quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015



Hoje falaremos um pouco sobre apoio respiratório, também chamado de Suporte. Esta técnica de grande importância para o canto precisa ser bem desenvolvida, seja no estilo popular ou erudito, pois proporciona ao vocalista inúmeras vantagens, tais como: Boa projeção, melhor qualidade vocal e sustentação controlada das notas. Cantar é um ato que envolve diversos “ajustes vocais”, ajustes estes que utilizam o máximo do nosso aparelho fonador, por isso é crucial ter a disposição uma boa técnica de emissão aliada a um apoio consistente.




O apoio é um tema bastante discutido, e é possível encontrar registros desde o período do Barroco do começo dos estudos a respeito desta importante ferramenta. Para entendermos o que seria o apoio de uma forma simples, poderíamos dizer que este é a sustentação da coluna de ar que faz parte da produção do som. Ligado diretamente a respiração, estes formam a base para o canto. Existem quatro tipos de respiração, a respiração considerada ideal para o canto é a chamada Diafragmática-Abdominal ou Costo-Diafragmática-Abdominal (Expansão Harmônica de toda caixa torácica, permitindo a totalidade da capacidade pulmonar) preferida por muitos professores para o desenvolvimento do canto clássico.
Abaixo veremos dois estilos musicais distintos e poderemos analisar o apoio das duas artistas e sua relação quanto a projeção e sustentação das notas:

Tamar Braxton - Love and War



Nesta apresentação podemos observar uma quantidade significativa de notas altas, as quais são bem sustentadas por Tamar. Sua coordenação pneumofonoarticulatória está em perfeita sintonia. A projeção vocal de Tamar é realmente impactante! Sua voz mantém a qualidade tanto na região de seus graves até os agudos.

Sarah Brightman - Phantom of the Opera


Neste vídeo temos uma apresentação de Sarah Brightman cantando O fantasma da ópera. Sua respiração é executada com boa qualidade. A projeção vocal de Sarah é grandiosa e sua técnica no que consiste ao apoio e sustentação das notas é digna de aplausos e elogios, mas ainda não é o melhor exemplo que temos a mostrar como verão a seguir...

Na música erudita, hodiernamente, já temos uma técnica de apoio bem mais polida e salubre, possibilitando aos interprete, de maneira extremamente bela e virtuosa cantar e encher um teatro com sua voz sem o auxílio de amplificação de um microfone. Na performance que segue, podes ver Natalie Dessay, um importante Soprano de voz levíssima cantando sem dificuldade sem o auxilio do microfone:



Um exemplo de como o apoio é realmente incrível, é a facilidade com que a movimentação em palco acontece com a presença deste no canto de um interprete. Hodiernamente os nomes que mais se destacam pelo quesito voz + movimentação significativa/dança são Beyoncé e FKA Twigs, uma primorosa performance vocal da primeira citada por ser encontrada no vídeo abaixo, onde esta canta e dança sem ofegância e ou pravos vocais significativos:


Sem um bom apoio não terá boas notas agudas, agilidade bem definida, uma voz consistente, leggatos bonitos ou longevidade vocal, existem exceções, porém a chance de fazeres parte dela é ínfima, por isso trabalhe isto todos os dias de sua jornada como cantor. No futuro podemos passar algumas exercícios para se desenvolver melhor o apoio, mas é importante ressaltar que encontrar um professor de técnica vocal qualificado faz toda a diferença e é de longe, até hoje, a maneira mais simples de se atingir almejados resultados.

15:18 Sávio Alves


Hoje falaremos um pouco sobre apoio respiratório, também chamado de Suporte. Esta técnica de grande importância para o canto precisa ser bem desenvolvida, seja no estilo popular ou erudito, pois proporciona ao vocalista inúmeras vantagens, tais como: Boa projeção, melhor qualidade vocal e sustentação controlada das notas. Cantar é um ato que envolve diversos “ajustes vocais”, ajustes estes que utilizam o máximo do nosso aparelho fonador, por isso é crucial ter a disposição uma boa técnica de emissão aliada a um apoio consistente.




O apoio é um tema bastante discutido, e é possível encontrar registros desde o período do Barroco do começo dos estudos a respeito desta importante ferramenta. Para entendermos o que seria o apoio de uma forma simples, poderíamos dizer que este é a sustentação da coluna de ar que faz parte da produção do som. Ligado diretamente a respiração, estes formam a base para o canto. Existem quatro tipos de respiração, a respiração considerada ideal para o canto é a chamada Diafragmática-Abdominal ou Costo-Diafragmática-Abdominal (Expansão Harmônica de toda caixa torácica, permitindo a totalidade da capacidade pulmonar) preferida por muitos professores para o desenvolvimento do canto clássico.
Abaixo veremos dois estilos musicais distintos e poderemos analisar o apoio das duas artistas e sua relação quanto a projeção e sustentação das notas:

Tamar Braxton - Love and War



Nesta apresentação podemos observar uma quantidade significativa de notas altas, as quais são bem sustentadas por Tamar. Sua coordenação pneumofonoarticulatória está em perfeita sintonia. A projeção vocal de Tamar é realmente impactante! Sua voz mantém a qualidade tanto na região de seus graves até os agudos.

Sarah Brightman - Phantom of the Opera


Neste vídeo temos uma apresentação de Sarah Brightman cantando O fantasma da ópera. Sua respiração é executada com boa qualidade. A projeção vocal de Sarah é grandiosa e sua técnica no que consiste ao apoio e sustentação das notas é digna de aplausos e elogios, mas ainda não é o melhor exemplo que temos a mostrar como verão a seguir...

Na música erudita, hodiernamente, já temos uma técnica de apoio bem mais polida e salubre, possibilitando aos interprete, de maneira extremamente bela e virtuosa cantar e encher um teatro com sua voz sem o auxílio de amplificação de um microfone. Na performance que segue, podes ver Natalie Dessay, um importante Soprano de voz levíssima cantando sem dificuldade sem o auxilio do microfone:



Um exemplo de como o apoio é realmente incrível, é a facilidade com que a movimentação em palco acontece com a presença deste no canto de um interprete. Hodiernamente os nomes que mais se destacam pelo quesito voz + movimentação significativa/dança são Beyoncé e FKA Twigs, uma primorosa performance vocal da primeira citada por ser encontrada no vídeo abaixo, onde esta canta e dança sem ofegância e ou pravos vocais significativos:


Sem um bom apoio não terá boas notas agudas, agilidade bem definida, uma voz consistente, leggatos bonitos ou longevidade vocal, existem exceções, porém a chance de fazeres parte dela é ínfima, por isso trabalhe isto todos os dias de sua jornada como cantor. No futuro podemos passar algumas exercícios para se desenvolver melhor o apoio, mas é importante ressaltar que encontrar um professor de técnica vocal qualificado faz toda a diferença e é de longe, até hoje, a maneira mais simples de se atingir almejados resultados.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


Artista /Banda: Tarja Turunen.
Classificação Vocal: Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Spinto.
Alcance Vocal: F3 – G#6 (Fá Três - Sol Sustenido Seis).
Oitavas: 3 Oitavas, 1 Notas e 1 Semitom.

Voz Plena: F3 – Eb6 (Fá três – Mí Bemol Seis).

Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: F3 – Eb6 
(Fá três – Mí Bemol Seis).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): D4 – E5 (Ré Quatro - Mí Cinco).

Oitavas: 1 Oitava e 1 Nota.

Gêneros Musicais: Metal Sinfônico, Algumas árias do período Romântico. 



Caso seja sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


Formada na Academia Sibelius de Artes, Tarja é uma das cantoras mais influentes no metal sinfônico. Começando sua carreira na banda Nightwish, posteriormente seguindo carreira solo, Turunen é considerada a voz da Finlândia, um orgulho nacional e um interprete de voz exótica que toca intensamente o coração de seus fãs devera fervorosos. Seu timbre pode ser descrito como: metálico, escuro, de grande magnitude natural, com uma região média extremamente rica, de agudos explosivos que necessitam de apoio e um registro grave pouco expressivo e moldável; e hoje exploraremos todos os pontos fortes e fracos de sua técnica levando em conta conhecimento convencional geral da área.



Sua professora, Mitsuko Shirai famosa Mezzo-Soprano japonesa, diz o seguinte sobre Tarja como interprete: “For the first time I saw Tarja at the entrance examination for the Music University in Karlsruhe, she didn’t even apply for solo singing but I recognized immediately that she is somebody who puts a lot of personal feelings into her singing. I liked that and so I encouraged her not letting herself train to be a choir singer but a lead singer. I can imagine that she is a real highlight in the rock scene with her unusual voice. In my opinion she has only used 80 to 85 percent of her voice’s classical potential. Even today she still visits me to work with her voice. As a student and as a human Tarja Turunen is a pleasant and sensitive woman.” (Tradução livre: "Na primeira vez que vi Tarja, no exame da admissão para a faculdade de música em Karlsruhe, ela nem mesmo estava tetando fazer o teste para cantora solo, mas imediatamente reconheci que ela é alguém que coloca muita emoção em seu canto. Eu gosto disso, então a encorajei a se tornar uma cantora solo e não uma coralista... Posso imaginar que ela é um verdadeiro destaque no cenário do rock com sua voz exótica. Em minha opinião ela só utilizou 80 ou 85% de seu potencial em música erudita até hoje. Até hoje ela permanece me visitando para trabalhar em sua voz... Como estudante e mulher tarja é uma pessoa agradável e sensível). Como podes ver, grande parte do texto trás a tona apenas questões subjetivas, mas o trecho que cita o pensamento de sua professora a respeito de seu potencial que ainda não atingiu o apogeu é algo que deve ser levado em conta.

Com certeza a região média de emissão de Tarja é o ponto forte de seu canto, seu timbre metálico e rico ressoa bem entre um E acima do C central até um F5 em performances ao vivo. Em canções mais ralentadas, com um público menor e ou mais calmo Tarja apresenta significativo avanço em todos os pontos de sua técnica, principalmente na emissão da citada região de canto, por conseguir ouvir melhor sua própria voz e não tornar-se escrava incondicional da sensação enquanto canta.



Fugindo ao costumeiro som adotado por Tarja, o belting é uma técnica presente em seu canto, em raros momentos, mas presentes. O som até o C5, mesmo ao vivo, é bem confortável e consistente ao todo, com uma predominância do registro de peito em sua emissão. O vídeo a seguir demonstra um pouco de sua habilidade com esta estética, que foge bastante seu costumeiro som extremamente impostado: 


Cantando música erudita (Vulgarmente apelidada de música clássica) Tarja faz uso de microfones e apenas as canta à sua maneira, sem obedecer as verdadeiras diretrizes de um cantor erudito de Bel Canto, já que aparentemente repertório Romântico é o que mais à agrada. Cantores "de ópera" (Eruditos) não usam microfone e enchem um teatro com sua voz modal, já Tarja usa de uma interpretação mais próxima da música Crossover, que assim como alguns vocalistas de metal, trás características da música erudita, mas não necessariamente a faz com fidelidade extrema (Artistas consagrados como Sarah Brightman e Andrea Bocelli são exemplos de cantores que seguem a mesma linha, já verdadeiros cantores eruditos são interpretes como Renata Tebaldi e Maria Callas). 


A extensão vocal de Tarja Turunen abrange ao todo 3 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom, partindo do F grave feminino e se estendendo até um G sobreagudo de Soprano Coloratura, porém esta controla bem do citado Fá até um Mí Bemol da sexta oitava. De tessitura o Soprano aparentemente controla com extrema facilidade, conexão, plasticidade, homogeneidade, conforto e brilho algo próximo de 1 Oitava e 1 Nota, partindo do D grave de Soprano até o Mí agudo de Contralto.

Pontos Negativos:

Apesar da voz marcante e louvável carreira no mundo musical, existem pontos que devem ser evidenciados com relação à técnica de Tarja Turunen. Mesmo tendo estudado música erudita e ter se formado em uma grande universidade de música (Com Mitsuko Shirai), este Soprano tem mostrado certos vícios vocais ao longo de sua carreira que são evidenciados em suas performances ao vivo, como: Busca do sobrepeso vocal (O que acaba prejudicando sua emissão, fazendo com que certas notas percam a qualidade ressonante almejada em sua estética de canto), um fraco trabalho de respiração e preparo físico (Que limita sua movimentação ao vivo) e a pouca maleabilidade vocal (Perda de agilidade e habilidade em explorar as texturas e dinâmicas da própria voz por conta do sobrepeso).



O vídeo acima, do início da carreira de Tarja, demonstra todos os pontos negativos citados anteriormente. No início da canção sua voz está sendo entoada na base da quarta oitava e tarja em momento algum demonstra conhecimento de sua região de passaggio, empurrando o som da ressonância de cabeça para a região grave, o que é algo extremamente prejudicial para a boa emissão de um Soprano (Mesmo os mais leves, que em geral passa para a voz de peito pura de um E4 para baixo, enquanto Tarja insiste em empurrar notas até mesmo da terceira oitava). Infelizmente este aspecto não deixou de ser algo presente em seu canto, já que até dias hodiernos dificilmente ouvimos este Soprano utilizando sua voz de peito na região grave adequadamente, e esta performance ao vivo de poucos meses atrás evidência este pravo:


O registro superior de Tarja é extenso e ultrapassa o Dó agudo de Soprano, mas apresenta instabilidade... Interpretando uma canção de Strauß chamada "Mein Herr Marquis", que exige agilidade considerável para uma interprete eruditas podes ver que o Ré de Soprano não foi de fácil acesso para Tarja. Assistindo a toda a performance, mesmo com microfone percebesse que a região média foi decentemente emitida (Principalmente na região dos staccatos) mas os agudos fugiram da estética que se deseja neste tipo de repertório (Provável causa seria o já citado sobrepesodo, que afeta significativamente o registro agudo de um Soprano).


Conclusão:

Após sua carreira solo podemos notar que a qualidade vocal em shows varia de uma turnê para outra. Em suas últimas aparições houve certa evolução em termos de controle, mas os vícios continuam lá, sendo o maior deles o fato de cantar até mesmo notas graves em voz de cabeça, o que não é algo positivo para o andamento e dinâmica da música (E não me refiro ao chiaro scuro, técnica italiana que deve ser perfeitamente alinhado com o passagio da voz do interprete, e sim a uma técnica insalubre de emissão). Importante frisar que não negamos que Tarja dispõe de uma voz extremamente rara, um timbre aclamado por fãs no mundo todo e uma carreira primorosa, mas não tratamos de assuntos subjetivos ou com base em números de vendagens neste tipo de artigo. 

Vídeos:

Vídeo com alcance vocal demonstrado ao vivo:




Vídeo com extensão totalizada demonstrada em estúdio:



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14:56 Sávio Alves

Artista /Banda: Tarja Turunen.
Classificação Vocal: Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Spinto.
Alcance Vocal: F3 – G#6 (Fá Três - Sol Sustenido Seis).
Oitavas: 3 Oitavas, 1 Notas e 1 Semitom.

Voz Plena: F3 – Eb6 (Fá três – Mí Bemol Seis).

Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: F3 – Eb6 
(Fá três – Mí Bemol Seis).
Oitavas: 2 Oitavas, 5 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): D4 – E5 (Ré Quatro - Mí Cinco).

Oitavas: 1 Oitava e 1 Nota.

Gêneros Musicais: Metal Sinfônico, Algumas árias do período Romântico. 



Caso seja sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


Formada na Academia Sibelius de Artes, Tarja é uma das cantoras mais influentes no metal sinfônico. Começando sua carreira na banda Nightwish, posteriormente seguindo carreira solo, Turunen é considerada a voz da Finlândia, um orgulho nacional e um interprete de voz exótica que toca intensamente o coração de seus fãs devera fervorosos. Seu timbre pode ser descrito como: metálico, escuro, de grande magnitude natural, com uma região média extremamente rica, de agudos explosivos que necessitam de apoio e um registro grave pouco expressivo e moldável; e hoje exploraremos todos os pontos fortes e fracos de sua técnica levando em conta conhecimento convencional geral da área.



Sua professora, Mitsuko Shirai famosa Mezzo-Soprano japonesa, diz o seguinte sobre Tarja como interprete: “For the first time I saw Tarja at the entrance examination for the Music University in Karlsruhe, she didn’t even apply for solo singing but I recognized immediately that she is somebody who puts a lot of personal feelings into her singing. I liked that and so I encouraged her not letting herself train to be a choir singer but a lead singer. I can imagine that she is a real highlight in the rock scene with her unusual voice. In my opinion she has only used 80 to 85 percent of her voice’s classical potential. Even today she still visits me to work with her voice. As a student and as a human Tarja Turunen is a pleasant and sensitive woman.” (Tradução livre: "Na primeira vez que vi Tarja, no exame da admissão para a faculdade de música em Karlsruhe, ela nem mesmo estava tetando fazer o teste para cantora solo, mas imediatamente reconheci que ela é alguém que coloca muita emoção em seu canto. Eu gosto disso, então a encorajei a se tornar uma cantora solo e não uma coralista... Posso imaginar que ela é um verdadeiro destaque no cenário do rock com sua voz exótica. Em minha opinião ela só utilizou 80 ou 85% de seu potencial em música erudita até hoje. Até hoje ela permanece me visitando para trabalhar em sua voz... Como estudante e mulher tarja é uma pessoa agradável e sensível). Como podes ver, grande parte do texto trás a tona apenas questões subjetivas, mas o trecho que cita o pensamento de sua professora a respeito de seu potencial que ainda não atingiu o apogeu é algo que deve ser levado em conta.

Com certeza a região média de emissão de Tarja é o ponto forte de seu canto, seu timbre metálico e rico ressoa bem entre um E acima do C central até um F5 em performances ao vivo. Em canções mais ralentadas, com um público menor e ou mais calmo Tarja apresenta significativo avanço em todos os pontos de sua técnica, principalmente na emissão da citada região de canto, por conseguir ouvir melhor sua própria voz e não tornar-se escrava incondicional da sensação enquanto canta.



Fugindo ao costumeiro som adotado por Tarja, o belting é uma técnica presente em seu canto, em raros momentos, mas presentes. O som até o C5, mesmo ao vivo, é bem confortável e consistente ao todo, com uma predominância do registro de peito em sua emissão. O vídeo a seguir demonstra um pouco de sua habilidade com esta estética, que foge bastante seu costumeiro som extremamente impostado: 


Cantando música erudita (Vulgarmente apelidada de música clássica) Tarja faz uso de microfones e apenas as canta à sua maneira, sem obedecer as verdadeiras diretrizes de um cantor erudito de Bel Canto, já que aparentemente repertório Romântico é o que mais à agrada. Cantores "de ópera" (Eruditos) não usam microfone e enchem um teatro com sua voz modal, já Tarja usa de uma interpretação mais próxima da música Crossover, que assim como alguns vocalistas de metal, trás características da música erudita, mas não necessariamente a faz com fidelidade extrema (Artistas consagrados como Sarah Brightman e Andrea Bocelli são exemplos de cantores que seguem a mesma linha, já verdadeiros cantores eruditos são interpretes como Renata Tebaldi e Maria Callas). 


A extensão vocal de Tarja Turunen abrange ao todo 3 Oitavas, 1 Nota e 1 Semitom, partindo do F grave feminino e se estendendo até um G sobreagudo de Soprano Coloratura, porém esta controla bem do citado Fá até um Mí Bemol da sexta oitava. De tessitura o Soprano aparentemente controla com extrema facilidade, conexão, plasticidade, homogeneidade, conforto e brilho algo próximo de 1 Oitava e 1 Nota, partindo do D grave de Soprano até o Mí agudo de Contralto.

Pontos Negativos:

Apesar da voz marcante e louvável carreira no mundo musical, existem pontos que devem ser evidenciados com relação à técnica de Tarja Turunen. Mesmo tendo estudado música erudita e ter se formado em uma grande universidade de música (Com Mitsuko Shirai), este Soprano tem mostrado certos vícios vocais ao longo de sua carreira que são evidenciados em suas performances ao vivo, como: Busca do sobrepeso vocal (O que acaba prejudicando sua emissão, fazendo com que certas notas percam a qualidade ressonante almejada em sua estética de canto), um fraco trabalho de respiração e preparo físico (Que limita sua movimentação ao vivo) e a pouca maleabilidade vocal (Perda de agilidade e habilidade em explorar as texturas e dinâmicas da própria voz por conta do sobrepeso).



O vídeo acima, do início da carreira de Tarja, demonstra todos os pontos negativos citados anteriormente. No início da canção sua voz está sendo entoada na base da quarta oitava e tarja em momento algum demonstra conhecimento de sua região de passaggio, empurrando o som da ressonância de cabeça para a região grave, o que é algo extremamente prejudicial para a boa emissão de um Soprano (Mesmo os mais leves, que em geral passa para a voz de peito pura de um E4 para baixo, enquanto Tarja insiste em empurrar notas até mesmo da terceira oitava). Infelizmente este aspecto não deixou de ser algo presente em seu canto, já que até dias hodiernos dificilmente ouvimos este Soprano utilizando sua voz de peito na região grave adequadamente, e esta performance ao vivo de poucos meses atrás evidência este pravo:


O registro superior de Tarja é extenso e ultrapassa o Dó agudo de Soprano, mas apresenta instabilidade... Interpretando uma canção de Strauß chamada "Mein Herr Marquis", que exige agilidade considerável para uma interprete eruditas podes ver que o Ré de Soprano não foi de fácil acesso para Tarja. Assistindo a toda a performance, mesmo com microfone percebesse que a região média foi decentemente emitida (Principalmente na região dos staccatos) mas os agudos fugiram da estética que se deseja neste tipo de repertório (Provável causa seria o já citado sobrepesodo, que afeta significativamente o registro agudo de um Soprano).


Conclusão:

Após sua carreira solo podemos notar que a qualidade vocal em shows varia de uma turnê para outra. Em suas últimas aparições houve certa evolução em termos de controle, mas os vícios continuam lá, sendo o maior deles o fato de cantar até mesmo notas graves em voz de cabeça, o que não é algo positivo para o andamento e dinâmica da música (E não me refiro ao chiaro scuro, técnica italiana que deve ser perfeitamente alinhado com o passagio da voz do interprete, e sim a uma técnica insalubre de emissão). Importante frisar que não negamos que Tarja dispõe de uma voz extremamente rara, um timbre aclamado por fãs no mundo todo e uma carreira primorosa, mas não tratamos de assuntos subjetivos ou com base em números de vendagens neste tipo de artigo. 

Vídeos:

Vídeo com alcance vocal demonstrado ao vivo:




Vídeo com extensão totalizada demonstrada em estúdio:



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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015


Nessa lista resolvi abordar os sopranos que se utilizam de uma impostação mais comum no meio crossover, as “líricas” do metal, que se destacam tanto pela técnica quanto pela habilidade de mesclá-la ao estilo e aplica-la de maneira consciente. É importante ressaltar que mesmo com toda formação dentro do universo erudito o canto lírico no metal (Na música popcomo um todo) não é integralmente aplicado, já que existem diferentes meios de amplificação e propostas diferentes. O objetivo foi explorar cantoras que não são citadas como as melhores com frequência, sair dos clichês dentro das mais famosas e buscar por técnicas boas em “além-hits”. Obviamente que muita gente boa vai ficar de fora, já que é impossível ouvir todas as sopranos que recorrem a impostação mais vigorosa no metal e fazer um ranking 100% fiel, mas fiz o meu melhor e trouxe três incríveis cantoras.




1- Annlouice Loegdlund - Soprano


Encabeçando essa lista está Annlouice Loegdlund, ex integrante da exótica banda Diablo Swing Orchestra. A vocalista abandonou a carreira no metal para se dedicar exclusivamente à ópera, evidenciando o fato de nunca ter abandonado os estudos na área. É um soprano de colorações e texturas bem exploradas, apesar de ser cantora lírica profissional não se mostrava somente com os vocais dessa natureza na banda, explorava vocais bastante populares sem trazer vício algum, enriquecendo o projeto e proposta da Diablo Swing Orchestra. Apesar de apresentar suavidade na maior parte das composições das músicas no popular, nos papéis operísticos Annlouice interpreta papéis mais voltados pra vozes dramáticas (Não pra sopranos dramáticos em si, somente, mas para vozes com mais peso, no geral) como peças de Wagner e Shostakovich.



2 - Lori Lewis -  Soprano


Ex integrante da banda Therion e atual vocalista do Aesma Daeva, o soprano estadunidense traz a influência erudita com muita presença em sua banda atual. Com uma voz cheia e ressonante Lewis não mostra problemas em suas passagens para voz de peito como muitas no segmento.  A moça sempre apresentou grande agilidade vocal e soube explorá-la de maneira adequada nos grupos musicais que participou. Apesar de grande vocalista no mundo do metal, Lori não é uma legítima cantora de ópera, quando se arrisca por essas montagens o resultado é mais particular e próximo de suas propostas pessoas, o que não é um verdadeiro problema no meio em que está. Seu desempenho no palco é surpreendente, mantendo bom controle vocal.


3 - Vibeke Stene - Soprano


Com voz leve, a icônica Vibeke Stene fecha essa pequena lista. Ex vocalista do Tristania, agora segue carreira dando aulas de canto, mas já anunciou o retorno com a banda de metal extremo Godo f Atheists e um álbum solo. Seu ponto forte é sua agilidade e boa emissão a vivo. Considerada mezzo soprano por alguns a moça certamente não pode ser encaixada nessa categoria, sua acuidade e brilho na região aguda desmentem tal afirmação.





17:20 Sávio Alves

Nessa lista resolvi abordar os sopranos que se utilizam de uma impostação mais comum no meio crossover, as “líricas” do metal, que se destacam tanto pela técnica quanto pela habilidade de mesclá-la ao estilo e aplica-la de maneira consciente. É importante ressaltar que mesmo com toda formação dentro do universo erudito o canto lírico no metal (Na música popcomo um todo) não é integralmente aplicado, já que existem diferentes meios de amplificação e propostas diferentes. O objetivo foi explorar cantoras que não são citadas como as melhores com frequência, sair dos clichês dentro das mais famosas e buscar por técnicas boas em “além-hits”. Obviamente que muita gente boa vai ficar de fora, já que é impossível ouvir todas as sopranos que recorrem a impostação mais vigorosa no metal e fazer um ranking 100% fiel, mas fiz o meu melhor e trouxe três incríveis cantoras.




1- Annlouice Loegdlund - Soprano


Encabeçando essa lista está Annlouice Loegdlund, ex integrante da exótica banda Diablo Swing Orchestra. A vocalista abandonou a carreira no metal para se dedicar exclusivamente à ópera, evidenciando o fato de nunca ter abandonado os estudos na área. É um soprano de colorações e texturas bem exploradas, apesar de ser cantora lírica profissional não se mostrava somente com os vocais dessa natureza na banda, explorava vocais bastante populares sem trazer vício algum, enriquecendo o projeto e proposta da Diablo Swing Orchestra. Apesar de apresentar suavidade na maior parte das composições das músicas no popular, nos papéis operísticos Annlouice interpreta papéis mais voltados pra vozes dramáticas (Não pra sopranos dramáticos em si, somente, mas para vozes com mais peso, no geral) como peças de Wagner e Shostakovich.



2 - Lori Lewis -  Soprano


Ex integrante da banda Therion e atual vocalista do Aesma Daeva, o soprano estadunidense traz a influência erudita com muita presença em sua banda atual. Com uma voz cheia e ressonante Lewis não mostra problemas em suas passagens para voz de peito como muitas no segmento.  A moça sempre apresentou grande agilidade vocal e soube explorá-la de maneira adequada nos grupos musicais que participou. Apesar de grande vocalista no mundo do metal, Lori não é uma legítima cantora de ópera, quando se arrisca por essas montagens o resultado é mais particular e próximo de suas propostas pessoas, o que não é um verdadeiro problema no meio em que está. Seu desempenho no palco é surpreendente, mantendo bom controle vocal.


3 - Vibeke Stene - Soprano


Com voz leve, a icônica Vibeke Stene fecha essa pequena lista. Ex vocalista do Tristania, agora segue carreira dando aulas de canto, mas já anunciou o retorno com a banda de metal extremo Godo f Atheists e um álbum solo. Seu ponto forte é sua agilidade e boa emissão a vivo. Considerada mezzo soprano por alguns a moça certamente não pode ser encaixada nessa categoria, sua acuidade e brilho na região aguda desmentem tal afirmação.





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015


Vozes agudas e delicadas sempre foram muito aclamadas e populares na música mundial. Os valorosos graves tem suas particularidades belíssimas e são relativamente raros, mas a maioria gosta mesmo é de agudos e médio agudos... Por isso vozes de pequeno tamanho, com coloração extremamente quente e um timbre levíssimo é o foco deste ranking, enjoy!

* Apenas cantoras maiores de 18 anos de idade.
* Apenas cantoras Pop (Popular).



1º- Yolandi Visser - Soprano


Nossa equipe não conseguiu encontrar ao redor do mundo um interprete com uma leveza vocal tão extrema! Yolandi Visser (Ou Yo-Landi Vi$$er) é uma sul-africana de 31 anos de idade extremamente excêntrica, de corpo extremamente delicado e pequeno (Pouco mais de 1 metro e 50 de altura) que dispõe de um alcance vocal, extremo na região aguda, de mais de 3 Oitavas controladas (Excluindo o Bb7 exclamado) que detém a primeira posição de nosso ranking das vozes mais leves e delicadas de todos os tempos.

Em estúdio a voz de Yolandi passa por edição, mas o único efeito que modifica seu timbre é o chorus, já que ao vivo sua voz é tão leve quanto em estúdio (Com direito a mais exclamações). Para ouvir um pouco da voz de Yolandi basta conferir o vocal range (Vídeo de extensão vocal) produzido inteiramente por nossa equipe:




2ª - IIRIS - Soprano

O timbre da estoniana IIRIS já apresenta um pouco mais de corpo que o de Yolandi, porém com uma coloração mais infantil, com um registro mais expressivo e um registro misto mais potente e metálico, mesmo sendo mais jovem (23 anos).


3º - Grimes - Soprano

Grimes é uma canadense de 26 anos de idade que em breve ganhará um vídeo de vocal range de nossa equipe demonstrando suas quase 4 oitavas controladas.



4º - Cyndi Lauper - Soprano

De longe a mais famosa e aclamada desta lista, Cyndi Lauper é uma interprete com décadas de carreira, que até dias hodiernos, conserva a qualidade metálica e extremamente leve de seu timbre (Com o inevitável desgaste)... Com seu alcance de mais de 3 oitavas controladas, esta é a interprete com o mix mais significativo e vibrante desta lista.



5º - Lene Nystrøm - Soprano

O nome pode não te trazer recordações, mas com certeza você já ouviu esta cantora norueguesa entoando o blockbuster hit europeu "Barbie Girl".


6º - Minnie Riperton - Soprano

Sexta em leveza, primeira em  treinamento vocal. Minnie Riperton é um Soprano formalmente treinado com um alcance vocal de mais de 4 oitavas controladas, sendo a responsável por introduzir o whistle register na música black décadas antes da também maravilhosa Mariah Carey (Que hoje é nossa maior referência no meio mainstrem do registro).



7º - Ellie Goulding - Soprano


Das escolhias Ellie é a interprete de timbre mais incomum. Com 28 anos de idade a inglesa dispõe de um timbre delicado, leve, soproso e extremamente quente.


8º - Hyuna - Soprano


9º - Ben - Soprano


10º - IU - Soprano


11º - FKA Twigs - Soprano


12º - Jessica Jung - Soprano



15:27 Sávio Alves

Vozes agudas e delicadas sempre foram muito aclamadas e populares na música mundial. Os valorosos graves tem suas particularidades belíssimas e são relativamente raros, mas a maioria gosta mesmo é de agudos e médio agudos... Por isso vozes de pequeno tamanho, com coloração extremamente quente e um timbre levíssimo é o foco deste ranking, enjoy!

* Apenas cantoras maiores de 18 anos de idade.
* Apenas cantoras Pop (Popular).



1º- Yolandi Visser - Soprano


Nossa equipe não conseguiu encontrar ao redor do mundo um interprete com uma leveza vocal tão extrema! Yolandi Visser (Ou Yo-Landi Vi$$er) é uma sul-africana de 31 anos de idade extremamente excêntrica, de corpo extremamente delicado e pequeno (Pouco mais de 1 metro e 50 de altura) que dispõe de um alcance vocal, extremo na região aguda, de mais de 3 Oitavas controladas (Excluindo o Bb7 exclamado) que detém a primeira posição de nosso ranking das vozes mais leves e delicadas de todos os tempos.

Em estúdio a voz de Yolandi passa por edição, mas o único efeito que modifica seu timbre é o chorus, já que ao vivo sua voz é tão leve quanto em estúdio (Com direito a mais exclamações). Para ouvir um pouco da voz de Yolandi basta conferir o vocal range (Vídeo de extensão vocal) produzido inteiramente por nossa equipe:




2ª - IIRIS - Soprano

O timbre da estoniana IIRIS já apresenta um pouco mais de corpo que o de Yolandi, porém com uma coloração mais infantil, com um registro mais expressivo e um registro misto mais potente e metálico, mesmo sendo mais jovem (23 anos).


3º - Grimes - Soprano

Grimes é uma canadense de 26 anos de idade que em breve ganhará um vídeo de vocal range de nossa equipe demonstrando suas quase 4 oitavas controladas.



4º - Cyndi Lauper - Soprano

De longe a mais famosa e aclamada desta lista, Cyndi Lauper é uma interprete com décadas de carreira, que até dias hodiernos, conserva a qualidade metálica e extremamente leve de seu timbre (Com o inevitável desgaste)... Com seu alcance de mais de 3 oitavas controladas, esta é a interprete com o mix mais significativo e vibrante desta lista.



5º - Lene Nystrøm - Soprano

O nome pode não te trazer recordações, mas com certeza você já ouviu esta cantora norueguesa entoando o blockbuster hit europeu "Barbie Girl".


6º - Minnie Riperton - Soprano

Sexta em leveza, primeira em  treinamento vocal. Minnie Riperton é um Soprano formalmente treinado com um alcance vocal de mais de 4 oitavas controladas, sendo a responsável por introduzir o whistle register na música black décadas antes da também maravilhosa Mariah Carey (Que hoje é nossa maior referência no meio mainstrem do registro).



7º - Ellie Goulding - Soprano


Das escolhias Ellie é a interprete de timbre mais incomum. Com 28 anos de idade a inglesa dispõe de um timbre delicado, leve, soproso e extremamente quente.


8º - Hyuna - Soprano


9º - Ben - Soprano


10º - IU - Soprano


11º - FKA Twigs - Soprano


12º - Jessica Jung - Soprano



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015



Com cenários que variaram de escuros ao neon azul para extremamente coloridos e infantis (marca registrada da interprete, que gosta desta estética "exótica" e é muito adorada pelo público infantil), Katy Perry fez a apresentação ao vivo mais importante de toda sua carreira, para milhões de telespectadores no Super Bowl 2015 e os detalhes do vocal da artista nesta performance em específico você confere aqui, no Vocal Pop (Lembrando que a análise vocal completa da cantora já está disponível aqui).




Introduzindo a noite com o hit "Roar", o Mezzo adentrou a arena com gritos enérgicos com direito a growl e tudo que se tem direito, pedindo euforia ao público, antes de entoar sua canção em cima de um felino mecânico gigante, sem apresentar problemas de instabilidade vocal, insegurança e ou dificuldade de emissão; controlando bem a dinâmica da da voz de peito neste primeiro momento. O registro grave soou levemente empurrado e forçado, como sempre, em performances ao vivo desta canção, mas um detalhe negativo tão pequeno e de difícil percepção não deve influenciar na experiência do ouvinte que busca entretenimento e não é um estudantes de música como boa parte de vocês.


Já em solo, é hora de "Dark Horse" dar as caras por alguns segundos, sendo esta a primeira performance com base de apoio da noite. Neste momento Katy foge da linha principal e só executa improvisos por cima da base... Sua linha foi totalmente ao vivo, mas novamente, na região grave, houve certa dificuldade na emissão das notas que, pela versão de estúdio, pediam um som escuro, sopro e levemente quebrantável, porém com volume claro, o que em partes foi um problema para Katy, que teve dificuldades com a dinâmica. Ao todo pode-se dizer que nestes primeiros instantes a performance foi realmente incrível para o padrão que Katy Perry ostentava até a era "Teenage Dream"...


"I Kissed A Girl", tecnicamente falando, foi a performance da noite, demonstrando com clareza que Katy realmente evoluiu significativamente, exibindo um mix cheast extenso, forte e sólido, que no início de sua carreira era promissor, mas pouco lapidado e acompanhado de uma qualidade "gritada", indesejável neste tipo de repertório... Segue um ligeiro refresco de memória:



Próximo do meio da performance "Teenage Dream" e "California Gurls" tomaram conta do palco, que mudou totalmente para algo infantil e característico de Katy... Na primeira parte de "Teenage Dream" Katy enfrentou a maior dificuldade da noite por tentar levar em voz de peito pura um trecho que pedia algo soproso e mais próximo do falsete, deixando assim seu timbre com uma qualidade metálica indesejada nesta canção na região menos aguda. Já em "California Gurls" tudo correu bem como planejado... Logo após os 4 hits, do nada surge Missy Elliot, uma das mais famosas e respeitadas rappers de todos os tempos, que mesmo apresentando seus hits ficou avulsa na performance e nem ao menos tentou dar uma roupagem diferente a suas músicas a fim de dar sentido de continuidade na performance geral, que ficou defasada por conta disso.

Para fechar a noite, a canção mais desafiadora da carreira de Katy Perry, que para surpresa geral teve sua região aguda incrivelmente bem emitida (Nenhum dos Eb5 ficou esganiçado ou fraco) mesmo em cima de plataforma suspensa no ar! Entre os pontos fracos, novamente a terceira oitava, que foi um problema para a cantora, que não conseguiu executar com clareza e firmeza os G#3 exigidos no início da canção. Ao todo pode-se dizer que foi uma ótima performance vocal levando em conta o repertório interpretado e a antiga condição vocal da interprete, só esperamos que Katy consiga melhorar a dinâmica da própria voz no futuro para explorar bem melhor o p e o mp.

Para assistir o show completo, em HD, clique aqui!



14:48 Sávio Alves


Com cenários que variaram de escuros ao neon azul para extremamente coloridos e infantis (marca registrada da interprete, que gosta desta estética "exótica" e é muito adorada pelo público infantil), Katy Perry fez a apresentação ao vivo mais importante de toda sua carreira, para milhões de telespectadores no Super Bowl 2015 e os detalhes do vocal da artista nesta performance em específico você confere aqui, no Vocal Pop (Lembrando que a análise vocal completa da cantora já está disponível aqui).




Introduzindo a noite com o hit "Roar", o Mezzo adentrou a arena com gritos enérgicos com direito a growl e tudo que se tem direito, pedindo euforia ao público, antes de entoar sua canção em cima de um felino mecânico gigante, sem apresentar problemas de instabilidade vocal, insegurança e ou dificuldade de emissão; controlando bem a dinâmica da da voz de peito neste primeiro momento. O registro grave soou levemente empurrado e forçado, como sempre, em performances ao vivo desta canção, mas um detalhe negativo tão pequeno e de difícil percepção não deve influenciar na experiência do ouvinte que busca entretenimento e não é um estudantes de música como boa parte de vocês.


Já em solo, é hora de "Dark Horse" dar as caras por alguns segundos, sendo esta a primeira performance com base de apoio da noite. Neste momento Katy foge da linha principal e só executa improvisos por cima da base... Sua linha foi totalmente ao vivo, mas novamente, na região grave, houve certa dificuldade na emissão das notas que, pela versão de estúdio, pediam um som escuro, sopro e levemente quebrantável, porém com volume claro, o que em partes foi um problema para Katy, que teve dificuldades com a dinâmica. Ao todo pode-se dizer que nestes primeiros instantes a performance foi realmente incrível para o padrão que Katy Perry ostentava até a era "Teenage Dream"...


"I Kissed A Girl", tecnicamente falando, foi a performance da noite, demonstrando com clareza que Katy realmente evoluiu significativamente, exibindo um mix cheast extenso, forte e sólido, que no início de sua carreira era promissor, mas pouco lapidado e acompanhado de uma qualidade "gritada", indesejável neste tipo de repertório... Segue um ligeiro refresco de memória:



Próximo do meio da performance "Teenage Dream" e "California Gurls" tomaram conta do palco, que mudou totalmente para algo infantil e característico de Katy... Na primeira parte de "Teenage Dream" Katy enfrentou a maior dificuldade da noite por tentar levar em voz de peito pura um trecho que pedia algo soproso e mais próximo do falsete, deixando assim seu timbre com uma qualidade metálica indesejada nesta canção na região menos aguda. Já em "California Gurls" tudo correu bem como planejado... Logo após os 4 hits, do nada surge Missy Elliot, uma das mais famosas e respeitadas rappers de todos os tempos, que mesmo apresentando seus hits ficou avulsa na performance e nem ao menos tentou dar uma roupagem diferente a suas músicas a fim de dar sentido de continuidade na performance geral, que ficou defasada por conta disso.

Para fechar a noite, a canção mais desafiadora da carreira de Katy Perry, que para surpresa geral teve sua região aguda incrivelmente bem emitida (Nenhum dos Eb5 ficou esganiçado ou fraco) mesmo em cima de plataforma suspensa no ar! Entre os pontos fracos, novamente a terceira oitava, que foi um problema para a cantora, que não conseguiu executar com clareza e firmeza os G#3 exigidos no início da canção. Ao todo pode-se dizer que foi uma ótima performance vocal levando em conta o repertório interpretado e a antiga condição vocal da interprete, só esperamos que Katy consiga melhorar a dinâmica da própria voz no futuro para explorar bem melhor o p e o mp.

Para assistir o show completo, em HD, clique aqui!



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Cecilia Bartoli, uma das cantoras mais ágeis de todos os tempos.
Trinado, um dos ornamentos mais cobiçados pelos cantores virtuosos de todos os tempos... "Primo" do grupeto e do mordente, o trinado, para jovens cantores, é um grande desafio pois trabalha com velocidade extrema, boa emissão e total controle sobre o relaxamento durante o canto, o que pode ser um empecilho difícil de se derrubar para muitos, sendo uma tarefa bem mais simples para instrumentistas, como os pianistas por exemplo. Pensando nesta adversidade, criamos este post para dar um norte aos interessados na prática deste elemento tao importante.





Pelo que se tem notícia, o trinado já era executado desde muito antes da música transcrita de forma "completa" (Partituras fiéis só começaram a fazer parte da história da música um tempo após o Barroco). Antes do período Barroco as peças vocais (Sejam lieds, Chansons, madrigais ou coisas poli e monofônicas relacionadas a música sacra) não eram documentadas com o mínimo afinco (Praticamente tudo era escrito em italiano, o que chamei de Lied e Chanson na verdade nem pode ser formalmente classificado desta forma), deixando a cabo dos interpretes fazerem cadenzas, ornamentos (Fermatas) e coisas do tipo por si sós, com uma melodia muito livre e ágil; por questão disso não se sabe quando o trinado começou a fazer parte do canto, mas com certeza ganhou grande destaque na época de apogeu dos ilustríssimos Castrati (Assim como a agilidade martelada, os grupetos mais complexos, cadenzas mais longas/complicadas e etc...).

O trinado em sua essência é a execução rápida de dois tons vizinho (Como ir ao piano e pressionar C e C# em alternância numa velocidade tremenda). Os trinados podem ser simples diretos (Começando na nota principal), simples invertidos (Começando da nota superior) ou compostos (De acordo com as especificações da partitura ou da sua vontade). Ok, isso pode ter ficado um pouco complicado e pouco didático a princípio, mas vamos facilitar as coisas... No áudio a seguir você ouvirá, no piano, primeiramente o Trinado simples direto e logo após o simples invertido; facilmente nota-se que o primeiro tem maior ideia de repouso e é mais confortante ou ouvido:



Para músicos que desejam aprender o trinado, basta treinar a externalização do som desses dois tons ou semitons vizinhos com velocidade, tornando o andamento cada vez mais veloz a cada dia. Para cantores envolve todo um preparo técnico, que não pode ser pulado antes, como ter uma boa emissão, um instrumento saudável, saber treinar sem tensão e coisas do tipo... Partindo do princípio que você não é um cantor erudito iniciante ou um canto popular que não tem uma bagagem muito grande, podemos te indicar assistir este vídeo de nossa autoria, com um bonus especial em vídeo, com Joyce DiDonato, um dos mais famosos Mezzo-Sopranos de nosso tempo, ensinando a fazer um bom vibrato!



Recomendamos esta técnica a Sopranos leves (Leggeros e Coloratura), Mezzo-Sopranos Coloratura, Contraltos Coloratura e a todos os tipos de Contratenor (Sem exceção), pois o repertório dos mesmos dispõe de muitas passagens virtuosas, e ter um bom Trinado para uma boa improvisação em repertório Barroco ou para um papel complicado como o da Cenerentola ou da boneca de Offenbach faz toda a diferença. Se você é um cantor popular deve usar tal ornamento com cautela e delicadeza e com certeza enfrentará maiores desafios com a execução do mesmo em voz de peito, por isso comece com o registro superior e depois tente aplicar em uma região confortável da própria voz... Uma das adeptas deste ornamento em música Pop é a norte americana Beyoncé, que consegue executa-lo de forma clara, conectada e ágil em voz de peito sem problemas aparente:





15:01 Sávio Alves
Cecilia Bartoli, uma das cantoras mais ágeis de todos os tempos.
Trinado, um dos ornamentos mais cobiçados pelos cantores virtuosos de todos os tempos... "Primo" do grupeto e do mordente, o trinado, para jovens cantores, é um grande desafio pois trabalha com velocidade extrema, boa emissão e total controle sobre o relaxamento durante o canto, o que pode ser um empecilho difícil de se derrubar para muitos, sendo uma tarefa bem mais simples para instrumentistas, como os pianistas por exemplo. Pensando nesta adversidade, criamos este post para dar um norte aos interessados na prática deste elemento tao importante.





Pelo que se tem notícia, o trinado já era executado desde muito antes da música transcrita de forma "completa" (Partituras fiéis só começaram a fazer parte da história da música um tempo após o Barroco). Antes do período Barroco as peças vocais (Sejam lieds, Chansons, madrigais ou coisas poli e monofônicas relacionadas a música sacra) não eram documentadas com o mínimo afinco (Praticamente tudo era escrito em italiano, o que chamei de Lied e Chanson na verdade nem pode ser formalmente classificado desta forma), deixando a cabo dos interpretes fazerem cadenzas, ornamentos (Fermatas) e coisas do tipo por si sós, com uma melodia muito livre e ágil; por questão disso não se sabe quando o trinado começou a fazer parte do canto, mas com certeza ganhou grande destaque na época de apogeu dos ilustríssimos Castrati (Assim como a agilidade martelada, os grupetos mais complexos, cadenzas mais longas/complicadas e etc...).

O trinado em sua essência é a execução rápida de dois tons vizinho (Como ir ao piano e pressionar C e C# em alternância numa velocidade tremenda). Os trinados podem ser simples diretos (Começando na nota principal), simples invertidos (Começando da nota superior) ou compostos (De acordo com as especificações da partitura ou da sua vontade). Ok, isso pode ter ficado um pouco complicado e pouco didático a princípio, mas vamos facilitar as coisas... No áudio a seguir você ouvirá, no piano, primeiramente o Trinado simples direto e logo após o simples invertido; facilmente nota-se que o primeiro tem maior ideia de repouso e é mais confortante ou ouvido:



Para músicos que desejam aprender o trinado, basta treinar a externalização do som desses dois tons ou semitons vizinhos com velocidade, tornando o andamento cada vez mais veloz a cada dia. Para cantores envolve todo um preparo técnico, que não pode ser pulado antes, como ter uma boa emissão, um instrumento saudável, saber treinar sem tensão e coisas do tipo... Partindo do princípio que você não é um cantor erudito iniciante ou um canto popular que não tem uma bagagem muito grande, podemos te indicar assistir este vídeo de nossa autoria, com um bonus especial em vídeo, com Joyce DiDonato, um dos mais famosos Mezzo-Sopranos de nosso tempo, ensinando a fazer um bom vibrato!



Recomendamos esta técnica a Sopranos leves (Leggeros e Coloratura), Mezzo-Sopranos Coloratura, Contraltos Coloratura e a todos os tipos de Contratenor (Sem exceção), pois o repertório dos mesmos dispõe de muitas passagens virtuosas, e ter um bom Trinado para uma boa improvisação em repertório Barroco ou para um papel complicado como o da Cenerentola ou da boneca de Offenbach faz toda a diferença. Se você é um cantor popular deve usar tal ornamento com cautela e delicadeza e com certeza enfrentará maiores desafios com a execução do mesmo em voz de peito, por isso comece com o registro superior e depois tente aplicar em uma região confortável da própria voz... Uma das adeptas deste ornamento em música Pop é a norte americana Beyoncé, que consegue executa-lo de forma clara, conectada e ágil em voz de peito sem problemas aparente:





quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Artista /Banda: Sia Furler.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico.
Alcance Vocal: Bb2 – Bb6 (Sí Bemol Dois - Sí Bemol Seis).
Oitavas: 4 Oitavas.

Voz Plena: Bb2 – G#5 (Sí Bemol Dois – Sol Sustenido Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Alcance Controlado: D3 – G#5 (Dó Três – Sol Sustenido Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas. 3  Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): F3 – G5 (Fá Três - Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 1 Nota.

Gêneros Musicais: Dance Pop, Downbeat, Soft Rock.

Caso seja sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.




Sia é uma interprete de timbre maduro, metálico e consideravelmente escuro em sua tessitura. Para o mercado atual é raro uma interprete com estas qualidades vocais, já que timbre leves e ou forçadamente leves são (E sempre foram, até na música erudita) o designado mitiê feminino, com algumas poucas exceções. Sua voz vem sendo entoada a algum tempo em tons altíssimos, para suas capacidades vocais, e já demonstra sinais claros de desgaste devido seu histórico de abusos ligados ao álcool e drogas, o que não impediu esta interprete de ganhar notoriedade com suas composições.





A voz de Sia  brilha com mais qualidade e conforto na tessitura média grave, mesmo seu timbre dispondo de qualidade delicada no registro agudo. Não gosto de pensar em sua possível classificação como algo relacionado a qualquer tipo de Soprano por questões ligadas ao conforto da interprete, que está longe de estar próximo da tessitura do Soprano convencional (Que devia cantar com facilidade um G ou A agudo), a dificuldade que a interprete tem em executar passagens de registro medianas (Que é uma das questões mais características e desafiadoras para um Mezzo-Soprano ou Contralto inciante) e a salubridade ao qual Sia atinge notas acima de um G5.


Trabalhando com as "limitações" de Sia e as qualidades de um tipo vocal qualquer, acredito que o Mezzo-Soprano seja o tipo mais se adéqua à sua voz, que dispõe de um registro médio grave proveitoso, uma voz moderadamente rica e de considerável magnitude. Dentre os tipos de Mezzo-Soprano, creio que o Lírico dispõe de mais qualidades semânticas em comum com a voz de Sia, que mesmo cantando com sua estética pessoal detêm certas qualidades inegáveis.


Pontos Negativos:


Sia usa de uma técnica de emissão extremamente insalubre para atingir notas altas em registro de peito puro e não demonstra ter a mínima noção de como utilizar mix head voice, alcançando notas da quinta oitava na garganta e sem ressonância alguma em performances ao vivo, ocasionando quebras vocais extremamente acidentais. Nos tempos 0:37 0:44 3:32 3:40 4:10 podes conferir vários exemplos de quebras vocais por conta dos furos na técnica de Sia e os antigos abusos (Álcool e Drogas), que diferem totalmente de quebras vocais executadas de forma salubre e ponderada:


As passagens de registo de Sia não são bem executadas ao vivo. Para ir do registro de peito ao de cabeça em pouco tempo a cantora tem de parar a linha melódica por alguns segundos e fazer a transição em pianíssimo de uma forma extremamente infiel à suas capacidades vocais em estúdio (Onde sua voz de cabeça tem mais volume e consegue aparecer sem grandes problemas). Executar uma passagem de voz de peito para o falsete/cabeça na quinta oitava articulando a vocal "I" não é uma tarefa simples para um cantor mediano, mas aos que sabem como mixar os registros vocais torna-se algo extremamente fácil e fluído, o que não ocorre nas performances ao vivo de Sia enquanto canta seu maior hit, "Chandelier"


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09:29 Sávio Alves

Artista /Banda: Sia Furler.
Classificação Vocal: Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Mezzo-Soprano Lírico.
Alcance Vocal: Bb2 – Bb6 (Sí Bemol Dois - Sí Bemol Seis).
Oitavas: 4 Oitavas.

Voz Plena: Bb2 – G#5 (Sí Bemol Dois – Sol Sustenido Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 6 Notas.

Alcance Controlado: D3 – G#5 (Dó Três – Sol Sustenido Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas. 3  Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): F3 – G5 (Fá Três - Sol Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas e 1 Nota.

Gêneros Musicais: Dance Pop, Downbeat, Soft Rock.

Caso seja sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.




Sia é uma interprete de timbre maduro, metálico e consideravelmente escuro em sua tessitura. Para o mercado atual é raro uma interprete com estas qualidades vocais, já que timbre leves e ou forçadamente leves são (E sempre foram, até na música erudita) o designado mitiê feminino, com algumas poucas exceções. Sua voz vem sendo entoada a algum tempo em tons altíssimos, para suas capacidades vocais, e já demonstra sinais claros de desgaste devido seu histórico de abusos ligados ao álcool e drogas, o que não impediu esta interprete de ganhar notoriedade com suas composições.





A voz de Sia  brilha com mais qualidade e conforto na tessitura média grave, mesmo seu timbre dispondo de qualidade delicada no registro agudo. Não gosto de pensar em sua possível classificação como algo relacionado a qualquer tipo de Soprano por questões ligadas ao conforto da interprete, que está longe de estar próximo da tessitura do Soprano convencional (Que devia cantar com facilidade um G ou A agudo), a dificuldade que a interprete tem em executar passagens de registro medianas (Que é uma das questões mais características e desafiadoras para um Mezzo-Soprano ou Contralto inciante) e a salubridade ao qual Sia atinge notas acima de um G5.


Trabalhando com as "limitações" de Sia e as qualidades de um tipo vocal qualquer, acredito que o Mezzo-Soprano seja o tipo mais se adéqua à sua voz, que dispõe de um registro médio grave proveitoso, uma voz moderadamente rica e de considerável magnitude. Dentre os tipos de Mezzo-Soprano, creio que o Lírico dispõe de mais qualidades semânticas em comum com a voz de Sia, que mesmo cantando com sua estética pessoal detêm certas qualidades inegáveis.


Pontos Negativos:


Sia usa de uma técnica de emissão extremamente insalubre para atingir notas altas em registro de peito puro e não demonstra ter a mínima noção de como utilizar mix head voice, alcançando notas da quinta oitava na garganta e sem ressonância alguma em performances ao vivo, ocasionando quebras vocais extremamente acidentais. Nos tempos 0:37 0:44 3:32 3:40 4:10 podes conferir vários exemplos de quebras vocais por conta dos furos na técnica de Sia e os antigos abusos (Álcool e Drogas), que diferem totalmente de quebras vocais executadas de forma salubre e ponderada:


As passagens de registo de Sia não são bem executadas ao vivo. Para ir do registro de peito ao de cabeça em pouco tempo a cantora tem de parar a linha melódica por alguns segundos e fazer a transição em pianíssimo de uma forma extremamente infiel à suas capacidades vocais em estúdio (Onde sua voz de cabeça tem mais volume e consegue aparecer sem grandes problemas). Executar uma passagem de voz de peito para o falsete/cabeça na quinta oitava articulando a vocal "I" não é uma tarefa simples para um cantor mediano, mas aos que sabem como mixar os registros vocais torna-se algo extremamente fácil e fluído, o que não ocorre nas performances ao vivo de Sia enquanto canta seu maior hit, "Chandelier"


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domingo, 25 de janeiro de 2015

Kim Jaejoong, interprete de música Pop sul coreana.

Os Tenores Leggeros são os mais delicados, leves, quentes e agudos dentre os sub tipos deste fach. Com um registro superior primoroso na voz de peito, este tipo de cantor consegue adentrar a quinta oitava (Dó central 4) com projeção, brilho e beleza, ultrapassando o famoso dó agudo de tenor e se estendendo até um Mí ou, em casos especiais como em algumas peças do período Barroco ou de Mozart, o F5 no registro misto.




Por dispor de uma voz jovial, de menor tamanho e moldável, este tipo de Tenor dispõe de flexibilidade no canto, principalmente para execução de rápidas escalas ascendentes e descentes moderadamente complicadas em voz de peito, sendo assim uma voz perfeita para repertório renascentista, pré Barroco e Barroco. Em um repertório mais atual, do clássico ao romântico, os homens não demonstravam mais agilidade com tanta frequência, as mulheres ficaram encarregadas dos papéis mais virtuosos, e os Tenores levíssimos deixaram de marcar tanta presença em árias de cunho extremamente virtuoso, mas Rossini em sua ópera "Guillaume Tell"compôs uma famosa ária para este tipo de voz, "Asile héréditaire", a qual podes conferir sendo interpretada por um jovem Tenor Leggero:


Como podem ver, seu registro agudo é mais leve que o dos outros tipos de Tenor e se aproxima do de um Contratenor em facilidade de emissão, mesmos sendo mais metálico e próximo do registro de peito. Na região grave este tipo de tenor consegue cantar com projeção até meados de um D3 ou C3, porém não adentra com facilidade a segunda oitava mesmo com volume mp como fazem alguns Tenores graves.

Já os Tenores Líricos Leggeros, são Tenores Leggeros, geralmente em amadurecimento, que já dispõe de certa aptidão a papéis mais pesados e fortes, a caminho de se tornarem um legítimo Tenor Lírico. Neste tipo de naipe temos hodiernamente o famoso Juan Diego Flórez, jovem Tenor com um registro médio e superior mais firme, metálico e cheio que o do exemplo anteriormente exposto.



Em música popular não se pode apontar com precisão absoluta todos os exemplos de possíveis exemplos de fach, mas acreditamos que algumas vozes dispõe de características próximas das eruditas, o que nos ajudam a melhor separar os vocalistas. Kim Jaejoong é um interprete de música Pop sul coreana que se enquadra, semanticamente (Claramente que na estética de canto ao qual escolheu seguir) das características de um Tenor Leggero.



Como podem perceber, seu timbre é leve, quente, delicado, de grande extensão controlada na região aguda, com um registro de peito fraco na região grave e agilidade significativa para um interprete do sexo masculino... Mesmo sendo cantor popular dispõe de características próximas da de um legítimo Tenor Leggero; e não defendemos aqui o fach sendo usado como verdade absoluta em vozes Pop, mas sim vemos semelhanças nestas vozes com as eruditas.

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15:17 Sávio Alves
Kim Jaejoong, interprete de música Pop sul coreana.

Os Tenores Leggeros são os mais delicados, leves, quentes e agudos dentre os sub tipos deste fach. Com um registro superior primoroso na voz de peito, este tipo de cantor consegue adentrar a quinta oitava (Dó central 4) com projeção, brilho e beleza, ultrapassando o famoso dó agudo de tenor e se estendendo até um Mí ou, em casos especiais como em algumas peças do período Barroco ou de Mozart, o F5 no registro misto.




Por dispor de uma voz jovial, de menor tamanho e moldável, este tipo de Tenor dispõe de flexibilidade no canto, principalmente para execução de rápidas escalas ascendentes e descentes moderadamente complicadas em voz de peito, sendo assim uma voz perfeita para repertório renascentista, pré Barroco e Barroco. Em um repertório mais atual, do clássico ao romântico, os homens não demonstravam mais agilidade com tanta frequência, as mulheres ficaram encarregadas dos papéis mais virtuosos, e os Tenores levíssimos deixaram de marcar tanta presença em árias de cunho extremamente virtuoso, mas Rossini em sua ópera "Guillaume Tell"compôs uma famosa ária para este tipo de voz, "Asile héréditaire", a qual podes conferir sendo interpretada por um jovem Tenor Leggero:


Como podem ver, seu registro agudo é mais leve que o dos outros tipos de Tenor e se aproxima do de um Contratenor em facilidade de emissão, mesmos sendo mais metálico e próximo do registro de peito. Na região grave este tipo de tenor consegue cantar com projeção até meados de um D3 ou C3, porém não adentra com facilidade a segunda oitava mesmo com volume mp como fazem alguns Tenores graves.

Já os Tenores Líricos Leggeros, são Tenores Leggeros, geralmente em amadurecimento, que já dispõe de certa aptidão a papéis mais pesados e fortes, a caminho de se tornarem um legítimo Tenor Lírico. Neste tipo de naipe temos hodiernamente o famoso Juan Diego Flórez, jovem Tenor com um registro médio e superior mais firme, metálico e cheio que o do exemplo anteriormente exposto.



Em música popular não se pode apontar com precisão absoluta todos os exemplos de possíveis exemplos de fach, mas acreditamos que algumas vozes dispõe de características próximas das eruditas, o que nos ajudam a melhor separar os vocalistas. Kim Jaejoong é um interprete de música Pop sul coreana que se enquadra, semanticamente (Claramente que na estética de canto ao qual escolheu seguir) das características de um Tenor Leggero.



Como podem perceber, seu timbre é leve, quente, delicado, de grande extensão controlada na região aguda, com um registro de peito fraco na região grave e agilidade significativa para um interprete do sexo masculino... Mesmo sendo cantor popular dispõe de características próximas da de um legítimo Tenor Leggero; e não defendemos aqui o fach sendo usado como verdade absoluta em vozes Pop, mas sim vemos semelhanças nestas vozes com as eruditas.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014


Artista /Banda: 
Aretha Franklin.
Classificação Vocal: Soprano - Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Falcon.
Alcance Vocal: G2 – E6 (Sol Dois – Mí Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Voz Plena: G2 – E6 (Sol Dois – Mí Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: C3 – D6 (Dó Três – Ré Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal (Especulada): **********.
Oitavas: *********.

Gêneros Musicais: Soul, R&B, Rock.

Caso seja sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com uma carreira tão vasta, para falar das habilidades vocais de Aretha Franklin precisamos voltar aos anos 60, onde a rainha do soul começou a ganhar notoriedade nos Estados Unidos da América, parando de cantar somente nas igrejas gospel (Local onde iniciou a carreira e gravou o primeiro álbum ao vivo em 1956). Neste tempo, Aretha não era um fenômeno mundial, muito menos cantava para o grande público com uma carga dramática tão característica que a trouxe para a tribuna do sol da música negra... Seu timbre era metálico, vívido, rouco (Na região aguda) e soproso no registro grave (Características estras que só se tornaram mais fortes como veremos a seguir). Nesta gravação de 1964 podemos conferir a jovem Aretha Franklin, aos 22 anos de idade, cantando ao vivo "Won't Be Long":



Aretha dos anos 60 já era uma performer de voz privilegiada e, acima de tudo, explorava com veemência o registro misto, deixando de lado a região média grave no registro de peito, notas agudas em voz de cabeça e o registro grave. Certas capacidades vocais da rainha do Soul eram excluídas de seu canto por conta do estilo mais leve ao qual interpretava, que permitia uma voz poderosa e de grandes atributos virtuosos, mas não como o estilo em que a mesma se firmou e ganhou notoriedade.

Capa de "Spirit In The Dark", álbum de 1970.
Anos 70, Aretha torna-se uma mulher madura e tanto seu repertório como timbre ganham maior magnitude e credibilidade em meio a cultura negra, seu apogeu técnico e físico está nesta década tão primorosa. Aprimoramentos aconteceram neste período: sua voz de cabeça torna-se mais ressonante e firme, com passagens mais fáceis (Constantemente executadas da voz de peito para a de cabeça em exclamações), o registro de peito ganha maior destaque na região grave em improvisações ao vivo; á agilidade está presente, porém flui de forma mais definida por conta do encorpamento que seu timbre naturalmente sofreu. Esta incrível performance de um de seus maiores sucessos, "I Say A Little Pray For You", demonstra bem todos os aspectos evolutivos citados:



Nos anos 80 Aretha aumentou consideravelmente seu peso e já estava na casa dos 40 anos de idade, o que, por causas naturais, dá início a seu declínio vocal. Á agilidade na região aguda de seu registro misto perdia facilidade de emissão e definição, seu registro misto perdeu consideravelmente a estamina que a juventude lhe conferia e sua desenvoltura em palco estava mais limitada... O timbre ganhou uma qualidade levemente soprosa e rouca, com uma tessitura mais grave, que lhe permitia agora executar ao vivo notas gravíssimas para uma mulher. Importante frisar que estamos falando de Aretha Franklin, uma das maiores e melhores cantoras populares de todos os tempos, logo sofrer declínio não necessariamente a torna uma cantora ruim, mas sim em alguém que começou a sentir as adversidades do tempo. Estar performance de "Who's Zoomin' Who" demonstra as evidentes mudanças negativas em sua voz, mas de forma alguma são motivo de vergonha ou desídia:


Os famosos portamentos de Aretha, em notas gravíssimas, começaram a fazer parte de seu canto, de forma significativa, dos anos 80 para cá. O som destas notas é extremamente andrógeno e escuro por conta da acuidade em que estão localizados (Segunda e base da terceira oitava no piano - Dó central 4), o volume em decibéis dos mesmos é baixo por não ser a região de emissão de uma interprete do sexo feminino, mas não deixam de ser um grande feito:


Última década do século XX, Aretha está na casa dos 50 anos de idade e se apresentava com bem menos frequência. Aqui sua voz, por conta do desgaste natural, perde a qualidade predominantemente metálica, converte-se em um timbre bem menos rico e firme, tornando-se totalmente rouco, com pouco corpo (Comparado a seu estado de apogeu) e de com leggatos menos expressivos e fáceis.


Já na primeira década do novo século, Aretha apresenta um registro inferior mais proveitoso e presente, com um mix já sem corpo ou qualidade metálica característica do Belting se assemelhando ao falsete. Sua respiração apresenta problemas evidentes e sua forma física parece não a permitir emitir suas notas com facilidade, mas mesmo assim Lady Soul não usa playback ou base de qualquer tipo, mesmo estando na casa dos 60 anos de idade.


Em tempo hodierno Aretha apresenta um físico que a permite respirar e emitir as notas agudas sem este problema, mas devido a idade avançada a qualidade de emissão é extremamente comprometida, o repertório é rico em melismas e notas agudíssimas em mix head voice e playbacks e bases pré gravadas são inexistentes em suas performances, apenas o instrumental e seus backing vocals.


No período de juventude sua voz já apresentava características do que consideramos um "Soprano pesado", mas de forma alguma pode-se negligenciar o fato de que suas capacidades vocais ainda não tinham sido demonstradas em sua totalidade, e mesmo em seu Prime o registro grave poderoso, que é uma de suas marcas vocais, ainda não tinha sido demonstrado, logo Aretha é uma incógnita vocal neste período e podemos especular algo próximo do Soprano 2  com características notáveis de um Mezzo-Soprano no registro inferior como classificação vocal mais apropriada, tanto pela região a qual a rainha do Soul cantava como pela coloração de seu timbre... A voz de Aretha dispõe de qualidades de dois naipes distintos (Uma voz "híbrida")  logo não é uma tarefa simples a classificar, já que estamos aqui usando o sistema fach apenas norte.




Dificilmente pode-se classificar com exatidão ema uma voz pop (Popular), já que o sistema de classificação vocal (Fach) foi criado para atender a música erudita, que usa de uma estética diferente, visando uma sonoridade mais tradicional e tecnicamente superior a popular, com suas variações com respeito aos períodos da música (Barroco, Clássico, Romântico...), mas mesmo assim com uma premissa parecida, por isso o que deve ser focado nesta análise são os pontos positivos, negativos e as qualidades da voz de Aretha Franklin e não sua classificação vocal. O vídeo a seguir, infelizmente disponível apenas em inglês, demonstra os aspectos que nos levam a crer que a classificação vocal mais próxima da de Aretha Franklin possa ser a do Soprano Falcon (Mais informações sobre este tipo de voz, em português, aqui):


Pontos Negativos:


O uso do mix head voice por tantas décadas deixou seu registro de peito, na região média, sem corpo e pouquíssimo proveitoso na velhice. Até o mix head de Aretha foi afetado com o uso exacerbado e hoje, junto a presbifonia, soa fraco e soproso, para uma senhora de sua idade é algo compreensível, porém este problema começou a se tornar algo problemático ainda nos anos 80.

Facebook | Página Oficial.


14:49 Sávio Alves

Artista /Banda: 
Aretha Franklin.
Classificação Vocal: Soprano - Mezzo-Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Falcon.
Alcance Vocal: G2 – E6 (Sol Dois – Mí Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Voz Plena: G2 – E6 (Sol Dois – Mí Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Alcance Controlado: C3 – D6 (Dó Três – Ré Seis).
Oitavas: 3 Oitavas e 5 Notas.

Tessitura Vocal (Especulada): **********.
Oitavas: *********.

Gêneros Musicais: Soul, R&B, Rock.

Caso seja sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.

Com uma carreira tão vasta, para falar das habilidades vocais de Aretha Franklin precisamos voltar aos anos 60, onde a rainha do soul começou a ganhar notoriedade nos Estados Unidos da América, parando de cantar somente nas igrejas gospel (Local onde iniciou a carreira e gravou o primeiro álbum ao vivo em 1956). Neste tempo, Aretha não era um fenômeno mundial, muito menos cantava para o grande público com uma carga dramática tão característica que a trouxe para a tribuna do sol da música negra... Seu timbre era metálico, vívido, rouco (Na região aguda) e soproso no registro grave (Características estras que só se tornaram mais fortes como veremos a seguir). Nesta gravação de 1964 podemos conferir a jovem Aretha Franklin, aos 22 anos de idade, cantando ao vivo "Won't Be Long":



Aretha dos anos 60 já era uma performer de voz privilegiada e, acima de tudo, explorava com veemência o registro misto, deixando de lado a região média grave no registro de peito, notas agudas em voz de cabeça e o registro grave. Certas capacidades vocais da rainha do Soul eram excluídas de seu canto por conta do estilo mais leve ao qual interpretava, que permitia uma voz poderosa e de grandes atributos virtuosos, mas não como o estilo em que a mesma se firmou e ganhou notoriedade.

Capa de "Spirit In The Dark", álbum de 1970.
Anos 70, Aretha torna-se uma mulher madura e tanto seu repertório como timbre ganham maior magnitude e credibilidade em meio a cultura negra, seu apogeu técnico e físico está nesta década tão primorosa. Aprimoramentos aconteceram neste período: sua voz de cabeça torna-se mais ressonante e firme, com passagens mais fáceis (Constantemente executadas da voz de peito para a de cabeça em exclamações), o registro de peito ganha maior destaque na região grave em improvisações ao vivo; á agilidade está presente, porém flui de forma mais definida por conta do encorpamento que seu timbre naturalmente sofreu. Esta incrível performance de um de seus maiores sucessos, "I Say A Little Pray For You", demonstra bem todos os aspectos evolutivos citados:



Nos anos 80 Aretha aumentou consideravelmente seu peso e já estava na casa dos 40 anos de idade, o que, por causas naturais, dá início a seu declínio vocal. Á agilidade na região aguda de seu registro misto perdia facilidade de emissão e definição, seu registro misto perdeu consideravelmente a estamina que a juventude lhe conferia e sua desenvoltura em palco estava mais limitada... O timbre ganhou uma qualidade levemente soprosa e rouca, com uma tessitura mais grave, que lhe permitia agora executar ao vivo notas gravíssimas para uma mulher. Importante frisar que estamos falando de Aretha Franklin, uma das maiores e melhores cantoras populares de todos os tempos, logo sofrer declínio não necessariamente a torna uma cantora ruim, mas sim em alguém que começou a sentir as adversidades do tempo. Estar performance de "Who's Zoomin' Who" demonstra as evidentes mudanças negativas em sua voz, mas de forma alguma são motivo de vergonha ou desídia:


Os famosos portamentos de Aretha, em notas gravíssimas, começaram a fazer parte de seu canto, de forma significativa, dos anos 80 para cá. O som destas notas é extremamente andrógeno e escuro por conta da acuidade em que estão localizados (Segunda e base da terceira oitava no piano - Dó central 4), o volume em decibéis dos mesmos é baixo por não ser a região de emissão de uma interprete do sexo feminino, mas não deixam de ser um grande feito:


Última década do século XX, Aretha está na casa dos 50 anos de idade e se apresentava com bem menos frequência. Aqui sua voz, por conta do desgaste natural, perde a qualidade predominantemente metálica, converte-se em um timbre bem menos rico e firme, tornando-se totalmente rouco, com pouco corpo (Comparado a seu estado de apogeu) e de com leggatos menos expressivos e fáceis.


Já na primeira década do novo século, Aretha apresenta um registro inferior mais proveitoso e presente, com um mix já sem corpo ou qualidade metálica característica do Belting se assemelhando ao falsete. Sua respiração apresenta problemas evidentes e sua forma física parece não a permitir emitir suas notas com facilidade, mas mesmo assim Lady Soul não usa playback ou base de qualquer tipo, mesmo estando na casa dos 60 anos de idade.


Em tempo hodierno Aretha apresenta um físico que a permite respirar e emitir as notas agudas sem este problema, mas devido a idade avançada a qualidade de emissão é extremamente comprometida, o repertório é rico em melismas e notas agudíssimas em mix head voice e playbacks e bases pré gravadas são inexistentes em suas performances, apenas o instrumental e seus backing vocals.


No período de juventude sua voz já apresentava características do que consideramos um "Soprano pesado", mas de forma alguma pode-se negligenciar o fato de que suas capacidades vocais ainda não tinham sido demonstradas em sua totalidade, e mesmo em seu Prime o registro grave poderoso, que é uma de suas marcas vocais, ainda não tinha sido demonstrado, logo Aretha é uma incógnita vocal neste período e podemos especular algo próximo do Soprano 2  com características notáveis de um Mezzo-Soprano no registro inferior como classificação vocal mais apropriada, tanto pela região a qual a rainha do Soul cantava como pela coloração de seu timbre... A voz de Aretha dispõe de qualidades de dois naipes distintos (Uma voz "híbrida")  logo não é uma tarefa simples a classificar, já que estamos aqui usando o sistema fach apenas norte.




Dificilmente pode-se classificar com exatidão ema uma voz pop (Popular), já que o sistema de classificação vocal (Fach) foi criado para atender a música erudita, que usa de uma estética diferente, visando uma sonoridade mais tradicional e tecnicamente superior a popular, com suas variações com respeito aos períodos da música (Barroco, Clássico, Romântico...), mas mesmo assim com uma premissa parecida, por isso o que deve ser focado nesta análise são os pontos positivos, negativos e as qualidades da voz de Aretha Franklin e não sua classificação vocal. O vídeo a seguir, infelizmente disponível apenas em inglês, demonstra os aspectos que nos levam a crer que a classificação vocal mais próxima da de Aretha Franklin possa ser a do Soprano Falcon (Mais informações sobre este tipo de voz, em português, aqui):


Pontos Negativos:


O uso do mix head voice por tantas décadas deixou seu registro de peito, na região média, sem corpo e pouquíssimo proveitoso na velhice. Até o mix head de Aretha foi afetado com o uso exacerbado e hoje, junto a presbifonia, soa fraco e soproso, para uma senhora de sua idade é algo compreensível, porém este problema começou a se tornar algo problemático ainda nos anos 80.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



Mesmo já tendo listado todos os tipos de Soprano existentes neste conjunto de posts, ainda paira no ar questionamento a respeito do naipe com mais variações dentre o fach, o do Soprano. O esteriótipo de voz delicadíssima, com agudos limpíssimos dignos de um rouxinol, permeia entre os leigos, mas o grandioso poder vocal não é exclusividade do Mezzo-Soprano, existem Soprano pesadíssimos com vozes de enorme dimensão!



Existem mais de 10 tipos de Soprano (Mais do que todos os tipos de Mezzo-Soprano e Contralto juntos), sendo os mais citados tipos: Soubrette, Leggero, Coloratura, Lírico, Spinto, Dramático, Dugazon (Híbrido), Falcon (Híbrido) e o Absoluto. Será que é tão difícil associar que nem todos os tipos devem conservar a leveza dos 3 primeiros citados? Os tipos pesados devem ser todos jogados nos naipes de baixo pela ignorância dos leigos? A resposta, obviamente, é não! Vamos seguir dividindo-os em 3 grupos (Leves, comuns e pesados) na música erudita (Que é, querendo os separatistas de conteúdo pop e clássico ou não o ponto de partida obrigatório)... O tipo leve é relativamente raro em grande parte do mundo, em nossa terra nem tanto, dente eles estão os Soubrettes; os Leggeros e os Líricos Coloratura; como representante erudita escolhi Ingeborg Hallstein, dona dos agudos mais perfeito de todos os tempos, um legítimo Soprano Lírico Coloratura de controle exímio:



Como veremos adiante do tipo mais "leve" ao "médio" já se pode notar uma incrível diferença de peso e coloração. O tipo médio e mais comum é o lírico, que comparado aos leves dispõe de mais estamina, habilidade com leggatos, potência e dramaticidade, dispondo de menos agilidade, naturalidade com o registro agudo e leveza. A representante escolhida para representar o tipo mais comum é a Sul Coreana Sumi Jo; vejam como o peso já é considerável se comparado ao da representante anterior:



Até agora acredito que não existem muitas discrepâncias a respeito das vozes citadas, mas ao adentrar os tipos mais pesados (Spinto, Dramático e Falcon) rapidamente as mesmas dão as caras, mas abram os ouvidos e ouça um pesadíssimo Soprano de Wagner (Dramático alemão)! O som de um Soprano pesado é extremamente distinto do de um Mezzo-Soprano Lírico convencional (Que é muito menos dramático, mais sensual e quente) e é extremamente necessário para aguentar pesadíssimas orquestras, em óperas que duram mais de 3 horas (Por vezes até 6 como fez Wagner), suportando se manter estável tendo de executar inúmeros molto fortíssimos no topo da quinta oitava (Onde o Mezzo sofreria e poderia facilmente perder a voz). O perfeito exemplo de um Soprano pesadíssimo é a interprete alemã, especializada em Wagner, Kristen Flagstad:



Ok, vocês são o Vocal Pop (Pop = popular = Não erudito), então porque a necessidade de uma explicação usando as classificações eruditas? Simples, não existe um sistema de classificação de vozes que não seja o desenvolvido para vozes clássicas! Cantor popular, formalmente, não tem, nem precisa, de classificação vocal, mas tornou-se comodo os classificar para melhor escolher repertório e separar linhas de coro, então é necessário olhar para as vozes eruditas querendo ou não (Ou melhor nem tentar classificar nada). Agora para extirpar a ideia de que todo Soprano deve ter voz quente, doce e delicadíssima ao extremos vamos ao contraste no ponto X da questão... IIRIS é o perfeito exemplo de Voz feminina extremamente leve e delicada, quase infantil, que se aproxima da classificação do Soprano Soubrette em termos semânticos:



Já a senhora Patti LaBelle é uma interprete de voz agudíssima, cálida, de enorme dimensão e estamina para sustentar notas estapafúrdias em seu registro misto. Patti é o perfeito exemplo de um "Soprano" de voz pesada, compare o contraste com IIRIS e verá que é tão grande quanto o de Ingeborg com Kristen:



Por fim pessoas, o Mezzo-Soprano dispõe de uma voz mais quente, sensual e calma que a de um Soprano pesado, a diferença é notável! Já fizemos os posts com todos os tipos de vozes feminina, basta ler mais um pouco...


14:39 Sávio Alves


Mesmo já tendo listado todos os tipos de Soprano existentes neste conjunto de posts, ainda paira no ar questionamento a respeito do naipe com mais variações dentre o fach, o do Soprano. O esteriótipo de voz delicadíssima, com agudos limpíssimos dignos de um rouxinol, permeia entre os leigos, mas o grandioso poder vocal não é exclusividade do Mezzo-Soprano, existem Soprano pesadíssimos com vozes de enorme dimensão!



Existem mais de 10 tipos de Soprano (Mais do que todos os tipos de Mezzo-Soprano e Contralto juntos), sendo os mais citados tipos: Soubrette, Leggero, Coloratura, Lírico, Spinto, Dramático, Dugazon (Híbrido), Falcon (Híbrido) e o Absoluto. Será que é tão difícil associar que nem todos os tipos devem conservar a leveza dos 3 primeiros citados? Os tipos pesados devem ser todos jogados nos naipes de baixo pela ignorância dos leigos? A resposta, obviamente, é não! Vamos seguir dividindo-os em 3 grupos (Leves, comuns e pesados) na música erudita (Que é, querendo os separatistas de conteúdo pop e clássico ou não o ponto de partida obrigatório)... O tipo leve é relativamente raro em grande parte do mundo, em nossa terra nem tanto, dente eles estão os Soubrettes; os Leggeros e os Líricos Coloratura; como representante erudita escolhi Ingeborg Hallstein, dona dos agudos mais perfeito de todos os tempos, um legítimo Soprano Lírico Coloratura de controle exímio:



Como veremos adiante do tipo mais "leve" ao "médio" já se pode notar uma incrível diferença de peso e coloração. O tipo médio e mais comum é o lírico, que comparado aos leves dispõe de mais estamina, habilidade com leggatos, potência e dramaticidade, dispondo de menos agilidade, naturalidade com o registro agudo e leveza. A representante escolhida para representar o tipo mais comum é a Sul Coreana Sumi Jo; vejam como o peso já é considerável se comparado ao da representante anterior:



Até agora acredito que não existem muitas discrepâncias a respeito das vozes citadas, mas ao adentrar os tipos mais pesados (Spinto, Dramático e Falcon) rapidamente as mesmas dão as caras, mas abram os ouvidos e ouça um pesadíssimo Soprano de Wagner (Dramático alemão)! O som de um Soprano pesado é extremamente distinto do de um Mezzo-Soprano Lírico convencional (Que é muito menos dramático, mais sensual e quente) e é extremamente necessário para aguentar pesadíssimas orquestras, em óperas que duram mais de 3 horas (Por vezes até 6 como fez Wagner), suportando se manter estável tendo de executar inúmeros molto fortíssimos no topo da quinta oitava (Onde o Mezzo sofreria e poderia facilmente perder a voz). O perfeito exemplo de um Soprano pesadíssimo é a interprete alemã, especializada em Wagner, Kristen Flagstad:



Ok, vocês são o Vocal Pop (Pop = popular = Não erudito), então porque a necessidade de uma explicação usando as classificações eruditas? Simples, não existe um sistema de classificação de vozes que não seja o desenvolvido para vozes clássicas! Cantor popular, formalmente, não tem, nem precisa, de classificação vocal, mas tornou-se comodo os classificar para melhor escolher repertório e separar linhas de coro, então é necessário olhar para as vozes eruditas querendo ou não (Ou melhor nem tentar classificar nada). Agora para extirpar a ideia de que todo Soprano deve ter voz quente, doce e delicadíssima ao extremos vamos ao contraste no ponto X da questão... IIRIS é o perfeito exemplo de Voz feminina extremamente leve e delicada, quase infantil, que se aproxima da classificação do Soprano Soubrette em termos semânticos:



Já a senhora Patti LaBelle é uma interprete de voz agudíssima, cálida, de enorme dimensão e estamina para sustentar notas estapafúrdias em seu registro misto. Patti é o perfeito exemplo de um "Soprano" de voz pesada, compare o contraste com IIRIS e verá que é tão grande quanto o de Ingeborg com Kristen:



Por fim pessoas, o Mezzo-Soprano dispõe de uma voz mais quente, sensual e calma que a de um Soprano pesado, a diferença é notável! Já fizemos os posts com todos os tipos de vozes feminina, basta ler mais um pouco...


terça-feira, 16 de dezembro de 2014


Artista / Banda: Joss Stone.
Classificação Vocal: Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Spinto.
Alcance Vocal: Eb3 - A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Pleno: Eb3 - A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: Eb3 - A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): A3 – A5 (Lá Três – Lá Cinco).
Oitavas:  2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Soul, R&B.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


Hoje venho falar de uma interprete de white soul com uma voz rara, Joss Stone. O timbre de Joss pode ser descrito como escuro, rico, metálico e de grande magnitude, tendo como fach mais "próximo" o do Soprano Lírico Spinto. Claramente Joss não canta seguindo as diretrizes do bel canto, mas sua voz dispõe de qualidades inegáveis que se aproximam de um Lírico Spinto, tais como: Enorme poder no registro agudo, 
tom extremamente metálico (Distintivo na região média) e escuro timbre de Soprano (Mais respostas do porque Joss não é um Mezzo-Soprano aqui).



Seu registro agudo é demonstrado constantemente e, naturalmente dispõe de grande poder e volume, principalmente na região do mix. Sua voz de cabeça dispõe de agilidade e beleza, mas pouco é demonstrada por Joss, o que é algo extremamente comum em meio a interpretes que utilizando o registro misto como marca registrada por grande período de tempo. Ressonância não é um grande problema para este pesado Soprano, mas uma das questões que poderia ser desenvolvidas no tópico em destaque é o aprimoramento do posicionamento de sua voz em regiões mais adequadas, já que Joss, em algumas performances, fica perdida entre o Mix Head Voice e o Mix Cheast voice e deixa de sustentar notas da quinta oitava por insegurança... Insegurança esta que evidentemente é ligada a falta de treino com respeito de sua linha de canto e preparamento prévio de trechos com agilidade; canto em grupo torna-se algo longe do aceitável para uma interprete deste gabarito, já que as melismas, principalmente quando executadas simultaneamente a um parceiro de canto, na região aguda de sua voz,  tornam-se corridas, desconectadas e sem definição perfeita. Seu desempenho ao vivo, ao lado de Robbie Williams é um bom exemplo disso.


Seu registro grave, como se espera de um Soprano convencional, não é naturalmente robusto, ganhando força do A3 (Lá três) em diante. Suas canções exploram a região média aguda e aguda de sua voz, o registro grave é decente, mas não faz parte dos primores de sua voz e técnica. Esta performance ao pedestal, com pouca movimentação, de "The High Road" é um bom exemplo de Joss utilizando seu registro inferior.



Agilidade na região média de sua voz, desde que esteja cantando sozinha e segura da linha a ser executada, não é um problema aparente para Joss. Se mantendo do Dó central (D4) ao D5 (Ré 5) a agilidade flui com mais facilidade, mas como todo bom Soprano os agudos são seu mitiê e a melhor demonstração de agilidade de Joss em estúdio foi belíssimo A5 (Lá 5).


Sua extensão vocal é demonstrada de forma controlada e até hoje encontraram quase duas oitavas e meia, partindo do Eb grave feminino (Eb3) até o A agudo de Mezzo-Soprano (A5). No registro misto Joss consegue ir até o G5, em voz de cabeça até o A5 e, em voz de peito (O mais grave) um Eb3.


Pontos Negativos

Falta de ressonância nos extremos de seu alcance misto. O mix head voice pode ser utilizado com mais enfoque no registro superior por Joss, já que notas estratosfericamente agudas não pedem tanto peso como as executadas na voz de peito.

Registro grave pouco moldável e brilhante. Para uma grande interprete de música popular, principalmente no estilo que Joss escolheu seguir, ter, pelo menos, algumas notas da terceira oitava utilizáveis ao vivo é uma habilidade que não se pode jogar fora.

Vocal Ranges



15:00 Sávio Alves

Artista / Banda: Joss Stone.
Classificação Vocal: Soprano.
Possível Classificação Vocal (pelo Sistema Fach): Soprano Spinto.
Alcance Vocal: Eb3 - A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Pleno: Eb3 - A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Alcance Controlado: Eb3 - A5 (Mí Bemol Três – Lá Cinco).
Oitavas: 2 Oitavas, 3 Notas e 1 Semitom.

Tessitura Vocal (Especulada): A3 – A5 (Lá Três – Lá Cinco).
Oitavas:  2 Oitavas.
Gêneros Musicais: Soul, R&B.

Se esta for sua primeira vez no Vocal Pop, com certeza encontrará termos desconhecidos, por isso visite nosso Glossário clicando aqui.


Hoje venho falar de uma interprete de white soul com uma voz rara, Joss Stone. O timbre de Joss pode ser descrito como escuro, rico, metálico e de grande magnitude, tendo como fach mais "próximo" o do Soprano Lírico Spinto. Claramente Joss não canta seguindo as diretrizes do bel canto, mas sua voz dispõe de qualidades inegáveis que se aproximam de um Lírico Spinto, tais como: Enorme poder no registro agudo, 
tom extremamente metálico (Distintivo na região média) e escuro timbre de Soprano (Mais respostas do porque Joss não é um Mezzo-Soprano aqui).



Seu registro agudo é demonstrado constantemente e, naturalmente dispõe de grande poder e volume, principalmente na região do mix. Sua voz de cabeça dispõe de agilidade e beleza, mas pouco é demonstrada por Joss, o que é algo extremamente comum em meio a interpretes que utilizando o registro misto como marca registrada por grande período de tempo. Ressonância não é um grande problema para este pesado Soprano, mas uma das questões que poderia ser desenvolvidas no tópico em destaque é o aprimoramento do posicionamento de sua voz em regiões mais adequadas, já que Joss, em algumas performances, fica perdida entre o Mix Head Voice e o Mix Cheast voice e deixa de sustentar notas da quinta oitava por insegurança... Insegurança esta que evidentemente é ligada a falta de treino com respeito de sua linha de canto e preparamento prévio de trechos com agilidade; canto em grupo torna-se algo longe do aceitável para uma interprete deste gabarito, já que as melismas, principalmente quando executadas simultaneamente a um parceiro de canto, na região aguda de sua voz,  tornam-se corridas, desconectadas e sem definição perfeita. Seu desempenho ao vivo, ao lado de Robbie Williams é um bom exemplo disso.


Seu registro grave, como se espera de um Soprano convencional, não é naturalmente robusto, ganhando força do A3 (Lá três) em diante. Suas canções exploram a região média aguda e aguda de sua voz, o registro grave é decente, mas não faz parte dos primores de sua voz e técnica. Esta performance ao pedestal, com pouca movimentação, de "The High Road" é um bom exemplo de Joss utilizando seu registro inferior.



Agilidade na região média de sua voz, desde que esteja cantando sozinha e segura da linha a ser executada, não é um problema aparente para Joss. Se mantendo do Dó central (D4) ao D5 (Ré 5) a agilidade flui com mais facilidade, mas como todo bom Soprano os agudos são seu mitiê e a melhor demonstração de agilidade de Joss em estúdio foi belíssimo A5 (Lá 5).


Sua extensão vocal é demonstrada de forma controlada e até hoje encontraram quase duas oitavas e meia, partindo do Eb grave feminino (Eb3) até o A agudo de Mezzo-Soprano (A5). No registro misto Joss consegue ir até o G5, em voz de cabeça até o A5 e, em voz de peito (O mais grave) um Eb3.


Pontos Negativos

Falta de ressonância nos extremos de seu alcance misto. O mix head voice pode ser utilizado com mais enfoque no registro superior por Joss, já que notas estratosfericamente agudas não pedem tanto peso como as executadas na voz de peito.

Registro grave pouco moldável e brilhante. Para uma grande interprete de música popular, principalmente no estilo que Joss escolheu seguir, ter, pelo menos, algumas notas da terceira oitava utilizáveis ao vivo é uma habilidade que não se pode jogar fora.

Vocal Ranges