariana faz sucesso.

Conclusão

Levando em conta os tópicos fica claro que não existe gritantes semelhança na voz e muito menos nas composições de ambas interpretes, por isso considero infundadas as comparações exageradas entre as duas, Ariana se inspira em Mariah (Como meio mundo), mas não é e nem parece ser uma cópia fidedigna da mesma. Brincadeiras saudáveis não são nada de mais, mas o extremismo cansa.

Deixe abaixo seus comentários e considerações a respeito deste post, claramente respeitando opiniões adversas a sua.




13:03 Sávio Alves

Hoje venho com argumentos técnicos descobrir com vocês se Mariah Carey e Ariana Grande tem similaridades em suas vozes, estilos e ou composições para fechar de vez por todas este ciclo vicioso em meio as comunidades Pop, que usam de argumentos (Muitas vezes) vazios para defender um lado incondicionalmente por razões múltiplas.

Enumerando tópicos diversos, explicarei de forma costumeira ao site, minhas considerações a respeito das cantoras, lembrando que suas análises já foram devidamente publicadas em nosso site por nossa equipe (Ariana Grande clique aqui, Mariah Carey clique aqui).



Whistle - Registro de Apito - Registro de Flauta - Flageolet register

Mariah com toda certeza se sobressai neste quesito. Ariana é apta a executar o tão famoso registro de apito, mas não tem pleno controle do mesmo para executar diversas ornamentações, passagens e virtuosas melismas ao vivo. Por conta do uso constante deste registro, grande quantidade de apresentações em locais barulhentos e a idade, Mariah perdeu um pouco de qualidade e ganhou uma qualidade mais madura em seu timbre, já Ariana é jovem e pouco faz uso do mesmo, por isso compara-las por conta disso não é algo ético a se fazer.

Comparações com Ariana e Mariah por conta do whistle em nosso país geralmente ocorrem por falta de conhecimento as massas de nosso país com respeito a técnica vocal e qualquer outro assunto relacionado a música pela gritante falta de professores qualificados para o ensino musical... Por isso, pode-se dizer que as duas não dispõem de similaridades com respeito ao controle de tal registro vocal.


Belting - Mix Head Voice - Mix Cheast Voice 

Nas notas agudas em voz de peito e ou registro misto, as duas interpretes dispõem de grande aptidão para notas agudíssimas por serem respectivamente Sopranos, mesmo dispondo de diferentes níveis de peso vocal.

Ariana por sua vez é mais jovem que Mariah e tem uma voz mais leve e propensa a levar uma performance ao vivo sem fadiga vocal mesmo em tons altíssimos em voz plena. Mesmo em sua era debut Mariah já apresentava uma voz mais cheia e madura que a de Ariana, não demonstrando grandes similaridades entre seus respectivos timbres em tal região do registro de peito/misto.



Registro Grave - Voz de Peito - Low Register


Não precisa ser grande especialista para saber que Sopranos não dispõem de grande afinidade com o registro grave. Mariah com certeza tem em sua extensão vocal grande quantidade de notas graves, podendo entrar na zona vocal masculina, mas claramente a qualidade de emissão é baixíssima se comparada a dos mesmo, sendo louvável seu alcance para uma mulher de voz aguda, mas não para todos as outras classificações.

Já Ariana Grande não tem um largo registro grave e a coloração do mesmo é muito menos cavernosa e soprosa, deixando óbvio o contraste entre a coloração de seu registro vocal e o de Mariah Carey.

Voz de Cabeça - Head Voice

Neste Mariah já teve maior número de chances para exibir sua capacidade para demonstrar virtuosismo e desenvoltura em tal registro, mas o que posso dizer é que existem leves similaridade com o de Ariana e com o de meio milhão de cantoras de R&B e Black Music espalhadas pelo planeta. Sua voz de cabeça é soprosa, de baixa emissão e delicada, sendo utilizada para dar toques especiais a sua canções e passar ar de sensualidade a suas composições.

Ariana e inúmeras cantoras fazem o mesmo, mesmo antes de Mariah debutar no mercado fonográfico.


Estilo - Composições 

Mariah, desde seu primeiro trabalho sempre focou sua música em um público abrangente e mais maduro do que Ariana, que por questão de destino pegou o mercado fonográfico em uma era em que o público alvo é extremamente jovem e imaturo, fazendo com que composições genéricas e consequentemente mais fracas consigam espaço com mais facilidade no mercado fonográfico mundial.

Mariah veio de uma era diferente, o mercado procurava artistas para uma carreira de décadas de sucessos, com foco nos ritmos puros e sem grande interferência do Pop em tudo que se entende por música! Não existem similaridades nestas questões com respeito a era em que Ariana faz sucesso.

Conclusão

Levando em conta os tópicos fica claro que não existe gritantes semelhança na voz e muito menos nas composições de ambas interpretes, por isso considero infundadas as comparações exageradas entre as duas, Ariana se inspira em Mariah (Como meio mundo), mas não é e nem parece ser uma cópia fidedigna da mesma. Brincadeiras saudáveis não são nada de mais, mas o extremismo cansa.

Deixe abaixo seus comentários e considerações a respeito deste post, claramente respeitando opiniões adversas a sua.




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Christina Aguilera, cantora constantemente criticada por conta
de sua técnica de emissão.

Já se perguntaram até onde a técnica vocal é mais importante que as intenções artísticas de alguém? Provavelmente a maioria já pensou, “este claramente não é o caminho mais adequado e técnico a se seguir, mas soa maravilhosamente bem". Hoje, escrevo deixando de lado os padrões técnicos para falar a respeito da diversidade e da vontade do próprio artista, que nem sempre deseja executar algo dentro dos padrões.

É importante frisar que obviamente não posso levar partes destes conceitos e pensamentos para uma análise vocal completa, por levar em conta a técnica aplicada ao canto salubre como ponto positivo.

Björk é um excelente exemplo de artista único e original. Sua técnica está longe de ser a mais convencional e perfeita, mas o som produzido é extremamente exótico e colossal para muitos... É importante ter uma técnica apurada? Sem dúvida, mas alguns sons são tão particulares e "estranhos" que conquistam o mundo da música experimental e de vanguarda.



Sempre em busca de inovação, Björk claramente permaneceu muitos anos sem se utilizar da técnica vocal convencional para interpretar suas canções, o que lhe trouxe alguns prejuízos, que foram sanados com um pouco mais de apreço com seu trato vocal, no entanto sem deixar de lado suas peculiaridades.

A salubridade ao cantar pode facilmente ser atingida com as tradicionais técnicas de canto, mas os timbres exóticos nem sempre, por isso é bom ter à disposição um preparador vocal que consiga transformar a "margem do perfeito e técnico" em algo salubre, ou a partir dos conhecimentos tradicionais, tornar algo já existente um som próximo do desejado e solicitado pelo intérprete.




Fica claro que fora da música erudita convencional a técnica é importante, mas não mais do que o timbre desejado. Em nosso meio (Música) ainda existe gritante preconceito a respeito das intenções artísticas ao cantar quando se começa a aprender sobre técnica vocal, sendo que na poesia (que em noventa por cento dos casos está em uma música) a famosa licença poética é muito mais aceitável. Exemplo disso é o novo single da Banda do Mar, "Mais Ninguém":



Nas artes plásticas, assim como na literatura, também existe maior liberdade e reconhecimento das intenções do artista, deixando intacto o público contrário às mesmas e os artistas de virtuosas técnicas. Da frase "Nem só de realismo vive a arte" nasceu Dalí.

 Quadro surrealista "O Grande Masturbador" de Salvador Dalí, de 1929.

Falar destas questões sem citar Christina Aguilera é algo difícil. A compositora e intérprete de um dos maiores hinos de auto-aceitação de nossa geração é constantemente atacada por conta dos pontos fracos de sua técnica em vídeos de ódio... Por isso pessoal, medir um pouco as palavras enquanto crítico é importante, pois outro ser humano está fazendo um trabalho e sua intenção é agradar um público e fazer algo novo (ou não). Não somos obrigados a admirar ou compreender nenhum artista, mas tentar fazê-lo antes de uma crítica é o mínimo, não é mesmo?


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08:57 Sávio Alves
Christina Aguilera, cantora constantemente criticada por conta
de sua técnica de emissão.

Já se perguntaram até onde a técnica vocal é mais importante que as intenções artísticas de alguém? Provavelmente a maioria já pensou, “este claramente não é o caminho mais adequado e técnico a se seguir, mas soa maravilhosamente bem". Hoje, escrevo deixando de lado os padrões técnicos para falar a respeito da diversidade e da vontade do próprio artista, que nem sempre deseja executar algo dentro dos padrões.

É importante frisar que obviamente não posso levar partes destes conceitos e pensamentos para uma análise vocal completa, por levar em conta a técnica aplicada ao canto salubre como ponto positivo.

Björk é um excelente exemplo de artista único e original. Sua técnica está longe de ser a mais convencional e perfeita, mas o som produzido é extremamente exótico e colossal para muitos... É importante ter uma técnica apurada? Sem dúvida, mas alguns sons são tão particulares e "estranhos" que conquistam o mundo da música experimental e de vanguarda.



Sempre em busca de inovação, Björk claramente permaneceu muitos anos sem se utilizar da técnica vocal convencional para interpretar suas canções, o que lhe trouxe alguns prejuízos, que foram sanados com um pouco mais de apreço com seu trato vocal, no entanto sem deixar de lado suas peculiaridades.

A salubridade ao cantar pode facilmente ser atingida com as tradicionais técnicas de canto, mas os timbres exóticos nem sempre, por isso é bom ter à disposição um preparador vocal que consiga transformar a "margem do perfeito e técnico" em algo salubre, ou a partir dos conhecimentos tradicionais, tornar algo já existente um som próximo do desejado e solicitado pelo intérprete.




Fica claro que fora da música erudita convencional a técnica é importante, mas não mais do que o timbre desejado. Em nosso meio (Música) ainda existe gritante preconceito a respeito das intenções artísticas ao cantar quando se começa a aprender sobre técnica vocal, sendo que na poesia (que em noventa por cento dos casos está em uma música) a famosa licença poética é muito mais aceitável. Exemplo disso é o novo single da Banda do Mar, "Mais Ninguém":



Nas artes plásticas, assim como na literatura, também existe maior liberdade e reconhecimento das intenções do artista, deixando intacto o público contrário às mesmas e os artistas de virtuosas técnicas. Da frase "Nem só de realismo vive a arte" nasceu Dalí.

 Quadro surrealista "O Grande Masturbador" de Salvador Dalí, de 1929.

Falar destas questões sem citar Christina Aguilera é algo difícil. A compositora e intérprete de um dos maiores hinos de auto-aceitação de nossa geração é constantemente atacada por conta dos pontos fracos de sua técnica em vídeos de ódio... Por isso pessoal, medir um pouco as palavras enquanto crítico é importante, pois outro ser humano está fazendo um trabalho e sua intenção é agradar um público e fazer algo novo (ou não). Não somos obrigados a admirar ou compreender nenhum artista, mas tentar fazê-lo antes de uma crítica é o mínimo, não é mesmo?


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quarta-feira, 13 de agosto de 2014


Hoje, pela primeira vez, lhes trago um tipo especial de classificação vocal. O Dugazon, também conhecido como Soprano Dugazon ou Mezzo-Soprano Dugazon, é uma voz de grande tessitura, também descrita como um intermediário entre o Mezzo-Soprano convencional e o Soprano Soubrette, tendo como principal e mais chamativa característica a diferença de cores entre o registro superior e o inferior.

Com uma voz de tamanho moderado, o Dugazon tem facilidade em adequar sua voz a diferentes papeis operísticos, podendo interpretar pequenos papeis escritos para Soubrettes, leves Mezzo-Sopranos e antigas árias de Castrati, sendo que a agilidade presente neste Fach geralmente é acima da média.




O Mezzo-Soprano Lírico Coloratura é próximo do Dugazon, mas difere do mesmo em questão de peso e homogeneidade, sendo que o Dugazon é mais raro e dispõem de mais "colorações vocais distintas". O Soubrette também tem similaridades com o registro superior de tal fach, mas de forma alguma um registro inferior equiparável, pode-se dizer que com uma mistura de várias vozes distintas se cria um Dugazon.

Atualmente a interprete de maior sucesso no mundo erudito com estas características é Cecilia Bartoli, que interpreta, com extrema competência, papeis de extrema agilidade escritos para leves Mezzos e Castratis. Sua voz dispõem de extrema agilidade e pode ser considerada (Informalmente) uma espécia de "Dugazon Coloratura". No vídeo a seguir fica evidente as citadas características em sua voz:



Na música popular não existe, formalmente, classificações vocais, muito menos sub-classificações, mas levando em conta certas características e especulando outras, algumas vozes podem ser enquadradas em alguns naipes. Acredito que o melhor exemplo de possível Dugazon (Como no vídeo de vozes híbridas demonstra) é a cantora Lana Del Rey, que dispõem de todas as características citadas:


Como podem ver, Lana está longe de ser uma interprete de técnica tão apurada como uma cantora erudita, mas seu timbre tem as características citadas no texto. Outro exemplo notável, que facilmente pode ser enquadrado da mesma maneira é a voz da dinamarquesa MØ. O vídeo a seguir (Inteiramente produzido por nossa equipe) demonstra bem sua alcance vocal e habilidade de canto:


Neste vídeo (Inteiramente em inglês) existe uma breve explicação sobre este tipo de voz "híbrida".

12:21 Sávio Alves

Hoje, pela primeira vez, lhes trago um tipo especial de classificação vocal. O Dugazon, também conhecido como Soprano Dugazon ou Mezzo-Soprano Dugazon, é uma voz de grande tessitura, também descrita como um intermediário entre o Mezzo-Soprano convencional e o Soprano Soubrette, tendo como principal e mais chamativa característica a diferença de cores entre o registro superior e o inferior.

Com uma voz de tamanho moderado, o Dugazon tem facilidade em adequar sua voz a diferentes papeis operísticos, podendo interpretar pequenos papeis escritos para Soubrettes, leves Mezzo-Sopranos e antigas árias de Castrati, sendo que a agilidade presente neste Fach geralmente é acima da média.




O Mezzo-Soprano Lírico Coloratura é próximo do Dugazon, mas difere do mesmo em questão de peso e homogeneidade, sendo que o Dugazon é mais raro e dispõem de mais "colorações vocais distintas". O Soubrette também tem similaridades com o registro superior de tal fach, mas de forma alguma um registro inferior equiparável, pode-se dizer que com uma mistura de várias vozes distintas se cria um Dugazon.

Atualmente a interprete de maior sucesso no mundo erudito com estas características é Cecilia Bartoli, que interpreta, com extrema competência, papeis de extrema agilidade escritos para leves Mezzos e Castratis. Sua voz dispõem de extrema agilidade e pode ser considerada (Informalmente) uma espécia de "Dugazon Coloratura". No vídeo a seguir fica evidente as citadas características em sua voz:



Na música popular não existe, formalmente, classificações vocais, muito menos sub-classificações, mas levando em conta certas características e especulando outras, algumas vozes podem ser enquadradas em alguns naipes. Acredito que o melhor exemplo de possível Dugazon (Como no vídeo de vozes híbridas demonstra) é a cantora Lana Del Rey, que dispõem de todas as características citadas:


Como podem ver, Lana está longe de ser uma interprete de técnica tão apurada como uma cantora erudita, mas seu timbre tem as características citadas no texto. Outro exemplo notável, que facilmente pode ser enquadrado da mesma maneira é a voz da dinamarquesa MØ. O vídeo a seguir (Inteiramente produzido por nossa equipe) demonstra bem sua alcance vocal e habilidade de canto:


Neste vídeo (Inteiramente em inglês) existe uma breve explicação sobre este tipo de voz "híbrida".

domingo, 27 de julho de 2014


Artista / Banda: Paloma Faith.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Spinto.
Alcance Vocal: D3 - E6 (Ré 3 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Alcance Controlado: 
D3 - C6 (Ré 3 – Dó 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Jazz, Soul, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Após a ótima recepção que o público do Vocal Pop teve com o vídeo de extensão vocal (Vocal range) de Paloma Faith, decidi adiantar sua análise vocal. Famosa no UK e ganhando o mundo com seu single "Only Love Can Hurt Like This", Paloma Faith dispõem de uma voz madura, metálica e agressiva; costumeiro timbre dentre os Mezzo-Sopranos que interpretam gêneros musicais próximos da Black Music em geral.

Por ter uma grande tessitura, de brilho intenso nas notas médio agudas, gosto de pensar em Paloma como um poderoso Mezzo-Soprano, abençoado com raríssimas particularidades vocais. Um destes presentes é seu timbre com grandes mudanças de coloração, que trás um gigantesco contraste entre seu registro agudo e grave em voz de peito. Outra questão a ser levantada é a forma com que Paloma articula as palavras ao vivo, trazendo um tom exótico, que combinado a seu sotaque britânico produz um som único, que provavelmente faz parte de suas intensões artísticas (O que é bom na música popular, mas nem sempre o melhor de acordo com o ponto de vista técnico).

Com a natural habilidade de atingir notas altíssimas com o auxílio do belting/mix, paloma demonstra, na maior parte do tempo, facilidade em se manter em uma tessitura médio aguda com grande facilidade em picos na quinta oitava, sem recorrer a voz de cabeça ou ao falsete. Na performance a seguir, Paloma entoa seu single "Trouble With My Baby" se movimentando em um grande palco sem grandes problemas aparentes:


Performances grandiosas, com grande quantidade de sons externos exagerados, com uso de ponto eletrônico para acompanhar a banda e movimentação em palco não é um grande problema para Paloma, apesar de naturalmente, conseguir demonstrar seu potencial vocal com mais clareza e apreço em performances acústicas.




Seu registro inferior é cálido, de fácil acesso e trás consigo a já citada articulação exótica. Em performances ao vivo de "Only Love Can Hurt Like This" fica claro não só o citado registro, mas também a diferença de coloração que sua voz dispõem.


Parte importante de seu canto é a produção constante de grunhidos e sons agressivos a fim de produzir um som mais imponente e poderoso. Nesta intimista performance acústicas de "Can't Rely On You" por diversos momentos é possível perceber sua aptidão para estes efeitos vocais:


Feita de carne e osso está sujeita a erros, algumas de suas performances deixam claro que nem sempre o talento natural pode lhe ajudar a atingir certos objetivos; executar notas sustentadas da quinta oitava sem aparentar desconforto é uma delas. Não se trata de uma contradição dizer que em alguns momentos Paloma não tem facilidade com o registro agudo, já que várias incógnitas podem interferir na vida pessoal de uma interprete, causando assim melhoras ou pioras em seu desempenho. Considero a seguinte performance como uma exceção:


Como puderam ver, seu registro inferior estava mais cheio por conta do abaixamento da laringe, em contra partida o superior menos dinâmico e ornado. Deixar a laringe tão baixa para cantar uma canção que exige agudos grandiosos em saltos tão grandes de uma nota a outra, pode sim trazer danos a voz de um artista ou arruinar sua performances.

Paloma Faith tem um alcance totalizado de 3 Oitavas e 1 nota, partindo de um Ré 3 até um Mí 6. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 2 Oitavas e 6 notas deste alcance, partindo do Ré 3 até o Dó agudo de Soprano (C6). Como podem ver existe uma discrepância entre sua classificação fach e sua classificação "normal"; acontece que  gosto de pensar em sua voz como a de um Mezzo-Soprano com aptidão a explosivas notas agudas em música popular, já em um longínquo sonho operístico, pelo metal em sua voz, o peso e os demais requisitos do sistema Fach que sua voz "atende", Soprano Lírico Spinto é a classificação mais próxima que posso especular.


Pontos Negativos

Falta de naturalidade na articulação das palavras.

Perda significativa de estamina na execução das notas do topo da quinta oitava ao vivo.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).


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17:20 Sávio Alves

Artista / Banda: Paloma Faith.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Spinto.
Alcance Vocal: D3 - E6 (Ré 3 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Alcance Controlado: 
D3 - C6 (Ré 3 – Dó 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Jazz, Soul, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Após a ótima recepção que o público do Vocal Pop teve com o vídeo de extensão vocal (Vocal range) de Paloma Faith, decidi adiantar sua análise vocal. Famosa no UK e ganhando o mundo com seu single "Only Love Can Hurt Like This", Paloma Faith dispõem de uma voz madura, metálica e agressiva; costumeiro timbre dentre os Mezzo-Sopranos que interpretam gêneros musicais próximos da Black Music em geral.

Por ter uma grande tessitura, de brilho intenso nas notas médio agudas, gosto de pensar em Paloma como um poderoso Mezzo-Soprano, abençoado com raríssimas particularidades vocais. Um destes presentes é seu timbre com grandes mudanças de coloração, que trás um gigantesco contraste entre seu registro agudo e grave em voz de peito. Outra questão a ser levantada é a forma com que Paloma articula as palavras ao vivo, trazendo um tom exótico, que combinado a seu sotaque britânico produz um som único, que provavelmente faz parte de suas intensões artísticas (O que é bom na música popular, mas nem sempre o melhor de acordo com o ponto de vista técnico).

Com a natural habilidade de atingir notas altíssimas com o auxílio do belting/mix, paloma demonstra, na maior parte do tempo, facilidade em se manter em uma tessitura médio aguda com grande facilidade em picos na quinta oitava, sem recorrer a voz de cabeça ou ao falsete. Na performance a seguir, Paloma entoa seu single "Trouble With My Baby" se movimentando em um grande palco sem grandes problemas aparentes:


Performances grandiosas, com grande quantidade de sons externos exagerados, com uso de ponto eletrônico para acompanhar a banda e movimentação em palco não é um grande problema para Paloma, apesar de naturalmente, conseguir demonstrar seu potencial vocal com mais clareza e apreço em performances acústicas.




Seu registro inferior é cálido, de fácil acesso e trás consigo a já citada articulação exótica. Em performances ao vivo de "Only Love Can Hurt Like This" fica claro não só o citado registro, mas também a diferença de coloração que sua voz dispõem.


Parte importante de seu canto é a produção constante de grunhidos e sons agressivos a fim de produzir um som mais imponente e poderoso. Nesta intimista performance acústicas de "Can't Rely On You" por diversos momentos é possível perceber sua aptidão para estes efeitos vocais:


Feita de carne e osso está sujeita a erros, algumas de suas performances deixam claro que nem sempre o talento natural pode lhe ajudar a atingir certos objetivos; executar notas sustentadas da quinta oitava sem aparentar desconforto é uma delas. Não se trata de uma contradição dizer que em alguns momentos Paloma não tem facilidade com o registro agudo, já que várias incógnitas podem interferir na vida pessoal de uma interprete, causando assim melhoras ou pioras em seu desempenho. Considero a seguinte performance como uma exceção:


Como puderam ver, seu registro inferior estava mais cheio por conta do abaixamento da laringe, em contra partida o superior menos dinâmico e ornado. Deixar a laringe tão baixa para cantar uma canção que exige agudos grandiosos em saltos tão grandes de uma nota a outra, pode sim trazer danos a voz de um artista ou arruinar sua performances.

Paloma Faith tem um alcance totalizado de 3 Oitavas e 1 nota, partindo de um Ré 3 até um Mí 6. Sua fisiologia e técnica lhe permitem controlar 2 Oitavas e 6 notas deste alcance, partindo do Ré 3 até o Dó agudo de Soprano (C6). Como podem ver existe uma discrepância entre sua classificação fach e sua classificação "normal"; acontece que  gosto de pensar em sua voz como a de um Mezzo-Soprano com aptidão a explosivas notas agudas em música popular, já em um longínquo sonho operístico, pelo metal em sua voz, o peso e os demais requisitos do sistema Fach que sua voz "atende", Soprano Lírico Spinto é a classificação mais próxima que posso especular.


Pontos Negativos

Falta de naturalidade na articulação das palavras.

Perda significativa de estamina na execução das notas do topo da quinta oitava ao vivo.

Vocal Pop (Inteiramente produzido por nossa equipe).


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domingo, 6 de julho de 2014


Artista / Banda: Katy Perry.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Dramático.
Alcance Vocal: C#3 - C#7 (Dó Sustenido 3 – Dó Sustenido 7).
Oitavas: 4 Oitavas.

Alcance Controlado: 
F#3 - Eb6 (Fá Sustenido 3 – Mí Bemol 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop Rock, Gospel, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Sendo atualmente uma das mais comentadas e adoradas cantoras Pop, Katy Perry não poderia ficar de fora do grupo de cantoras analisadas pelo Vocal Pop. Este post tem como intuito demonstrar todos os aspectos positivos e negativos a respeito da técnica de Katy e as mudanças que o timbre dela tem sofrido ao longo dos anos de carreira. Por isso aguentem e vejam todos os vídeos e; por fim, leiam as palavras desconhecidas no nosso glossário e deixe seu comentário no final!

Gosto de pensar na voz de Katy como um intermediário entre o Mezzo-Soprano e o Contralto, uma mulher que canta com conforto e brilho notas médias, mas sem a coloração comum entre os Mezzos. Sua voz se encaixa bem como Mezzo-Soprano 2, mas para facilitar o entendimento a coloco como Mezzo-Contralto, já que não trata-se de uma interprete erudita (Lugar este onde a classificação realmente é importante). Já o fach é algo ainda mais polêmico e que não deve prender a atenção dos fãs, por se tratar de uma especulação baseada em características vocais no canto popular, por isso deixo-a como um Mezzo-Soprano Lírico com leves características de seu naipe vizinho (O dramático).

Katy Perry tem como ponto forte a diferente coloração da sua voz de peito. Em tal registro seu timbre é: enérgico, escuro, emotivo e explosivo. Que por sinal acaba casando bem com canções que exploram notas médio agudas de forma grandiosa e explosiva; contrastando com seus graves frágeis e de difícil acesso. Que apesar de serem débeis e de baixa emissão trazem consigo significativa carga emotiva como demonstra o vídeo a seguir:


Como podem ver, as notas da região médio grave e aguda são emitidas de forma agradável; parcialmente seguras e belas. Sem a necessidade de esforço aparente ou técnicas insalubres. Como nem tudo são rosas é necessário frisar que o potencial de sua voz ainda não atingiu um apogeu e não dispõe ainda de um conjunto poderoso e efetivo para performances com grande públicos. Já que seu apoio para emissão de notas agudas em registro de peito e mix ainda não é excelente, falhando em certas ocasiões.




Sua voz de cabeça e seu falsete tem colorações quase idênticas na região 'grave' de ambos os registros, com considerável quantidade de ar em sua emissão; de qualquer maneira são de fácil acesso e estão sempre fazendo parte das ornamentações de suas canções, principalmente as acústicas. Esta recente apresentação de "Unconditionally" é um perfeito exemplo:


Por várias vezes é possível encontrar apresentações em que Katy desvia da versão de estúdio a fim de fugir das notas graves e agudas de mais para sua tessitura vocal. Outro aspecto negativo em sua técnica é a falta estrondosa de dinâmica em grandes performances, sua voz parece ficar em emissão forte todo o tempo, não conseguindo emitir pianos e pianíssimos ao cantar canções que os pedem em sua execução. Sua performance de 2008 no EMA foi basicamente levada a base do 'grito':


As notas de seu registro misto superior (Mix Head) são metálicas, poderosas e podem soar agressivas. Em tal registro, Katy Perry já atingiu um A5 (Lá 5) com volume, força e afinação demonstrando que é apta a atingir notas altas com a devida técnica. Neste trecho, extraído de uma performance ao vivo de "Whip My Hair", pode-se conferir tal nota (Que foi executada diversas em sua turnê anterior):


Falando um pouco a respeito das notas que Katy Perry alcança em seus registros, pode-se dizer que do C#3 (Dó Sustenido 3) executado em estúdio até o A5 (Lá 5) executado ao vivo, Katy consegue emitir-los sem recorrer ao falsete ou a voz de cabeça (Sua nota mais baixa executada ao vivo é um E3). Até o Eb6 (Mí Bemol 6) emitido ao vivo suas notas podem ser de certa forma controladas, passando disso existem apenas exclamações e notas desconfortáveis e desagradáveis aos ouvidos.

A respeito das constantes alegações a respeito da suposta afinação precária de Katy Perry, posso dizer com propriedade que são todas falsas. Sim, Katy tem dificuldade com performances ao vivo e melhorou drasticamente nos últimos meses, mas ela não era de todo modo desafinada e sim uma cantora com problemas de respiração conciliada ao canto e dinâmica do som (Problemas estes que vem sendo sanados com o tempo) por isso não faz sentido dizer que os maiores e mais frequentes problemas de suas performances eram a afinação.


Pontos Negativos

Respiração precária.

Composições escritas em tons que dificultam suas performances ao vivo.

Apoio precário.

Movimentação em palco comprometida.

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17:03 Sávio Alves

Artista / Banda: Katy Perry.
Classificação Vocal: Mezzo-Contralto.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Dramático.
Alcance Vocal: C#3 - C#7 (Dó Sustenido 3 – Dó Sustenido 7).
Oitavas: 4 Oitavas.

Alcance Controlado: 
F#3 - Eb6 (Fá Sustenido 3 – Mí Bemol 6).
Oitavas: 2 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop Rock, Gospel, Dance Pop.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Sendo atualmente uma das mais comentadas e adoradas cantoras Pop, Katy Perry não poderia ficar de fora do grupo de cantoras analisadas pelo Vocal Pop. Este post tem como intuito demonstrar todos os aspectos positivos e negativos a respeito da técnica de Katy e as mudanças que o timbre dela tem sofrido ao longo dos anos de carreira. Por isso aguentem e vejam todos os vídeos e; por fim, leiam as palavras desconhecidas no nosso glossário e deixe seu comentário no final!

Gosto de pensar na voz de Katy como um intermediário entre o Mezzo-Soprano e o Contralto, uma mulher que canta com conforto e brilho notas médias, mas sem a coloração comum entre os Mezzos. Sua voz se encaixa bem como Mezzo-Soprano 2, mas para facilitar o entendimento a coloco como Mezzo-Contralto, já que não trata-se de uma interprete erudita (Lugar este onde a classificação realmente é importante). Já o fach é algo ainda mais polêmico e que não deve prender a atenção dos fãs, por se tratar de uma especulação baseada em características vocais no canto popular, por isso deixo-a como um Mezzo-Soprano Lírico com leves características de seu naipe vizinho (O dramático).

Katy Perry tem como ponto forte a diferente coloração da sua voz de peito. Em tal registro seu timbre é: enérgico, escuro, emotivo e explosivo. Que por sinal acaba casando bem com canções que exploram notas médio agudas de forma grandiosa e explosiva; contrastando com seus graves frágeis e de difícil acesso. Que apesar de serem débeis e de baixa emissão trazem consigo significativa carga emotiva como demonstra o vídeo a seguir:


Como podem ver, as notas da região médio grave e aguda são emitidas de forma agradável; parcialmente seguras e belas. Sem a necessidade de esforço aparente ou técnicas insalubres. Como nem tudo são rosas é necessário frisar que o potencial de sua voz ainda não atingiu um apogeu e não dispõe ainda de um conjunto poderoso e efetivo para performances com grande públicos. Já que seu apoio para emissão de notas agudas em registro de peito e mix ainda não é excelente, falhando em certas ocasiões.




Sua voz de cabeça e seu falsete tem colorações quase idênticas na região 'grave' de ambos os registros, com considerável quantidade de ar em sua emissão; de qualquer maneira são de fácil acesso e estão sempre fazendo parte das ornamentações de suas canções, principalmente as acústicas. Esta recente apresentação de "Unconditionally" é um perfeito exemplo:


Por várias vezes é possível encontrar apresentações em que Katy desvia da versão de estúdio a fim de fugir das notas graves e agudas de mais para sua tessitura vocal. Outro aspecto negativo em sua técnica é a falta estrondosa de dinâmica em grandes performances, sua voz parece ficar em emissão forte todo o tempo, não conseguindo emitir pianos e pianíssimos ao cantar canções que os pedem em sua execução. Sua performance de 2008 no EMA foi basicamente levada a base do 'grito':


As notas de seu registro misto superior (Mix Head) são metálicas, poderosas e podem soar agressivas. Em tal registro, Katy Perry já atingiu um A5 (Lá 5) com volume, força e afinação demonstrando que é apta a atingir notas altas com a devida técnica. Neste trecho, extraído de uma performance ao vivo de "Whip My Hair", pode-se conferir tal nota (Que foi executada diversas em sua turnê anterior):


Falando um pouco a respeito das notas que Katy Perry alcança em seus registros, pode-se dizer que do C#3 (Dó Sustenido 3) executado em estúdio até o A5 (Lá 5) executado ao vivo, Katy consegue emitir-los sem recorrer ao falsete ou a voz de cabeça (Sua nota mais baixa executada ao vivo é um E3). Até o Eb6 (Mí Bemol 6) emitido ao vivo suas notas podem ser de certa forma controladas, passando disso existem apenas exclamações e notas desconfortáveis e desagradáveis aos ouvidos.

A respeito das constantes alegações a respeito da suposta afinação precária de Katy Perry, posso dizer com propriedade que são todas falsas. Sim, Katy tem dificuldade com performances ao vivo e melhorou drasticamente nos últimos meses, mas ela não era de todo modo desafinada e sim uma cantora com problemas de respiração conciliada ao canto e dinâmica do som (Problemas estes que vem sendo sanados com o tempo) por isso não faz sentido dizer que os maiores e mais frequentes problemas de suas performances eram a afinação.


Pontos Negativos

Respiração precária.

Composições escritas em tons que dificultam suas performances ao vivo.

Apoio precário.

Movimentação em palco comprometida.

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domingo, 22 de junho de 2014


Capa oficial de: "Empire", de Shakira.

Artista / Banda: Shakira.
Canção: "Empire", do álbum de estúdio: "Shakira".
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 - Eb5 (Sí Bemol na Terceira Oitava - Mí Bemol na Quinta Oitava). 
Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Gêneros Musicais: Rock, Pop Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2014.


Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".

"Empire", que em tradução para o português, significa: "Império", é uma das principais faixas do novo álbum homônimo de estúdio de Shakira. Constantemente, vemos álbuns homônimos, que ao invés de vivenciarem momentos criados pelos artistas, tendem a narrar os próprios conflitos pessoais de cada cantor.

Steve Mac (o produtor da faixa), quis explorar o timbre exótico de Shakira e as suas passagens de registro sensuais e fragilizadas. A canção foi composta em Dó Maior, uma armadura famosa mundo ocidental. Entretanto, "Empire" brinca com os acidentes, ao utilizar de bemois não existentes na escala "natural" de dó maior no decorrer da canção. Acordes maiores significam: alegria, felicidade e acordes menores remetem a sentimentos sombrios. Entre os acordes maiores, vemos: Mí Maior (E), Sí Bemol Maior (Bb) e entre os acordes menores, estão presentes: Lá Bemol Menor (Abm) e um melancólico Fá Menor (Fm) executado depois que ela canta: "And my heart beats", perceba que até a pressão no ambiente pula de alegria para tristeza.




Toda essa carga emotiva é tocada enquanto Shakira canta sobre como é bom ser feliz quando se encontra a alma gêmea, fazendo analogias ao amor forte e verdadeiro, com um império que pode resistir aos séculos. Tudo isso executado em pouco mais de 1 Oitava, onde Shakira permanece radiante no topo da 4ª Oitava, e flertando com a 5ª Oitava ao executar quebras vocais em Misto de Voz de Peito, em: C5 (Dó na Quinta Oitava), Eb5 (Mí Bemol na Quinta Oitava), entre outras notas menores. Sua Voz de Cabeça no refrão aparenta uma sensualidade e fragilidade feminina extrema. E já nas harmonizações que fez em voz de fundo, neste registro, ganha um aspecto mais texano, valorizando essa característica exótica que a própria tem na voz, esses agudos cavernosos, como os da falecida Yma Sumac, ela faz essa escala, depois das quebras vocais, onde canta: "We are alive" sem parar. Então temos uma improvisação, na sua Voz de Cabeça exótica.

Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".
Evidentemente, que a cavernosidade foi aumentada graças a recursos de estúdio, mas o timbre vocal de Shakira leva esses elementos desde que ela começou a cantar, anos atrás, a famosa: "Whenever, Whenever". O texano era presente, e veio se arrastando pelas décadas junto com o sucesso da latina em terras estadunidenses... "Empire" é uma faixa que permanece na zona de conforto de um Contralto e explora graves e agudos sem soar forçado ou desnecessário. Seus constantes C5s (Dós na Quinta Oitava), emitidos em registro misto são um atrativo, dando um brilho ourado a faixa. Uma Lea Michele versão Mezzo-Contralto talvez? Já pensou?

E por fim, vemos que Shakira chegou a sua era dourada ao cantar sobre seus conflitos pessoais e falar sobre sexo na faixa sem soar clichê ou promíscua. 

Videoclipe Oficial:



Facebook | Grupo Oficial.
Ask.fm | HMAX.
Ask.fm | Sávio.
Ask.fm | Ella Banks.Youtube | Canal de Vídeos.
Vimeo | Canal de Vídeos.
SoundCloud | Canal de Áudios. 


10:03 Harrison Max

Capa oficial de: "Empire", de Shakira.

Artista / Banda: Shakira.
Canção: "Empire", do álbum de estúdio: "Shakira".
Alcance Vocal Utilizado: Bb3 - Eb5 (Sí Bemol na Terceira Oitava - Mí Bemol na Quinta Oitava). 
Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Gêneros Musicais: Rock, Pop Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2014.


Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".

"Empire", que em tradução para o português, significa: "Império", é uma das principais faixas do novo álbum homônimo de estúdio de Shakira. Constantemente, vemos álbuns homônimos, que ao invés de vivenciarem momentos criados pelos artistas, tendem a narrar os próprios conflitos pessoais de cada cantor.

Steve Mac (o produtor da faixa), quis explorar o timbre exótico de Shakira e as suas passagens de registro sensuais e fragilizadas. A canção foi composta em Dó Maior, uma armadura famosa mundo ocidental. Entretanto, "Empire" brinca com os acidentes, ao utilizar de bemois não existentes na escala "natural" de dó maior no decorrer da canção. Acordes maiores significam: alegria, felicidade e acordes menores remetem a sentimentos sombrios. Entre os acordes maiores, vemos: Mí Maior (E), Sí Bemol Maior (Bb) e entre os acordes menores, estão presentes: Lá Bemol Menor (Abm) e um melancólico Fá Menor (Fm) executado depois que ela canta: "And my heart beats", perceba que até a pressão no ambiente pula de alegria para tristeza.




Toda essa carga emotiva é tocada enquanto Shakira canta sobre como é bom ser feliz quando se encontra a alma gêmea, fazendo analogias ao amor forte e verdadeiro, com um império que pode resistir aos séculos. Tudo isso executado em pouco mais de 1 Oitava, onde Shakira permanece radiante no topo da 4ª Oitava, e flertando com a 5ª Oitava ao executar quebras vocais em Misto de Voz de Peito, em: C5 (Dó na Quinta Oitava), Eb5 (Mí Bemol na Quinta Oitava), entre outras notas menores. Sua Voz de Cabeça no refrão aparenta uma sensualidade e fragilidade feminina extrema. E já nas harmonizações que fez em voz de fundo, neste registro, ganha um aspecto mais texano, valorizando essa característica exótica que a própria tem na voz, esses agudos cavernosos, como os da falecida Yma Sumac, ela faz essa escala, depois das quebras vocais, onde canta: "We are alive" sem parar. Então temos uma improvisação, na sua Voz de Cabeça exótica.

Shakira, durante cena do videoclipe de: "Empire".
Evidentemente, que a cavernosidade foi aumentada graças a recursos de estúdio, mas o timbre vocal de Shakira leva esses elementos desde que ela começou a cantar, anos atrás, a famosa: "Whenever, Whenever". O texano era presente, e veio se arrastando pelas décadas junto com o sucesso da latina em terras estadunidenses... "Empire" é uma faixa que permanece na zona de conforto de um Contralto e explora graves e agudos sem soar forçado ou desnecessário. Seus constantes C5s (Dós na Quinta Oitava), emitidos em registro misto são um atrativo, dando um brilho ourado a faixa. Uma Lea Michele versão Mezzo-Contralto talvez? Já pensou?

E por fim, vemos que Shakira chegou a sua era dourada ao cantar sobre seus conflitos pessoais e falar sobre sexo na faixa sem soar clichê ou promíscua. 

Videoclipe Oficial:



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Ask.fm | Sávio.
Ask.fm | Ella Banks.Youtube | Canal de Vídeos.
Vimeo | Canal de Vídeos.
SoundCloud | Canal de Áudios. 


quinta-feira, 19 de junho de 2014


Artista: Lana Del Rey
Canção: “Shades Of Cool”.
Do Álbum: “Ultraviolence”.
Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 25 de Maio de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: A3 – D5 (Lá 3 – Ré 5).
Tonalidade: Ré menor.

Mais um clipe lançado por Lana Del Rey e vamos a mais uma análise completa sobre a estrutura desta canção e a performance vocal da interprete... Como sempre digo, a leitura do glossário é importantíssima para aqueles que não tem afinidade com termos normalmente utilizados por músicos e profissionais da área (Para ler o glossário clique aqui), depois disso vamos a análise!


Com um andamento largo, pesaroso, instrumentos típicos da música dos anos 70 e vocais extremamente melancólicos e emocionais, Lana Del Rey introduz seu novo single ao ouvinte. "Shades Of Cool" trás consigo uma pesada estética, que aliada ao timbre quente e sedento da voz de cabeça de Lana impactam o ouvinte na sofrida armadura de Ré menor.




A instrumentação remete a antigas baladas de Rock Alternativo, regadas por um visual pesado e dramático, que explora o máximo do lirismo em detrimento das habilidades vocais, deixando em primeiro plano a história a ser contada. Ao todo, pode-se dizer que minha experiência ouvindo tal canção solta é positiva, mas as coisas mudam de figura quando "Ultraviolance" entra na jogada e devo seguir um roteiro pré destinado para desfrutar dos tristes tons da mesma, logo mais escreverei sobre isto... Ainda não posso dizer muito a respeito de performances ao vivo, mas não acredito que Lana vá ter problemas em cantar uma oitava e meia, em voz de cabeça e paradinha em seu pedestal.


Sobre a história do clipe de "Shades of Cool", li tais comentários em um grande grupo de fãs de Lana Del Rey, onde uma moça traduzia comentários do Youtube:

(Traduzido)

Isto não é sobre uma moça jovem namorar um cara mais velho, trata-se de um velho lembrando do que poderia ter sido o amor de sua vida que morreu jovem. Lana é um fantasma que ele vê em toda parte. Prova? No min 3:39 o cara faz o sinal da cruz quando ele a vê passar na frente dele nadando.
Ele cresceu velho, triste e solitário. Talvez querendo um novo alguém, mas não conseguiu encontrar ninguém como ela.

Resposta 1: Verdade, agora que você mecionou, ela parece mesmo emitir uma aura fantasmagórica nas cenas de vestido branco... E ela tá de branco.

Resposta 2: É verdade, faz sentido, ainda mais porque aos 4:42 parecem balas de arma passando por ela. Então parece que ela é abstratamente assassinada.

Resposta 3: isso faz sentido com a cena que ela aparece andando na rua e ele olha pra ela de um jeito estranho, como se ele tivesse vendo uma miragem.

Reposta 4: Comparando com o vídeo de West Coast, que é o MESMO ator que está com ela no carro, parece que são a mesma história, a diferença é que em West Coast fala sobre o começo do romance, quando eles eram novos, e 'Shades Of Cool' é alguns anos depois. Em 'Blue Jeans', aparece um cara com ela na piscina, que seria como eles se conheceram. 'Video Games' é ela com ele enquanto tudo estava bom. 'Born to Die' foi quando ela morreu.

Viagens e interpretações a parte, "Shades Of Cool" trouxe um bom conjunto da obra, levando em conta fotografia, mensagem, canção tema e enredo, provando mais uma vez, que do cenário pop, Lana Del Rey é uma das interpretes com mais liberdade criativa no momento.

Vídeo 

17:42 Sávio Alves

Artista: Lana Del Rey
Canção: “Shades Of Cool”.
Do Álbum: “Ultraviolence”.
Gêneros Musicais: Pop Alternativo, Rock.
Período de Gravação: 2013 - 2014.
Lançamento: 25 de Maio de 2014

Oitavas: 1 Oitava e 3 Notas.
Alcance Vocal Utilizado: A3 – D5 (Lá 3 – Ré 5).
Tonalidade: Ré menor.

Mais um clipe lançado por Lana Del Rey e vamos a mais uma análise completa sobre a estrutura desta canção e a performance vocal da interprete... Como sempre digo, a leitura do glossário é importantíssima para aqueles que não tem afinidade com termos normalmente utilizados por músicos e profissionais da área (Para ler o glossário clique aqui), depois disso vamos a análise!


Com um andamento largo, pesaroso, instrumentos típicos da música dos anos 70 e vocais extremamente melancólicos e emocionais, Lana Del Rey introduz seu novo single ao ouvinte. "Shades Of Cool" trás consigo uma pesada estética, que aliada ao timbre quente e sedento da voz de cabeça de Lana impactam o ouvinte na sofrida armadura de Ré menor.




A instrumentação remete a antigas baladas de Rock Alternativo, regadas por um visual pesado e dramático, que explora o máximo do lirismo em detrimento das habilidades vocais, deixando em primeiro plano a história a ser contada. Ao todo, pode-se dizer que minha experiência ouvindo tal canção solta é positiva, mas as coisas mudam de figura quando "Ultraviolance" entra na jogada e devo seguir um roteiro pré destinado para desfrutar dos tristes tons da mesma, logo mais escreverei sobre isto... Ainda não posso dizer muito a respeito de performances ao vivo, mas não acredito que Lana vá ter problemas em cantar uma oitava e meia, em voz de cabeça e paradinha em seu pedestal.


Sobre a história do clipe de "Shades of Cool", li tais comentários em um grande grupo de fãs de Lana Del Rey, onde uma moça traduzia comentários do Youtube:

(Traduzido)

Isto não é sobre uma moça jovem namorar um cara mais velho, trata-se de um velho lembrando do que poderia ter sido o amor de sua vida que morreu jovem. Lana é um fantasma que ele vê em toda parte. Prova? No min 3:39 o cara faz o sinal da cruz quando ele a vê passar na frente dele nadando.
Ele cresceu velho, triste e solitário. Talvez querendo um novo alguém, mas não conseguiu encontrar ninguém como ela.

Resposta 1: Verdade, agora que você mecionou, ela parece mesmo emitir uma aura fantasmagórica nas cenas de vestido branco... E ela tá de branco.

Resposta 2: É verdade, faz sentido, ainda mais porque aos 4:42 parecem balas de arma passando por ela. Então parece que ela é abstratamente assassinada.

Resposta 3: isso faz sentido com a cena que ela aparece andando na rua e ele olha pra ela de um jeito estranho, como se ele tivesse vendo uma miragem.

Reposta 4: Comparando com o vídeo de West Coast, que é o MESMO ator que está com ela no carro, parece que são a mesma história, a diferença é que em West Coast fala sobre o começo do romance, quando eles eram novos, e 'Shades Of Cool' é alguns anos depois. Em 'Blue Jeans', aparece um cara com ela na piscina, que seria como eles se conheceram. 'Video Games' é ela com ele enquanto tudo estava bom. 'Born to Die' foi quando ela morreu.

Viagens e interpretações a parte, "Shades Of Cool" trouxe um bom conjunto da obra, levando em conta fotografia, mensagem, canção tema e enredo, provando mais uma vez, que do cenário pop, Lana Del Rey é uma das interpretes com mais liberdade criativa no momento.

Vídeo 

sábado, 14 de junho de 2014


Artista / Banda: Mariah Carey.
Classificação Vocal: Soprano/Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: F2 - G#7 (Fá na Segunda Oitava - Sol Sustenido na Sétima Oitava).
Oitavas: 5 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom.

Alcance Controlado: Bb2 - F7 (Sí Bemol Dois – Fá Sete).
Oitavas: 4 Oitavas, 4 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Pop, Baladas Românticas, Hip-Hop, Blues, Jazz, Gospel, R&B e etc...


Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.



Pontos Positivos:

Mariah Carey tende a ser um nome que causa um certo impacto na indústria fonográfica mundial. De certo, ela chegou praticamente do nada, já fazendo sucesso e estourando nas paradas musicais. Sim, esta é Carey, a mesma da Geração Legião Urbana e o Rock de Garagem tradicional, a mesma que surgiu numa época onde o R&B, o Charme e o Hip-Hop estavam atingindo seu apogeu.

Seu timbre vocal é dotado de muitas colorações vocais. O que, de certo modo, confunde as pessoas, entre essa dúvida inquestionável: "Ela é Soprano ou é Meio-Soprano (Lê-se: Mezzo-Soprano, do italiano)?". Mariah é os dois. Na música popular, não há uma necessidade assídua de saber a qual naipe vocal um artista pertence, porque seja ela Soprano, Mezzo-Soprano ou Contralto, ela vai cantar a música que "lhe der na telha", com ou sem o seu consentimento. O que, muda completamente de figura se você cresce preparada para ser uma poderosa intérprete de Música Clássica - não é o caso de Mariah Carey. Sua voz se adapta a sua forma de cantar.

Durante muitos anos, Mariah Carey cantava na zona vocal do Mezzo-Soprano, uma versão mais grave de: "Lea Michele", porém com os mesmos staccatos brilhantes e constantes, um timbre vocal 100% limpo, claro e muito ourado. Era grave demais para ser um Soprano e agudo demais para um Contralto. Mariah Carey consolidara o início de sua carreira cantando no naipe do Mezzo-Soprano, com as devidas características do mesmo, e um timbre que oscilava entre as duas semânticas (Contralto e Soprano), sem perder a qualidade nem de um e nem de outro.


Mas, assim como as folhas de uma árvore caem durante o Outono, para que nos galhos possa florescer novas folhas e flores, assim é o efeito dos anos sobre a voz humana. A medida em que envelhecemos, nossos timbres vocais envelhecem conosco. É deste modo que nenhuma criança possui um timbre de idoso e vice-versa. A cantora estadunidense sofreu muito com estas passagens de tempo, alterando sua forma de cantar e consequentemente sua técnica vocal, embaralhando ao quadro de estresse contínuo ao qual Carey era exposta, antes por seu ex-marido Tomy Mottola, depois por pressão de sua gravadora que a fazia trabalhar como uma escrava, privando-a de sono entre outros infortúnios. Toda essa carga emocional, abusiva e traumática, afetou as pregas vocais da Rainha das Baladas, causando um erro irreversível, que deixou sequelas na própria até hoje (só ouvir o álbum mais recente para comprovar).


Sua Voz de Peito foi bem lapidada durante sua mocidade, o que permitiu a jovem, entrar na zona vocal masculina com graves semi-cavernosos. Entre suas notas mais graves, está um quase inaudível F2 (Fá na Segunda Oitava), feito em harmonização com G#2 (Sol Sustenido na Segunda Oitava) em: "Bliss", faixa que trabalha 4 Oitavas e algumas notas de Mrs. Carey. Embora a própria tenha um dom sobrenatural de atingir notas extremamente graves para uma mulher, as mesmas, não possuem uma qualidade singular que a faça dar um destaque maior. Por este motivo, Mariah sempre foge a Segunda Oitava sempre que pode, mas não abre mão de entrar na mesma, através de seus álbuns de estúdio. É quase que um ritual. Sua Voz de Peito, só vem a ganhar corpo, já na Terceira Oitava, onde os graves de Mariah Carey deixam de ser brandos (soprosos) e passam a ressonar de maneira mais forte e segura. Começa aqui, sua Tessitura Vocal, ou seja, uma pequena parcela de suas notas graves as quais, ela tem conforto e controle em cantar. Carey também trabalha o Bb2 (Sí Bemol na Segunda Oitava), nota grave (muito Contralto por aí não atinge), para fechar a maioria de suas canções em 4 Oitavas exatas, ou para dar um ar imponente ou melancólico as suas faixas (notas graves remetem a tristeza, melancolia e dor).


Seus agudos mistos durante o início de sua carreira, era o seu "abre-alas de Carnaval". Notas agudas cheias, fervorosas e eloquentes, que se perderam a medida que a cantora envelhecia. Seu misto de Voz de Peito, parece iniciar-se em G#4 (Sol Sustenido na Quarta Oitava) e prolongar-se até E5 (Mí na Quinta Oitava), onde a artista consegue dar saltos no controle dos ressonadores e emitir notas cheias usando o ressonador inferior. Nota-se que Mariah usa bem seu apoio diafragmático para esta façanha. Caso contrário, as notas não teriam boa qualidade. 

Já seus mistos de Voz de Cabeça parecem ter diminuído nos últimos anos, mas de vez em quando aparecem. Especula-se que os mesmos, venham a iniciar-se em F5 (Fá na Quinta Oitava), onde a artista utiliza o ressonar superior, jogando toda a ressonância para o crânio. Os mistos de Voz de Cabeça, se forem bem treinados, podem chamar mais atenção que os mistos de Voz de Peito. Patti LaBelle é conhecida por fazer muito isso. E seus agudos são escandalosos de tão chamativos... Em Carey, ela retém muito fôlego de ar para utilizar esta região de sua voz, que gera fadiga acima do normal. Seu misto de Voz de Cabeça estica-se até um A5 (Lá na Quinta Oitava), que inclusive a cantora já executou durante fraseados melódicos, para causar uma impressão de "socorro a Deus/se fazer ser ouvido por Deus" em: "Fly Like A Bird", entre outras faixas. Entretanto, a nota mais cheia que Mariah consegue fazer utilizando seu registro superior em misto, é um G5 (Sol na Quinta Oitava), que ela vem executando inúmeras vezes. A nota sai extremamente cheia e completa em estúdio, o que ao vivo, ela costuma fugir em realizar.




Sua Voz de Cabeça possui coloração de Soprano e costuma confundir-se com seu Falsete. Ambos possuem uma coloração similar. Ambos são frágeis. Ambos são doces. A única coisa que os diferencia, é a ofegância presente no Falsete, seja você homem ou mulher. Mariah vem utilizando este registro constantemente em seus trabalhos em estúdio, para dar uma conotação sensual e de certo ponto "imaculável", ao tornar sua voz "mais provocativa e fragilizada". Isso cria todo um contexto sensual e provocativo em suas canções. Dando margem para mil e uma interpretações e sensações ao ouvinte... Neste registro, Mariah utiliza desde um C4 (Dó na Quarta Oitava), até um C6 (Dó na Sexta Oitava). Seu Falsete, pode chegar até o F6 (Fá na Sexta Oitava), mas raramente ela produz uma nota tão alta neste registro, por soar um tanto quanto perigoso para as pregas vocais, devida pressão causada na mesma.


Mariah não possui Registro Apito. O registro apito é áspero, metálico e intenso. Seu registro sobreagudo é oposto, é leve, é adocicado e frágil. Similar ao Registro Flageolet (ou Flauta, se assim preferir chamá-lo), similar ao registro sobreagudo das cantoras líricas. Um dom que foi descoberto na infância, e desde então lapidado. A agilidade vocal de Mariah Carey encontra-se nessa região. Mais a frente, explicarei o significado da Coloratura nela... Seu registro Flageolet é herança de uma cultura um tanto quanto esquecida pelos jovens, mas venerada pelos cantores "das antigas". A música clássica é cultura, é ensinamento dos sábios passado através das eras, e que hoje não tem seu devido valor nas mídias. Tendo uma mãe cantora lírica, Carey sempre foi uma artista ligada a esta vertente da música e sintonizada no que sua mãe lhe passara, quando descobriu seu dom. Em registro Flageolet, Carey executa desde um C6 (Dó na Sexta Oitava) - Ela raramente trabalha com essa nota -, a até um G#7 (Sol na Sétima Oitava) em 1991 no VMA'S. Embora eu acredite que a mesma não execute aquela nota por estar no topo do seu limite em emissão de agudos. Carey raramente vai além do F7 (Fá na Sétima Oitava).





Sua agilidade vocal se mantém nessa região. Durante o passado, ainda na música clássica, as cantoras líricas treinavam o registro Flageolet para executar as notas agudas que as partituras pediam, onde suas Vozes de Cabeça não as permitiam chegar. Desde então, as mesmas cantoras líricas dobravam a pressão de seus diafragmas, para emitir notas em registro Flageolet mais intensas, capazes de preencher todo um teatro. Como não se podia abaixar a tonalidade das peças operísticas e nem das árias, por ser mal visto e considerado "coisa de amador", as cantoras tinham que se virar da maneira que podiam para cantar os repertórios cheios de agudos constantes. A coloratura para o Soprano passa a ser a agilidade vocal em parte da Quinta e na Sexta Oitava. Mesmo que Mariah não tenha agilidade vocal em sua tessitura, que contando, Voz de Peito + mistos + Voz de Cabeça, chega em torno de E3 - G5 (Mí na Terceira Oitava - Sol na Quinta Oitava), ela possui a mesma na região do Soprano, ou seja, na Sexta Oitava.


Uma mulher é classificada vocalmente pelo registro em que seu timbre mais se destaca. Nas mulheres, nós a classificamos pelas suas Vozes de Cabeça, porque é justamente neste registro, onde a mulher mostra seus encantos. Classificar uma mulher pela Voz de Peito é errado, porque muitas utilizam o recurso da impostação vocal, para tornar os graves mais seguros e cobertos, porém não é um som "real", é um som "criado". Se você fosse classificar Mariah Carey pela sua Voz de Peito, na certa, seria um Mezzo-Soprano. Entretanto, ela se consolidou como Soprano, devido o brilho ourado de sua Voz de Cabeça e suas passagens vocais mais homogenizadas. Um Mezzo-Soprano possui a voz divida como um pão em 3 fatias iguais. Cada fatia representa uma região. E cada fatia é diferente uma da outra na cor. Um Soprano é soprano dos graves até os agudos. Por mais que Mariah "entube" sua voz, por mais que "imposte", ela permanecerá Soprano, porque quando ela demonstra o brilho de sua Voz de Cabeça, nota-se um timbre claro de Soprano Lírico. É uma simples questão de comparação... Um Mezzo-Soprano Lírico tem uma voz áspera e meio "azeda". É rouquinha/metálica e costuma mudar de coloração quando vai para os agudos ou desce para os graves. Já o Soprano tem uma coloração definida, e por mais que brinque com sua voz, permanece Soprano, o que é o caso de Mrs. Carey.

Se Mariah fosse uma cantora lírica, vivesse para os palcos interpretanto Puccini e Mozart, ela seria classificada muito provavelmente como Soprano Lírico Coloratura, diferente de um Jovem Soprano Lírico Coloratura, porque Carey possui experiência na voz. Seu timbre já é amadurecido. Mas como Mariah preferiu ser uma cantora de música popular, então ela é um Soprano (sem subclassificação, porque isso não existe na música popular), que nas colorações de seu timbre, pode assemelhar-se a um Mezzo-Soprano comum, quando imposta sua voz.

Suas técnicas vocais complementares são levemente agradáveis. Desde seu apoio diafragmático (que ao vivo, apresenta certas falhas), ao seus melismas ralentados, que destacam semitom por semitom de maneira "entubada", seus staccatos, sua estamina contínua, seus runs (ela vem usando bastante hoje em dia), seus riffs e sillabatos raros em utilização, etc...

É uma cantora que já nasceu numa época, onde voz e piano era algo comum e clichê, mas que consegue fazer milagres sem mexer os pezinhos do lugar. Não é o registro flageolet em Carey que impressiona seus fãs. Tantos tem o mesmo registro e não tem o mesmo reconhecimento... O que a faz lotar estádios é sua simples maneira de ser. O jeito Mimi de cantar sobre a vida.


Mariah Carey durante ensaio fotográfico para a capa do álbum: "MC = E²".
Pontos Negativos:

Apoio diafragmático eventualmente débil.

Insegurança na utilização dos mistos de Voz de Cabeça, a começar pelos F5 (Fás na Quinta Oitava) que soam esganiçados e desesperados ao vivo.

Passagens de registro defeituosos na transição de registros (as quebras vocais de Voz de Peito para Voz de Cabeça ou Falsete estão soando quase desafinadas).

Excesso de Flageolet e harmonizações.

Vocal Range


17:59 Harrison Max

Artista / Banda: Mariah Carey.
Classificação Vocal: Soprano/Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: F2 - G#7 (Fá na Segunda Oitava - Sol Sustenido na Sétima Oitava).
Oitavas: 5 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom.

Alcance Controlado: Bb2 - F7 (Sí Bemol Dois – Fá Sete).
Oitavas: 4 Oitavas, 4 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): E3 – G5 (Mí  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 2 Notas.
Gêneros Musicais: Pop, Baladas Românticas, Hip-Hop, Blues, Jazz, Gospel, R&B e etc...


Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.



Pontos Positivos:

Mariah Carey tende a ser um nome que causa um certo impacto na indústria fonográfica mundial. De certo, ela chegou praticamente do nada, já fazendo sucesso e estourando nas paradas musicais. Sim, esta é Carey, a mesma da Geração Legião Urbana e o Rock de Garagem tradicional, a mesma que surgiu numa época onde o R&B, o Charme e o Hip-Hop estavam atingindo seu apogeu.

Seu timbre vocal é dotado de muitas colorações vocais. O que, de certo modo, confunde as pessoas, entre essa dúvida inquestionável: "Ela é Soprano ou é Meio-Soprano (Lê-se: Mezzo-Soprano, do italiano)?". Mariah é os dois. Na música popular, não há uma necessidade assídua de saber a qual naipe vocal um artista pertence, porque seja ela Soprano, Mezzo-Soprano ou Contralto, ela vai cantar a música que "lhe der na telha", com ou sem o seu consentimento. O que, muda completamente de figura se você cresce preparada para ser uma poderosa intérprete de Música Clássica - não é o caso de Mariah Carey. Sua voz se adapta a sua forma de cantar.

Durante muitos anos, Mariah Carey cantava na zona vocal do Mezzo-Soprano, uma versão mais grave de: "Lea Michele", porém com os mesmos staccatos brilhantes e constantes, um timbre vocal 100% limpo, claro e muito ourado. Era grave demais para ser um Soprano e agudo demais para um Contralto. Mariah Carey consolidara o início de sua carreira cantando no naipe do Mezzo-Soprano, com as devidas características do mesmo, e um timbre que oscilava entre as duas semânticas (Contralto e Soprano), sem perder a qualidade nem de um e nem de outro.


Mas, assim como as folhas de uma árvore caem durante o Outono, para que nos galhos possa florescer novas folhas e flores, assim é o efeito dos anos sobre a voz humana. A medida em que envelhecemos, nossos timbres vocais envelhecem conosco. É deste modo que nenhuma criança possui um timbre de idoso e vice-versa. A cantora estadunidense sofreu muito com estas passagens de tempo, alterando sua forma de cantar e consequentemente sua técnica vocal, embaralhando ao quadro de estresse contínuo ao qual Carey era exposta, antes por seu ex-marido Tomy Mottola, depois por pressão de sua gravadora que a fazia trabalhar como uma escrava, privando-a de sono entre outros infortúnios. Toda essa carga emocional, abusiva e traumática, afetou as pregas vocais da Rainha das Baladas, causando um erro irreversível, que deixou sequelas na própria até hoje (só ouvir o álbum mais recente para comprovar).


Sua Voz de Peito foi bem lapidada durante sua mocidade, o que permitiu a jovem, entrar na zona vocal masculina com graves semi-cavernosos. Entre suas notas mais graves, está um quase inaudível F2 (Fá na Segunda Oitava), feito em harmonização com G#2 (Sol Sustenido na Segunda Oitava) em: "Bliss", faixa que trabalha 4 Oitavas e algumas notas de Mrs. Carey. Embora a própria tenha um dom sobrenatural de atingir notas extremamente graves para uma mulher, as mesmas, não possuem uma qualidade singular que a faça dar um destaque maior. Por este motivo, Mariah sempre foge a Segunda Oitava sempre que pode, mas não abre mão de entrar na mesma, através de seus álbuns de estúdio. É quase que um ritual. Sua Voz de Peito, só vem a ganhar corpo, já na Terceira Oitava, onde os graves de Mariah Carey deixam de ser brandos (soprosos) e passam a ressonar de maneira mais forte e segura. Começa aqui, sua Tessitura Vocal, ou seja, uma pequena parcela de suas notas graves as quais, ela tem conforto e controle em cantar. Carey também trabalha o Bb2 (Sí Bemol na Segunda Oitava), nota grave (muito Contralto por aí não atinge), para fechar a maioria de suas canções em 4 Oitavas exatas, ou para dar um ar imponente ou melancólico as suas faixas (notas graves remetem a tristeza, melancolia e dor).


Seus agudos mistos durante o início de sua carreira, era o seu "abre-alas de Carnaval". Notas agudas cheias, fervorosas e eloquentes, que se perderam a medida que a cantora envelhecia. Seu misto de Voz de Peito, parece iniciar-se em G#4 (Sol Sustenido na Quarta Oitava) e prolongar-se até E5 (Mí na Quinta Oitava), onde a artista consegue dar saltos no controle dos ressonadores e emitir notas cheias usando o ressonador inferior. Nota-se que Mariah usa bem seu apoio diafragmático para esta façanha. Caso contrário, as notas não teriam boa qualidade. 

Já seus mistos de Voz de Cabeça parecem ter diminuído nos últimos anos, mas de vez em quando aparecem. Especula-se que os mesmos, venham a iniciar-se em F5 (Fá na Quinta Oitava), onde a artista utiliza o ressonar superior, jogando toda a ressonância para o crânio. Os mistos de Voz de Cabeça, se forem bem treinados, podem chamar mais atenção que os mistos de Voz de Peito. Patti LaBelle é conhecida por fazer muito isso. E seus agudos são escandalosos de tão chamativos... Em Carey, ela retém muito fôlego de ar para utilizar esta região de sua voz, que gera fadiga acima do normal. Seu misto de Voz de Cabeça estica-se até um A5 (Lá na Quinta Oitava), que inclusive a cantora já executou durante fraseados melódicos, para causar uma impressão de "socorro a Deus/se fazer ser ouvido por Deus" em: "Fly Like A Bird", entre outras faixas. Entretanto, a nota mais cheia que Mariah consegue fazer utilizando seu registro superior em misto, é um G5 (Sol na Quinta Oitava), que ela vem executando inúmeras vezes. A nota sai extremamente cheia e completa em estúdio, o que ao vivo, ela costuma fugir em realizar.




Sua Voz de Cabeça possui coloração de Soprano e costuma confundir-se com seu Falsete. Ambos possuem uma coloração similar. Ambos são frágeis. Ambos são doces. A única coisa que os diferencia, é a ofegância presente no Falsete, seja você homem ou mulher. Mariah vem utilizando este registro constantemente em seus trabalhos em estúdio, para dar uma conotação sensual e de certo ponto "imaculável", ao tornar sua voz "mais provocativa e fragilizada". Isso cria todo um contexto sensual e provocativo em suas canções. Dando margem para mil e uma interpretações e sensações ao ouvinte... Neste registro, Mariah utiliza desde um C4 (Dó na Quarta Oitava), até um C6 (Dó na Sexta Oitava). Seu Falsete, pode chegar até o F6 (Fá na Sexta Oitava), mas raramente ela produz uma nota tão alta neste registro, por soar um tanto quanto perigoso para as pregas vocais, devida pressão causada na mesma.


Mariah não possui Registro Apito. O registro apito é áspero, metálico e intenso. Seu registro sobreagudo é oposto, é leve, é adocicado e frágil. Similar ao Registro Flageolet (ou Flauta, se assim preferir chamá-lo), similar ao registro sobreagudo das cantoras líricas. Um dom que foi descoberto na infância, e desde então lapidado. A agilidade vocal de Mariah Carey encontra-se nessa região. Mais a frente, explicarei o significado da Coloratura nela... Seu registro Flageolet é herança de uma cultura um tanto quanto esquecida pelos jovens, mas venerada pelos cantores "das antigas". A música clássica é cultura, é ensinamento dos sábios passado através das eras, e que hoje não tem seu devido valor nas mídias. Tendo uma mãe cantora lírica, Carey sempre foi uma artista ligada a esta vertente da música e sintonizada no que sua mãe lhe passara, quando descobriu seu dom. Em registro Flageolet, Carey executa desde um C6 (Dó na Sexta Oitava) - Ela raramente trabalha com essa nota -, a até um G#7 (Sol na Sétima Oitava) em 1991 no VMA'S. Embora eu acredite que a mesma não execute aquela nota por estar no topo do seu limite em emissão de agudos. Carey raramente vai além do F7 (Fá na Sétima Oitava).





Sua agilidade vocal se mantém nessa região. Durante o passado, ainda na música clássica, as cantoras líricas treinavam o registro Flageolet para executar as notas agudas que as partituras pediam, onde suas Vozes de Cabeça não as permitiam chegar. Desde então, as mesmas cantoras líricas dobravam a pressão de seus diafragmas, para emitir notas em registro Flageolet mais intensas, capazes de preencher todo um teatro. Como não se podia abaixar a tonalidade das peças operísticas e nem das árias, por ser mal visto e considerado "coisa de amador", as cantoras tinham que se virar da maneira que podiam para cantar os repertórios cheios de agudos constantes. A coloratura para o Soprano passa a ser a agilidade vocal em parte da Quinta e na Sexta Oitava. Mesmo que Mariah não tenha agilidade vocal em sua tessitura, que contando, Voz de Peito + mistos + Voz de Cabeça, chega em torno de E3 - G5 (Mí na Terceira Oitava - Sol na Quinta Oitava), ela possui a mesma na região do Soprano, ou seja, na Sexta Oitava.


Uma mulher é classificada vocalmente pelo registro em que seu timbre mais se destaca. Nas mulheres, nós a classificamos pelas suas Vozes de Cabeça, porque é justamente neste registro, onde a mulher mostra seus encantos. Classificar uma mulher pela Voz de Peito é errado, porque muitas utilizam o recurso da impostação vocal, para tornar os graves mais seguros e cobertos, porém não é um som "real", é um som "criado". Se você fosse classificar Mariah Carey pela sua Voz de Peito, na certa, seria um Mezzo-Soprano. Entretanto, ela se consolidou como Soprano, devido o brilho ourado de sua Voz de Cabeça e suas passagens vocais mais homogenizadas. Um Mezzo-Soprano possui a voz divida como um pão em 3 fatias iguais. Cada fatia representa uma região. E cada fatia é diferente uma da outra na cor. Um Soprano é soprano dos graves até os agudos. Por mais que Mariah "entube" sua voz, por mais que "imposte", ela permanecerá Soprano, porque quando ela demonstra o brilho de sua Voz de Cabeça, nota-se um timbre claro de Soprano Lírico. É uma simples questão de comparação... Um Mezzo-Soprano Lírico tem uma voz áspera e meio "azeda". É rouquinha/metálica e costuma mudar de coloração quando vai para os agudos ou desce para os graves. Já o Soprano tem uma coloração definida, e por mais que brinque com sua voz, permanece Soprano, o que é o caso de Mrs. Carey.

Se Mariah fosse uma cantora lírica, vivesse para os palcos interpretanto Puccini e Mozart, ela seria classificada muito provavelmente como Soprano Lírico Coloratura, diferente de um Jovem Soprano Lírico Coloratura, porque Carey possui experiência na voz. Seu timbre já é amadurecido. Mas como Mariah preferiu ser uma cantora de música popular, então ela é um Soprano (sem subclassificação, porque isso não existe na música popular), que nas colorações de seu timbre, pode assemelhar-se a um Mezzo-Soprano comum, quando imposta sua voz.

Suas técnicas vocais complementares são levemente agradáveis. Desde seu apoio diafragmático (que ao vivo, apresenta certas falhas), ao seus melismas ralentados, que destacam semitom por semitom de maneira "entubada", seus staccatos, sua estamina contínua, seus runs (ela vem usando bastante hoje em dia), seus riffs e sillabatos raros em utilização, etc...

É uma cantora que já nasceu numa época, onde voz e piano era algo comum e clichê, mas que consegue fazer milagres sem mexer os pezinhos do lugar. Não é o registro flageolet em Carey que impressiona seus fãs. Tantos tem o mesmo registro e não tem o mesmo reconhecimento... O que a faz lotar estádios é sua simples maneira de ser. O jeito Mimi de cantar sobre a vida.


Mariah Carey durante ensaio fotográfico para a capa do álbum: "MC = E²".
Pontos Negativos:

Apoio diafragmático eventualmente débil.

Insegurança na utilização dos mistos de Voz de Cabeça, a começar pelos F5 (Fás na Quinta Oitava) que soam esganiçados e desesperados ao vivo.

Passagens de registro defeituosos na transição de registros (as quebras vocais de Voz de Peito para Voz de Cabeça ou Falsete estão soando quase desafinadas).

Excesso de Flageolet e harmonizações.

Vocal Range


terça-feira, 10 de junho de 2014


Artista / 
Banda: Celine Dion.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: G2 - E6 (Sol 2 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: 
B2 - C6 (Sí 2 – Dó 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop, Rock, Dance.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com mais de 30 anos de carreira demonstrando uma das vozes mais aclamadas pelos ouvintes da música popular nas últimas décadas, demonstrando uma perfeita conservação de seu característico timbre de voz, Celine Dion é, sem dúvidas, um marco na história da música Pop. Com um amplo conhecimento técnico a respeito de seu aparelho fonador, técnicas de emissão e apoio, aliadas a um timbre único e comercial, Celine divide opiniões a respeito de sua "classificação vocal", fazendo com que diversos teóricos da área da música entrem em discrepância... Eu, como cantor erudito que sou, sei bem que não existe um sistema de classificação vocal criado para a tal 'segmento musical'. Quando se diz que Celine Dion é um Mezzo-Soprano ou até mesmo um 'Mezzo-Soprano Lírico Coloratura', não se deve levar ao pé da letra tal alegação, pois a classificação vocal vem da música clássica, onde adequar a voz do interprete ao personagem, repertório e qualidades cênicas se faz extremamente necessário. Logo, pode-se dizer que nenhum cantor popular tem de fato uma classificação vocal 100% definida, por não interpretar árias operísticas (Celine não é exceção e nem mesmo a classificação vocal dos cantores eruditos é estática).


A 'classificação vocal', na música não erudita, acontece em certos coros, que com a necessidade de dividir diferentes vozes na execução de harmonias complexas, exigindo diferentes alcances e tessituras em sua execução. Por isso, é comodo "apelidar" de Contralto a mulher que tem uma tessitura mais baixa de timbre escuro, mas existe uma margem de erro, a impostação da música erudita muda muito e o treinamento do Bel Canto abre muitas portas para um interprete. Por tais razões, não existe a necessidade de brigar por discrepâncias a respeito das classificações atribuídas a Celine ou qualquer outro interprete aqui analisado.


No caso de Celine, acredito que Mezzo-Soprano seja uma classificação vocal mais adequada a sua voz, por brilhar mais intensamente na região médio aguda, com fluidas passagens de registro (Até mesmo em notas extremamente agudas), porém sem deixar de lado um registro grave escuro e ríspido. As citadas características, no famoso sistema Fach, são atribuídas ao Mezzo-Soprano Lírico Coloratura, que fica encarregado de interpretar complicadíssimas árias com ornamentos extremamente complicados em andamentos próximos ao Prestate, mas como não estamos em um sonho operístico não se pode dizer que Celine é de Fato um Mezzo Coloratura com um treinamento tão grandioso. No vídeo que segue podemos conferir Celine interpretando a sua maneira a ária "L'amour Est Un Oiseau Rebelle", escrita por Mizet em 1875 para a Ópera "Carmen", por coincidência ou não, a peça é para Mezzo-Soprano:



Como citado anteriormente, conhecimento a respeito de seu aparelho fonador e das técnicas vocais tradicionais é algo que difere Celine das demais interpretes, a própria já relatou em entrevistas que acha extremamente entediante praticar exercícios vocais diários com seu Vocal Coach, mas que não deixa de praticá-los em prol de um canto salubre e belo. No vídeo a seguir pode-se conferir seu relato:


Seu apoio e controle de emissão são incríveis. Seu escape de ar é intensamente trabalhado por seu professor de canto, proporcionando-a um controle sobre a dinâmica das notas muito acima da média, podendo passar de FF a P ou PPP em um curtíssimo período de tempo em ornamentações complexas ou legatos virtuosos. Em uma entrevista com Ellen DeGeneres, sua capacidade em controlar a emissão e a dinâmica fica evidente na execução de aquecimentos rápidos:



Como citado anteriormente, suas passagens de registro são excelente e a permitem mixar seu registro de peito ao de cabeça com extrema facilidade em performances ao vivo, sem ofegância ou instabilidade. Ao vivo, por mais de uma ocasião, já foi demonstrada sua capacidade de executar o Yodel, uma espécie de técnica que utiliza o máximo do passagio em sua execução:


Em um vídeo antigo encontrei uma incrível performance onde o Mezzo demonstra sua estamina ao vivo, cantando um clássico de Michael Jackson com consideráveis movimentos de dança. Sem uma devida preparação vocal e atlética não é comum encontrar aptos a cantar e movimentar-se com poderio em um show, por isso não tenho dúvidas a respeito da preparação de Celine.




Seu registro superior é brilhante, quente, enérgico e dispõem de versatilidade, podendo executar complicadas escalas e belíssimos e longos legatos, porém, a força de tal registro decai em notas acima do E♭5 (Mí Bemol 5) no registro misto, mesmo podendo se estender de forma cheia e volumosa até um B♭5 (Sí Bemol 5) e um C6 (Dó 6) no mix de cabeça. Em pura voz de cabeça, sua extensão vai até o E6 (Mí Seis), mas com devido controle e poderio o C6 (Dó Seis) é aparentemente seu limite. 




Pontos Negativos

O extremo grave do alcance em voz de peito é ríspido e seco.

Vocal Range (O segundo vídeo demonstra um G2 e não um Bb2).



08:50 Sávio Alves

Artista / 
Banda: Celine Dion.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico Coloratura.
Alcance Vocal: G2 - E6 (Sol 2 – Mí 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: 
B2 - C6 (Sí 2 – Dó 6).
Oitavas: 3 Oitavas e 1 Nota.

Tessitura Vocal 
(Especulada): G3 – G5 (Sol  Três – Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Pop, Rock, Dance.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com mais de 30 anos de carreira demonstrando uma das vozes mais aclamadas pelos ouvintes da música popular nas últimas décadas, demonstrando uma perfeita conservação de seu característico timbre de voz, Celine Dion é, sem dúvidas, um marco na história da música Pop. Com um amplo conhecimento técnico a respeito de seu aparelho fonador, técnicas de emissão e apoio, aliadas a um timbre único e comercial, Celine divide opiniões a respeito de sua "classificação vocal", fazendo com que diversos teóricos da área da música entrem em discrepância... Eu, como cantor erudito que sou, sei bem que não existe um sistema de classificação vocal criado para a tal 'segmento musical'. Quando se diz que Celine Dion é um Mezzo-Soprano ou até mesmo um 'Mezzo-Soprano Lírico Coloratura', não se deve levar ao pé da letra tal alegação, pois a classificação vocal vem da música clássica, onde adequar a voz do interprete ao personagem, repertório e qualidades cênicas se faz extremamente necessário. Logo, pode-se dizer que nenhum cantor popular tem de fato uma classificação vocal 100% definida, por não interpretar árias operísticas (Celine não é exceção e nem mesmo a classificação vocal dos cantores eruditos é estática).


A 'classificação vocal', na música não erudita, acontece em certos coros, que com a necessidade de dividir diferentes vozes na execução de harmonias complexas, exigindo diferentes alcances e tessituras em sua execução. Por isso, é comodo "apelidar" de Contralto a mulher que tem uma tessitura mais baixa de timbre escuro, mas existe uma margem de erro, a impostação da música erudita muda muito e o treinamento do Bel Canto abre muitas portas para um interprete. Por tais razões, não existe a necessidade de brigar por discrepâncias a respeito das classificações atribuídas a Celine ou qualquer outro interprete aqui analisado.


No caso de Celine, acredito que Mezzo-Soprano seja uma classificação vocal mais adequada a sua voz, por brilhar mais intensamente na região médio aguda, com fluidas passagens de registro (Até mesmo em notas extremamente agudas), porém sem deixar de lado um registro grave escuro e ríspido. As citadas características, no famoso sistema Fach, são atribuídas ao Mezzo-Soprano Lírico Coloratura, que fica encarregado de interpretar complicadíssimas árias com ornamentos extremamente complicados em andamentos próximos ao Prestate, mas como não estamos em um sonho operístico não se pode dizer que Celine é de Fato um Mezzo Coloratura com um treinamento tão grandioso. No vídeo que segue podemos conferir Celine interpretando a sua maneira a ária "L'amour Est Un Oiseau Rebelle", escrita por Mizet em 1875 para a Ópera "Carmen", por coincidência ou não, a peça é para Mezzo-Soprano:



Como citado anteriormente, conhecimento a respeito de seu aparelho fonador e das técnicas vocais tradicionais é algo que difere Celine das demais interpretes, a própria já relatou em entrevistas que acha extremamente entediante praticar exercícios vocais diários com seu Vocal Coach, mas que não deixa de praticá-los em prol de um canto salubre e belo. No vídeo a seguir pode-se conferir seu relato:


Seu apoio e controle de emissão são incríveis. Seu escape de ar é intensamente trabalhado por seu professor de canto, proporcionando-a um controle sobre a dinâmica das notas muito acima da média, podendo passar de FF a P ou PPP em um curtíssimo período de tempo em ornamentações complexas ou legatos virtuosos. Em uma entrevista com Ellen DeGeneres, sua capacidade em controlar a emissão e a dinâmica fica evidente na execução de aquecimentos rápidos:



Como citado anteriormente, suas passagens de registro são excelente e a permitem mixar seu registro de peito ao de cabeça com extrema facilidade em performances ao vivo, sem ofegância ou instabilidade. Ao vivo, por mais de uma ocasião, já foi demonstrada sua capacidade de executar o Yodel, uma espécie de técnica que utiliza o máximo do passagio em sua execução:


Em um vídeo antigo encontrei uma incrível performance onde o Mezzo demonstra sua estamina ao vivo, cantando um clássico de Michael Jackson com consideráveis movimentos de dança. Sem uma devida preparação vocal e atlética não é comum encontrar aptos a cantar e movimentar-se com poderio em um show, por isso não tenho dúvidas a respeito da preparação de Celine.




Seu registro superior é brilhante, quente, enérgico e dispõem de versatilidade, podendo executar complicadas escalas e belíssimos e longos legatos, porém, a força de tal registro decai em notas acima do E♭5 (Mí Bemol 5) no registro misto, mesmo podendo se estender de forma cheia e volumosa até um B♭5 (Sí Bemol 5) e um C6 (Dó 6) no mix de cabeça. Em pura voz de cabeça, sua extensão vai até o E6 (Mí Seis), mas com devido controle e poderio o C6 (Dó Seis) é aparentemente seu limite. 




Pontos Negativos

O extremo grave do alcance em voz de peito é ríspido e seco.

Vocal Range (O segundo vídeo demonstra um G2 e não um Bb2).